{"id":64615,"date":"2017-04-27T17:56:15","date_gmt":"2017-04-27T20:56:15","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=64615"},"modified":"2017-04-27T17:56:17","modified_gmt":"2017-04-27T20:56:17","slug":"a-exportacao-de-fosseis-e-um-setor-desregulado-baseado-na-mao-de-obra-barata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-exportacao-de-fosseis-e-um-setor-desregulado-baseado-na-mao-de-obra-barata\/","title":{"rendered":"A exporta\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis \u00e9 um setor desregulado, baseado na m\u00e3o de obra barata"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-exportacao-de-fosseis-e-um-setor-desregulado-baseado-na-mao-de-obra-barata\/animais_-2\/\" rel=\"attachment wp-att-64616\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-64616\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/animais_-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/animais_-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/animais_.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Benaqla Sadki \u00e9 um homem magro, de m\u00e3os rudes e quase sem dentes. Diz ter 45 anos, mas aparenta pelo menos 10 a mais. Ele vive na cidade de Erfoud, no sudeste do <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/marruecos\/a\">Marrocos<\/a>, trabalha num buraco de cinco metros que cavou a golpes de p\u00e1 e picareta. Retira os escombros escalando pelas paredes com uma agilidade espantosa. Levou um m\u00eas para abrir a fossa, e ainda ter\u00e1 que continuar cavando v\u00e1rios metros na horizontal antes de encontrar o que busca. Trabalha assim inclusive no ver\u00e3o, com temperaturas que superam os 40 graus. \u201cIsto \u00e9 o que tenho que fazer para ganhar o p\u00e3o\u201d, diz em franc\u00eas.<\/p>\n<p>H\u00e1 450 milh\u00f5es de anos, o deserto do Saara era o fundo do oceano situado em torno do Polo Sul. Fazia parte do supercontinente de <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/02\/01\/ciencia\/1485935133_098319.html\">Gondwana<\/a>. As costas eram similares \u00e0s da <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/antartida\/a\">Ant\u00e1rtida<\/a>, e em suas \u00e1guas viviam trilobitas, animais que desenvolveram olhos de vidro e exoesqueletos para se proteger de seus predadores, os ortoconos (cefal\u00f3podes parecidos com lulas, mas com concha) e bivalves semelhantes aos atuais. Todos esses animais e muitos outros foram extintos h\u00e1 centenas de milh\u00f5es de anos, mas seus corpos fossilizados continuam debaixo da terra e s\u00e3o contados aos milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Sadki \u00e9 uma das centenas de catadores de f\u00f3sseis nesta zona des\u00e9rtica do Anti-Atlas marroquino. Procura crinoides, animais marinhos caracterizados por seus vistosos c\u00e1lices e ped\u00fanculos. O pre\u00e7o depende do tamanho da pe\u00e7a. \u201cPor uma boa placa podem me dar 3.000 dirhams [955 reais]\u201d, diz. \u00c0s vezes, passa at\u00e9 quatro meses cavando sem encontrar nada, conta. Estes trabalhadores s\u00e3o a m\u00e3o de obra barata que sustenta o mercado de f\u00f3sseis em Marrocos, um dos principais exportadores em n\u00edvel mundial. Nas lojas das localidades de Erfoud, Alnif e Rissani, pode-se comprar pelo equivalente a 3,50 reais trilobitas que cabem na palma da m\u00e3o (s\u00e3o vendidos em caixas de 200 unidades), e placas com v\u00e1rios desses animais por mais de 3.500 reais. H\u00e1 at\u00e9 tampos de cozinha e banheiro feitos com pedra calc\u00e1ria cheia de animais extintos. Uma vez retiradas do pa\u00eds, as pe\u00e7as mais valiosas s\u00e3o vendidas pela Internet por <a href=\"https:\/\/www.paleodirect.com\/trx-010-massive-slab-of-large-asaphus-trilobites-in-natural-death-assemblage\/\">dezenas de milhares de reais<\/a>.