{"id":64475,"date":"2017-04-25T13:30:32","date_gmt":"2017-04-25T16:30:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=64475"},"modified":"2017-04-24T21:39:52","modified_gmt":"2017-04-25T00:39:52","slug":"entre-a-lenda-e-a-ciencia-as-25-especies-mais-buscadas-pelos-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/entre-a-lenda-e-a-ciencia-as-25-especies-mais-buscadas-pelos-cientistas\/","title":{"rendered":"Entre a lenda e a ci\u00eancia: as 25 esp\u00e9cies mais buscadas pelos cientistas"},"content":{"rendered":"<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=64476\" rel=\"attachment wp-att-64476\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-64476\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u00c9 dif\u00edcil imaginar que seja poss\u00edvel perder uma tartaruga gigante, mas \u00e9 exatamente o que aconteceu com a esp\u00e9cie da ilha Fernandina, a menos explorada e a mais jovem das <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/islas_galapagos\/a\">Ilhas Gal\u00e1pagos<\/a>. O \u00fanico exemplar j\u00e1 encontrado foi um macho, descoberto em 1906 por pesquisadores da Academia de Ci\u00eancias da Calif\u00f3rnia, que o mataram para estud\u00e1-lo como modelo. A pista seguinte apareceu em 1964, quando um grupo de cientistas encontrou excrementos do animal. Uma expedi\u00e7\u00e3o a\u00e9rea em 2009 detectou algo parecido com uma tartaruga gigante, mas para todos os efeitos pr\u00e1ticos o rastro desse r\u00e9ptil se perdeu h\u00e1 111 anos.<\/p>\n<p>Agora, a busca para encontrar esta e outras 24 esp\u00e9cies desaparecidas se renova gra\u00e7as a uma iniciativa da organiza\u00e7\u00e3o Global Wildlife Conservation (GWC), que lan\u00e7ou uma campanha global para encontrar o que consideram os <a href=\"https:\/\/lostspecies.org\/\">25 animais (e uma planta) mais procurados do planeta<\/a>. Nenhum est\u00e1 oficialmente extinto, mas, coletivamente, as esp\u00e9cies n\u00e3o foram vistas em mais de 1.500 anos. \u201cA tartaruga gigante, por exemplo, est\u00e1 na mais vulc\u00e2nica das Ilhas Gal\u00e1pagos. Todo o territ\u00f3rio \u00e9 um cone vulc\u00e2nico massivo, coberto de matagais quase impenetr\u00e1veis. Algu\u00e9m poderia caminhar muito perto de uma tartaruga de mais de um metro do outro lado de um arbusto e sequer perceber que estava ali\u201d, comenta Robin Moore, bi\u00f3logo e l\u00edder do projeto.<\/p>\n<p>A lista, elaborada por centenas de cientistas da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza, inclui um morcego, uma abelha, um periquito, um cavalo-marinho e um tipo de coral. Os especialistas tiveram de nomear esp\u00e9cies que n\u00e3o tinham sido detectadas em mais de 10 anos \u2014aquelas j\u00e1 <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/extincion_especies\/a\/\">declaradas extintas<\/a>, como o tigre da Tasm\u00e2nia, n\u00e3o foram consideradas\u2014 e, a partir de uma <a href=\"https:\/\/www.globalwildlife.org\/lostspecies\/\">lista inicial de 1.200 esp\u00e9cies<\/a>, a organiza\u00e7\u00e3o reduziu a busca ao que considera 25 esp\u00e9cies \u201cpeculiares e carism\u00e1ticas\u201d que, se ainda existem, s\u00e3o encontradas em 18 pa\u00edses em todo o mundo.<\/p>\n<p>As expedi\u00e7\u00f5es come\u00e7ar\u00e3o no fim do ver\u00e3o europeu (fim do nosso inverno), depois de uma campanha para arrecadar 500.000 d\u00f3lares (cerca de 1,6 milh\u00e3o de reais). Moore explica que cada investiga\u00e7\u00e3o ser\u00e1 diferente. Os cientistas podem dar in\u00edcio a uma busca de duas semanas nas pradarias e p\u00e2ntanos do norte de <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/myanmar\/a\">Myanmar<\/a> (antiga Birm\u00e2nia) para procurar o pato de cabe\u00e7a rosada, que est\u00e1 desaparecido h\u00e1 68 anos. Para procurar a equidna de Attenborough, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que os cientistas utilizem armadilhas de c\u00e2meras que ser\u00e3o monitoradas pelos moradores. A busca da salamandra escaladora de Jackson vai exigir uma expedi\u00e7\u00e3o aos bosques nevoentos da Guatemala para revirar troncos durante o dia e percorrer a selva com lanternas \u00e0 noite. \u201cFalar com os moradores ser\u00e1 chave na maioria das buscas, como no caso da r\u00e3 conhecida como sapinho arlequim, na selva da <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/venezuela\/a\">Venezuela<\/a>\u201d, comenta o bi\u00f3logo.<\/p>\n<p>Moore tem certeza de que a campanha funcionar\u00e1 e tem evid\u00eancias em primeira m\u00e3o para acreditar: liderou em 2010 uma busca por <a href=\"http:\/\/www.amphibians.org\/lostfrogs\/\">sapos possivelmente extintos<\/a>, que envolveu 33 equipes de especialistas em esp\u00e9cies desaparecidas em 21 pa\u00edses, e que resultou n\u00e3o s\u00f3 na redescoberta de tr\u00eas dos 10 anf\u00edbios mais procurados, mas tamb\u00e9m conseguiu encontrar outras 15 esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>H\u00e1, al\u00e9m disso, ind\u00edcios que sustentam a hip\u00f3tese de que as 25 esp\u00e9cies procuradas atualmente podem estar escondidas em algum canto do planeta. Em 2007, um grupo de cientistas encontrou rastros de tocas que, por sua forma, poderiam ser da equidna de Attenborough, apesar de n\u00e3o haver evid\u00eancia f\u00edsica ou de <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/adn\/a\">DNA<\/a>. Entre 2000 e 2001, ca\u00e7adores encontraram sinais que indicam que uma esp\u00e9cie de macaco antes considerado extinto, o colombo vermelho ocidental, sobreviveu. Na <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/guatemala\/a\">Guatemala<\/a>, duas esp\u00e9cies de salamandra foram redescobertas depois de mais de tr\u00eas d\u00e9cadas sem deixar rastro \u2014\u201cO que nos leva a crer que a salamandra escaladora tamb\u00e9m pode nos surpreender\u201d, diz Moore. E na Venezuela, os nativos relataram ter visto r\u00e3s que coincidem com a descri\u00e7\u00e3o do sapinho arlequim. \u201cTodos esses fragmentos de evid\u00eancias s\u00e3o tentadores. \u00c9 uma centelha de esperan\u00e7a para a redescoberta dessas esp\u00e9cies\u201d, afirma o bi\u00f3logo.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 dif\u00edcil imaginar que seja poss\u00edvel perder uma tartaruga gigante, mas \u00e9 exatamente o que<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":64476,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/ciencia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u00c9 dif\u00edcil imaginar que seja poss\u00edvel perder uma tartaruga gigante, mas \u00e9 exatamente o que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64475"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64475"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64475\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}