{"id":64231,"date":"2017-04-21T12:35:03","date_gmt":"2017-04-21T15:35:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=64231"},"modified":"2017-04-21T12:35:03","modified_gmt":"2017-04-21T15:35:03","slug":"mudancas-climaticas-comprometem-modo-de-vida-de-povos-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mudancas-climaticas-comprometem-modo-de-vida-de-povos-indigenas\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas comprometem modo de vida de povos ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mudancas-climaticas-comprometem-modo-de-vida-de-povos-indigenas\/povos_indigenas\/\" rel=\"attachment wp-att-64232\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-64232\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os p\u00e1ssaros n\u00e3o sobrevoam mais a floresta, os peixes j\u00e1 n\u00e3o sobem porque o rio n\u00e3o enche, o fogo se alastra muito r\u00e1pido pela mata, a mandioca morre por falta de chuva, as \u00e1rvores que d\u00e3o material para a constru\u00e7\u00e3o de casas e para o artesanato n\u00e3o t\u00eam for\u00e7a para crescer. Um dos desafios das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas \u00e9 o enfrentamento desses problemas, consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Apesar de parecerem de simples solu\u00e7\u00e3o para quem vive na cidade, para os povos das florestas, cada uma dessas mudan\u00e7as \u00e9 extremamente simb\u00f3lica, como explicou o especialista do Instituto Socioambiental (ISA), Paulo Junqueira. Segundo ele, al\u00e9m de depender diretamente de um funcionamento equilibrado do meio ambiente, os \u00edndios t\u00eam nos sinais da natureza indicadores para diversos acontecimentos.<\/p>\n<p>\u201cUma determinada forma\u00e7\u00e3o de nuvens com trovoadas \u00e9 sinal de chuva, e um deles me relatou que hoje tem a trovoada, tem a nuvem, mas n\u00e3o chove, ou o contr\u00e1rio, a chuva vem antes dos indicadores que eles conheciam. H\u00e1 v\u00e1rios desses indicadores que est\u00e3o deixando de funcionar. \u00c9 como se, de repente, todos os nossos rel\u00f3gios ficassem malucos e a gente se perdesse no tempo\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Junqueira \u00e9 coordenador adjunto do Programa Xingu, respons\u00e1vel pelas a\u00e7\u00f5es do ISA no Parque Ind\u00edgena do Xingu, no norte de Mato Grosso. O ISA, em parceria com o Instituto Catitu, produziram o curta-metragem Para Onde Foram as Andorinhas [https:\/\/vimeo.com\/179228552], exibido durante a Confer\u00eancia do Clima de Paris (COP-21) em 2015, e que conta como os povos do Xingu est\u00e3o percebendo e sentindo em seu dia a dia os impactos das mudan\u00e7as do clima.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RQh1fo1LnWM\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O parque est\u00e1 localizado na fronteira agr\u00edcola e, segundo Junqueira, mais da metade das florestas do entorno foram suprimidas. Dentro do parque, entretanto, que tem uma \u00e1rea de 2,8 milh\u00f5es de hectares, o desmatamento n\u00e3o passa de 1%, contabilizando as aldeias, estradas e ro\u00e7as.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o mais grave no Xingu \u00e9 o fogo. Segundo o coordenador do ISA, os \u00edndios t\u00eam v\u00e1rios usos para o fogo e t\u00eam dom\u00ednio dessa t\u00e9cnica para o manejo nas planta\u00e7\u00f5es. Entretanto, por causa do desmatamento no entorno e das mudan\u00e7as do clima, a floresta est\u00e1 mais seca, os \u00edndios t\u00eam menos espa\u00e7o para mobilidade e o fogo est\u00e1 avan\u00e7ando cada vez mais. A estimativa \u00e9 que no ano passado, mais de 10% do parque tenham sido atingidos pelo fogo.<\/p>\n<p>\u201cOs \u00edndios pararem de usar o fogo n\u00e3o \u00e9 uma alternativa, isso significa ter que mecanizar muito o trabalho e \u00e9 at\u00e9 ecologicamente contraindicado, t\u00eam ambientes que j\u00e1 est\u00e3o acostumados com os usos que eles fazem do fogo, ele faz parte da ecologia do parque\u201d, destacou Junqueira.