{"id":66037,"date":"2017-05-20T18:22:40","date_gmt":"2017-05-20T21:22:40","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=66037"},"modified":"2017-05-20T20:12:14","modified_gmt":"2017-05-20T23:12:14","slug":"para-especialista-pl-que-defende-substituicao-de-frota-atual-por-onibus-a-biodiesel-nao-representa-avanco-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/para-especialista-pl-que-defende-substituicao-de-frota-atual-por-onibus-a-biodiesel-nao-representa-avanco-ambiental\/","title":{"rendered":"PL que defende substitui\u00e7\u00e3o de frota atual por \u00f4nibus a biodiesel n\u00e3o \u00e9 avan\u00e7o ambiental"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/blogpontodeonibus.files.wordpress.com\/2017\/05\/ecofrota_2.jpg?w=800\" width=\"638\" height=\"359\" \/><\/p>\n<p><em>Segundo Olimpio \u00c1lvares, lei de substitui\u00e7\u00e3o de tecnologias de motoriza\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus deve ser necessariamente neutra. \u201cN\u00e3o pode, em hip\u00f3tese alguma, favorecer esta ou aquela tecnologia ou combust\u00edvel\u201d, afirma. \u00a0Projeto de Lei de autoria do vereador Milton Leite prop\u00f5e altera\u00e7\u00e3o \u00e0 lei 14,933, de 5 de junho 2009, conhecida como \u201cLei de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>ALEXANDRE PELEGI E ADAMO BAZANI<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O Projeto de Lei de autoria do vereador Milton Leite, como noticiado, prop\u00f5e altera\u00e7\u00e3o \u00e0 lei 14,933, de 5 de junho 2009, conhecida como \u201cLei de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas\u201d. Esta lei (veja no final do texto a \u00edntegra da Lei original), em seu artigo 50, determina que todos os \u00f4nibus em S\u00e3o Paulo n\u00e3o sejam dependentes de combust\u00edveis f\u00f3sseis a partir de 2018. Hoje, dos aproximadamente 14.700 \u00f4nibus municipais que rodam pela capital paulista, nem 7% se enquadrariam nas exig\u00eancias da lei.<\/p>\n<p>O cronograma feito em 2009 previa substitui\u00e7\u00e3o gradual de 10% ao ano para o cumprimento da meta, o que n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n<p>Agora, \u00e0s v\u00e9speras da licita\u00e7\u00e3o do sistema de \u00f4nibus, que deve definir um modelo de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os na capital paulista, o projeto do vereador pretende criar um novo cronograma, alterando os artigos 50 e 51 da Lei de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Para saber at\u00e9 que ponto o PL representa um avan\u00e7o, ou o inverso \u2013 um retrocesso \u2013, fomos entrevistar Olimpio \u00c1lvares, um dos especialistas mais atuantes no tema \u00e1rea do transporte sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Olimpio lembra quem morrem cerca de oito mil cidad\u00e3os e cidad\u00e3s na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo todos os anos, afetados(as) por doen\u00e7as cardiorrespirat\u00f3rias relacionadas com as abundantes emiss\u00f5es cancer\u00edgenas da frota a diesel. Al\u00e9m disso, por for\u00e7a do compromisso do Brasil decorrente da recente Confer\u00eancia Mundial do Clima em Paris (COP-21), o governo federal assinou recentemente sua NDC (<em>Nationally Determine d Contribution<\/em>), com o compromisso de reduzir suas emiss\u00f5es de gases do efeito estufa. A redu\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria das emiss\u00f5es dos transportes ser\u00e1, inevitavelmente, uma das principais medidas da longa li\u00e7\u00e3o de casa que o Pa\u00eds dever\u00e1 entregar para cumprir seu compromisso com a prote\u00e7\u00e3o do clima do planeta.<\/p>\n<p>Mas e o caso de S\u00e3o Paulo?<\/p>\n<p>Leia abaixo a entrevista exclusiva.