{"id":65185,"date":"2017-05-06T08:52:58","date_gmt":"2017-05-06T11:52:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=65185"},"modified":"2017-05-06T08:52:58","modified_gmt":"2017-05-06T11:52:58","slug":"estudo-revela-que-risco-de-extincao-de-diversas-especies-e-subestimado-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-revela-que-risco-de-extincao-de-diversas-especies-e-subestimado-2\/","title":{"rendered":"Estudo revela que risco de extin\u00e7\u00e3o de diversas esp\u00e9cies \u00e9 subestimado"},"content":{"rendered":"<div id=\"txt\">\n<div class=\"container_comments-related\">\n<div id=\"attachment_662430\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 648px;\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-662430\" src=\"http:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/ex-e1493733191924.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"960\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Foto: Atanu Mondal \/ Fotolia<\/p>\n<\/div>\n<p>Um novo estudo indica que o n\u00famero de esp\u00e9cies animais e vegetais que correm risco de extin\u00e7\u00e3o pode ser consideravelmente maior do que se acreditava anteriormente. Uma equipe de pesquisadores acredita ter criado uma f\u00f3rmula que ir\u00e1 ajudar a mostrar uma perspectiva mais precisa desse cen\u00e1rio perturbador. O estudo foi publicado na revista Biological Conservation.<\/p>\n<p>Os mapas que descrevem os intervalos geogr\u00e1ficos das esp\u00e9cies, usados pela Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN) para determinar o status de amea\u00e7a, parecem superestimar sistematicamente o tamanho do habitat no qual as esp\u00e9cies podem prosperar, disse Don Melnick, um dos principais autores da pesquisa e professor de Biologia de Conserva\u00e7\u00e3o no Departamento de Ecologia, Evolu\u00e7\u00e3o e Biologia Ambiental da Universidade de Columbia.<\/p>\n<p>\u201cPreocupados com esta quest\u00e3o, pretendemos determinar o qu\u00e3o longe esses mapas foram. Descobrimos que h\u00e1 uma grande quantidade de dados dispon\u00edveis gratuitamente sobre muitas esp\u00e9cies em todo o mundo que podem ser usadas para sabermos exatamente quantas esp\u00e9cies realmente est\u00e3o sob extrema amea\u00e7a. Esta perspectiva, por mais sombria que seja, \u00e9 necess\u00e1ria se iremos planejar com precis\u00e3o as medidas necess\u00e1rias para conter essas amea\u00e7as, local e globalmente\u201d, disse.<\/p>\n<p>Atualmente, a IUCN se baseia em relatos de observa\u00e7\u00e3o de animais relatados por especialistas para tra\u00e7ar limites que refletem a \u00e1rea geogr\u00e1fica de uma determinada esp\u00e9cie. A partir desses mapas, a IUCN desenvolve sua Lista Vermelha, que atribui um status \u00e0s esp\u00e9cies selvagens: vulner\u00e1vel, amea\u00e7ada ou criticamente amea\u00e7ada, reportou o Science Daily.<\/p>\n<p>Embora a precis\u00e3o do risco de amea\u00e7a atribu\u00eddo a uma esp\u00e9cie dependa muito desses mapas, Melnick e seus colegas acreditam que quase sempre a distribui\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie \u00e9 superestimada e que s\u00e3o incorporadas \u00e1reas inadequadas de habitat. Isso superestima o tamanho da popula\u00e7\u00e3o e, consequentemente, subestima o risco de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em um esfor\u00e7o para determinar o qu\u00e3o exagerados podem ser os mapas de alcance da UICN, a equipe analisou os mapas estabelecidos para 18 esp\u00e9cies end\u00eamicas de aves que foram listadas com diferentes n\u00edveis de amea\u00e7a pela UICN. As aves habitam a cadeia de montanhas ocidentais do Ghats, no sudoeste da \u00cdndia.<\/p>\n<p>O estudante de Melnick, Vijay Ramesh, e outros dois pesquisadores da \u00cdndia que estudam nos Estados Unidos, analisaram informa\u00e7\u00f5es da maior base de dados cient\u00edficos do mundo (eBird) e tamb\u00e9m coletaram dados livremente dispon\u00edveis e georreferenciados sobre o clima, a vegeta\u00e7\u00e3o e os Ghats ocidentais.<\/p>\n<p>A equipe usou peritos locais para examinar os dados e verificar sua exatid\u00e3o. Eles conseguiram construir um perfil de onde cada esp\u00e9cie provavelmente ser\u00e1 encontrada \u2013 a que altitude, em que intervalo de temperatura, tipos de vegeta\u00e7\u00e3o etc. Isso permitiu que estimassem novos intervalos geogr\u00e1ficos para cada esp\u00e9cie que os pesquisadores acreditam serem muito mais precisos do que os mapas de escala da UICN.<\/p>\n<p>As novas estimativas de alcance do estudo de Columbia revelaram que os mapas da UICN para 17 das 18 esp\u00e9cies de aves continham grandes \u00e1reas de habitat inadequado e superestimaram amplamente suas faixas de ocupa\u00e7\u00e3o. Como resultado, os n\u00edveis de amea\u00e7a que s\u00e3o relacionados ao tamanho da escala da esp\u00e9cie s\u00e3o subestimados e o documento sugere que o status da amea\u00e7a de IUCN deve ser elevado para pelo menos 10 das 18 esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>\u201cFicamos extremamente surpresos com o quanto as escalas da UICN superestimaram o que consideramos ser as verdadeiras \u00e1reas de ocupa\u00e7\u00e3o. Em v\u00e1rios casos, as \u00e1reas foram superestimadas por uma ordem de grandeza.A dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o no tamanho da escala e do aumento da fragmenta\u00e7\u00e3o do habitat que o nosso estudo indica leva-nos a acreditar que h\u00e1 uma amea\u00e7a muito maior para essas aves end\u00eamicas do que se imaginava\u201d, disseram os pesquisadores.<\/p>\n<p>O estudo indica uma nova maneira de estimar as \u00e1reas habitadas pelos animais, disse Melnick, acrescentando que o uso de dados cient\u00edficos dispon\u00edveis, digitalizados e georreferenciados \u2013 juntamente com dados biol\u00f3gicos e geof\u00edsicos e sofisticados modelos estat\u00edsticos \u2013 pode e deve ser aplicado a esp\u00e9cies vegetais e animais em todo o mundo para que a UICN possa avaliar com mais precis\u00e3o a amea\u00e7a a esp\u00e9cies em todo o mundo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Atanu Mondal \/ Fotolia Um novo estudo indica que o n\u00famero de esp\u00e9cies animais<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Foto: Atanu Mondal \/ Fotolia Um novo estudo indica que o n\u00famero de esp\u00e9cies animais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65185"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65185"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65185\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}