{"id":65439,"date":"2017-05-10T14:23:13","date_gmt":"2017-05-10T17:23:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=65439"},"modified":"2017-05-10T14:23:14","modified_gmt":"2017-05-10T17:23:14","slug":"o-futuro-incerto-do-palmito-jucara-pelo-corte-ilegal-e-destruicao-da-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-futuro-incerto-do-palmito-jucara-pelo-corte-ilegal-e-destruicao-da-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"O futuro incerto do palmito ju\u00e7ara pelo corte ilegal e destrui\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-futuro-incerto-do-palmito-jucara-pelo-corte-ilegal-e-destruicao-da-mata-atlantica\/palmito\/\" rel=\"attachment wp-att-65440\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-65440\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 um conjunto de fatores que parecem afetar a sobreviv\u00eancia da palmeira ju\u00e7ara, da qual se extrai o palmito de melhor qualidade \u2013 e por isto mesmo o mais valorizado. Al\u00e9m da forte press\u00e3o do corte ilegal da ju\u00e7ara e a destrui\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, a extin\u00e7\u00e3o de aves e as mudan\u00e7as no clima podem levar a esp\u00e9cie \u00e0 extin\u00e7\u00e3o na natureza.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno de extin\u00e7\u00e3o de animais \u00e9 chamado pelos cientistas de defauna\u00e7\u00e3o. A perda de esp\u00e9cies animais respons\u00e1veis pela dispers\u00e3o das sementes e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o geralmente ignoradas na conserva\u00e7\u00e3o da flora. Esses dois fatores foram detectados ao longo de anos de pesquisa pelo bi\u00f3logo Mauro Galetti e sua equipe do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro.<\/p>\n<p>O palmito pode ser extra\u00eddo do caule de diversas esp\u00e9cies de palmeiras, mas as comumente encontradas para consumo s\u00e3o as da ju\u00e7ara, da pupunha e do a\u00e7aizeiro (ou a\u00e7a\u00ed). A palmeira ju\u00e7ara (<i>Euterpe edulis<\/i>) \u00e9 nativa da Mata Atl\u00e2ntica, enquanto que as outras esp\u00e9cies s\u00e3o da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Uma diferen\u00e7a entre as tr\u00eas esp\u00e9cies \u00e9 que a ju\u00e7ara possui um \u00fanico tronco, enquanto as demais formam touceiras. Assim, ao se extrair o palmito, a palmeira ju\u00e7ara morre, enquanto a pupunha e o a\u00e7a\u00ed rebrotam do tronco principal, a exemplo do que ocorre com as bananeiras.<\/p>\n<p>Outra diferen\u00e7a importante \u00e9 que a ju\u00e7ara demora de 8 a 12 anos para produzir um palmito de qualidade, enquanto o da pupunha pode ser extra\u00eddo decorridos apenas 18 meses do plantio.<\/p>\n<p>Logo, a extra\u00e7\u00e3o do palmito ju\u00e7ara incorre necessariamente na derrubada dos indiv\u00edduos adultos, preferencialmente aqueles de maior porte (as palmeiras podem atingir 20 metros de altura). Quando se derrubam os indiv\u00edduos adultos, h\u00e1 menos plantas para produzir sementes a ser dispersadas para germinar. A popula\u00e7\u00e3o declina e pode at\u00e9 se extinguir localmente.<\/p>\n<p>\u00c9 por todos esses motivos que a palmeira ju\u00e7ara est\u00e1 inclu\u00edda na Lista Vermelha das esp\u00e9cies da flora do Brasil sob risco de extin\u00e7\u00e3o, elaborada pelo Centro Nacional de Conserva\u00e7\u00e3o da Flora.