<\/p>\n<p><strong><em>Di\u00e1rio do Transporte<\/em><\/strong><em> \u2013 Como um dos especialistas mais atuantes nessa \u00e1rea do transporte sustent\u00e1vel, que acompanha de perto as discuss\u00f5es, onde participam os operadores de transportes, o Minist\u00e9rio Publico de SP, as entidades ambientalistas e de Sa\u00fade P\u00fablica, as montadoras, a Associa\u00e7\u00e3o de Fabricantes de Ve\u00edculos El\u00e9tricos \u2013 ABVE, produtores e fornecedores de energias e combust\u00edveis alternativos e convencionais, fabricantes de auto-pe\u00e7as, a Universidade e as autoridades de Transporte e Tr\u00e2nsito \u2013 entidades especializadas que vem tentando chegar a um denominador comum racional para equacionar uma sa\u00edda t\u00e9cnica e financeiramente vi\u00e1vel, e que evite retrocessos em rela\u00e7\u00e3o ao artigo 50 da Lei 14.933\/2009 \u2013 o senhor tem alguma informa\u00e7\u00e3o sobre a origem dessa proposta do Vereador Milton Leite ou se os agente s especializados envolvidos nesse tema participaram de sua elabora\u00e7\u00e3o, em car\u00e1ter consensual?<\/em><\/p>\n<p><strong>Olimpio Alvares<\/strong> \u2013 Infelizmente, trata-se de mais outra ingrata surpresa em mat\u00e9ria de proposi\u00e7\u00e3o de programas de substitui\u00e7\u00e3o de frotas de \u00f4nibus poluentes. Parece que os fracassos consecutivos dos lobbies do passado \u2013 desde a descabida Lei de convers\u00e3o integral da frota para g\u00e1s natural, de 1991 \u2013 n\u00e3o ensinaram os pol\u00edticos paulistanos a trabalhar de modo respeitoso com a sociedade e com a cadeia de agentes envolvidos nessa quest\u00e3o, de tamanha complexidade e sensibilidade operacional. Enquanto n\u00e3o houver transpar\u00eancia e consenso especializado nessa seara, \u00e9 muito pouco prov\u00e1vel que algo minimamente aproveit\u00e1vel\u00a0 para a sociedade e o meio ambiente aconte\u00e7a no plano concreto.<\/p>\n<p><strong><em>DT \u2013 A proposta do Vereador Milton Leite estabelece metas bem definidas de substitui\u00e7\u00e3o para ado\u00e7\u00e3o de misturas de biodiesel a 20% (B20) e a 100% (B100), considera a ado\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos convencionais de classe tecnol\u00f3gica Euro 6 \u2013 curiosamente, ainda n\u00e3o regulamentados, e ainda sem previs\u00e3o do Conselho Nacional do Meio Ambiente \u2013 Conama para sua ado\u00e7\u00e3o no Brasil \u2013 e de ve\u00edculos el\u00e9tricos, estes, bem mais \u00e0 frente. Qual a sua opini\u00e3o sobre essa abordagem legislativa de proje\u00e7\u00e3o f\u00edsico-temporal matricial do futuro tecnol\u00f3gico de m\u00e9dio e longo prazo da frota de \u00f4nibus paulistana, com metas precisas de substitui\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, conforme previsto nessa proposta do legislativo municipal?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>OA \u2013 <\/strong>\u00a0Creio que se trata de um \u201cchute\u201d grosseiro e carente de responsabilidade, que implica risco \u00e0 sociedade; trata-se tamb\u00e9m de uma dose cavalar de ousadia do proponente de origem, seja ele quem for, e do Vereador que assina o projeto \u2013 todos leigos nesse assunto e mal orientados. Estabelecer aleatoriamente exclusividade para determinadas tecnologias, em detrimento de outras, sem ter a vis\u00e3o sobre as possibilidades de desenvolvimento de uma grande diversidade de tecnologias alternativas energ\u00e9ticas e tecnol\u00f3gicas para os pr\u00f3ximos 20 anos, parece, na verdade, uma nova brincadeira de mau gosto, para quem conhece a hist\u00f3ria das fracassadas propostas anteriores de mudan\u00e7a na matriz energ\u00e9tica dos transportes coletivos do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, que n \u00e3o vingaram em seus prop\u00f3sitos e provocaram danos irrepar\u00e1veis a empresas operadoras e \u00e0 sociedade. A proposta\u00a0 chega at\u00e9 ao absurdo de determinar a ado\u00e7\u00e3o da tecnologia de motores convencionais a diesel Euro 6, como voc\u00ea bem lembra, que ainda n\u00e3o \u00e9 uma realidade no Brasil e que ainda n\u00e3o tem previs\u00e3o regulat\u00f3ria para tal!<\/p>\n<p><strong><em>DT \u2013 Temos uma rede a\u00e9rea ociosa, capaz de suportar a entrada de mais um grande n\u00famero de tr\u00f3lebus, que tem emiss\u00e3o zero, s\u00e3o silenciosos e, conforme alegam fabricantes e especialistas, e conforme reconhecido pelos pr\u00f3prios t\u00e9cnicos da S\u00e3o Paulo Transportes \u2013 SPTrans, tem custo operacional competitivo com o diesel convencional ao longo da vida \u00fatil. N\u00e3o caberia nessa lei um artigo espec\u00edfico sobre o tr\u00f3lebus, um sistema que tem grande aceita\u00e7\u00e3o popular, inclusive?