{"id":64860,"date":"2017-05-01T09:02:44","date_gmt":"2017-05-01T12:02:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=64860"},"modified":"2017-05-01T09:02:46","modified_gmt":"2017-05-01T12:02:46","slug":"estudo-conclui-que-dieta-sem-gluten-aumenta-risco-de-diabetes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-conclui-que-dieta-sem-gluten-aumenta-risco-de-diabetes\/","title":{"rendered":"Estudo conclui que dieta sem gl\u00faten aumenta risco de diabetes"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-conclui-que-dieta-sem-gluten-aumenta-risco-de-diabetes\/gluten-3\/\" rel=\"attachment wp-att-64861\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-64861\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um estudo liderado pelo pesquisador Geng Zong, da Universidade de Harvard, uma das mais renomadas dos Estados Unidos, concluiu que as dietas sem gl\u00faten aumentam as chances de desenvolver diabetes do tipo 2. Segundo o cientista, o risco aumenta em 13% quando o consumo di\u00e1rio da subst\u00e2ncia \u00e9 menor que quatro gramas. Especialistas recomendam que s\u00f3 quem tem intoler\u00e2ncia ao gl\u00faten fa\u00e7a restri\u00e7\u00e3o na dieta, sob acompanhamento m\u00e9dico.<\/p>\n<p>O estudo de Geng Zong foi realizado com 200 mil participantes. A maioria apresentava uma ingest\u00e3o de gl\u00faten abaixo de 12 gramas por dia. Dentro desta faixa, aqueles que comeram uma maior quantidade da prote\u00edna, tiveram menor risco de desenvolver diabetes do tipo 2, durante os 30 anos de acompanhamento. Ao longo do estudo, que durou de 1984 a 1990 e, depois, de 2010 a 2013, foram confirmados quase 16 mil casos de diab\u00e9ticos.<\/p>\n<p>O gl\u00faten \u00e9 uma prote\u00edna encontrada no trigo, centeio e cevada. Por isso, est\u00e1 presente nos mais variados tipos de massa: P\u00e3o, macarr\u00e3o e bolo. A cerveja tamb\u00e9m entra na lista. Ao cortar a prote\u00edna da alimenta\u00e7\u00e3o, a pessoa normalmente desincha e emagrece, porque deixa de ingerir a farinha de trigo, mas nenhuma dieta deve ser feita sem orienta\u00e7\u00e3o, porque voc\u00ea pode achar que se livrou de um problema, mas corre o risco de criar outro mais s\u00e9rio: O diabetes tipo II, por exemplo.<\/p>\n<p>A nutricionista Ana Paula Esp\u00edndola alertou sobre a falta de fibras no organismo. \u201cDeve-se ficar atento ao excluir completamente o gl\u00faten da dieta, uma vez que, consequentemente, estaremos diminuindo a quantidade de fibras ingeridas, segundo a pesquisa. Ao ingerirmos menos fibras, aumentamos o \u00edndice glic\u00eamico, o que acarretar\u00e1 em uma eleva\u00e7\u00e3o r\u00e1pida da glicemia\u201d.<\/p>\n<p>Ana Paula ainda explicou detalhadamente o processo. \u201cAs fibras ajudam na redu\u00e7\u00e3o do \u00edndice glic\u00eamico, portanto ajudam tamb\u00e9m na redu\u00e7\u00e3o da velocidade de absor\u00e7\u00e3o de glicose. Quanto mais fibras, menor o \u00edndice glic\u00eamico e menor a velocidade de absor\u00e7\u00e3o da glicose. Isso se d\u00e1 porque elas retardam do esvaziamento g\u00e1strico, atrasando a passagem da glicose para o sangue, e, consequentemente, reduzindo a velocidade de eleva\u00e7\u00e3o da glicemia. Ent\u00e3o, alimentos pobres em fibras tendem a apresentar \u00edndice glic\u00eamico elevado e, por isso, a pesquisa citada acima relaciona a dieta \u2018gl\u00faten free\u2019, que se apresentou sendo pobre em fibras, ao risco de se desenvolver diabetes tipo II\u201d, concluiu.<\/p>\n<p><strong>Pacientes cel\u00edacos <\/strong><\/p>\n<p>O gl\u00faten \u00e9 a principal prote\u00edna presente no trigo, aveia, cevada, centeio e malte. Ele \u00e9 uma rede proteica formada por duas fra\u00e7\u00f5es pept\u00eddicas que conferem viscoelasticidade, porosidade e resist\u00eancia mec\u00e2nica \u00e0s massas preparadas com esses cereais, principalmente aos produtos de panifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a cel\u00edaca \u00e9 uma doen\u00e7a inflamat\u00f3ria autoimune do intestino delgado desencadeada pela ingest\u00e3o do gl\u00faten em indiv\u00edduos com predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, ou seja, \u00e9 uma intoler\u00e2ncia radical ao gl\u00faten. O tratamento, segundo a nutricionista Ana Paula Esp\u00edndola, \u00e9 a exclus\u00e3o total dessa prote\u00edna da dieta. Portanto, os alimentos que possuem os cereais citados acima e os industrializados com a alega\u00e7\u00e3o \u2018cont\u00e9m gl\u00faten\u2019 devem ser eliminados.