<\/p>\n<p>A preserva\u00e7\u00e3o da ju\u00e7ara est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade da Mata Atl\u00e2ntica. Sua semente e seu fruto servem de alimento para mais de 48 esp\u00e9cies de aves e 20 de mam\u00edferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sabi\u00e1s e arapongas s\u00e3o os principais respons\u00e1veis pela dispers\u00e3o das sementes, enquanto cotias, antas, catetos, esquilos e muitos outros animais se beneficiam das suas sementes ou frutos. Os frutos s\u00e3o ricos em gordura e antioxidantes, por isso s\u00e3o t\u00e3o procurados pelos animais.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Unesp constataram que a diminui\u00e7\u00e3o acelerada das popula\u00e7\u00f5es das aves dispersoras de sementes, devido \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o ou destrui\u00e7\u00e3o dos <i>habitats<\/i> ou pela captura ilegal, \u00e9 a principal causa por tr\u00e1s da perda na variabilidade gen\u00e9tica da ju\u00e7ara. E quando se perde variabilidade gen\u00e9tica, a esp\u00e9cie se torna mais fr\u00e1gil para enfrentar desafios futuros, como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que afetam o planeta.<\/p>\n<p>Em estudo <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s10592-016-0921-7\" target=\"_blank\"><b>publicado<\/b><\/a> na <i>Conservation Genetics<\/i>, pesquisadores da Unesp, da Universidade Federal de Goi\u00e1s e da Universidade Estadual de Santa Cruz conclu\u00edram que o padr\u00e3o atual da diversidade gen\u00e9tica em <i>E. edulis<\/i> na Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a do clima nos \u00faltimos milhares de anos e da a\u00e7\u00e3o humana, como a destrui\u00e7\u00e3o dos <i>habitats<\/i> e a extin\u00e7\u00e3o das aves dispersoras de sementes.<\/p>\n<p>Neste trabalho os pesquisadores detectaram que a diversidade gen\u00e9tica da palmeira ju\u00e7ara foi reduzida por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas ao longo dos \u00faltimos 10 mil anos (processo hist\u00f3rico natural) e que hoje esse processo pode ser explicado pela extin\u00e7\u00e3o das grandes aves frug\u00edvoras (processo antr\u00f3pico, isto \u00e9, resultante da atividade humana).<\/p>\n<p>Essa descoberta levou os pesquisadores a tentar entender como as aves frug\u00edvoras afetam o processo de diferencia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica da ju\u00e7ara.<\/p>\n<p>Pesquisas conduzidas no laborat\u00f3rio do professor Galetti j\u00e1 haviam confirmado que havia uma rela\u00e7\u00e3o entre a redu\u00e7\u00e3o do tamanho das sementes da ju\u00e7ara (que varia naturalmente de 8 a 14 mil\u00edmetros de di\u00e2metro) e a extin\u00e7\u00e3o local de aves grandes que dispersam suas sementes.<\/p>\n<p>Em trabalho <a href=\"http:\/\/science.sciencemag.org\/content\/340\/6136\/1086\" target=\"_blank\"><b>publicado<\/b><\/a> na revista <i>Science\u00a0<\/i>em 2013, os pesquisadores investigaram 22 \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica distribu\u00eddas entre Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e sul da Bahia. Eles constataram que nas \u00e1reas onde havia aves frug\u00edvoras grandes, como tucanos (<i>Ramphastos spp.<\/i>), jacus (<i>Penelope spp.<\/i>) e jacutingas (<i>Aburria jacutinga<\/i>), as sementes de ju\u00e7ara eram maiores, podendo ultrapassar os 12 mil\u00edmetros. J\u00e1 naquelas \u00e1reas onde predominavam apenas esp\u00e9cies menores e dotadas de bicos menores, como os sabi\u00e1s (<i>Turdus spp.<\/i>), o di\u00e2metro das sementes de ju\u00e7ara n\u00e3o ultrapassava os 9,5 mil\u00edmetros.