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>OA \u2013<\/strong> A\u00ed sim, evidentemente! As frotas de tr\u00f3lebus em S\u00e3o Paulo deveriam ser naturalmente incrementadas at\u00e9 pr\u00f3ximo da satura\u00e7\u00e3o da capacidade da rede, seguindo at\u00e9 uma tend\u00eancia que ocorre em cidades que prezam e praticam o transporte sustent\u00e1vel, conforme previsto nas novas legisla\u00e7\u00f5es de mobilidade urbana, com prioridade aos modos de transporte limpos. Trata-se de uma alternativa absolutamente limpa, silenciosa, confort\u00e1vel, mais dur\u00e1vel, segura, modernizada, que tem a simpatia e aprova\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, e cujos investimentos realizados nessa rede f\u00edsica ociosa de distribui\u00e7\u00e3o de energia, j\u00e1 est\u00e3o pagos h\u00e1 muito tempo. Al\u00e9m disso, os especialistas em todo mundo defendem o uso preferencial do tr\u00f3lebus e dos \u00f4nibus el\u00e9tricos a bateria em \u00e1reas centrais e ambie ntalmente sens\u00edveis e em corredores de alta capacidade com opera\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada e priorizada em canaleta \u2013 conhecidos por BRT.<\/p>\n<p><strong><em>DT \u2013 A frota de 1.200 \u00f4nibus que rodava h\u00e1 alguns anos com B20 no Programa Ecofrota da Prefeitura de S\u00e3o Paulo voltou repentinamente a utilizar o diesel comercial, praticamente implodindo da gest\u00e3o Haddad o Programa Ecofrota, lan\u00e7ado na gest\u00e3o Kassab. O que houve de fato? H\u00e1 problemas com a viabilidade t\u00e9cnica, operacional ou log\u00edstica do uso de B20 em \u00f4nibus convencionais? Quais os efeitos do B20 no meio ambiente e na performance geral dos \u00f4nibus?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>OA \u2013<\/strong> \u00d3tima pergunta, e muito oportuna. Caso haja disponibilidade de biodiesel de qualidade, utilizar mistura de biodiesel B20 com origem certificada e com procedimentos de transporte, armazenagem e manuseio que sigam estritamente as normas e recomenda\u00e7\u00f5es existentes, \u00e9 seguro; mas, o respeito a esses condicionantes \u00e9 estritamente necess\u00e1rio e imprescind\u00edvel. Infelizmente \u2013 e isso n\u00e3o contribui para os necess\u00e1rios avan\u00e7os na \u00e1rea do biodiesel \u2013 n\u00e3o temos informa\u00e7\u00f5es precisas publicadas ou reveladas sobre detalhes t\u00e9cnicos e\/ou econ\u00f4micos\u00a0 do problema do B20, que praticamente parou o Ecofrota. Recomendo uma conversa franca de voc\u00eas do Di\u00e1rio dos Transportes com a SPTrans, caso isso seja permitido pelos atuais gestores da Prefeitura.<\/p>\n<p>Segundo estudo do USEPA, o B20 proporciona uma redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de cerca de 10% do CO2 f\u00f3ssil, 15% nas emiss\u00f5es de material particulado, entretanto, produz aumento nas emiss\u00f5es de NOx em 4% e no consumo de combust\u00edvel em cerca de 3%, conforme resultado apresentado pela SPTrans em apresenta\u00e7\u00e3o sobre o Ecofrota ao Comit\u00ea do Clima da Prefeitura de S\u00e3o Paulo. Isso faz da mistura B20 uma estrat\u00e9gia de pequeno alcance clim\u00e1tico, embora isso seja um avan\u00e7o positivo na redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es f\u00f3sseis do transporte coletivo. Misturas de maiores teores de biodiesel n\u00e3o s\u00e3o autorizadas pelos fabricantes de motores atualmente para uso comercial generalizado, embora haja iniciativas locais de testes com misturas de maior teor de biodiesel, implicando cuidados especiais e altera\u00e7\u00f5es nos procedimentos de manuten\u00e7&amp;a tilde;o peri\u00f3dica dos motores sob as vistas e orienta\u00e7\u00e3o dos fabricantes dos motores. O sistema de \u00f4nibus de Curitiba, que realiza algumas experi\u00eancias interessantes,\u00a0 \u00e9 um bom exemplo a ser investigado e relatado para somar conhecimento nessa mat\u00e9ria.