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do fogo, h\u00e1 preju\u00edzos em seus sistemas de orienta\u00e7\u00e3o do tempo, rituais, sua cultura material e base alimentar. A principal fonte de alimentos no Xingu s\u00e3o as ro\u00e7as, a ca\u00e7a e a pesca. O especialista conta que eles tiveram v\u00e1rias perdas de ro\u00e7a por falta de chuvas, no ano passado, principalmente mandioca; e fora do parque, os fazendeiros tamb\u00e9m perderam planta\u00e7\u00f5es de milho e soja. Junqueira contou ainda que h\u00e1 fontes sazonais de prote\u00ednas, como os peixes que sobem o rio em diferentes \u00e9pocas. Como alguns rios est\u00e3o secando, h\u00e1 o impacto na aquisi\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas.<\/p>\n<p>\u201cTanto do ponto de vista da alimenta\u00e7\u00e3o quanto da manuten\u00e7\u00e3o cultural, eles est\u00e3o vendo v\u00e1rios recursos ficarem escassos\u201d, disse Junqueira.<\/p>\n<p><strong>Mobiliza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena<\/strong><\/p>\n<p>Em Roraima, o problema \u00e9 semelhante. A coordenadora do Departamento de Gest\u00e3o Territorial e Ambiental do Conselho Ind\u00edgena de Roraima, Sineia do Vale, contou que h\u00e1 um estudo com os povos da Serra da Lua, no sul estado, que demonstra que eles j\u00e1 t\u00eam percebido altera\u00e7\u00f5es por causa das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cIsso tem afetado na vida social, na pesca, na agricultura, na pr\u00f3pria vida da comunidade, nos saberes tradicionais. Eles relataram que est\u00e3o sentindo muitas dessas mudan\u00e7as\u201d, disse Sineia, que \u00e9 do povo ind\u00edgena Wapichana.<\/p>\n<p>Ela conta, por exemplo, que os estoques de alimenta\u00e7\u00e3o est\u00e3o prejudicados porque j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 um tempo de plantar na regi\u00e3o, o clima e as chuvas est\u00e3o descoordenados, e as sementes tradicionais n\u00e3o respondem da mesma forma. A quest\u00e3o da falta de \u00e1gua tamb\u00e9m \u00e9 um grande problema para Sineia. \u201cEu dou exemplo de Roraima, mas n\u00f3s viajamos pelas outras regi\u00f5es do Brasil e vemos que todos sofrem com esse problema da seca. H\u00e1 lugares que n\u00e3o ouv\u00edamos falar de falta de \u00e1gua e, com essas mudan\u00e7as, as pessoas j\u00e1 dizem que falta para o consumo, planta\u00e7\u00e3o ou para os animais beberem.\u201d<\/p>\n<p>Sineia \u00e9 gestora ambiental e representa a Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (Coiab) e a Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib) dentro do Comit\u00ea Ind\u00edgena de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas. Ela conta que os grupos atuam em v\u00e1rias inst\u00e2ncias de governo e da sociedade, em n\u00edvel nacional e internacional, para defender as quest\u00f5es ind\u00edgenas e para que o Estado possa ter um plano voltado para a realidade. \u201cO povo ind\u00edgena desde sempre conservaram essas \u00e1reas e agora s\u00e3o afetados por essas mudan\u00e7as. Precisamos ter um olhar especial para fortalecer e dar suporte a esse povo.\u201d<\/p>\n<p><strong>Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>Para a wapichana, as comunidades tradicionais t\u00eam que se preparar para a adapta\u00e7\u00e3o porque as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 s\u00e3o uma realidade. E os governantes precisam olhar para o povo que est\u00e1 na floresta porque eles det\u00eam o conhecimento para a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade, das florestas e das \u00e1guas.