<\/p>\n<p>Em outras palavras: nas \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica onde a popula\u00e7\u00e3o de tucanos, jacus, arapongas (<i>Procnias nudicollis<\/i>) e jacutingas foi extinta localmente pela ca\u00e7a, as sementes maiores deixaram de ser dispersadas, pois s\u00e3o muito grandes para frug\u00edvoros pequenos como sabi\u00e1s, que s\u00f3 conseguem engolir as sementes pequenas. Sementes que n\u00e3o s\u00e3o consumidas pelas aves n\u00e3o germinam, ou seja, a ju\u00e7ara depende das aves para manter sua popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tal diferen\u00e7a no tamanho das sementes pode parecer pequena, mas n\u00e3o \u00e9. Ela \u00e9 importante para a conserva\u00e7\u00e3o da palmeira. \u201cIsso porque sementes menores perdem mais facilmente \u00e1gua por ter menor superf\u00edcie e isso torna as palmeiras mais sens\u00edveis ao aumento dos per\u00edodos de seca, que deve aumentar sua frequ\u00eancia com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, explica Galetti.<\/p>\n<p>Os pesquisadores constataram que nas florestas pr\u00f3ximo a Rio Claro onde predominam ju\u00e7aras com sementes pequenas, ap\u00f3s a severa estiagem de 2014, elas simplesmente n\u00e3o germinaram.<\/p>\n<p>\u201cA press\u00e3o seletiva causada pela defauna\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o forte que em algumas \u00e1reas bastaram 50 anos para as sementes maiores de ju\u00e7ara desaparecerem. Seria tal sele\u00e7\u00e3o percept\u00edvel no n\u00edvel gen\u00e9tico? Foi exatamente esta constata\u00e7\u00e3o que levou ao nosso novo trabalho\u201d, disse a bi\u00f3loga Carolina da Silva Carvalho, doutoranda de Galetti.<\/p>\n<p>Em um estudo <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/srep31957\" target=\"_blank\"><b>publicado<\/b><\/a> em 2016 na <i>Scientific Reports<\/i>, do grupo <i>Nature<\/i>, o grupo da Unesp mostrou que a defauna\u00e7\u00e3o, muito al\u00e9m de alterar a variabilidade fenot\u00edpica (o tamanho) das sementes de ju\u00e7ara, leva a mudan\u00e7as evolutivas nas popula\u00e7\u00f5es de <i>Euterpe edulis<\/i>, ou seja, em seu gen\u00f3tipo.<\/p>\n<p>As pesquisas tiveram apoio da FAPESP no \u00e2mbito de Projeto Tem\u00e1tico \u201c<a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/88130\/consequencias-ecologicas-da-defaunacao-na-mata-atlantica\/\" target=\"_blank\"><b>Consequ\u00eancias ecol\u00f3gicas da defauna\u00e7\u00e3o na Mata Atl\u00e2ntica<\/b><\/a>\u201d e do Aux\u00edlio Regular \u201c<a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/85848\/novos-metodos-de-amostragem-e-ferramentas-estatisticas-para-pesquisa-em-biodiversidade-integrando-e\/\" target=\"_blank\"><b>Novos m\u00e9todos de amostragem e ferramentas estat\u00edsticas para pesquisa em biodiversidade: integrando ecologia de movimento com ecologia de popula\u00e7\u00e3o e comunidade<\/b><\/a>\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNeste trabalho quer\u00edamos saber se a extin\u00e7\u00e3o de grandes aves frug\u00edvoras poderia acarretar em uma mudan\u00e7a gen\u00e9tica do palmito. No entanto, sab\u00edamos que fatores hist\u00f3ricos tamb\u00e9m poderiam influenciar a diversidade gen\u00e9tica do palmito ju\u00e7ara. Ent\u00e3o, constru\u00edmos um conjunto de hip\u00f3teses e avaliamos qual processo melhor explicava o padr\u00e3o da diversidade gen\u00e9tica entre popula\u00e7\u00f5es de <i>E. edulis<\/i>\u201d, disse Carvalho.