{"id":66115,"date":"2017-05-21T14:00:18","date_gmt":"2017-05-21T17:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=66115"},"modified":"2017-05-20T21:02:22","modified_gmt":"2017-05-21T00:02:22","slug":"lampada-de-lava-gigantesca-no-interior-da-terra-pode-ser-a-responsavel-pelo-campo-magnetico-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/lampada-de-lava-gigantesca-no-interior-da-terra-pode-ser-a-responsavel-pelo-campo-magnetico-do-planeta\/","title":{"rendered":"\u201cL\u00e2mpada de lava\u201d no interior da Terra pode ser a respons\u00e1vel pelo campo magn\u00e9tico do planeta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-66119\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Se voc\u00ea pudesse voltar no tempo 41.000 anos at\u00e9 a \u00faltima era glacial, sua b\u00fassola apontaria para o sul em vez do norte. Isso aconteceria porque o campo magn\u00e9tico da Terra foi invertido.<\/p>\n<p>Estas revers\u00f5es aconteceram repetidamente pela hist\u00f3ria do planeta, \u00e0s vezes durando centenas de milhares de anos. Sabemos disso pela forma como afetam a forma\u00e7\u00e3o de minerais magn\u00e9ticos.\u00a0Pesquisadores descobriram que as regi\u00f5es no topo do n\u00facleo da Terra poderiam se comportar como l\u00e2mpadas de lava gigantes, com manchas de rocha periodicamente subindo e descendo profundamente no interior de nosso planeta. Isso pode afetar seu campo magn\u00e9tico e fazer com que ele vire.<\/p>\n<p>Essa descoberta s\u00f3 foi poss\u00edvel porque os cientistas estavam estudando os sinais de alguns dos terremotos mais destrutivos do mundo.\u00a0Cerca de 3.000 km abaixo dos nossos p\u00e9s \u2013 270 vezes mais profundo do que a parte mais profunda do oceano \u2013est\u00e1 o in\u00edcio do n\u00facleo da Terra, uma esfera l\u00edquida de ferro fundido.\u00a0Neste limite entre o n\u00facleo e o manto rochoso, a temperatura \u00e9 de quase 4.000\u00b0 C, semelhante \u00e0 superf\u00edcie de uma estrela, com uma press\u00e3o de mais de 1,3 milh\u00e3o de vezes que na superf\u00edcie da Terra.<\/p>\n<p>No lado do manto desta fronteira, a rocha s\u00f3lida flui gradualmente ao longo de milh\u00f5es de anos, conduzindo as placas que fazem com que os continentes se movam e mudem de forma.\u00a0No lado do n\u00facleo, o ferro magn\u00e9tico fluido gira vigorosamente, criando e sustentando o campo magn\u00e9tico da Terram que protege o planeta da radia\u00e7\u00e3o do Espa\u00e7o que, de outra forma, destruiria nossa atmosfera.\u00a0Devido \u00e0 dist\u00e2ncia subterr\u00e2nea, a maneira principal para estudar a fronteira do n\u00facleo \u00e9 olhando os sinais s\u00edsmicos gerados por terremotos. Usando informa\u00e7\u00f5es sobre a forma e velocidade das ondas s\u00edsmicas, \u00e9 poss\u00edvel descobrir qual a parte do planeta que eles percorreram para chegar at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>Depois de um terremoto particularmente grande, \u00e9 poss\u00edvel medir essas oscila\u00e7\u00f5es em lugares diferentes e analisar a estrutura que varia dentro do planeta.\u00a0Desta forma, sabemos que existem duas grandes regi\u00f5es no topo do n\u00facleo onde as ondas s\u00edsmicas viajam mais lentamente do que nas \u00e1reas circundantes. Cada regi\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande que seria 100 vezes mais alta que o Monte Everest se estivesse na superf\u00edcie do planeta.\u00a0Essas regi\u00f5es, chamadas grandes prov\u00edncias de baixa velocidade ou \u201cblobs\u201d, t\u00eam um impacto significativo na din\u00e2mica do manto. Elas tamb\u00e9m influenciam como o n\u00facleo esfria, alterando o fluxo no n\u00facleo externo.<\/p>\n<p>V\u00e1rios terremotos particularmente destrutivos ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas nos permitiram medir um tipo especial de oscila\u00e7\u00f5es s\u00edsmicas que viajam ao longo do limite do n\u00facleo com omanto, conhecido como modos de Stoneley.\u00a0Uma pesquisa sobre esses modos mostra que as duas bolhas no topo do n\u00facleo t\u00eam uma menor densidade em rela\u00e7\u00e3o ao material circundante. Isso sugere que o material est\u00e1 ativamente subindo para a superf\u00edcie.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nova explica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Essas regi\u00f5es podem ser menos densas simplesmente porque est\u00e3o mais quentes. Mas uma alternativa interessante \u00e9 que a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dessas partes do manto os leva a se comportar como as bolhas em uma l\u00e2mpada de lava.\u00a0Isto significaria que se aquecem e levantam periodicamente para a superf\u00edcie, antes de resfriarem e espirrarem para baixo, no n\u00facleo.<\/p>\n<p>Tal comportamento mudaria a maneira pela qual o calor \u00e9 extra\u00eddo da superf\u00edcie do n\u00facleo ao longo de milh\u00f5es de anos. E isso poderia explicar por que o campo magn\u00e9tico da Terra \u00e0s vezes muda.\u00a0O fato de o campo ter mudado tantas vezes na hist\u00f3ria da Terra sugere que a estrutura interna que conhecemos hoje tamb\u00e9m pode ter mudado.\u00a0Usando mais dados das oscila\u00e7\u00f5es da Terra para estudar sua topografia, seremos capazes de produzir mapas mais detalhados do n\u00facleo que nos dar\u00e3o uma compreens\u00e3o muito melhor do que est\u00e1 acontecendo abaixo de nossos p\u00e9s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea pudesse voltar no tempo 41.000 anos at\u00e9 a \u00faltima era glacial, sua b\u00fassola<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":66119,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lampada_lava.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Se voc\u00ea pudesse voltar no tempo 41.000 anos at\u00e9 a \u00faltima era glacial, sua b\u00fassola","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66115"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66115"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66115\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66119"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}