{"id":64687,"date":"2017-04-28T20:50:58","date_gmt":"2017-04-28T23:50:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=64687"},"modified":"2017-04-28T20:50:58","modified_gmt":"2017-04-28T23:50:58","slug":"centenas-de-bilhoes-de-lixo-plastico-estao-indo-parar-no-artico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/centenas-de-bilhoes-de-lixo-plastico-estao-indo-parar-no-artico\/","title":{"rendered":"Centenas de bilh\u00f5es de lixo pl\u00e1stico est\u00e3o indo parar no \u00c1rtico"},"content":{"rendered":"<div class=\"style-post\">\n<div class=\"resumointerna\"><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"featured\" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ehp.123-A34.g003.jpg\" alt=\"Centenas de bilh\u00f5es de lixo pl\u00e1stico est\u00e3o indo parar no \u00c1rtico\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Cerca de 300 bilh\u00f5es de peda\u00e7os de detritos pl\u00e1sticos est\u00e3o girando em torno do \u00c1rtico. | Foto: <a href=\"https:\/\/ehp.niehs.nih.gov\/\" target=\"_Blank\">Environmental Health Perspectives\/NIH<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"cactus-transition-open\">\n<div class=\"cactus-listing-carousel\">\n<div class=\"cactus-listing-carousel-content\">\n<div class=\"cactus-listing-wrap\">\n<div class=\"cactus-listing-config style-1 style-3\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-md-12 cactus-listing-content\">\n<div class=\"cactus-sub-wrap\">\n<div class=\"cactus-swiper-container\" data-settings=\"[&quot;mode&quot;:&quot;cactus-fix-composer&quot;]\">\n<div class=\"body-content \">Apesar de pouco povoada, a regi\u00e3o do \u00c1rtico enfrenta uma onda de infort\u00fanios induzidos pelos humanos ultimamente. Al\u00e9m de estar sendo remodelado devido ao aquecimento do planeta, ele agora tamb\u00e9m est\u00e1 cheio de lixo pl\u00e1stico.O lixo pl\u00e1stico \u00e9 uma amea\u00e7a crescente para os oceanos ao redor do planeta. De acordo com um novo estudo, o \u00c1rtico n\u00e3o s\u00f3 compartilha esse problema global, mas tamb\u00e9m funciona como um \u201cbeco sem sa\u00edda\u201d para detritos flutuantes marinhos \u00e0 deriva pelo Atl\u00e2ntico Norte.<\/p>\n<p>Segundo os autores de um novo estudo publicado pela revista <a href=\"http:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/3\/4\/e1600582.full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Science Advances<\/a>, cerca de 300 bilh\u00f5es de peda\u00e7os de detritos pl\u00e1sticos est\u00e3o girando em torno dos oceanos do Oceano \u00c1rtico e dos mares da Groenl\u00e2ndia atualmente. A maioria destes s\u00e3o micropl\u00e1sticos, do tamanho de gr\u00e3os de arroz, que podem ser especialmente ruins para a vida selvagem.<\/p>\n<p>O estudo revelou que a maior parte do pl\u00e1stico no \u00e1rtico chega atrav\u00e9s da corrente do golfo. Segundo os pesquisadores, existem \u201cconcentra\u00e7\u00f5es bastante altas\u201d nos mares de Barents e Groenl\u00e2ndia. \u201cH\u00e1 um transporte cont\u00ednuo de lixo flutuante do Atl\u00e2ntico Norte e os mares da Groenl\u00e2ndia e Barents agem como um beco sem sa\u00edda para este fluxo cont\u00ednuo de pl\u00e1stico\u201d, explica o autor principal Andr\u00e9s C\u00f3zar, bi\u00f3logo da Universidade de C\u00e1diz, na Espanha.