<\/p>\n<p>A pesquisa levou em conta tr\u00eas grandes vari\u00e1veis que poderiam influenciar as mudan\u00e7as gen\u00e9ticas entre popula\u00e7\u00f5es da palmeira ju\u00e7ara. Em primeiro lugar, foram inclu\u00eddos dados relativos \u00e0 perda de grandes agentes frug\u00edvoros dispersores das sementes de ju\u00e7ara (defauna\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Em segundo lugar, incluiram-se dados relativos \u00e0 origem biogeogr\u00e1fica das diversas popula\u00e7\u00f5es de <i>E. edulis<\/i>. Foram investigadas as diferen\u00e7as de popula\u00e7\u00f5es de palmeiras que crescem em florestas ombr\u00f3filas, as matas mais densas e \u00famidas, com folhas perenes, e aquelas que crescem em \u00e1reas semidec\u00edduas, mais abertas e secas, com vegeta\u00e7\u00e3o que perde as folhas sazonalmente.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi investigado o papel da fragmenta\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de Mata Atl\u00e2ntica na altera\u00e7\u00e3o da variabilidade genot\u00edpica da ju\u00e7ara. A fragmenta\u00e7\u00e3o das florestas pode levar a redu\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas do tamanho da popula\u00e7\u00e3o e ao aumento do isolamento espacial das popula\u00e7\u00f5es, reduzindo assim a diversidade gen\u00e9ticas das mesmas.<\/p>\n<p>\u201cNosso trabalho mostrou claramente uma diferencia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica entre as palmeiras em locais com e sem aves grandes e conclu\u00edmos que a extin\u00e7\u00e3o de grandes frug\u00edvoros est\u00e1 mudando a evolu\u00e7\u00e3o do palmito ju\u00e7ara\u201d, complementa Carvalho.<\/p>\n<p>Estaria essa diferen\u00e7a gen\u00e9tica relacionada ao tamanho das sementes? \u201cAinda n\u00e3o sabemos. N\u00e3o chegamos ao ponto de analisar a gen\u00f4mica da ju\u00e7ara para descobrir quais s\u00e3o os genes respons\u00e1veis pela varia\u00e7\u00e3o no tamanho das sementes. O que podemos afirmar \u00e9 que a defauna\u00e7\u00e3o muda a sele\u00e7\u00e3o natural em que apenas as sementes pequenas da ju\u00e7ara s\u00e3o dispersas e tamb\u00e9m afeta a gen\u00e9tica da planta\u201d, disse Galetti.<\/p>\n<p>Levando em conta tudo o que foi encontrado at\u00e9 agora, \u00e9 poss\u00edvel reverter essa situa\u00e7\u00e3o? Ou seja, \u00e9 poss\u00edvel garantir que popula\u00e7\u00f5es que s\u00f3 possuem sementes pequenas sobrevivam frente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/p>\n<p>Os pesquisadores agora buscam recuperar a diversidade gen\u00e9tica e a variabilidade dos tamanhos de sementes da ju\u00e7ara onde ela est\u00e1 comprometida.<\/p>\n<p>\u201cEm muitas \u00e1reas naturais, se n\u00f3s n\u00e3o intervirmos, as popula\u00e7\u00f5es de palmito poder\u00e3o desaparecer com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas porque sementes pequenas perdem mais \u00e1gua e n\u00e3o germinam. Ou seja, em anos quentes e secos, as sementes n\u00e3o germinar\u00e3o\u201d, disse Galetti.<\/p>\n<p>\u201cNesta nova fase do projeto queremos avaliar qual \u00e9 a melhor forma para recuperar a variabilidade gen\u00e9tica e o tamanho das sementes nas popula\u00e7\u00f5es onde os grandes dispersores de sementes foram extintos. Existem \u00e1reas com sementes grandes e pequenas. No entanto, somente as sementes grandes n\u00e3o est\u00e3o sendo dispersadas, dada a aus\u00eancia de aves maiores. E h\u00e1 \u00e1reas onde as sementes grandes j\u00e1 desapareceram. Portanto estamos analisando se a simples reintrodu\u00e7\u00e3o das aves grandes \u00e9 suficiente para garantir a plena recupera\u00e7\u00e3o das sementes de palmito ou se precisamos de outras estrat\u00e9gias de restaura\u00e7\u00e3o mais eficazes\u201d, disse Carvalho.