{"id":65061,"date":"2017-05-04T12:00:16","date_gmt":"2017-05-04T15:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=65061"},"modified":"2017-05-04T07:45:28","modified_gmt":"2017-05-04T10:45:28","slug":"lixo-espacial-apelo-para-um-futuro-sustentavel-no-espaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/lixo-espacial-apelo-para-um-futuro-sustentavel-no-espaco\/","title":{"rendered":"Lixo espacial: Apelo para um futuro sustent\u00e1vel no espa\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=65062\" rel=\"attachment wp-att-65062\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-65062\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com mais de 750.000 peda\u00e7os de detritos perigosos orbitando a Terra, a necessidade urgente de uma a\u00e7\u00e3o internacional coordenada para garantir a sustentabilidade dos voos espaciais a longo prazo foi uma das principais conclus\u00f5es da maior confer\u00eancia da Europa sobre <a href=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/pesquisar.php?keyword=lixo%20espacial\">lixo espacial<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos de uma solu\u00e7\u00e3o global coordenada para o que \u00e9, afinal, um problema global que afeta sat\u00e9lites cr\u00edticos que prestam servi\u00e7os a todos n\u00f3s,&#8221; disse Brigitte Zypries, Ministra Federal Alem\u00e3 dos Assuntos Econ\u00f4micos e Energia no encerramento da confer\u00eancia em Darmstadt, na Alemanha.<\/p>\n<p>O Diretor-Geral da ESA, Jan Woerner, apelou aos intervenientes no espa\u00e7o para manter o ambiente orbital da Terra t\u00e3o limpo quanto poss\u00edvel. Desenvolver e implementar o programa de <i>Conscientiza\u00e7\u00e3o da Situa\u00e7\u00e3o Espacial<\/i> (SSA) da ESA, lan\u00e7ado em 2016, ser\u00e1 um fator-chave.<\/p>\n<p>&#8220;A fim de permitir servi\u00e7os inovadores para os cidad\u00e3os e futuros desenvolvimentos no espa\u00e7o, temos de cooperar agora para garantir o voo espacial economicamente vital. Devemos sustentar o sonho da explora\u00e7\u00e3o futura&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p><strong>Verdades inconvenientes<\/strong><\/p>\n<p>Desde 1957, mais de 5.250 lan\u00e7amentos levaram a uma popula\u00e7\u00e3o atual de mais de 23.000 objetos em \u00f3rbita. Apenas cerca de 1.200 s\u00e3o sat\u00e9lites ainda em funcionamento &#8211; o resto j\u00e1 s\u00e3o considerados detritos e n\u00e3o t\u00eam mais qualquer prop\u00f3sito \u00fatil.<\/p>\n<p>V\u00e1rios sat\u00e9lites abandonados explodiram ou se fragmentaram, gerando um n\u00famero estimado de 750.000 pe\u00e7as maiores do que 1 cent\u00edmetro e impressionantes 166 milh\u00f5es maior do que 1 mil\u00edmetro.<\/p>\n<p>&#8220;Em \u00f3rbita, esses objetos t\u00eam velocidades relativas tremendas, mais r\u00e1pidas do que uma bala, e podem danificar ou destruir infraestruturas espaciais em funcionamento, como sat\u00e9lites de telecomunica\u00e7\u00f5es, meteorol\u00f3gicos, de navega\u00e7\u00e3o, radiodifus\u00e3o e monitoriza\u00e7\u00e3o do clima, economicamente vitais,&#8221; afirmou Holger Krag, diretor do Departamento de Detritos da ESA.<\/p>\n<p><strong>Sat\u00e9lites obsoletos<\/strong><\/p>\n<p>O apelo para uma a\u00e7\u00e3o internacional surgiu no \u00faltimo dia da Confer\u00eancia Europeia sobre Detritos Espaciais, um encontro que contou com mais de 350 participantes das ag\u00eancias cient\u00edficas, acad\u00eamicas, industriais e espaciais de todo o mundo.<\/p>\n<p>Entre os \u00faltimos resultados das pesquisas sobre lixo espacial se destacaram a elimina\u00e7\u00e3o segura de sat\u00e9lites aposentados e partes de foguetes, e os desafios ainda incertos colocados pelas megaconstela\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites que est\u00e3o sendo desenvolvidas.<\/p>\n<p>&#8220;Apenas cerca de 60% dos sat\u00e9lites que deveriam ser eliminados no final das suas miss\u00f5es, sob as atuais diretrizes, s\u00e3o de fato geridos de forma adequada,&#8221; afirmou Krag.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m confirmaram que h\u00e1 uma necessidade cr\u00edtica de remover os sat\u00e9lites extintos de \u00f3rbita, antes que eles se desintegrem e produzam ainda mais detritos.<\/p>\n<p>&#8220;Isto significa desenvolver urgentemente os meios para remover ativamente detritos, selecionando cerca de 10 grandes sat\u00e9lites extintos em \u00f3rbita a cada ano, come\u00e7ando o mais rapidamente poss\u00edvel &#8211; come\u00e7ar mais tarde n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o eficaz,&#8221; disse o Dr. Krag.<\/p>\n<p><strong>Trabalhando para o futuro<\/strong><\/p>\n<p>O programa <i>Conscientiza\u00e7\u00e3o da Situa\u00e7\u00e3o Espacial<\/i> est\u00e1 desenvolvendo programas inform\u00e1ticos, tecnologias e sistemas precursores para testar uma rede de vigil\u00e2ncia que assegure dados independentes sobre infraestruturas espaciais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a ESA est\u00e1 desenvolvendo novas tecnologias no \u00e2mbito da iniciativa <i>Espa\u00e7o Limpo<\/i> que prometem uma redu\u00e7\u00e3o significativa na cria\u00e7\u00e3o de polui\u00e7\u00e3o espacial futura, abrangendo todas as fases das atividades espaciais.<\/p>\n<p>&#8220;Os destro\u00e7os espaciais amea\u00e7am todos os sat\u00e9lites em funcionamento, incluindo as Sentinelas da Europa e a constela\u00e7\u00e3o de navega\u00e7\u00e3o Galileo, e qualquer perda de infraestruturas espaciais afetaria gravemente a sociedade moderna,&#8221; observou o Dr. Krag. &#8220;O uso sustent\u00e1vel do espa\u00e7o tem sido persuasivamente mostrado em risco, e o <i>status quo<\/i>, obviamente, n\u00e3o \u00e9 mais aceit\u00e1vel. Agora precisamos come\u00e7ar a remover sat\u00e9lites mortos.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com mais de 750.000 peda\u00e7os de detritos perigosos orbitando a Terra, a necessidade urgente de<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":65062,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/lixo_espacial.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com mais de 750.000 peda\u00e7os de detritos perigosos orbitando a Terra, a necessidade urgente de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65061"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65061"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65061\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65062"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65061"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65061"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65061"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}