<\/p>\n<p>Toda esta atividade, que d\u00e1 de comer a muitas <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/familia\/a\">fam\u00edlias<\/a> na regi\u00e3o, n\u00e3o est\u00e1 regulada. Grande parte dessa riqueza f\u00f3ssil acaba no estrangeiro, na maioria de casos sem passar pelo controle das autoridades.<\/p>\n<section id=\"sumario_5|foto\" class=\"sumario_foto derecha\"><a name=\"sumario_5\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><a class=\"enlace\"> <img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/04\/26\/ciencia\/1493220159_942536_1493230275_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/04\/26\/ciencia\/1493220159_942536_1493230275_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/04\/26\/ciencia\/1493220159_942536_1493230275_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Um cortador de pedra em Erfoud.\" width=\"360\" height=\"203\" \/> <span class=\"boton_ampliar\">ampliar foto<\/span> <\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Um cortador de pedra em Erfoud.<\/span> <span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">Jaime Casal<\/span> <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Numa das entradas de Erfoud, o som das serras \u00e9 constante. Em meio a nuvens de p\u00f3 asfixiante, trabalhadores com o rosto e os olhos tampados por len\u00e7os e \u00f3culos cortam placas de f\u00f3sseis para sua posterior venda. S\u00e3o o elo seguinte da cadeia, os preparadores. Os mais qualificados usam brocas similares aos de um dentista e polidores que cospem uma areia fina, separando assim os trilobitas da pedra at\u00e9 deix\u00e1-los quase totalmente soltos, mas sem danificar os espinhos defensivos de algumas esp\u00e9cies. Al\u00e9m das lojas abertas ao p\u00fablico, alguns comerciantes t\u00eam armaz\u00e9ns privados nos quais oferecem garras de <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/dinosaurios\/a\">dinossauro<\/a> por 860 reais, mand\u00edbulas de baleia extinta por 5.200 reais, ou tochas de pedra esculpidas por humanos h\u00e1 dezenas de milhares de anos por 170 euros cada uma. Uma vez preparados para a venda, o pre\u00e7o dos f\u00f3sseis na loja \u00e9 pelo menos o dobro do que se paga a quem o coletou, e \u00e0s vezes muito mais.<\/p>\n<p>Cientistas de v\u00e1rios pa\u00edses peregrinam a esta regi\u00e3o em busca de descobrimentos de alto impacto. \u00c9 uma forma de fazer <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/paleontologia\/a\">paleontologia<\/a> que come\u00e7a em lojas e feiras da <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/europa\/a\">Europa<\/a> ou <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/estados_unidos\/a\">EUA<\/a>. Os investigadores perguntam aos vendedores sobre a origem de um f\u00f3ssil de invertebrado ou vertebrado interessante. O rastro os leva \u00e0s muitas pedreiras do sudeste de Marrocos. Se tiverem sorte, os comerciantes locais os levam at\u00e9 o local exato de onde saiu uma esp\u00e9cie desconhecida, e os coletores lhes deixam escavar. S\u00f3 h\u00e1 uma condi\u00e7\u00e3o: que paguem pelo que encontrarem.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_3\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><a class=\"enlace\"> <img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/04\/26\/ciencia\/1493220159_942536_1493228593_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/04\/26\/ciencia\/1493220159_942536_1493228593_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/04\/26\/ciencia\/1493220159_942536_1493228593_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Um preparador de f\u00f3sseis limpa um trilobita.\" width=\"360\" height=\"203\" \/> <span class=\"boton_ampliar\">ampliar foto<\/span> <\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Um preparador de f\u00f3sseis limpa um trilobita.