{"id":66201,"date":"2017-05-23T12:00:07","date_gmt":"2017-05-23T15:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=66201"},"modified":"2017-05-23T06:29:16","modified_gmt":"2017-05-23T09:29:16","slug":"astronomos-mostram-porque-regiao-do-sol-na-via-lactea-e-habitavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/astronomos-mostram-porque-regiao-do-sol-na-via-lactea-e-habitavel\/","title":{"rendered":"Astr\u00f4nomos mostram porque regi\u00e3o do Sol na Via L\u00e1ctea \u00e9 habit\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header\">\n<p class=\"entry-title\"><em><strong><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-66202\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Denis Pacheco<\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"entry-title\"><em>Sol jamais cruza os \u201cbra\u00e7os espirais\u201d da gal\u00e1xia, evitando evento catastr\u00f3fico que poderia causar extin\u00e7\u00f5es em massa na Terra<\/em><\/p>\n<div>Desde que Cop\u00e9rnico teorizou que a Terra girava em torno do Sol, aprendemos que nada no universo est\u00e1 parado. N\u00e3o apenas a Terra gira em torno de si mesma, como ao redor do Sol e o pr\u00f3prio Sol, no centro da Via L\u00e1ctea, tamb\u00e9m se move. O que os f\u00edsicos n\u00e3o compreendiam at\u00e9 ent\u00e3o era se esse movimento do Sol atravessaria, eventualmente, o\u00a0que chamamos de \u201cbra\u00e7os espirais\u201d da Via L\u00e1ctea, estruturas que circundam a gal\u00e1xia\u00a0e ber\u00e7o de incont\u00e1veis novas estrelas.<\/div>\n<\/header>\n<div id=\"fullpost\" class=\"entry-content\">\n<div class=\"post_content\">\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Via-lactea-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-221155 size-full\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Via-lactea-2.jpg\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" srcset=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Via-lactea-2.jpg 450w, http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Via-lactea-2-300x186.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"279\" \/><\/a>Ao utilizarem dados precisos de posi\u00e7\u00f5es de estrelas jovens e c\u00e1lculos detalhados de \u00f3rbitas na gal\u00e1xia, uma nova pesquisa mostrou que o Sol reside permanentemente no meio de dois bra\u00e7os espirais importantes da gal\u00e1xia, Sagittarius e Perseus. De acordo com a descoberta, o Sol jamais cruza os bra\u00e7os espirais, evitando um evento catastr\u00f3fico que poderia causar extin\u00e7\u00f5es em massa na Terra.<\/p>\n<p>O trabalho foi realizado por uma equipe liderada por Jacques L\u00e9pine, professor do Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (IAG) da USP.<\/p>\n<p>Nossa gal\u00e1xia tem a forma de um disco achatado formado de estrelas e de g\u00e1s. Como muitas gal\u00e1xias, ela apresenta os tais \u201cbra\u00e7os espirais\u201d \u2013 estruturas espiraladas de mat\u00e9ria mais brilhante que cont\u00eam estrelas jovens e luminosas. As estrelas do disco gal\u00e1ctico giram em torno do centro da gal\u00e1xia da mesma forma que os planetas giram em torno do Sol. O Sol n\u00e3o \u00e9 diferente, e demora 200 milh\u00f5es de anos para dar uma volta gal\u00e1ctica.<\/p>\n<p>Observando atentamente os chamados masers, uma amplifica\u00e7\u00e3o de microondas por emiss\u00e3o estimulada de radia\u00e7\u00e3o, especialistas puderam calcular com precis\u00e3o a dist\u00e2ncia entre os bra\u00e7os espirais e os demais corpos que constituem a gal\u00e1xia. \u201cUtilizamos radiotelesc\u00f3pios separados por milhares de quil\u00f4metros para medir e observar a velocidade com a qual essas fontes se deslocam no c\u00e9u\u201d, sumariza L\u00e9pine.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o conseguimos ver os bra\u00e7os porque sua estrutura \u00e9 bastante plana, mas quando se v\u00ea uma outra gal\u00e1xia, conseguimos enxergar as formas espiraladas\u201d, explica L\u00e9pine. Essas estruturas s\u00e3o especialmente muito vis\u00edveis por serem o local de nascimento das estrelas, que, dependendo da sua massa, podem ser muito luminosas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_87765\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<figure id=\"attachment_87765\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-87765 size-full\" src=\"http:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/20170518_01_galaxia.jpg\" sizes=\"(max-width: 598px) 100vw, 598px\" srcset=\"http:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/20170518_01_galaxia.jpg 