{"id":65724,"date":"2017-05-15T13:21:41","date_gmt":"2017-05-15T16:21:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=65724"},"modified":"2017-05-15T13:21:38","modified_gmt":"2017-05-15T16:21:38","slug":"nao-fossem-as-eolicas-o-nordeste-estaria-enfrentando-racionamento-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nao-fossem-as-eolicas-o-nordeste-estaria-enfrentando-racionamento-de-energia\/","title":{"rendered":"&#8220;N\u00e3o fossem as e\u00f3licas, o Nordeste estaria enfrentando racionamento de energia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nao-fossem-as-eolicas-o-nordeste-estaria-enfrentando-racionamento-de-energia\/aeolicas\/\" rel=\"attachment wp-att-65725\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-65725\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (Abee\u00f3lica) publicou seu boletim anual sobre a atual situa\u00e7ao das energias dos ventos no Brasil. Os n\u00fameros s\u00e3o animadores. A e\u00f3lica, uma fonte renov\u00e1vel e n\u00e3o poluente, cresce consistentemente nos \u00faltimos anos e hoje representa 7% da energia instalada no Brasil. O pa\u00eds j\u00e1 colhe os frutos desse investimento. Segundo Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEE\u00f3lica, foi gra\u00e7as \u00e0 energia gerada pelos ventos que a Regi\u00e3o Nordeste do pa\u00eds, <a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/colunas-e-blogs\/blog-do-planeta\/noticia\/2015\/12\/seca-no-rio-sao-francisco-expoe-conflito-pela-agua-no-nordeste.html\">que sofre com forte seca<\/a>, n\u00e3o precisou decretar racionamento de energia. \u00c9POCA conversou com Elbia, que apresentou um balan\u00e7o sobre o n\u00fameros divulgados.<\/p>\n<p><strong>\u00c9POCA &#8211; O relat\u00f3rio divulgado nesta quinta-feira mostra que, em 2016, o Brasil instalou 81 usinas, com 2 GW de pot\u00eancia. Qual o balan\u00e7o que podemos fazer desses n\u00fameros? Eles est\u00e3o acima ou abaixo do esperado?<br \/>\nElbia Gannoum &#8211;<\/strong> Os n\u00fameros est\u00e3o dentro do esperado. De 2009 para c\u00e1, a m\u00e9dia de contrata\u00e7\u00e3o foi de 2,1 GW por ano. N\u00e3o surpreende porque, quando falamos de infraestrutura, o planejamento nos permite saber o que vai acontecer. Agora, alguns n\u00fameros nos deixam felizes. Por exemplo, em 2012, o Brasil era a 15\u00aa economia em capacidade instalada de e\u00f3lica. Aumentamos essa capacidade de ano a ano e, em 2016, chegamos \u00e0 nona posi\u00e7\u00e3o. Hoje n\u00f3s somos a nona economia do mundo em capacidade de e\u00f3lica. \u00c9 um n\u00famero que nos deixa feliz, isso surpreendeu um pouco.<\/p>\n<p><strong>\u00c9POCA &#8211; Considerando o potencial do Brasil e a trajet\u00f3ria da energia e\u00f3lica no pa\u00eds, estamos atingindo todo o nosso potencial? Ou ainda falta muito a serfeito?<br \/>\nElbia Gannoum &#8211;<\/strong> Houve um relativo retrocesso por causa da economia. Mas a energia e\u00f3lica j\u00e1 desempenha um papel muito importante para o pa\u00eds. Nossa participa\u00e7\u00e3o da capacidade instalada hoje \u00e9 7% da matriz el\u00e9trica nacional. Em termos de gera\u00e7\u00e3o, atingimos patamares superiores. Tivemos um recorde nacional em que alcan\u00e7amos uma gera\u00e7\u00e3o de 15% da energia consumida em todo o pa\u00eds, no dia 2 de outubro. Isso \u00e9 um indicador importante. O Brasil, nos \u00faltimos anos, n\u00e3o discute mais escassez de energia e risco de suprimento. N\u00e3o fossem as e\u00f3licas, poder\u00edamos estar enfrentando o racionamento de energia, principalmente no Nordeste. O pr\u00f3prio governo confirma essa informa\u00e7\u00e3o. A energia e\u00f3lica se tornou fundamental no sistema. E \u00e9 um recurso limpo, renov\u00e1vel e altamente competitivo.<\/p>\n<p><strong> Qual o impacto que essa mudan\u00e7a de pol\u00edtica pode causar no desenvolvimento da ind\u00fastria e\u00f3lica brasileira?<br \/>\nElbia Gannoum &#8211; <\/strong>N\u00e3o foi uma mudan\u00e7a de pol\u00edtica, foi uma quest\u00e3o pontual, que refletia uma conjuntura. Mas agora o governo est\u00e1 dando sinais de que far\u00e1 novos leil\u00f5es para contratar energia e\u00f3lica. Claro, h\u00e1 muita coisa para melhorar, mas houve uma sinaliza\u00e7\u00e3o positiva do governo.<\/p>\n<p><strong>\u00c9POCA &#8211; Ainda h\u00e1 cr\u00edticas de que a e\u00f3lica n\u00e3o conseguiria suprir a demanda porque depende do clima. A e\u00f3lica est\u00e1 mais competitiva em rela\u00e7\u00e3o a outras fontes?<br \/>\nElbia Gannoum &#8211;<\/strong> A fonte e\u00f3lica, como provem de recursos da natureza, \u00e9 vari\u00e1vel. Isso n\u00e3o \u00e9 um defeito, n\u00e3o \u00e9 um problema. \u00c9 uma caracter\u00edstica da fonte renov\u00e1vel. Toda fonte renov\u00e1vel \u00e9 assim. O Brasil precisa aprender a lidar com essas varia\u00e7\u00f5es. \u00c9 preciso ter uma matriz diversificada. As fontes renov\u00e1veis s\u00e3o vari\u00e1veis, mas elas tamb\u00e9m t\u00eam uma caracteristica interessante que \u00e9 de sazonabilidade. Quando falta uma, tem outra. Faltou chuva, tem vento. Isso \u00e9 um benef\u00edcio que o Brasil pode aproveitar e usar para construir uma matriz futura com grande participa\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis. Uma matriz que tamb\u00e9m ter\u00e1 um pouco de energias f\u00f3sseis, como um mecanismo de seguran\u00e7a do sistema, mas com uma grande participa\u00e7\u00e3o das renov\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (Abee\u00f3lica) publicou seu boletim anual sobre a atual situa\u00e7ao<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":65725,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/aeolicas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (Abee\u00f3lica) publicou seu boletim anual sobre a atual situa\u00e7ao","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65724"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65724"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65724\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65725"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65724"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65724"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65724"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}