<\/span> <span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">Jaime Casal<\/span> <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>\u201cGra\u00e7as ao com\u00e9rcio de f\u00f3sseis foram definidas em Marrocos quase mil novas <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/especies\/a\/6\">esp\u00e9cies<\/a> de invertebrados paleozoicos\u201d, diz Juan Carlos Guti\u00e9rrez-Marco, pesquisador do Conselho Superior de Pesquisas Cient\u00edficas (CSIC) da Espanha. Anualmente, esse ge\u00f3logo faz uma viagem de ida e volta em jipe de <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/madrid\/a\">Madri<\/a> a Marrocos para ver quais animais novos est\u00e3o sendo extra\u00eddos, comprar alguma pe\u00e7a interessante e realizar suas pr\u00f3prias escava\u00e7\u00f5es nas zonas que ainda n\u00e3o foram exploradas. O pesquisador j\u00e1 descreveu tr\u00eas novas esp\u00e9cies e tem outras sete na gaveta.<\/p>\n<p>Marrocos tem amplos afloramentos dos per\u00edodos Cambriano, Ordoviciano, Siluriano e Devoniano, que abrangem entre 540 e 350 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. O fato de n\u00e3o haver uma camada de vegeta\u00e7\u00e3o por cima faz desta zona de Marrocos um dos melhores lugares do mundo para encontrar f\u00f3sseis. \u201cNo ritmo atual de explora\u00e7\u00e3o, as reservas demorariam s\u00e9culos para se esgotarem\u201d, diz Guti\u00e9rrez-Marco.<\/p>\n<p>Um dos achados cient\u00edficos mais recentes nesta \u00e1rea foi o anomalocaris-gigante (<em>Aegirocassis benmoulae<\/em>), um artr\u00f3pode marinho de aproximadamente dois metros de comprimento, que era provavelmente o maior animal do mundo h\u00e1 480 milh\u00f5es de anos. Os cad\u00e1veres desses <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/animales\/a\">animais<\/a> e outros do seu ecossistema ficaram t\u00e3o bem preservados no sedimento que os \u00f3rg\u00e3os e partes moles se fossilizaram, algo excepcional, compar\u00e1vel apenas aos famosos xistos de Burgess, no <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/canada\/a\">Canad\u00e1<\/a>, e a outros similares na <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/china\/a\">China<\/a>.<\/p>\n<p>Mohamed Ben Moula, de 63 anos, \u00e9 um ex-pastor de camelos que se tornou ca\u00e7ador de f\u00f3sseis. Ele achou os primeiros anomalocaris e os vendeu a Brahim Tahiri, um dos comerciantes de f\u00f3sseis mais ricos da regi\u00e3o. Tahiri mostrou o material a Peter Van Roy, pesquisador da <a href=\"https:\/\/www.yale.edu\/\">Universidade de Yale<\/a> (EUA) que, junto a outros colegas, estudou e publicou os detalhes sobre a nova esp\u00e9cie. Todos os f\u00f3sseis descritos foram escavados por Ben Moula. Entre 2009 e 2014, o Museu Peabody de Hist\u00f3ria Natural da Universidade de Yale comprou do marroquino toneladas de pedras com f\u00f3sseis extra\u00eddas de suas pedreiras, um total de 10.000 especimes que custaram 210.000 d\u00f3lares (660.000 reais), diz Van Roy. O estudo mais importante sobre a nova esp\u00e9cie, assinado por Van Roy e Derek Briggs, ge\u00f3logo veterano de Yale e ex-diretor do Museu Peabody, foi publicado na prestigiada revista <em>Nature<\/em>, um p\u00f3dio para qualquer cientista.<\/p>\n<p>Van Roy destaca o trabalho de Ben Moula pois, sem sua atividade comercial, n\u00e3o seriam poss\u00edveis descobertas como a sua. Al\u00e9m disso, o marroquino vende mais barato para os cientistas. \u201cSe voc\u00ea v\u00ea esses pre\u00e7os levando em conta a quantidade de trabalho necess\u00e1ria para tirar toneladas de pedra, o valor de venda \u00e9 uma pechincha\u201d, admite Van Roy. Depois de Yale, o <a href=\"https:\/\/www.rom.on.ca\/en\">Museu Real de Ont\u00e1rio<\/a> (Canad\u00e1) comprou esse tipo de f\u00f3sseis de Ben Moula e a fam\u00edlia atualmente est\u00e1 negociando a venda de mais material para museus europeus, diz Van Roy. O pesquisador reconhece as desigualdades entre os coletores que fazem o trabalho mais duro e os magnatas como Brahim Tahiri. O comerciante tem uma das maiores lojas de f\u00f3sseis de Erfoud e dinheiro suficiente para viajar aos Estados Unidos e vender diretamente aos colecionadores mais ricos. \u201cNas feiras dos Estados Unidos, Tahiri chega a ganhar meio milh\u00e3o de d\u00f3lares em uma semana\u201d, afirma Van Roy. Tahiri se recusou a ser entrevistado para esta reportagem.