<\/p>\n<p><strong><em>DT \u2013 O projeto de lei do vereador tamb\u00e9m prev\u00ea o uso de B100 a partir de 2020 em motores novos \u201ccapazes de operar\u201d com este combust\u00edvel. Por que o texto\u00a0 do PL utiliza a express\u00e3o \u201ccapazes de operar\u201d? Isso\u00a0 seria bom para o meio ambiente? O B100 \u00e9 uma alternativa tecnicamente vi\u00e1vel, sob o ponto de vista da certifica\u00e7\u00e3o ambiental das emiss\u00f5es e durabilidade dos motores, conforme previsto na legisla\u00e7\u00e3o ambiental (Proconve)? Quais s\u00e3o os condicionantes t\u00e9cnico-operacionais-econ\u00f4micos para o uso de B100? Em caso de falta do biodiesel esses motores \u201cespeciais\u201d s\u00e3o flex\u00edveis, a ponto de poder operar com diesel comercial f\u00f3ssil, sem preju\u00edzo \u00e0s emiss\u00f5es certificadas no \u00e2mbito do Proconve?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>OA \u2013 <\/strong>Exatamente essa pergunta, foi feita por mim ao representante da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos \u2013 ANFAVEA durante a \u00faltima reuni\u00e3o do Comit\u00ea do Clima. Trata-se de uma d\u00favida que habita os pensamentos de todos que conhecem pelo menos um pouco o complexo tema das emiss\u00f5es veiculares. O atendimento dos limites estritos de emiss\u00e3o do Proconve ao longo da vida \u00fatil, em uso normal dos motores, demanda um longo e sofisticado processo evolutivo de desenvolvimento tecnol\u00f3gico e calibra\u00e7\u00e3o adequada dos motores operando em campo e laborat\u00f3rio com o combust\u00edvel diesel padr\u00e3o, com especifica\u00e7\u00f5es f\u00edsico-qu\u00edmicas pr\u00f3ximas ao diesel comercial. Isso significa, que os motores queimando diesel comercial operam nas condi\u00e7\u00f5es ideais de funcionamento, e somente nessas condi\u00e7\u00f5es, os limites de emiss\u00e3o legislados, o desempenho dos motores e sua durabilidade, s\u00e3o, de fato, garantidos pelos fabricantes. O uso de outros tipos de combust\u00edvel alternativos ao diesel convencional em motores que n\u00e3o foram desenvolvidos para tal, n\u00e3o \u00e9 recomendado, sendo inclusive vedado pela lei ambiental. Pequenas modifica\u00e7\u00f5es do projeto original de uso dos ve\u00edculos poderiam eventualmente ser autorizadas pelo Ibama\/Conama, desde que programas de testes extensivos laboratoriais e de campo, em cada modelo homologado, sejam previamente realizados com a anu\u00eancia e participa\u00e7\u00e3o das autoridades ambientais competentes, comprovando que as modifica\u00e7\u00f5es propostas n\u00e3o prejudicariam o atendimento dos limites do Proconve e o padr\u00e3o de consumo de combust\u00edvel ao longo da vida \u00fatil dos motores, e ainda, que a durabilidade dos motores n\u00e3o seria prej udicada.<\/p>\n<p>Por outro lado, caso haja, em car\u00e1ter excepcional, o desenvolvimento, por parte da ind\u00fastria automobil\u00edstica, de alguns motores para operarem exclusivamente com B100, caber\u00e1 \u00e0s autoridades ambientais estabelecer previamente novas regras e procedimentos legais, alterando o combust\u00edvel padr\u00e3o de certifica\u00e7\u00e3o ambiental dos motores, para sua opera\u00e7\u00e3o em testes de certifica\u00e7\u00e3o utilizando o B100. Nesse caso, testes de certifica\u00e7\u00e3o seriam realizados com os diversos tipos de motores, previamente \u00e0 sua comercializa\u00e7\u00e3o. Para viabiliza\u00e7\u00e3o desse cen\u00e1rio, as montadoras deveriam iniciar o quanto antes o desenvolvimento de prot\u00f3tipos desses motores especiais, com calibra\u00e7\u00f5es especiais, e um extensivo programa de testes, para posterior homologa\u00e7\u00e3o oficial, comprovando o atendimento dos pa dr\u00f5es m\u00ednimos de emiss\u00e3o e desempenho vigentes. Isso pode levar alguns anos e isso n\u00e3o foi pensado pelo propositor deste PL. Entretanto, parece que n\u00e3o h\u00e1 por enquanto uma movimenta\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da Anfavea e do Conama para homologa\u00e7\u00e3o de motores alternativos para uso de B100.<\/p>\n<p>No caso da falta do biodiesel B100 por motivos diversos (lembremos da falta de etanol que por pouco n\u00e3o inviabilizou o Proalcool), esses motores dedicados ao B100 n\u00e3o poderiam utilizar o diesel convencional, pois n\u00e3o seriam flex\u00edveis a ponto de manter as caracter\u00edsticas homologadas de emiss\u00e3o, consumo e durabilidade operando com diesel f\u00f3ssil puro. A seguran\u00e7a e confiabilidade dos motores e do transporte coletivo poderiam, nesse caso, ser afetados.