{"id":66277,"date":"2017-05-25T08:00:20","date_gmt":"2017-05-25T11:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=66277"},"modified":"2017-05-24T21:00:42","modified_gmt":"2017-05-25T00:00:42","slug":"saiba-por-que-as-baleias-sao-os-maiores-animais-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/saiba-por-que-as-baleias-sao-os-maiores-animais-do-planeta\/","title":{"rendered":"Saiba por que as baleias s\u00e3o os maiores animais do planeta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-66278\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesando cerca de 200 toneladas e com comprimento que pode chegar aos 30 metros, a <strong>baleia-azul<\/strong> \u00e9 o maior animal da Terra. \u00c9 aproximadamente o tamanho de um avi\u00e3o \u2013 s\u00f3 o cora\u00e7\u00e3o pode ter as dimens\u00f5es de um carro popular. Para descobrir como as <strong>baleias<\/strong> ficaram t\u00e3o grandes, pesquisadores americanos decidiram procurar as raz\u00f5es na evolu\u00e7\u00e3o desses cet\u00e1ceos. Em estudo publicado nesta quarta-feira no peri\u00f3dico cient\u00edfico <em><a href=\"http:\/\/rspb.royalsocietypublishing.org\/content\/284\/1855\/20170546\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Proceedings of the Royal Society B<\/a>,\u00a0<\/em>os cientistas demonstram que esses animais\u00a0se tornaram seres gigantes apenas nos \u00faltimos 4,5 milh\u00f5es de anos e o motivo de tal crescimento pode estar em transforma\u00e7\u00f5es ambientais que levaram a mudan\u00e7as na distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos das baleias.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\"><\/div>\n<p>\u201cVivemos em uma era de gigantes. As baleias jamais foram t\u00e3o grandes\u201d, disse Jeremy Goldbogen, da Universidade Stanford, um dos autores da pesquisa.<\/p>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\">Baleias gigantes<\/div>\n<p>Para chegar a essas conclus\u00f5es, os cientistas do Museu de Hist\u00f3ria Natural Smithsonian, e das Universidades Stanford e de Chicago, nos Estados Unidos, analisaram f\u00f3sseis de 63 esp\u00e9cies extintas e esqueletos de 13 esp\u00e9cies modernas. O estudo mostrou que as baleias, que surgiram h\u00e1 cerca de 30 milh\u00f5es de anos, foram \u201cpequenas\u201d (com cerca de dez metros de comprimento) ao longo da maior parte de sua evolu\u00e7\u00e3o. Foi s\u00f3 por volta de 3 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s que esses animais come\u00e7aram a se separar em linhagens distintas, com tamanhos maiores.<\/p>\n<div id=\"attachment_2053410\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2053410 size-large\" src=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/05\/baleia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=650&amp;strip=info\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/05\/baleia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=640 640w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/05\/baleia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=150 150w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/05\/baleia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=300 300w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/05\/baleia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=768 768w, https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/05\/baleia.jpg 1125w\" alt=\"Baleia azul, o maior animal vertebrado da hist\u00f3ria, na costa da Calif\u00f3rnia, Estados Unidos\" width=\"640\" height=\"433\" border=\"0\" data-attachment-id=\"2053410\" data-permalink=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/baleia\/\" data-orig-file=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/05\/baleia.jpg?quality=70&amp;strip=info\" data-orig-size=\"1125,750\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Baleia Azul\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/05\/baleia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=300\" data-large-file=\"https:\/\/abrilveja.files.wordpress.com\/2017\/05\/baleia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=650\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Copyright Silverback Films\/BBC\" data-image-caption=\"Baleia azul, o maior animal vertebrado da hist\u00f3ria, na costa da Calif\u00f3rnia, Estados Unidos\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Baleia-azul, o maior animal vertebrado do planeta, na costa da Calif\u00f3rnia, Estados Unidos. (Copyright Silverback Films\/BBC\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<\/div>\n<p>Em seguida, os cientistas recolheram dados ambientais, com o objetivo de descobrir o porqu\u00ea dessa mudan\u00e7a. Reunidas, as informa\u00e7\u00f5es mostraram que o crescimento dos cet\u00e1ceos coincidiu com o in\u00edcio das glacia\u00e7\u00f5es, h\u00e1 cerca de 4,5 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Nesse per\u00edodo, segundo os autores, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas modificaram a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos das baleias nos oceanos. Em algumas partes do ano, como a primavera e o ver\u00e3o, havia uma ampla oferta de nutrientes, enquanto em outras, como outono e inverno, eles eram escassos.<\/p>\n<p>\u201cAntes que as geleiras cobrissem o Hemisf\u00e9rio Norte, os recursos estavam bem distribu\u00eddos nos oceanos. Mas, com o come\u00e7o da glacia\u00e7\u00e3o, escorrimentos dos novos mantos de gelo durante o ver\u00e3o podem ter levado os nutrientes para as \u00e1guas costeiras, aumentando o suprimento de comida em algumas \u00e1reas\u201d, explicou Nicholas Pyenson, do Museu de Hist\u00f3ria Natural Smithsonian, um dos autores do estudo.<\/p>\n<p>Com isso, animais capazes de abocanhar grandes quantidades de alimentos e armazenar seus nutrientes durante longos per\u00edodos de escassez passaram a ter vantagem evolutiva. Aos poucos, as esp\u00e9cies menores desapareceram e deram espa\u00e7o a animais cada vez maiores que, al\u00e9m de conseguir manter-se alimentados nos per\u00edodos em que as presas eram raras, s\u00e3o capazes de migrar milhares de quil\u00f4metros para aproveitar o suprimento sazonal de comida abundante em pontos distantes.<\/p>\n<h3>Papel das baleias<\/h3>\n<p>Segundo os cientistas, a compreens\u00e3o das raz\u00f5es que estimularam as mudan\u00e7as no tamanho das baleias pode ajudar no desenho de estrat\u00e9gias futuras para a conserva\u00e7\u00e3o desses animais.<\/p>\n<p>\u201cO tamanho de um animal determina seu papel ecol\u00f3gico\u201d, explica Pyenson. \u201cNosso estudo ilumina como os oceanos e o clima atuais podem sustentar nossos maiores vertebrados. Contudo, esses dois fatores est\u00e3o sofrendo transforma\u00e7\u00f5es em escalas geol\u00f3gicas, no per\u00edodo de apenas uma gera\u00e7\u00e3o. Com essas transforma\u00e7\u00f5es t\u00e3o velozes, ser\u00e1 que o oceano ter\u00e1 capacidade de sustentar bilh\u00f5es de pessoas e tamb\u00e9m as maiores baleias? As pistas para responder a essa quest\u00e3o est\u00e3o em nossa habilidade de aprender com o passado da Terra \u2013 algo crucial para nosso presente.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesando cerca de 200 toneladas e com comprimento que pode chegar aos 30 metros, a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":66278,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/baleia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesando cerca de 200 toneladas e com comprimento que pode chegar aos 30 metros, a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66277"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66277"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66277\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66278"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66277"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66277"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66277"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}