<\/p>\n<div id=\"attachment_44777\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 650px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-44777 \" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/nacirc-gulf-stream.jpg.838x0_q80.jpg\" sizes=\"(max-width: 763px) 100vw, 763px\" srcset=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/nacirc-gulf-stream.jpg.838x0_q80.jpg 763w, http:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/nacirc-gulf-stream.jpg.838x0_q80-300x127.jpg 300w, http:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/nacirc-gulf-stream.jpg.838x0_q80-760x323.jpg 760w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"271\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">As \u00e1guas quentes do golfo transportam pl\u00e1stico do Atl\u00e2ntico Norte para o Oceano \u00c1rtico. Imagem: NASA GSFC<\/p>\n<\/div>\n<p>Para esclarecer isso, C\u00f3zar e seus colegas fizeram uma viagem de cinco meses ao redor do Oceano \u00c1rtico, criando um mapa de detritos pl\u00e1sticos flutuantes. Eles tamb\u00e9m usaram dados de mais de 17.000 boias com rastreamento por sat\u00e9lite, que flutuaram na superf\u00edcie do oceano para ajud\u00e1-los a tra\u00e7ar o fluxo de pl\u00e1stico do \u00c1rtico encalhados pelas correntes oce\u00e2nicas.<\/p>\n<p>\u201cO \u00c1rtico \u00e9 um dos ecossistemas mais primitivos que ainda temos, e ao mesmo tempo, \u00e9 provavelmente o ecossistema mais amea\u00e7ado pela mudan\u00e7a clim\u00e1tica e pelo derretimento do gelo do mar. Qualquer press\u00e3o extra sobre os animais no \u00c1rtico, gerada a partir de lixo pl\u00e1stico ou por outra polui\u00e7\u00e3o, pode ser desastrosa\u201d, diz o coautor do estudo, Erik van Sebille, ocean\u00f3grafo e cientista clim\u00e1tico do Imperial College de Londres.<\/p>\n<p>De acordo com um estudo de 2015, aproximadamente 9 milh\u00f5es de toneladas por ano de pl\u00e1stico entram nos oceanos da Terra, matando e fazendo adoecer a vida selvagem de diversas maneiras. Redes de pesca descartadas sufocam golfinhos e baleias, por exemplo, enquanto sacolas pl\u00e1sticas entopem os sistemas digestivos de tartarugas marinhas com fome de \u00e1gua-viva. Al\u00e9m disso, ao contr\u00e1rio de outros detritos biodegrad\u00e1veis, o pl\u00e1stico n\u00e3o se desintegra facilmente na \u00e1gua do mar, principalmente quando transformado em micropl\u00e1sticos menores e menores. Estes representam uma amea\u00e7a ecol\u00f3gica ainda mais perigosa, formando manchas t\u00f3xicas que parecem alimentos para aves marinhas, peixes entre outros animais marinhos.<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 traduzir isso em como melhorar a reciclagem de pl\u00e1stico em terra. \u201cUma vez que o pl\u00e1stico est\u00e1 no oceano, fica muito difuso, muito pequeno e muito misturado com algas para filtra-lo facilmente para fora. A preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a melhor cura\u201d, conclui Sebille.<\/p>\n<p>Not\u00edcia oferecida pela <a href=\"http:\/\/bit.ly\/ONE2030\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ONE2030<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/bit.ly\/ONE2030\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-44344\" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ONE2030_AUTOR_CICLOVIVO.jpg\" sizes=\"(max-width: 755px) 100vw, 755px\" srcset=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ONE2030_AUTOR_CICLOVIVO.jpg 755w, http:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ONE2030_AUTOR_CICLOVIVO-300x72.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"154\" \/><\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 300 bilh\u00f5es de peda\u00e7os de detritos pl\u00e1sticos est\u00e3o girando em torno do \u00c1rtico.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cerca de 300 bilh\u00f5es de peda\u00e7os de detritos pl\u00e1sticos est\u00e3o girando em torno do \u00c1rtico.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64687"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64687"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64687\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}