<\/p>\n<section id=\"sumario_4|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_4\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><a class=\"enlace\"> <img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/04\/26\/ciencia\/1493220159_942536_1493228963_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/04\/26\/ciencia\/1493220159_942536_1493228963_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/04\/26\/ciencia\/1493220159_942536_1493228963_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Pedreira de f\u00f3sseis aberta por mineiros com barras de ferro e picaretas em Kaid Rami.\" width=\"360\" height=\"203\" \/> <span class=\"boton_ampliar\">ampliar foto<\/span> <\/a><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Pedreira de f\u00f3sseis aberta por mineiros com barras de ferro e picaretas em Kaid Rami.<\/span> <span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">Jaime Casal<\/span> <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\">\u00a0Hasna Chenaui, ge\u00f3loga da Universidade Hassan II de Casablanca, \u00e9 secret\u00e1ria-geral da Associa\u00e7\u00e3o para a Prote\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Geol\u00f3gico de Marrocos. Chenaui diz que a exporta\u00e7\u00e3o indiscriminada de f\u00f3sseis n\u00e3o \u00e9 um caso isolado. No m\u00eas passado uma casa de leil\u00f5es de <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/paris\/a\">Paris<\/a> p\u00f4s \u00e0 venda o esqueleto quase completo de um plesiossauro marinho de nove metros por um pre\u00e7o inicial de 350.000 euros. O f\u00f3ssil, de 66 milh\u00f5es de anos, veio das minas de Khouribga, no sudeste de Marrocos, sem que os especialistas saibam dizer como saiu do pa\u00eds. A press\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o de Chenaui contribuiu para que o Governo marroquino interviesse para impedir a venda, mas o f\u00f3ssil ainda n\u00e3o voltou ao pa\u00eds, diz Chenaui. \u201cMarrocos, com um patrim\u00f4nio geol\u00f3gico t\u00e3o rico, n\u00e3o tem uma regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para proteg\u00ea-lo\u201d, nem a teve durante d\u00e9cadas, diz. Isto faz que, atualmente, \u201ctudo o que se extrai seja exportado e n\u00e3o permane\u00e7a no pa\u00eds\u201d, afirma.<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Sua associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a favor de proibir o com\u00e9rcio ou a exporta\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis, especialmente porque muitas fam\u00edlias dependem do setor, mas colaborou com o Governo para desenvolver uma lei que regulamente as licen\u00e7as de extra\u00e7\u00e3o e venda, d\u00ea direitos aos trabalhadores, crie <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/museos\/a\">museus<\/a> p\u00fablicos que por sua vez possam gerar turismo e desenvolvimento sustent\u00e1vel, promova a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica de pessoas da regi\u00e3o e impe\u00e7a a exporta\u00e7\u00e3o dos f\u00f3sseis de maior valor, observa a ge\u00f3loga. Segundo Chenaui, o desenvolvimento dessa regulamenta\u00e7\u00e3o, a cargo do Minist\u00e9rio de Energia, Minas, \u00c1gua e Meio Ambiente, est\u00e1 parada nos \u00faltimos meses. \u201cAcho que se assustaram com o barulho midi\u00e1tico no caso do plesiossauro e, al\u00e9m disso, foram pressionados por vendedores e comerciantes\u201d, diz Chenaui. Este jornal tentou ouvir a vers\u00e3o do Governo marroquino sem sucesso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Benaqla Sadki \u00e9 um homem magro, de m\u00e3os rudes e quase sem dentes. 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