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso ficar atento, principalmente aos alimentos industrializados, uma vez que os equipamentos utilizados na manipula\u00e7\u00e3o de produtos que n\u00e3o cont\u00e9m essa prote\u00edna tamb\u00e9m participam do preparo de alimentos com gl\u00faten em sua composi\u00e7\u00e3o. Assim, o produto sofre contamina\u00e7\u00e3o cruzada e apresenta tra\u00e7os da prote\u00edna prejudicial ao indiv\u00edduo cel\u00edaco. Portanto, aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos e informa\u00e7\u00f5es nutricionais\u201d, alerta Ana Paula.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria S\u00f4nia N\u00f3brega, que come\u00e7ou seu neg\u00f3cio justamente por ser intolerante ao gl\u00faten e \u00e0 lactose, confessa que j\u00e1 est\u00e1 adaptada \u00e0 rotina com reeduca\u00e7\u00e3o alimentar. \u201cEstou bem adaptada. Eu fa\u00e7o minha comida e quando vou a alguma festa ou confraterniza\u00e7\u00e3o eu levo minha marmita. Sempre ligo para o restaurante antes de ir para saber se tem op\u00e7\u00f5es que posso comer\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 cinco anos, S\u00f4nia descobriu ser cel\u00edaca e conta que n\u00e3o tinha variedade no mercado para os intolerantes. \u201cEu comecei a cozinhar para mim mesma, pra suprir uma necessidade minha, e a partir da\u00ed as pessoas pr\u00f3ximas foram gostando do meu tempero. At\u00e9 que eu criei um <strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/sonia_nobrega\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><\/strong> para quem quisesse comer, fazer sua encomenda. Hoje forne\u00e7o alimentos sem gl\u00faten \u00e0s academias e espa\u00e7os naturais da Para\u00edba e at\u00e9 de outros estados\u201d, comentou S\u00f4nia.<\/p>\n<p>A nutricionista Ana Paula Esp\u00edndola ainda recomendou aos que n\u00e3o s\u00e3o intolerantes \u00e0 prote\u00edna a n\u00e3o adotarem dietas sem gl\u00faten. \u201cIndiv\u00edduos n\u00e3o cel\u00edacos ou que n\u00e3o apresentam sensibilidade ao gl\u00faten ou dermatite herpetiforme (doen\u00e7as relacionadas ao consumo do gl\u00faten) n\u00e3o precisam adotar uma dieta isenta de gl\u00faten. N\u00e3o h\u00e1 respaldo na ci\u00eancia da nutri\u00e7\u00e3o para restri\u00e7\u00e3o ao consumo de gl\u00faten e essa medida est\u00e1 em desacordo com o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar\u201d.<\/p>\n<p>Apesar do alerta, h\u00e1 pessoas que preferem excluir a prote\u00edna da alimenta\u00e7\u00e3o. \u00a0O estudante Itamar Dias explicou o motivo. \u201cComo estava numa dieta de redu\u00e7\u00e3o de peso, houve um corte nos carboidratos, principalmente os que cont\u00e9m gl\u00faten. Passei a restringir mesmo ap\u00f3s o fim da dieta, porque retirando o gl\u00faten eu senti uma melhora, um maior conforto do que quando eu ingeria alimentos com a prote\u00edna. Eu realmente me sinto mais saud\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Aos intolerantes e aos que n\u00e3o consomem gl\u00faten, a dieta deve ser compensada com alimentos ricos em fibras, como as frutas, legumes com casca, ra\u00edzes (cenoura, inhame), arroz integral, etc. \u201cPara se informar melhor, procure um nutricionista\u201d, recomendou Ana Paula.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo liderado pelo pesquisador Geng Zong, da Universidade de Harvard, uma das mais renomadas<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":64861,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/gluten.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo liderado pelo pesquisador Geng Zong, da Universidade de Harvard, uma das mais renomadas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64860"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64860"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64860\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}