{"id":65664,"date":"2017-05-14T14:09:03","date_gmt":"2017-05-14T17:09:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=65664"},"modified":"2017-05-14T14:09:04","modified_gmt":"2017-05-14T17:09:04","slug":"chikungunya-passa-de-13-mil-casos-no-ceara-e-coloca-cidades-em-alerta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/chikungunya-passa-de-13-mil-casos-no-ceara-e-coloca-cidades-em-alerta\/","title":{"rendered":"Chikungunya passa de 13 mil casos no Cear\u00e1 e coloca cidades em alerta"},"content":{"rendered":"<div class=\"content\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/chikungunya-passa-de-13-mil-casos-no-ceara-e-coloca-cidades-em-alerta\/chicungunha\/\" rel=\"attachment wp-att-65665\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-65665\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>De nome esquisito e capacidade de, literalmente, derrubar uma pessoa, a febre chikungunya tem feito dezenas de doentes no Cear\u00e1 a cada semana. A doen\u00e7a \u00e9 transmitida pelo mosquito <em>Aedes aegypti<\/em>, o mesmo da dengue e do v\u00edrus Zika,\u00a0e chega a ser mais debilitante que a duas enfermidades. O avan\u00e7o da doen\u00e7a acionou o alerta no estado.<\/p>\n<p>\u201cCome\u00e7ou com uma febre muito alta, de repente, e com as dores nas juntas: pontas dos dedos, ombros, joelhos, p\u00e9s. \u00c9 uma dor insuport\u00e1vel, a ponto de eu n\u00e3o conseguir me levantar e me mover nos primeiros dias. Eu n\u00e3o sentia fome nem sede e fiquei muito inchada. Havia alguns casos no meu bairro e eu j\u00e1 sabia como a doen\u00e7a evolu\u00eda\u201d, conta a jornalista Talita Sales, 31, que teve a doen\u00e7a h\u00e1 um m\u00eas.<\/p>\n<p>No \u00faltimo boletim epidemiol\u00f3gico das arboviroses (dengue, Zika e chikungunya), a Secretaria da Sa\u00fade do Cear\u00e1 (Sesa) contabilizou 13,3 mil casos de chikungunya confirmados at\u00e9 a 19\u00aa semana de 2017 e uma taxa de incid\u00eancia de 465 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2016, a Sesa classificou o cen\u00e1rio da doen\u00e7a como epid\u00eamico: 31,4 mil casos foram confirmados em 139 dos 184 munic\u00edpios cearenses.<\/p>\n<figure class=\"teaser\"><img loading=\"lazy\" class=\"Image img__fid__30297 img__view_mode__teaser attr__format__teaser\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_grande\/public\/aedes_aegypti.jpg\" alt=\"Mosquito da dengue, Aedes aegypti\" width=\"580\" height=\"388\" \/><figcaption>Mosquito Aedes aegypti transmite tamb\u00e9m a febre chikungunya<span class=\"author\">Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Caracter\u00edsticas<\/p>\n<p>Embora guarde semelhan\u00e7as com a dengue e a zika, a chikungunya tem caracter\u00edsticas que podem explicar a r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, segundo a coordenadora de Promo\u00e7\u00e3o e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade da Sesa, Daniele Queiroz. Quando a pessoa \u00e9 picada pelo <em>Aedes aegypti<\/em>, os sintomas come\u00e7am de forma mais precoce (sobretudo febre alta e dores nas articula\u00e7\u00f5es) e o v\u00edrus permanece no doente por cerca de 10 dias. Se ela for picada v\u00e1rias vezes nesse per\u00edodo, os mosquitos disseminam a doen\u00e7a com mais rapidez.<\/p>\n<p>O v\u00edrus da chikungunya se multiplica no mosquito em apenas 2 dias (o v\u00edrus da dengue leva de 8 a 12 dias para passar por esse processo; s\u00f3 ap\u00f3s esse per\u00edodo \u00e9 que o mosquito come\u00e7a a transmiti-lo). Estima-se ainda que, de cada 10 pessoas picadas pelo <em>Aedes aegypti<\/em>, pelo menos 7 desenvolvam a chikungunya. \u201cIsso d\u00e1 a caracter\u00edstica de epidemia explosiva\u201d, explica a coordenadora.<\/p>\n<p>Daniele Queiroz tamb\u00e9m aponta como poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o para o avan\u00e7o da doen\u00e7a no estado o fato de boa parte dos munic\u00edpios sofrerem com a falta d&#8217;\u00e1gua nos per\u00edodos de seca. \u201cSe n\u00e3o chove, h\u00e1 o armazenamento de \u00e1gua de forma indevida que pode caracterizar foco do mosquito. Se chove, para garantir o abastecimento da fam\u00edlia, tamb\u00e9m pode haver esse armazenamento indevido, al\u00e9m do ac\u00famulo em recipientes e locais expostos \u00e0 chuva.\u201d<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m aponta a mudan\u00e7a de comando nas prefeituras este ano, quando as a\u00e7\u00f5es de combate ao <em>Aedes aegypti<\/em>\u00a0acabaram sendo paralisadas durante a transi\u00e7\u00e3o dos ex-prefeitos para os eleitos no ano passado. O per\u00edodo entre novembro e dezembro \u00e9 quando come\u00e7am as surgir as arboviroses.<\/p>\n<p>\u201cMetade das cidades j\u00e1 est\u00e1 com \u00edndice de incid\u00eancia de chikungunya acima de 100 casos para 100 mil habitantes, o que j\u00e1 \u00e9 considerado estado de alerta\u201d, explica Daniele.<\/p>\n<p>Das 184 cidades cearenses, 130 receberam cartas de alerta este ano. Entre as atividades desenvolvidas pela Sesa de combate est\u00e3o: coloca\u00e7\u00e3o de telas em caixas d&#8217;\u00e1gua e outros recipientes que armazenem \u00e1gua; o uso do fumac\u00ea, ve\u00edculo que pulveriza um tipo de subst\u00e2ncia que mata os mosquitos adultos; e visitas compuls\u00f3rias a resid\u00eancias e terrenos fechados ou abandonados (ocorrem quando o propriet\u00e1rio do im\u00f3vel n\u00e3o responde \u00e0s notifica\u00e7\u00f5es dos agentes de endemias).