{"id":66008,"date":"2017-05-20T15:01:44","date_gmt":"2017-05-20T18:01:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=66008"},"modified":"2017-05-20T15:01:44","modified_gmt":"2017-05-20T18:01:44","slug":"plantas-tem-sinal-de-alerta-para-avisar-vizinhas-sobre-perigos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/plantas-tem-sinal-de-alerta-para-avisar-vizinhas-sobre-perigos\/","title":{"rendered":"Plantas t\u00eam sinal de alerta para avisar vizinhas sobre perigos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/plantas-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-66009\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/plantas-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/plantas-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/plantas-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cEi, cara. Parece que esse gafanhoto est\u00e1 prestes a dar uma\u00a0mordida bem na sua folha.\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 exatamente dessa forma, mas, ao serem\u00a0atacadas, as plantas d\u00e3o um jeito\u00a0de avisar suas vizinhas\u00a0sobre o perigo. Por meio de sinais qu\u00edmicos transmitidos pelo ar, elas fazem quem est\u00e1 por perto entender\u00a0a amea\u00e7a\u00a0\u2013 e passar\u00a0a se\u00a0preparar para n\u00e3o\u00a0virar comida de inseto. Essa habilidade foi descrita por pesquisadores da Universidade de Delaware, nos EUA, em um <a href=\"http:\/\/journal.frontiersin.org\/article\/10.3389\/fpls.2017.00595\/full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estudo publicado no peri\u00f3dico <em>Frontiers in Plant Science<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>Em um experimento, os cientistas colocaram exemplares de <em>Arabidopsis thaliana<\/em>, esp\u00e9cie da mesma fam\u00edlia\u00a0da couve e da mostarda, em recipientes com \u00e1gar, uma subst\u00e2ncia gelatinosa. Essa gelatina servia como solo para as plantas, permitindo que elas fixassem suas ra\u00edzes e se desenvolvessem por ali. O processo \u00e9 parecido com aquele experimento que voc\u00ea j\u00e1 fez na escola, usando um gr\u00e3o de feij\u00e3o e um algod\u00e3o encharcado. Assim elas ficaram crescendo, saud\u00e1veis e verdinhas, em seus habitats de acr\u00edlico.<\/p>\n<p>Oito dias ap\u00f3s a germina\u00e7\u00e3o, os cientistas separaram duas dessas plantas e fizeram\u00a0dois pequenos cortes em suas folhas \u2013 simulando o ataque de um inseto. Ent\u00e3o, os exemplares cortados foram posicionados\u00a0a uma dist\u00e2ncia entre 2 e 4 cm do restante.<\/p>\n<p>Dias depois da mudan\u00e7a, os cientistas notaram algo curioso: as plantas que estavam pr\u00f3ximas das\u00a0que tiveram as\u00a0folhas cortadas desenvolveram ra\u00edzes mais compridas e grossas, al\u00e9m de ganharem mais ramifica\u00e7\u00f5es em suas ra\u00edzes principais. Foi como se\u00a0elas passassem a contar com canudos maiores e mais potentes para sugar os nutrientes do solo, a fim de se fortalecerem para lidar com a amea\u00e7a.<\/p>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\">Isso foi poss\u00edvel\u00a0por conta da\u00a0postura um tanto altru\u00edsta das plantas retiradas, que, ao inv\u00e9s de refor\u00e7arem as pr\u00f3prias defesas para se livrarem do \u201cinvasor\u201d, se preocuparam em avisar o restante do bando sobre a \u201camea\u00e7a\u201d.\u00a0\u201cEsper\u00e1vamos que as plantas machucadas concentrassem seus esfor\u00e7os em desenvolver mais suas ra\u00edzes. Mas n\u00e3o foi isso que aconteceu\u201d, <a href=\"http:\/\/www.udel.edu\/udaily\/2017\/may\/injured-plants-warn-neighbors-of-danger\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">explica Harsh Bais, um dos autores do estudo<\/a>. Interpretando\u00a0os cortes feitos pelos cientistas como as mordidas de um inseto, elas trataram de enviar sinais qu\u00edmicos \u00e0s outras, que entenderam de pronto o\u00a0recado e se armaram como podiam contra o predador.<\/div>\n<p>A tarefa passou a ser, ent\u00e3o, entender os mecanismos respons\u00e1veis pelo crescimento orientado das ra\u00edzes. Os cientistas notaram um aumento da atividade\u00a0de genes ligados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de auxina (ALMT1), horm\u00f4nio do crescimento das plantas, naquelas que estavam pr\u00f3ximas das lesionadas. Outro gene (DR5), ligado ao transporte de um \u00e1cido que controla o uso de bact\u00e9rias do solo, tamb\u00e9m passou a ser mais expressado de uma hora para a outra. Esses fatores\u00a0ajudaram\u00a0o desenvolvimento das plantas, agora mais fortes para lidar com a amea\u00e7a.<\/p>\n<p>Apesar de saberem o porqu\u00ea e como essa comunica\u00e7\u00e3o de risco acontece, os cientistas ainda t\u00eam algumas perguntas que permanecem sem respostas. N\u00e3o se conseguiu\u00a0cravar, por exemplo,\u00a0a dura\u00e7\u00e3o que\u00a0esse alarme de emerg\u00eancia possui, ou ainda a maneira\u00a0exata que os sinais\u00a0qu\u00edmicos\u00a0passeiam pelo ar. Sabe-se apenas que tais elementos\u00a0s\u00e3o liberados principalmente pelas folhas das plantas. \u201cSe voc\u00ea passar por uma \u00e1rea de grama depois que ela for cortada ou por uma planta\u00e7\u00e3o depois da colheita, voc\u00ea vai sentir o cheiro desses componentes\u201d, completa Bais.<\/p>\n<p>Por isso, melhor ter cuidado com seu cortador de grama da pr\u00f3xima vez que resolver dar um trato no jardim. Cortes despretensiosos podem ligar v\u00e1rios alarmes de uma vez s\u00f3, instaurando um verdadeiro\u00a0caos na flora da regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEi, cara. 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