{"id":64939,"date":"2017-05-02T13:30:16","date_gmt":"2017-05-02T16:30:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=64939"},"modified":"2017-05-02T08:24:32","modified_gmt":"2017-05-02T11:24:32","slug":"como-reduzir-em-80-o-desmatamento-nos-assentamentos-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-reduzir-em-80-o-desmatamento-nos-assentamentos-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Como reduzir em 80% o desmatamento nos assentamentos da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=64940\" rel=\"attachment wp-att-64940\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-64940\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em 2015, \u00c9POCA publicou uma reportagem especial sobre a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o dos assentamentos de reforma agr\u00e1ria na Amaz\u00f4nia. O texto mostrou que, assentados no meio da floresta, muitas vezes os produtores eram obrigados a desmatar para sobreviver \u2013 sem falar nas in\u00fameras dificuldades que eles enfrentam, como falta de escolas, postos de sa\u00fade e infraestrutura b\u00e1sica. Mas a reportagem tamb\u00e9m mostrou que h\u00e1 esperan\u00e7a e visitou um projeto de assentamento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Nesta quarta-feira (26), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam) apresentou os resultados do Projeto Assentamentos Sustent\u00e1veis. Os n\u00fameros mostram que, com assist\u00eancia t\u00e9cnica e ajuda para que os produtores possam acessar o mercado, \u00e9 poss\u00edvel reduzir drasticamente o desmatamento provocado por assentamentos, al\u00e9m de melhorar a economia local.<\/p>\n<p>Em cinco anos, o projeto beneficiou 2.700 fam\u00edlias e regularizou 100.000 hectares de \u00e1reas produtivas. Nas \u00e1reas de influ\u00eancia do projeto, o desmatamento caiu, ao contr\u00e1rio do que aconteceu no entorno. Segundo esse c\u00e1lculo, o projeto reduziu o desmatamento em 79% na compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia hist\u00f3rica da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses resultados foram conquistados gra\u00e7as a uma ideia simples: de que melhorar a efici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o do pequeno agricultor far\u00e1 com que ele n\u00e3o precise desmatar a floresta. O projeto atuou em duas frentes. Primeiro, ajudou na produ\u00e7\u00e3o, trazendo assist\u00eancia t\u00e9cnica e tecnologia para que o agricultor familiar pudesse produzir com efici\u00eancia. Depois, atuou na distribui\u00e7\u00e3o, ensinando os caminhos para que ele consiga vender a produ\u00e7\u00e3o e lucrar com isso.<\/p>\n<p>\u201cOrganizando a produ\u00e7\u00e3o, dando tecnologia, assist\u00eancia e financiamento para aquelas fam\u00edlias, elas conseguiram aumentar em muito a produtividade. Investindo tamb\u00e9m na outra ponta do processo, no acesso desses produtos ao mercado, conseguimos medir uma redu\u00e7\u00e3o do desmatamento e o aumento da renda das fam\u00edlias\u201d, diz Osvaldo Stella, coordenador do projeto e diretor do Ipam.<\/p>\n<p>O desafio, agora, \u00e9 dar escala a essa f\u00f3rmula. O Ipam atuou numa escala pequena, mas h\u00e1 centenas de milhares de fam\u00edlias sem assist\u00eancia. Desenvolver pol\u00edticas para essas fam\u00edlias trar\u00e1 resultados consistentes em nossa economia e na produ\u00e7\u00e3o de alimento e, de quebra, ajudar\u00e1 a manter a floresta em p\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2015, \u00c9POCA publicou uma reportagem especial sobre a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o dos assentamentos de reforma<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":64940,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/assentamento.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em 2015, \u00c9POCA publicou uma reportagem especial sobre a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o dos assentamentos de reforma","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64939"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64939"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64939\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64940"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}