<\/p>\n<p>Cabe lembrar, que o uso improvisado de B100 nos motores atuais, al\u00e9m de ilegal e de n\u00e3o ser autorizado pelos organismos ambientais, por alterar as condi\u00e7\u00f5es certificadas de projeto do motor, pode aumentar as emiss\u00f5es de NOx e o consumo de combust\u00edvel em cerca de 10%, al\u00e9m de ser necess\u00e1ria uma especial interven\u00e7\u00e3o nos procedimentos de manuten\u00e7\u00e3o, preferencialmente com o acompanhamento dos fabricantes.<\/p>\n<p>Ao prever na proposta do PL o uso do B100, o Vereador, autor deste Projeto de Lei, sem respaldo de uma cuidadosa an\u00e1lise de engenharia, parece ter ignorado essas quest\u00f5es t\u00e9cnicas, econ\u00f4micas e ambientais fundamentais.<\/p>\n<p><strong><em>DT \u2013 A proposta do vereador Milton Leite privilegia com exclusividade o Setor do Biodiesel; isso traz avan\u00e7os, mas, e os \u00f4nibus movidos a misturas de 10% de diesel sint\u00e9tico de cana e os a etanol, ambos n\u00e3o haviam sido testados no Programa Ecofrota com certo sucesso?\u00a0 E outros combust\u00edveis sint\u00e9ticos produzidos a partir de biomassa, que est\u00e3o sendo pesquisados em outros pa\u00edses? N\u00e3o s\u00e3o energias renov\u00e1veis e limpas? E o g\u00e1s natural e o biog\u00e1s, n\u00e3o foram citados na lei. Por que n\u00e3o deixar a porta aberta na lei dos \u00f4nibus mais limpos a essas tecnologias? H\u00e1 algum tipo de preconceito contra essas tecnologias? Por que foram deixados de lado neste PL?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>OA \u2013<\/strong> A opera\u00e7\u00e3o durante o Ecofrota com \u00f4nibus desenvolvidos para queimar etanol hidratado aditivado com subst\u00e2ncia detonante e a opera\u00e7\u00e3o de \u00f4nibus movidos a uma mistura de diesel com 10% de diesel sint\u00e9tico de cana de a\u00e7\u00facar, foram extremamente bem-sucedidas do ponto de vista exclusivamente t\u00e9cnico, operacional e ambiental (clim\u00e1tico e t\u00f3xico local). Entretanto, o alto consumo dos motores movidos a etanol e o alto pre\u00e7o do diesel sint\u00e9tico de cana, bem como o fato de o fornecedor desse biocombust\u00edvel ser \u00fanico, inviabilizariam essas alternativas ao diesel convencional, sob o ponto de vista econ\u00f4mico.\u00a0 S\u00f3 faria sentido atualmente optar por essas alternativas se houvesse subs\u00eddio abundante para cobertura dos custos incrementais da opera\u00e7\u00e3o. Mas, o dinheiro est\u00e1 muito escasso por aqui no momento. Mas, na da impede que nos pr\u00f3ximos anos haja uma r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e novas descobertas da ci\u00eancia e da engenharia, que fa\u00e7am surgir ganhos de escala para essas tecnologias, e que surjam outras tecnologias renov\u00e1veis de motoriza\u00e7\u00e3o plenamente vi\u00e1veis para substitui\u00e7\u00e3o do diesel f\u00f3ssil. A velocidade com que aparecem novos tipos de biocombust\u00edveis dentro e fora do Pa\u00eds atualmente \u00e9 espantosa. N\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel estabelecer uma lei para substitui\u00e7\u00e3o de \u00f4nibus a diesel, que impe\u00e7a no curto, m\u00e9dio e longo prazo o ingresso de novas tecnologias disruptivas \u2013 seria um crime contra a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>O g\u00e1s natural est\u00e1 sendo adotado como alternativa mais limpa de transi\u00e7\u00e3o do diesel para o biometano, produzido a partir do biogas. H\u00e1 um potencial gigantesco de gera\u00e7\u00e3o de biogas e produ\u00e7\u00e3o de biometano, com possibilidade de inje\u00e7\u00e3o na rede de distribui\u00e7\u00e3o para as garagens, gerando cr\u00e9ditos de emiss\u00f5es renov\u00e1veis. Vedar o g\u00e1s natural significa barrar a utiliza\u00e7\u00e3o no transportes coletivo de biometano, um combust\u00edvel absolutamente limpo e renov\u00e1vel. Al\u00e9m disso, o g\u00e1s natural e o biometano s\u00e3o competitivos com os \u00f4nibus a diesel avan\u00e7ados e podem ser excelente alternativa, sem custos incrementais de capital e de opera\u00e7\u00e3o. \u201cEsquecer\u201d do g\u00e1s natural neste momento e permitir a continuidade da compra de ve\u00edculos a diesel Euro 5, parece algo, no m\u00ednim o, estranho. Considere-se ainda, que tanto