{"id":65297,"date":"2017-05-08T09:38:16","date_gmt":"2017-05-08T12:38:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=65297"},"modified":"2017-05-08T09:38:16","modified_gmt":"2017-05-08T12:38:16","slug":"como-a-evolucao-transformou-os-gatos-em-animais-solitarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-a-evolucao-transformou-os-gatos-em-animais-solitarios\/","title":{"rendered":"Como a evolu\u00e7\u00e3o transformou os gatos em animais solit\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"7\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-a-evolucao-transformou-os-gatos-em-animais-solitarios\/gato-24\/\" rel=\"attachment wp-att-65298\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-65298\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Qu\u00e3o dif\u00edcil pode ser domar um gato?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"45\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Pergunte a Daniel Mills, professor de Veterin\u00e1ria comportamental na Universidade de Lincoln (Reino Unido). Em um estudo recente, Mills e sua colega Alice Potter comprovaram de modo cient\u00edfico o que j\u00e1 se sabia na pr\u00e1tica: gatos s\u00e3o mais aut\u00f4nomos e solit\u00e1rios do que os cachorros.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"19\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Apesar de envolver a j\u00e1 famosa reputa\u00e7\u00e3o dos gatos, executar essa pesquisa foi mais dif\u00edcil do que poderia parecer.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"22\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Eles s\u00e3o complicados se voc\u00ea quer que fa\u00e7am algo de uma certa maneira&#8221;, diz Mills. &#8220;Eles tendem a fazer o que querem.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"44\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Donos de gatos do mundo inteiro ir\u00e3o concordar. Mas por que exatamente os gatos s\u00e3o t\u00e3o relutantes em cooperar, seja entre si ou com humanos? Ou, perguntando de outra forma, por que tantos outros animais &#8211; dom\u00e9sticos ou selvagens &#8211; t\u00eam esp\u00edrito de equipe?<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"29\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A vida em grupo \u00e9 comum na natureza. P\u00e1ssaros formam bandos e peixes, cardumes. Predadores frequentemente ca\u00e7am juntos. At\u00e9 mesmo o le\u00e3o, parente do gato dom\u00e9stico, vive em grupo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"32\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Para as esp\u00e9cies que s\u00e3o ca\u00e7adas por outras, obviamente h\u00e1 uma estrat\u00e9gia de maior seguran\u00e7a em um bando. &#8220;Chama-se efeito de dilui\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o bi\u00f3logo Craig Packer, da Universidade de Minnesota (EUA).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"36\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Um predador s\u00f3 consegue matar um, e se h\u00e1 cem da mesma esp\u00e9cie isso reduz as chances de cada um deles ser pego para 1%. Mas se voc\u00ea estiver sozinho voc\u00ea ser\u00e1 escolhido 100% das vezes.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"50\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Animais em bando tamb\u00e9m se beneficiam do efeito &#8220;muitos olhos atentos&#8221;: quanto maior o grupo, \u00e9 mais prov\u00e1vel que algu\u00e9m perceba um predador se aproximando. &#8220;E quanto mais cedo voc\u00ea detectar o predador, mais tempo tem para iniciar a fuga&#8221;, diz Jens Krause, da Universidade de Humboldt em Berlim, Alemanha.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"50\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Essa vigil\u00e2ncia coletiva traz outras vantagens. Cada um pode gastar mais tempo e energia procurando por comida. E n\u00e3o se trata apenas de evitar predadores. Animais que socializam em grupos n\u00e3o precisam perambular em busca de companheiros, o que \u00e9 um problema para esp\u00e9cies solit\u00e1rias que vivem em territ\u00f3rios amplos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"36\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Uma vez que se reproduzem, muitos animais que vivem em grupo adotam a m\u00e1xima &#8220;\u00e9 necess\u00e1ria uma aldeia inteira para criar uma crian\u00e7a&#8221;, com os adultos trabalhando em equipe para proteger ou alimentar os mais novos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"37\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Em v\u00e1rias esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros, como a zaragateiro-\u00e1rabe de Israel, os pequenos permanecem em grupos de familiares at\u00e9 que eles estejam prontos para procriar. Eles dan\u00e7am em grupo, tomam banho juntos e at\u00e9 trocam presentes entre si.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"4\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Princ\u00edpio &#8216;Volta da Fran\u00e7a&#8217;<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"28\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Viver em grupo tamb\u00e9m poupa energia. Os p\u00e1ssaros que migram juntos ou os peixes que vivem em cardumes se movimentam com mais efici\u00eancia do que os mais solit\u00e1rios.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"35\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u00c9 o mesmo princ\u00edpio que os ciclistas da Volta da Fran\u00e7a utilizam quando formam um pelot\u00e3o. &#8220;Os que est\u00e3o mais atr\u00e1s n\u00e3o precisam investir tanta energia para atingir a mesma velocidade de locomo\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Krause.