{"id":64797,"date":"2017-04-30T11:54:32","date_gmt":"2017-04-30T14:54:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=64797"},"modified":"2017-04-30T11:54:33","modified_gmt":"2017-04-30T14:54:33","slug":"estudo-mapeia-plantas-decorativas-toxicas-que-expoem-animais-ao-perigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-mapeia-plantas-decorativas-toxicas-que-expoem-animais-ao-perigo\/","title":{"rendered":"Estudo mapeia plantas decorativas t\u00f3xicas que exp\u00f5em animais ao perigo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-mapeia-plantas-decorativas-toxicas-que-expoem-animais-ao-perigo\/plantas_toxicas-3\/\" rel=\"attachment wp-att-64798\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-64798\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com o objetivo de identificar as plantas mais relacionadas aos casos de intoxica\u00e7\u00e3o de animais, quatro grupos de alunos da Faculdade de Medicina Veterin\u00e1ria e Zootecnia (FMVZ) da USP realizaram uma pesquisa com m\u00e9dicos veterin\u00e1rios de cl\u00ednicas da cidade de S\u00e3o Paulo para saber quais as plantas que mais causam toxicidade. O trabalho resultou em uma lista com as plantas organizadas em ordem alfab\u00e9tica pelo nome popular, com seus respectivos nomes cient\u00edficos e os sintomas da toxicidade. Confira a lista <a href=\"http:\/\/www.fmvz.usp.br\/noticias\/595\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>As plantas decorativas nem sempre s\u00e3o inofensivas, principalmente para os pets. Elas s\u00e3o facilmente encontradas em vasos de ambientes internos, jardins e cal\u00e7adas, mas o desconhecimento sobre a toxicidade de algumas delas exp\u00f5e os animais de estima\u00e7\u00e3o ao perigo. Al\u00e9m disso, os sintomas de intoxica\u00e7\u00e3o podem ser confundidos com outros tipos de afec\u00e7\u00f5es como doen\u00e7as infectocontagiosas e resultar em diagn\u00f3sticos e tratamentos err\u00f4neos. O n\u00edvel de toxidade depende de fatores como presen\u00e7as de princ\u00edpios ativos, tipo de cultivo, quantidade ingerida e condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do animal.<\/p>\n<p>Na tabula\u00e7\u00e3o dos dados, a campe\u00e3 absoluta de ingest\u00e3o por c\u00e3es e gatos foi a <em>Dieffenbachia sp<\/em>, a popular comigo-ningu\u00e9m-pode. Muito comum nas resid\u00eancias, ela \u00e9 conhecida pela beleza de suas folhas, facilidade de cultivo, pois s\u00e3o bastante tolerantes \u00e0 sombra e baixa umidade do ar. A toxicidade desta planta ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente clara, mas acredita-se que grande parte dos sintomas \u00e9 causada pelo oxalato de c\u00e1lcio, que provoca irrita\u00e7\u00e3o e edema na boca, l\u00edngua, glote e cordas vocais causando dificuldade para deglutir, al\u00e9m de dist\u00farbios gastrointestinais e renais. Pode levar \u00e0 morte.<\/p>\n<p><strong>Intoxica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA <em>Cannabis sativa<\/em>, mais conhecida como maconha, embora tenha seu cultivo proibido no Brasil, apareceu de forma surpreendente na pesquisa. Acredita-se que a intoxica\u00e7\u00e3o acontece porque o animal, pr\u00f3ximo ao usu\u00e1rio, acaba inalando a fuma\u00e7a produzida pelo consumo da planta na forma de cigarro, mas tamb\u00e9m por ele tamb\u00e9m ingerir alimentos com <em>Cannabis<\/em> na sua composi\u00e7\u00e3o. Nesse caso os sintomas s\u00e3o depress\u00e3o, perda do controle muscular durante movimentos volunt\u00e1rios, tremores, convuls\u00f5es, desordens comportamentais, estupor, aumento de sensibilidade de maneira geral, como aumento rea\u00e7\u00e3o \u00e0 est\u00edmulos externos ou mesmo aumento da sensibilidade \u00e0 dor (hiperestesia).<\/p>\n<p>Os grupos conclu\u00edram que os propriet\u00e1rios de pets devem ficar atentos aos tipos de plantas que t\u00eam em casa, pois h\u00e1 muitas outras, al\u00e9m das identificadas na pesquisa. O ideal \u00e9 tir\u00e1-las do alcance dos animais e prestar aten\u00e7\u00e3o ao passear com o c\u00e3o em ambientes externos, pois elas est\u00e3o por toda parte.<\/p>\n<p>Aconselha-se o consumo de plantas para uso medicinal apenas com orienta\u00e7\u00e3o de um M\u00e9dico Veterin\u00e1rio. Caso o animal apresente qualquer sintoma descrito na tabela, ele deve ser levado ao Veterin\u00e1rio. Se o propriet\u00e1rio conseguir identificar qual a planta ingerida, \u00e9 importante levar uma amostra ao profissional, mas a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre o melhor rem\u00e9dio.<\/p>\n<p>A pesquisa foi realizada no Departamento de Patologia, na disciplina Toxicologia, ministrada para os alunos do sexto semestre do curso, sob a coordena\u00e7\u00e3o da professora Silvana Lima G\u00f3rniak. A convite da ind\u00fastria farmac\u00eautica Zoetis, que atua na \u00e1rea de sa\u00fade animal, os grupos apresentaram os resultados da pesquisa na sede da empresa, onde, ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o criteriosa, o melhor trabalho foi premiado. O resultado ser\u00e1 divulgado na forma de cartaz em cl\u00ednicas veterin\u00e1rias de S\u00e3o Paulo. Assim, procura-se prestar um importante servi\u00e7o, informando aos propriet\u00e1rios, sobre estas principais plantas ornamentais potencialmente t\u00f3xicas e os poss\u00edveis riscos para a sa\u00fade de seus animais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o objetivo de identificar as plantas mais relacionadas aos casos de intoxica\u00e7\u00e3o de animais,<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":64798,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/plantas_toxicas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com o objetivo de identificar as plantas mais relacionadas aos casos de intoxica\u00e7\u00e3o de animais,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64797"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64797"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64797\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64798"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}