{"id":64235,"date":"2017-04-21T15:30:42","date_gmt":"2017-04-21T18:30:42","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=64235"},"modified":"2017-04-21T12:42:21","modified_gmt":"2017-04-21T15:42:21","slug":"reflorestar-os-40-mil-hectares-da-area-afetada-exigira-ate-20-milhoes-de-mudas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/reflorestar-os-40-mil-hectares-da-area-afetada-exigira-ate-20-milhoes-de-mudas\/","title":{"rendered":"Reflorestar os 40 mil hectares da \u00e1rea afetada exigir\u00e1 at\u00e9 20 milh\u00f5es de mudas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=64236\" rel=\"attachment wp-att-64236\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-64236\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Para reflorestar os 40 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o impactados pela trag\u00e9dia de Mariana (MG) ser\u00e3o necess\u00e1rios at\u00e9 20 milh\u00f5es de mudas nativas, principalmente da Mata Atl\u00e2ntica. Essa \u00e9 a estimativa inicial da Funda\u00e7\u00e3o Renova, criada pela mineradora <a href=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/?s=samarco\" target=\"_blank\"><strong>Samarco<\/strong><\/a> para gerir as a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o dos danos causados no epis\u00f3dio. Para atender a demanda, teve in\u00edcio neste m\u00eas um levantamento dos viveiros de mudas existentes ao longo da bacia do Rio Doce.<\/p>\n<p>A trag\u00e9dia de Mariana ocorreu em 5 de novembro de 2015, quando o rompimento na barragem de Fund\u00e3o, pertencente \u00e0 mineradora Samarco, liberou no ambiente mais de 60 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeitos. Al\u00e9m de devastar a vegeta\u00e7\u00e3o nativa, a lama poluiu a bacia do Rio Doce, destruiu comunidades e provocou a morte de 19 pessoas. O epis\u00f3dio \u00e9 considerado a maior trag\u00e9dia ambiental do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O plano de restaura\u00e7\u00e3o florestal prev\u00ea o plantio direto de 10 mil hectares. Nos demais 30 mil hectares, seria conduzida uma regenera\u00e7\u00e3o natural. O trabalho tamb\u00e9m abranger\u00e1 5 mil nascentes, que receber\u00e3o o plantio de \u00e1rvores no entorno.<\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Renova estima que apenas a compra das mudas possa chegar a R$ 50 milh\u00f5es. O mapeamento dos viveiros ser\u00e1 feito em duas etapas. Inicialmente est\u00e3o sendo reunidos dados como as localiza\u00e7\u00f5es de cada um, tempo de atua\u00e7\u00e3o e listas das esp\u00e9cies produzidas. Num segundo momento, os viveiristas ser\u00e3o entrevistados sobre sua capacidade produtiva e detalhes t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>Em nota, a Funda\u00e7\u00e3o Renova afirma que o envolvimento dos viveiros locais neste processo contribuir\u00e1 para estruturar uma cadeia produtiva do reflorestamento na regi\u00e3o, com capacidade de se manter sustent\u00e1vel e atender uma variada gama de clientes que v\u00e3o desde pequenos agricultores rurais at\u00e9 grandes empresas situadas na bacia do Rio Doce. \u201cSer\u00e3o firmadas parcerias para capacitar os trabalhadores do setor, melhorar as instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas dos viveiros, promover o alinhamento \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de mudas e identificar as sementes nativas, gerando uma nova voca\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica para a regi\u00e3o\u201d, acrescenta o texto.<\/p>\n<p><strong>Reflorestamento<\/strong><\/p>\n<p>Os trabalhos de reflorestamento da \u00e1rea afetada pela trag\u00e9dia s\u00e3o acompanhados pelo Comit\u00ea Interfederativo, que \u00e9 composto por diversos \u00f3rg\u00e3o p\u00fablicos e tem como objetivo fiscalizar os trabalhos de repara\u00e7\u00e3o dos danos causados pela trag\u00e9dia. Sua cria\u00e7\u00e3o foi definida em acordo celebrado entre a Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billiton, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), um dos \u00f3rg\u00e3os \u00e0 frente do Comit\u00ea Interfederativo, o principal trabalho at\u00e9 o momento envolveu uma revegeta\u00e7\u00e3o inicial com gram\u00edneas e leguminosas para combater a eros\u00e3o e estabilizar o solo. O cronograma e os detalhes do plantio definitivo ainda ser\u00e3o tratados em reuni\u00f5es. A expectativa do \u00f3rg\u00e3o \u00e9 que esse trabalho seja iniciado durante o per\u00edodo chuvoso deste ano, nos meses de setembro e outubro, \u00e9poca considerada mais adequada.<\/p>\n<p>Segundo a Funda\u00e7\u00e3o Renova, est\u00e1 previsto para setembro o in\u00edcio do plantio de \u00e1rvores em uma \u00e1rea de 2 mil hectares entre a barragem de Fund\u00e3o e a Usina de Candonga, em Santa Cruz do Escalvado (MG). Este \u00e9 um projeto que corre em paralelo ao reflorestamento da \u00e1rea total de 40 mil hectares e envolve trechos abrangidos pela deposi\u00e7\u00e3o de rejeitos nas calhas e margens dos rios Gualaxo do Norte, Carmo e Doce.<\/p>\n<p>Para tanto, foram realizados testes piloto em tr\u00eas fazendas, com o objetivo de entender o comportamento das esp\u00e9cies florestais em diversos aspectos t\u00e9cnicos. Os resultados balizar\u00e3o a tomada de decis\u00e3o sobre as esp\u00e9cies, condi\u00e7\u00f5es de solo e metodologia de plantio. Al\u00e9m disso, at\u00e9 dezembro de 2017, a Funda\u00e7\u00e3o Renova promete realizar um plantio compensat\u00f3rio em uma \u00e1rea de 785 hectares onde h\u00e1 500 nascentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para reflorestar os 40 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o impactados pela trag\u00e9dia de Mariana (MG) ser\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":64236,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/mariana.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Para reflorestar os 40 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o impactados pela trag\u00e9dia de Mariana (MG) ser\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64235"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64235"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64235\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64236"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}