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"18\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Como pinguins e morcegos podem atestar, a vida pode ser mais calorosa quando se vive cercado de amigos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"39\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Com tantos benef\u00edcios, pode parecer surpreendente que qualquer animal rejeite seus companheiros. Mas, como os gatos dom\u00e9sticos demonstram, a vida em grupo n\u00e3o \u00e9 para todos. Para alguns animais, os benef\u00edcios da coletividade n\u00e3o compensam ter que dividir comida.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"30\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Chega a um ponto em que se alimentar com outros indiv\u00edduos com grande proximidade reduz a sua quantidade de alimento&#8221;, diz John Fryxell, bi\u00f3logo da Universidade de Guelph, no Canad\u00e1.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"56\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Um fator-chave para essa decis\u00e3o \u00e9 ter alimenta\u00e7\u00e3o suficiente, o que depende de quanta comida cada animal precisa. E os gatos t\u00eam um gosto caro. Por exemplo, um leopardo come cerca de 23 kg de carne em poucos dias. Para gatos selvagens, a competi\u00e7\u00e3o por alimentos \u00e9 cruel, e por isso leopardos vivem e ca\u00e7am sozinhos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"51\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">H\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra de felinos solit\u00e1rios: le\u00f5es. Para eles, \u00e9 uma quest\u00e3o territorial, diz Packer, que passou 50 anos de sua vida estudando os le\u00f5es africanos. Alguns locais da savana t\u00eam emboscadas perfeitas para a ca\u00e7a, ent\u00e3o controlar esse lugar resulta em uma vantagem significativa em termos de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"24\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Isso imp\u00f5e sociabilidade porque voc\u00ea precisa de equipes para dominar seu bairro local e excluir outros times. Assim, o maior time vence&#8221;, diz Packer.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"60\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O que torna essa vida em grupo poss\u00edvel \u00e9 que a presa de um \u00fanico le\u00e3o &#8211; um gnu ou uma zebra &#8211; \u00e9 grande o bastante para alimentar v\u00e1rias f\u00eameas de uma vez s\u00f3. &#8220;O tamanho da ca\u00e7a permite que eles vivam em grupos mas \u00e9 a geografia o que realmente os leva a viver em grupos&#8221;, diz Packer.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"27\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">N\u00e3o \u00e9 a mesma situa\u00e7\u00e3o dos gatos dom\u00e9sticos, j\u00e1 que eles ca\u00e7am animais pequenos. &#8220;Eles v\u00e3o com\u00ea-lo inteiro&#8221;, diz Packer. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 comida o suficiente para dividir.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"1\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Domestica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"25\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Essa l\u00f3gica econ\u00f4mica est\u00e1 t\u00e3o integrada ao comportamento dos gatos que parece improv\u00e1vel que at\u00e9 mesmo a domestica\u00e7\u00e3o tenha alterado essa prefer\u00eancia fundamental por solid\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"32\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Isso \u00e9 duplamente verdade quando voc\u00ea leva em considera\u00e7\u00e3o o fato de que os humanos n\u00e3o domesticaram os gatos. Em vez disso, em seu pr\u00f3prio estilo, os gatos domesticaram a si mesmos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"46\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Todos os gatos dom\u00e9sticos s\u00e3o descendentes dos gatos selvagens do Oriente M\u00e9dio (Felis silvestris), o &#8220;gato-do-mato&#8221;. Os humanos n\u00e3o coagiram esses gatos a deixar as florestas: eles mesmos se convidaram a entrar nos alojamentos de humanos, onde havia uma quantidade ilimitada de ratos ao seu dispor.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"36\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A invas\u00e3o a essa festa de ratos foi o in\u00edcio de uma rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica. Os gatos adoraram a abund\u00e2ncia de ratos nos alojamentos e dep\u00f3sitos e os humanos gostaram do controle gr\u00e1tis da infesta\u00e7\u00e3o de ratos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"29\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Os gatos dom\u00e9sticos n\u00e3o s\u00e3o completamente antissociais. Mas sua sociabilidade &#8211; em rela\u00e7\u00e3o a outro humano ou entre eles &#8211; \u00e9 determinada inteiramente por eles, em seus pr\u00f3prios termos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"33\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Eles mant\u00eam um n\u00edvel alto de independ\u00eancia e se aproximam de n\u00f3s apenas quando querem&#8221;, diz Dennis Turner, especialista em comportamento animal no Instituto de Etologia Aplicada e Psicologia Animal em Horgen, Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"48\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Os gatos desenvolveram muitos mecanismos para se manter \u00e0 parte, o que n\u00e3o os conduz para a vida em bando&#8221;, diz Mills. Os gatos marcam seu territ\u00f3rio para evitar encontros constrangedores entre si. Se eles acidentalmente se toparem, os p\u00ealos s\u00e3o levantados e as garras saltam para fora.