o g\u00e1s, quanto os \u00f4nibus a g\u00e1s avan\u00e7ados que est\u00e3o dispon\u00edveis no mercado hoje, nada tem a ver com o g\u00e1s natural de baixa qualidade da d\u00e9cada dos anos noventa e com os antigos \u00f4nibus de primeira gera\u00e7\u00e3o que marcaram a trajet\u00f3ria do transporte p\u00fablico no Brasil, com um dos maiores fiascos da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong><em>DT \u2013 A proposta do Vereador Milton Leite prev\u00ea uma substitui\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos Euro 3 (Proconve P5) por Euro 5 (Proconve P7). O que isso representa, em termos de avan\u00e7o ambiental?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>OA \u2013<\/strong> Absolutamente nada de avan\u00e7o. Esse requisito \u00e9 dispens\u00e1vel, n\u00e3o precisaria estar escrito na lei. Trata-se de \u201cbusiness as usual\u201d. O contrato de opera\u00e7\u00e3o j\u00e1 prev\u00ea a substitui\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos com mais de dez anos (Euro 3) por ve\u00edculos de tecnologia atual novos (Euro 5).<\/p>\n<p>O que a Prefeitura de S\u00e3o Paulo deveria considerar, independentemente do que est\u00e1 previsto na lei, \u00e9 o fato de as montadoras brasileiras estarem fornecendo \u00f4nibus Euro 6 (com filtro de particulados) para o sistema de \u00f4nibus de Santiago do Chile, o TranSantiago. Os chilenos anteciparam a ado\u00e7\u00e3o do Euro 6 para seus \u00f4nibus urbanos, dada a urg\u00eancia ambiental de controlar as emiss\u00f5es no Vale de Santiago.<\/p>\n<p>Antecipar a tecnologia Euro 6 \u2013 vigente na Europa h\u00e1 cinco anos e nos Estados Unidos h\u00e1 sete anos \u2013 no caso da compra de \u00f4nibus convencionais a diesel novos para utiliza\u00e7\u00e3o de misturas de biodiesel B20, \u00e9 uma uma ideia que deve ser seriamente considerada pela Prefeitura, se quisermos, de fato, melhorar mais rapidamente a qualidade ambiental da frota Paulistana.<\/p>\n<p>O Euro 6 corrige a falha de performance ambiental do Euro 5 \u2013 quando opera em \u00e1rea urbana em baixas temperaturas dos gases de escapamento \u2013 quanto \u00e0 efici\u00eancia de controle das emiss\u00f5es de \u00f3xidos de nitrog\u00eanio \u2013 NOx, e ainda, reduz as emiss\u00f5es de part\u00edculas cancer\u00edgenas em mais de 90% com filtros instalados de f\u00e1brica. O Euro 5, equipado com o complexo sistema de controle de NOx a base de ureia, a partir de 2012, encareceu os \u00f4nibus no Brasil em cerca de 15 a 20%, mas, segundo estudos do ICCT* (International Council on Clean Transportation), n\u00e3o trouxe os benef\u00edcios ambientais inicialmente previstos; trata-se de uma regulamenta\u00e7\u00e3o ambiental defectiva e n\u00e3o faz sentido os operadores de S\u00e3o Paulo seguirem comprando \u00f4nibus encarecidos de tecnologia Euro 5, produzidos pelas mesmas montadoras brasileiras que fornecem \u00f4nibus Euro 6 para os Chilenos res pirarem um ar mais limpo. Ent\u00e3o, sim, n\u00f3s tamb\u00e9m podemos, adotar o Euro 6 j\u00e1.<\/p>\n<p><em>* O ICCT \u00e9 o mesmo organismo que revelou nos Estados Unidos os problemas de emiss\u00f5es reais excessivas de ve\u00edculos diesel, que deram origem ao esc\u00e2ndalo conhecido por Dieselgate.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>DT \u2013 Recentemente, em reuni\u00f5es que discutiam sa\u00eddas para garantir benef\u00edcios ambientais concretos a partir da revis\u00e3o do artigo 50, falava-se em estender os efeitos dessa lei para outras frotas que operam sob concess\u00e3o municipal; falava-se na import\u00e2ncia de introdu\u00e7\u00e3o de medidas adicionais para prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade dos coletores de lixo, que passam as madrugadas correndo atr\u00e1s do tubo de escapamento dos caminh\u00f5es diesel, aspirando enormes quantidades de material particulado cancer\u00edgeno. O que o senhores tem em mente a respeito disso, aproveitando essa oportunidade que h\u00e1 na nova gest\u00e3o municipal de revisar o artigo 50, maximizando seus benef\u00edcios ambientais e sociais?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>OA \u2013<\/strong> O projeto de frota sustent\u00e1vel paulistano n\u00e3o deve parar por a\u00ed.