<\/p>\n<p>\u201cSe a comunidade n\u00e3o se ver como parte importante do processo, nunca vamos conseguir controlar o mosquito. Grande parte dos focos est\u00e3o nas resid\u00eancias e nos locais de trabalho\u201d, ressalta.<\/p>\n<figure class=\"default\"><img loading=\"lazy\" class=\"Image img__fid__53348 img__view_mode__default attr__format__default\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_pequena\/public\/fotos\/1000316-aedes_0799.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia - Agentes distribuem panfletos e conscientizam moradores de Brazl\u00e2ndia no Dia de Mobiliza\u00e7\u00e3o Nacional contra o Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e do v\u00edrus Zika (Marcelo\" width=\"277\" height=\"160\" \/><figcaption>O mosquito Aedes aegypti se reproduz em locais com \u00e1gua parada<span class=\"author\">Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na \u00faltima semana, a Prefeitura de Fortaleza lan\u00e7ou campanha educativa para intensificar o engajamento da popula\u00e7\u00e3o. Foram liberados ainda R$ 500 mil para o desenvolvimento de pesquisas sobre a chikungunya por um grupo de especialistas locais.<\/p>\n<p>\u201cEste ano, temos a inten\u00e7\u00e3o de informar mais ainda as pessoas. A chikungunya \u00e9 uma doen\u00e7a nova que tem assustado, principalmente por conta das dores\u201d, diz a secret\u00e1ria da Sa\u00fade de Fortaleza, Joana Maciel,<\/p>\n<p>A capital cearense responde por 8.073 casos de chikungunya confirmados no estado. Dentro do pa\u00eds, conforme dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Fortaleza aparece em primeiro lugar no ranking de incid\u00eancia entre cinco cidades com mais de 1 milh\u00e3o de habitantes. O acumulado de janeiro a abril soma 560 casos por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>A campanha prev\u00ea incentivar escolas e empresas a formarem brigadas de combate aos focos do Aedes aegypti.\u201c\u00c9 preciso atentar para os criadouros e para o ciclo de vida do mosquito, que \u00e9 de sete dias [entre a coloca\u00e7\u00e3o dos ovos em uma superf\u00edcie de \u00e1gua e o desenvolvimento do mosquito adulto]. Por isso, \u00e9 importante que as pessoas procurem nas suas casas focos a cada sete dias.\u201d<\/p>\n<p><strong>Sintomas podem durar meses<\/strong><\/p>\n<p>Um m\u00eas depois de ter a febre chikungunya, a jornalista Talita Sales ainda convive com dores. \u201cTodos os dias, ao acordar, eu sinto muita dor nas m\u00e3os, a ponto de n\u00e3o conseguir fechar o bot\u00e3o da blusa, e meus p\u00e9s ainda est\u00e3o muito inchados.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 a empres\u00e1ria Maria Jos\u00e9 Carvalho, 60 anos, teve a doen\u00e7a h\u00e1 um ano e ainda sente dores nas articula\u00e7\u00f5es. \u201cNa \u00e9poca, fiz um tratamento intenso. Melhorei, comecei a andar e a pegar as coisas com as m\u00e3os, que estavam r\u00edgidas. Ap\u00f3s um ano da doen\u00e7a, continuo em tratamento com um reumatologista e tem dias que ainda sinto dores nas articula\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Alguns casos podem gerar sintomas cr\u00f4nicos, sobretudo dores. Nestas situa\u00e7\u00f5es, se ap\u00f3s tr\u00eas meses ainda houver dor, \u00e9 recomendado buscar novamente um m\u00e9dico para verificar a necessidade de tratamento.<\/p>\n<p>Crian\u00e7as, idosos e portadores de doen\u00e7as preexistentes s\u00e3o considerados mais vulner\u00e1veis ao v\u00edrus. Nestes casos, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a pessoa, independentemente da intensidade das dores, procure um posto de sa\u00fade ou outro local de atendimento m\u00e9dico.<\/p>\n<p>\u201cSe o paciente \u00e9 hipertenso, ele vai ter picos hipertensivos. Se \u00e9 diab\u00e9tico, vai registrar altera\u00e7\u00e3o de glicemia repentina. A chikungunya descompensa qualquer condi\u00e7\u00e3o de base e altera o perfil de adoecimento e morte\u201d, explica a coordenadora Daniele Queiroz.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora, a literatura m\u00e9dica diz que, embora incapacitante, a doen\u00e7a, em geral, n\u00e3o leva \u00e0 mortes. No entanto, em 2016, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o Cear\u00e1 registrou 26 \u00f3bitos. Neste ano, cinco pessoas morreram em janeiro por complica\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, foram registrados sintomas at\u00edpicos, como altera\u00e7\u00f5es de mem\u00f3ria e a perda de for\u00e7a nos membros inferiores.<\/p>\n<div class=\"node-info\">Edi\u00e7\u00e3o: <strong>Carolina Pimentel<\/strong><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De nome esquisito e capacidade de, literalmente, derrubar uma pessoa, a febre chikungunya tem feito<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":65665,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/chicungunha.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De nome esquisito e capacidade de, literalmente, derrubar uma pessoa, a febre chikungunya tem feito","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65664"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65664"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65664\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65665"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65664"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65664"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65664"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}