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"53\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Em determinadas circunst\u00e2ncias pode parecer que os gatos dom\u00e9sticos adotaram a vida coletiva, como quando um grupo vive junto em um galp\u00e3o. Mas n\u00e3o se engane. &#8220;Eles t\u00eam la\u00e7os muito frouxos e n\u00e3o t\u00eam uma identidade real como grupo&#8221;, diz Fryxell. &#8220;Eles s\u00f3 gostam de ter um lugar comum para deixar seus filhotes.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"44\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Ali\u00e1s, mesmo diante de um grande perigo, quando eles se unem para se defender, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que os gatos colaborem entre si. &#8220;N\u00e3o \u00e9 que algo que eles tipicamente fa\u00e7am quando se sentem amea\u00e7ados&#8221;, diz Monique Udell, bi\u00f3loga da Universidade de Oregon (EUA).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"43\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Os gatos simplesmente n\u00e3o acreditam na for\u00e7a de um grupo. Tudo isso ajuda a explicar por que os gatos t\u00eam a reputa\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel. Ainda assim, h\u00e1 evid\u00eancias de que o desprezo dos gatos pela vida em grupo possa ser uma fraqueza.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"4\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Caixa-preta da menta felina<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"37\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Um estudo publicado em 2014 no peri\u00f3dico cient\u00edfico Journal of Comparative Psychology investigou os tra\u00e7os de personalidade dos gatos dom\u00e9sticos. A conclus\u00e3o foi que manter-se solit\u00e1rio e desinteressado torna os gatos neur\u00f3ticos, impulsivos e resistentes a ordens.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"56\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Curiosamente, no entanto, os gatos dom\u00e9sticos parecem capazes de cooperar um pouco mais que seus parentes selvagens. Quando os pesquisadores compararam o gato dom\u00e9stico a quatro selvagens &#8211; o gato selvagem escoc\u00eas, o leopardo-nebuloso, o leopardo-da-neve e os le\u00f5es africanos -, os gatos dom\u00e9sticos foram os que mais se aproximaram dos le\u00f5es em termos de personalidade.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"51\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u00c9 preciso dizer que os gatos dom\u00e9sticos trilharam um longo caminho a partir de seus ancestrais at\u00e9 aqui em termos de tolerar a companhia um do outro. Mesmo que gatos morando em galp\u00f5es formem la\u00e7os frouxos, eles ainda demonstram um n\u00edvel impressionante de aceita\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a do outro nesses espa\u00e7os confinados.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"53\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Em Roma, cerca de 200 gatos vivem lado a lado no Coliseu, enquanto na ilha de Aoshima, no Jap\u00e3o, o n\u00famero de gatos supera o de pessoas em uma propor\u00e7\u00e3o de seis para um. Essas col\u00f4nias podem n\u00e3o ter tanta coopera\u00e7\u00e3o, mas est\u00e3o bem avan\u00e7adas em rela\u00e7\u00e3o ao passado solit\u00e1rio dos gatos dom\u00e9sticos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"22\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Enquanto isso, pode ser mais f\u00e1cil para pesquisadores encontrar os gatos &#8220;no meio do caminho&#8221; ao realizar seus experimentos, fazendo certas concess\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"41\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Quando Udell fez suas primeiras experi\u00eancias com gatos, enfrentou uma s\u00e9rie de dificuldades ao tentar motivar suas cobaias a participar de certa atividade. Ela j\u00e1 havia trabalhado com cachorros, que estariam dispostos a fazer qualquer coisa em troca de um petisco.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"27\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Os gatos, contudo, eram mais exigentes. Com o passar do tempo, Udell percebeu que teria mais sucesso se desse aos gatos a op\u00e7\u00e3o de escolher sua recompensa.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"38\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Acho que parte do desafio \u00e9 o quanto sabemos sobre os gatos&#8221;, diz. Se os cientistas come\u00e7arem a entrar na caixa-preta que \u00e9 a mente felina, a domestica\u00e7\u00e3o \u00e0 for\u00e7a pode ser substitu\u00edda por uma coer\u00e7\u00e3o mais astuta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"32\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Muito do comportamento animal &#8211; incluindo uma afinidade ou resist\u00eancia \u00e0 domestica\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 profundamente ligado ao circuito neural. Portanto, parece pouco poss\u00edvel deixar para tr\u00e1s anos de sele\u00e7\u00e3o natural&#8221;, diz Fryxell.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"35\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Mas quem sabe? Obviamente, le\u00f5es conseguiram essa proeza, ent\u00e3o deve ser poss\u00edvel que muta\u00e7\u00f5es ocorram&#8221;, diz ele. &#8220;E se eles conseguiram fazer isso, talvez domesticar gatos n\u00e3o seja uma ideia t\u00e3o maluca, afinal de contas.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qu\u00e3o dif\u00edcil pode ser domar um gato? Pergunte a Daniel Mills, professor de Veterin\u00e1ria comportamental<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":65298,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gato.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Qu\u00e3o dif\u00edcil pode ser domar um gato? 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