\u00a0 A proposta \u00e9 que o artigo 50 revisado inclua as frotas de caminh\u00f5es de lixo e outras frotas que operam sob permiss\u00e3o e\/ou concess\u00e3o municipal. A proposta \u00e9 estabelecer requisitos legais para a ado\u00e7\u00e3o de filtros adaptados de material particulado nos ve\u00edculos Euro 3 e Euro 5 remanescentes da frota que ainda n\u00e3o for substitu\u00edda. Essa frota mais velha pode ser muito melhorada em suas emiss\u00f5es de material cancer\u00edgeno, por meio de filtros que reduzem o material particulado (e o Black Carbon nele contido, que tamb\u00e9m tem efeito na prote\u00e7\u00e3o do clima) em mais de 90%. A cidade de Santiago instalou 3.200 filtros adaptados em seus \u00f4nibus urbanos (com muitos modelos brasi leiros), mediante a cria\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos financeiros inteligentes: \u00f4nibus com filtros podem operar por mais dois anos, al\u00e9m da idade limite contratual. Isso \u00e9 t\u00e9cnica e financeiramente vi\u00e1vel, tamb\u00e9m para os \u00f4nibus brasileiros de S\u00e3o Paulo, e pode ser re-comprovado por um programa de testes pr\u00e9vios em \u00f4nibus Euro 3 e Euro 5, que comp\u00f5em a frota paulistana. O M\u00e9xico, por sua vez, lan\u00e7ou recentemente e j\u00e1 deslanchou em seu programa de adapta\u00e7\u00e3o de filtros nos \u00f4nibus urbanos, escolares e caminh\u00f5es locais, como medida priorit\u00e1ria de emerg\u00eancia para reduzir a contamina\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. Se Mexicanos e Chilenos podem, o que nos impediria de limpar nossos \u00f4nibus e caminh\u00f5es de lixo?<\/p>\n<p><strong><em>DT \u2013 Qual sua opini\u00e3o sobre o horizonte de substitui\u00e7\u00e3o de frota de 20 anos colocado na proposta do vereador Milton Leite?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>OA \u2013<\/strong> A lei de substitui\u00e7\u00e3o de tecnologias de motoriza\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus deve ser necessariamente neutra. N\u00e3o pode, em hip\u00f3tese alguma, favorecer esta ou aquela tecnologia ou combust\u00edvel. O futuro tecnol\u00f3gico dos transportes est\u00e1 se desenhando no mundo como claramente diversificado. O futuro \u00e9 imprevis\u00edvel, principalmente quando se trata de energias e combust\u00edveis comerciais.<\/p>\n<p>A conduta correta para a revis\u00e3o do artigo 50,\u00a0 \u00e9 estabelecer na nova lei metas anuais abertas de substitui\u00e7\u00e3o de\u00a0 frota, de modo que cada pacote de ve\u00edculos velhos substitu\u00eddos naquele ano, represente uma oportunidade para os gestores e operadores de transportes avaliarem as tecnologias atuais mais favor\u00e1veis naquele momento, e fazerem suas escolhas entre as diversas alternativas poss\u00edveis dispon\u00edveis no mercado, com base em sua capacidade financeira e nos objetivos de promover sempre, e incondicionalmente, os ganhos ambientais m\u00e1ximos em rela\u00e7\u00e3o ao pacote de \u00f4nibus novos movidos a diesel convencional, mas, necessariamente dentro das limita\u00e7\u00f5es dos recursos financeiros existentes no momento para financiar os custos incrementais dos \u00f4nibus mais limpos. Os recursos para cobertura desses custos incrementais, podem ser oriundos do pr\u00f3 prio tesouro ou de fundos internacionais de financiamento de desenvolvimento limpo em pa\u00edses emergentes. H\u00e1 uma grande quantidade de recursos nesses fundos bilion\u00e1rios, que somente aguardam por projetos de desenvolvimento limpo bem estruturados e rastre\u00e1veis, lastreados por institui\u00e7\u00f5es locais id\u00f4neas. Trata-se aqui, somente, de uma articula\u00e7\u00e3o competente dos agentes financeiros da municipalidade, para capta\u00e7\u00e3o organizada desses recursos para cobertura dos custos incrementais do transporte mais limpo \u2013 custos de capital e custos operacionais incrementais, muito claramente definidos.<\/p>\n<p>Com isso, ano a ano, um pacote sempre mais limpo de \u00f4nibus urbanos (em compara\u00e7\u00e3o ao pacote virtual de \u00f4nibus diesel novos \u2013\u00a0 a refer\u00eancia) substituir\u00e1 a parcela mais velha e poluente da frota; assim, indefinidamente. Em pouco tempo, S\u00e3o Paulo ser\u00e1 brindada com a maior frota limpa do planeta e sem traumas e radicalismos.