{"id":65832,"date":"2017-05-17T11:00:50","date_gmt":"2017-05-17T14:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=65832"},"modified":"2017-05-16T21:01:24","modified_gmt":"2017-05-17T00:01:24","slug":"asteroide-que-dizimou-dinossauros-nao-poderia-ter-caido-em-pior-lugar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/asteroide-que-dizimou-dinossauros-nao-poderia-ter-caido-em-pior-lugar\/","title":{"rendered":"Asteroide que dizimou dinossauros &#8216;n\u00e3o poderia ter ca\u00eddo em pior lugar&#8217;"},"content":{"rendered":"<section id=\"conteudo\" class=\"has-submenu\">\n<div class=\"centraliza\">\n<section>\n<article id=\"conteudo-principal\" class=\"canal-media rod news\">\n<div id=\"texto\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=65833\" rel=\"attachment wp-att-65833\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-65833\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Est\u00e1 cada vez mais claro para cientistas que o asteroide de 15km de di\u00e2metro respons\u00e1vel pela extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros n\u00e3o poderia ter atingido a superf\u00edcie da Terra em um pior lugar.<\/p>\n<p>Pesquisadores perfuraram rochas do oceano do Golfo do M\u00e9xico que foram atingidas pelo asteroide h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos e trazem novos dados sobre o evento que dizimou os animais pr\u00e9-hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos achados foram resumidos num document\u00e1rio da BBC Two transmitido nesta segunda-feira.<\/p>\n<p>O asteroide atingiu uma \u00e1rea relativamente rasa do mar, chocou-se com as rochas de gesso mineral liberando quantidades colossais de enxofre na atmosfera o que prolongou o per\u00edodo de &#8220;inverno global&#8221;. Os gases de enxofre s\u00e3o altamente t\u00f3xicos e densos. Se o asteroide tivesse ca\u00eddo num outro local, o resultado poderia ter sido diferente.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 a\u00ed que est\u00e1 a grande ironia da hist\u00f3ria, porque no final das contas n\u00e3o foi o tamanho do asteroide, a escala da explos\u00e3o ou seu impacto global que levou \u00e0 extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros; foi onde o impacto ocorreu&#8221;, disse o bi\u00f3logo evolucionista Ben Garrod, que apresenta The Day The Dinosaurs Died (O dia que os dinossauros morreram), com a paleontologista Alice Roberts.<\/p>\n<p>&#8220;Se o asteroide tivesse ca\u00eddo momentos antes ou depois, em vez de atingir a costa de \u00e1guas rasas ele poderia ter se chocado com o oceano profundo&#8221;, continua o pesquisador.<\/p>\n<p>&#8220;Um impacto nos oceanos Atl\u00e2ntico ou Pac\u00edfico significaria muito menos rochas vaporizadas &#8211; incluindo o mortal gesso. A nuvem seria menos densa e a luz do sol poderia ter chegado \u00e0 superf\u00edcie do planeta, ou seja, o que aconteceu poderia ter sido evitado&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Naquele mundo frio e escuro, a comida nos oceanos acabou em uma semana, e os alimentos em terra firme, pouco depois, interrompendo subitamente a cadeia alimentar. Sem nada para comer em lugar algum do planeta, os imponentes dinossauros tiveram pouca chance de sobreviv\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>Entre abril e maio de 2016, Ben Garrod esteve na plataforma de perfura\u00e7\u00e3o localizada a 30km de dist\u00e2ncia da Pen\u00ednsula Yucatan, no M\u00e9xico, onde uma expedi\u00e7\u00e3o milion\u00e1ria investiga o evento hist\u00f3rico. Enquanto isto, Alice Roberts visitou \u00e1reas de escava\u00e7\u00f5es de f\u00f3sseis nas Am\u00e9ricas para entender melhor como a vida mudou de rumo ap\u00f3s o impacto.<\/p>\n<p>Da plataforma, foram coletados n\u00facleos de rochas a 1,3km de profundidade no mar do golfo. O material vem de uma \u00e1rea da cratera chamada &#8220;anel de pico&#8221;, forma\u00e7\u00f5es rochosas que se elevaram e rodearam o centro da cratera ap\u00f3s a grade colis\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a an\u00e1lise de suas propriedades, a equipe do projeto de perfura\u00e7\u00e3o, coordenada pelos professores Jo Morgan e Sean Gulick, espera reconstruir o desenrolar do impacto e as mudan\u00e7as ambientais decorrentes dele.<\/p>\n<h3>Cratera Chicxulub &#8211; O impacto que mudou a vida na Terra<\/h3>\n<ul>\n<li>O asteroide de 15km de di\u00e2metro fez um buraco de 100km de extens\u00e3o e 30km de profundidade na crosta terrestre.<\/li>\n<li>Na sequ\u00eancia, a \u00e1rea impactada colapsou, e a cratera adquiriu 200km de extens\u00e3o.<\/li>\n<li>O centro da cratera colapsou de novo, produzindo um anel interno.<\/li>\n<li>Hoje, grande parte da cratera est\u00e1 enterrada no mar, sob 600m de sedimentos.<\/li>\n<li>Nas bordas da cratera, cobertas por calc\u00e1rio, formaram-se v\u00e1rias dolinas &#8211; cavidades naturais nas rochas dissolvidas pela passagem da \u00e1gua e que acabaram virando atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Pesquisadores hoje t\u00eam uma no\u00e7\u00e3o melhor da escala da energia liberada pelo impacto do asteroide na Terra &#8211; o equivalente a 10 bilh\u00f5es de bombas at\u00f4micas de Hiroshima.<\/p>\n<p>Eles tamb\u00e9m t\u00eam mais conhecimento sobre como a depress\u00e3o assumiu a estrutura que observamos hoje e como ocorreu o retorno da vida ao local do impacto.<\/p>\n<p>Umas das sequ\u00eancias fascinantes do programa da BBC Two mostra a visita de Alice Roberts a uma pedreira de Nova J\u00e9rsei, nos Estados Unidos, onde 25 mil fragmentos de f\u00f3sseis foram descobertos &#8211; uma evid\u00eancia da morte em massa de criaturas que ocorreu no dia do impacto.<\/p>\n<p>&#8220;Todos os f\u00f3sseis t\u00eam uma camada que n\u00e3o tem mais de 10cm de largura&#8221;, contou a Roberts o palenteologista Ken Lacovara.<\/p>\n<p>&#8220;Eles morreram de repente e foram enterrados rapidamente. Isto mostra que foi um momento espec\u00edfico no per\u00edodo geol\u00f3gico. Pode ter durado dias, semanas, talvez meses; mas n\u00e3o milhares de anos ou centenas de milhares de ano. Foi um evento essencialmente instant\u00e2neo&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 cada vez mais claro para cientistas que o asteroide de 15km de di\u00e2metro respons\u00e1vel<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":65833,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/asteroide.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Est\u00e1 cada vez mais claro para cientistas que o asteroide de 15km de di\u00e2metro respons\u00e1vel","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65832"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65832"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65832\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65833"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}