<\/p>\n<p>\u201cSem o palmito ju\u00e7ara a Mata Atl\u00e2ntica vai empobrecer, porque a ju\u00e7ara alimenta os maiores dispersores de sementes da floresta\u201d, comenta Galetti. \u201cEm uma palestra sobre esse problema para agricultores e pessoas que mant\u00eam viveiros de mudas de ju\u00e7ara eles rapidamente me disseram que a partir de agora v\u00e3o selecionar as sementes maiores e produzir mudas dessas sementes\u201d, disse Galetti.<\/p>\n<p>O estudo da ecologia da palmeira ju\u00e7ara ocupa um lugar central na trajet\u00f3ria cient\u00edfica de Galetti. \u201cComecei a estudar dispers\u00e3o de sementes ainda na gradua\u00e7\u00e3o em 1986, com Bolsa da FAPESP. Estudei quais aves dispersavam e predavam as sementes de ju\u00e7ara. Isso foi a base de todos os nossos estudos posteriores, pois temos uma base s\u00f3lida em hist\u00f3ria natural sobre a intera\u00e7\u00e3o frug\u00edvoro-palmito e com muita confian\u00e7a podemos dizer quais s\u00e3o os melhores dispersores da ju\u00e7ara\u201d, disse.<\/p>\n<p><b>Artigos: <\/b><\/p>\n<p><i>Climatic stability and contemporary human impacts affect the genetic diversity and conservation status of a tropical palm in the Atlantic Forest of Brazil<\/i> (doi: 10.1007\/s10592-016-0921-7), de Carolina da Silva Carvalho, Liliana Ballesteros-Mejia, Milton Cezar Ribeiro, Marina Corr\u00eaa C\u00f4rtes, Alesandro Souza Santos e Rosane Garcia Collevatti: <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s10592-016-0921-7\" target=\"_blank\"><b>https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s10592-016-0921-7<\/b><\/a>.<\/p>\n<p><i>Defaunation leads to microevolutionary changes in a tropical palm <\/i> (doi:10.1038\/srep31957), de Carolina S. Carvalho, Mauro Galetti, Rosane G. Colevatti e Pedro Jordano: <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/srep31957\" target=\"_blank\"><b>https:\/\/www.nature.com\/articles\/srep31957<\/b><\/a>.<\/p>\n<p><i>Functional extinction of birds drives rapid evolutionary changes in seed size<\/i> (doi: 10.1126\/science.1233774), de Mauro Galetti, Roger Guevara, Marina C. C\u00f4rtes, Rodrigo Fadini, Sandro Von Matter, Abra\u00e3o B. Leite, F\u00e1bio Labecca, Thiago Ribeiro, Carolina S. Carvalho, Rosane G. Collevatti, Mathias M. Pires, Paulo R. Guimar\u00e3es Jr., Pedro H. Brancalion, Milton C. Ribeiro e Pedro Jordano. 2013: <a href=\"http:\/\/science.sciencemag.org\/content\/340\/6136\/1086\" target=\"_blank\"><b>http:\/\/science.sciencemag.org\/content\/340\/6136\/1086<\/b><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um conjunto de fatores que parecem afetar a sobreviv\u00eancia da palmeira ju\u00e7ara, da qual<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":65440,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/palmito.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"H\u00e1 um conjunto de fatores que parecem afetar a sobreviv\u00eancia da palmeira ju\u00e7ara, da qual","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65439"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65439"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65439\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65440"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}