<\/p>\n<p>E mais, essa rota virtuosa apresenta todos os atributos para ser copiada por dezenas de cidades brasileiras e da Am\u00e9rica Latina, amplificando de modo radical, os benef\u00edcios ambientais clim\u00e1ticos e locais originalmente previstos na Lei Municipal de S\u00e3o Paulo \u2013 vitrine principal do sistema \u00f4nibus na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Todos os que est\u00e3o envolvidos neste tema sabem que h\u00e1 uma diversidade de alternativas a cada ano mais confi\u00e1veis\u00a0 para reduzir gradualmente o potencial poluidor da frota de \u00f4nibus, tanto do ponto de vista t\u00f3xico, quanto clim\u00e1tico. O n\u00f3 g\u00f3rdio de um programa de substitui\u00e7\u00e3o de frota passou a ser estritamente a articula\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>Talvez, nosso Prefeito, com todo seu voluntarismo negocial, em parceria com seu respeitado e ic\u00f4nico s\u00edmbolo da pol\u00edtica verde do Pa\u00eds \u2013 o Secret\u00e1rio Gilberto Natalini \u2013 possam encontrar facilmente os canais do dinheiro ecol\u00f3gico para implementar finalmente a frota limpa em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong><em>Entrevista Exclusiva Realizada por Adamo Bazani e Alexandre Pelegi, jornalistas especializados em transportes<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>SAIBA MAIS<\/strong><\/p>\n<p>= O projeto de Lei do vereador Milton precisa ainda ser votado na C\u00e2mara, e s\u00f3 depois ser\u00e1 levado ao prefeito Jo\u00e3o Doria. No entanto, pelo que adiantou o secret\u00e1rio Municipal de Transportes e Mobilidade, S\u00e9rgio Avelleda, a inten\u00e7\u00e3o da prefeitura \u00e9 impor a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e deixar que as pr\u00f3prias empresas de \u00f4nibus escolham os modelos para cumprir as metas: <a href=\"https:\/\/diariodotransporte.com.br\/2017\/03\/27\/avelleda-diz-que-prefeitura-deve-estipular-metas-de-restricao-a-poluicao-mas-nao-definir-tipo-de-onibus-nao-poluentes\/\">https:\/\/diariodotransporte.com.br\/2017\/03\/27\/avelleda-diz-que-prefeitura-deve-estipular-metas-de-restricao-a-poluicao-mas-nao-definir-tipo-de-onibus-nao-poluentes\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>QUEM \u00c9 OLIMPIO \u00c1LVARES<\/u><\/strong><\/p>\n<p>Olimpio \u00c1lvares tem um curr\u00edculo extenso e respeitado no setor ambiental. Ele \u00e9 diretor da L\u2019Avis Eco-Service, especialista em transporte sustent\u00e1vel, inspe\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e emiss\u00f5es veiculares, al\u00e9m de fundador e Secret\u00e1rio Executivo da Comiss\u00e3o de Meio Ambiente da ANTP, \u00e9 tamb\u00e9m diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades \u2013 SOBRATT. Atua como consultor do Banco Mundial, da Comiss\u00e3o Andina de Fomento \u2013 CAF e do Sindicato dos Transportadores de Passageiros do Estado de S\u00e3o Paulo \u2013 SPUrbanuss, al\u00e9m de ser membro titular do Comit\u00ea de Mudan\u00e7a do Clima da Prefeitura de S\u00e3o Paulo, e colaborador do Instituto Sa\u00fade e Sustentabilidade, Instituto Mobilize, Clean Air Institute, World Resources Institute \u2013 WRI-Cidades, Climate and Clean Air Coalition \u2013 CCAC e do International Council on Clean Transportation \u2013 ICCT.<\/p>\n<p>Olimpio foi ex-gerente da \u00e1rea de controle de emiss\u00f5es veiculares da Cetesb, onde atuou por 26 anos, e \u00e9 membro da coordena\u00e7\u00e3o da Semana da Virada da Mobilidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo Olimpio \u00c1lvares, lei de substitui\u00e7\u00e3o de tecnologias de motoriza\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus deve ser necessariamente<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Segundo Olimpio \u00c1lvares, lei de substitui\u00e7\u00e3o de tecnologias de motoriza\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus deve ser necessariamente","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66037"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66037"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66037\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}