598w, http:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/20170518_01_galaxia-150x150.jpg 150w, http:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/20170518_01_galaxia-300x300.jpg 300w, http:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/20170518_01_galaxia-45x45.jpg 45w, http:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/20170518_01_galaxia-65x65.jpg 65w\" alt=\"\" width=\"598\" height=\"600\" data-id=\"87765\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Bra\u00e7os espirais s\u00e3o estruturas espiraladas de mat\u00e9ria mais brilhante que cont\u00eam estrelas jovens e luminosas \u2013 Ilustra\u00e7\u00e3o: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"wp-caption-text\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>De forma simplificada, o especialista explica que, ao estabelecer um ponto inicial, astr\u00f4nomos podem, por meio de c\u00e1lculos, observar por onde uma estrela j\u00e1 passou ou ir\u00e1 passar. \u201cQualquer estrela \u2013 o Sol, por exemplo \u2013 gira em torno do centro da gal\u00e1xia\u201d, refor\u00e7a ele.<\/p>\n<p>Na pesquisa in\u00e9dita, astr\u00f4nomos da USP descobriram que o Sol e os bra\u00e7os espirais giram com a mesma velocidade. Isto \u00e9 algo que s\u00f3 acontece para estrelas que se encontram aproximadamente na mesma dist\u00e2ncia do centro gal\u00e1ctico que o Sol, cerca de 26.000 anos-luz. Como o Sol anda junto com os bra\u00e7os espirais, ele nunca os cruzar\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cSempre se especulou sobre o que acontece cada vez que o Sol atravessa os bra\u00e7os, e se pensava que isso acontecia periodicamente, por exemplo, a cada 150 milh\u00f5es de anos\u201d, contou L\u00e9pine. \u201cMas de acordo com os nossos c\u00e1lculos isso n\u00e3o acontece nunca.\u201d<\/p>\n<p>Para melhor compreender a descoberta, o professor ilustra ao explicar que, se desenharmos uma espiral em um CD e o colocarmos para girar, notaremos que o desenho n\u00e3o se altera, acompanhando o giro do disco. \u201cNa gal\u00e1xia, os bra\u00e7os tamb\u00e9m, eles giram como se fossem um desenho constante\u201d, revela.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o se sabia que o Sol permaneceria sempre entre os dois bra\u00e7os, especialistas \u00a0acreditavam que, de tempos em tempos, ele atravessaria a estrutura. Como o bra\u00e7o \u00e9 uma regi\u00e3o que cont\u00e9m\u00a0explos\u00f5es de supernovas e nuvens de gases moleculares, as hip\u00f3teses inclu\u00edam uma infinidade de eventos catacl\u00edsmicos. A passagem do Sol \u201cpoderia causar um grande fluxo de raios c\u00f3smicos, que poderia acabar com a vida em epis\u00f3dios de extin\u00e7\u00e3o em massa ou provocar mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, lista o professor.<\/p>\n<p>Entretanto, de acordo com os cientistas, nos \u00faltimos 2 bilh\u00f5es de anos o Sol n\u00e3o atravessou nenhum dos bra\u00e7os.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m explica a exist\u00eancia de um pequeno bra\u00e7o an\u00f4malo na Via L\u00e1ctea, chamado de \u201cBra\u00e7o Local\u201d. De acordo com o grupo de L\u00e9pine, o \u201cBra\u00e7o Local\u201d foi formado por muitas estrelas que, como o Sol, ficam \u201cpresas\u201d entre os bra\u00e7os de Sagittarius e Perseus.<\/p>\n<p>O trabalho possui apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes) via Programa de Excel\u00eancia Acad\u00eamica (Proex).<\/p>\n<p>O artigo<em> The dynamical origin of the Local Arm, and the Sun\u00b4s trapped orbit<\/em> (Jacques R. D. L\u00e9pine, Tatiana A. Michtchenko, Douglas A. Barros, Ronaldo S. S. Vieira) foi aceito para publica\u00e7\u00e3o na revista <i>Astrophysical Journal<\/i>\u00a0e pode ser acessado <a href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/1705.04381\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">neste link<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Denis Pacheco Sol jamais cruza os \u201cbra\u00e7os espirais\u201d da gal\u00e1xia, evitando evento catastr\u00f3fico que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":66202,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/espaco-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Denis Pacheco Sol jamais cruza os \u201cbra\u00e7os espirais\u201d da gal\u00e1xia, evitando evento catastr\u00f3fico que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66201"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66201\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66202"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}