<\/p>\n<p>Segundo Sineia, o Brasil avan\u00e7ou um pouco em algumas discuss\u00f5es, mas vem implementando o Acordo de Paris de forma lenta. Ela v\u00ea no Plano Nacional de Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 Mudan\u00e7a do Clima, do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, um instrumento para reduzir a vulnerabilidade \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mas que \u00e9 preciso fazer um planejamento regionalizado.<\/p>\n<p>\u201cAinda est\u00e1 tudo no plano da discuss\u00e3o. Foi uma luta para colocar um subcap\u00edtulo sobre povos ind\u00edgenas\u201d, disse. \u201cAs regi\u00f5es t\u00eam suas especificidades, ent\u00e3o n\u00e3o podemos fazer um planejamento geral\u201d, argumentou.<\/p>\n<p>Est\u00e3o no Parque Ind\u00edgena do Xingu 16 povos, mais de 80 aldeias, que re\u00fanem 13 l\u00ednguas diferentes com h\u00e1bitos distintos e peculiaridades nos usos da floresta.<\/p>\n<p>Para fins de planejar a implanta\u00e7\u00e3o e o financiamento das a\u00e7\u00f5es e medidas da Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil no Acordo de Paris, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente est\u00e1 articulando a elabora\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia nacional de implementa\u00e7\u00e3o e financiamento da NDC. O documento-base dessa estrat\u00e9gia est\u00e1 em consulta p\u00fablica at\u00e9 o dia 30 de junho, no site do minist\u00e9rio.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong><\/p>\n<p>Cortes de or\u00e7amento, press\u00f5es para abrandar a fiscaliza\u00e7\u00e3o e flexibiliza\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o s\u00e3o alguns dos problemas que o Brasil est\u00e1 passando na quest\u00e3o ambiental, segundo Paulo Junqueira. \u201c\u00c9 uma pena que a bancada ruralista tenha dominado tanto\u201d, disse ele sobre as demarca\u00e7\u00f5es de terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Ele contou que os grandes problemas de sa\u00fade do Xingu est\u00e3o relacionados \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cTodas as aldeias t\u00eam problema de hipertens\u00e3o, diabetes e obesidade por conta da substitui\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o deles pela nossa. Ent\u00e3o, essa assist\u00eancia atrav\u00e9s de dinheiro, comida, \u00e9 muito prejudicial, os \u00edndios precisam de terra\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Para a gestora ambiental Sineia do Vale, o Brasil est\u00e1 vivendo um retrocesso dos direitos ind\u00edgenas. \u201cQuando a gente v\u00ea toda essa mudan\u00e7a na Funai, todo esse desmonte, isso enfraquece um trabalho que vinha sendo feito com os povos ind\u00edgenas\u201d, disse. \u201cPrincipalmente as demarca\u00e7\u00f5es, j\u00e1 temos isso cientificamente provado, que as terras ind\u00edgenas elas conservam tanto quanto as unidades de conserva\u00e7\u00e3o. Sem terra n\u00e3o tem vida e a gente precisa continuar dando manuten\u00e7\u00e3o nas terras ind\u00edgenas\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima semana, de 24 a 28 de abril, cerca de 1,5 mil lideran\u00e7as ind\u00edgenas devem se reunir em Bras\u00edlia no Acampamento Terra Livre. A mobiliza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena visa a discutir e se posicionar sobre a viola\u00e7\u00e3o dos direitos constitucionais e origin\u00e1rios dos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p><strong>Funai<\/strong><\/p>\n<p>O Decreto 9.010, de mar\u00e7o deste ano, extinguiu 87 cargos, entre elas 51 coordena\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas locais. Em nota, a Funai informou que o presidente da institui\u00e7\u00e3o, Ant\u00f4nio Costa, \u201ctrabalhar\u00e1 para que o impacto da medida n\u00e3o desqualifique o trabalho que vem sendo desenvolvido em prol das comunidades ind\u00edgenas do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a Funai, Costa conseguiu, junto ao Minist\u00e9rio do Planejamento, Desenvolvimento e Gest\u00e3o, converter fun\u00e7\u00f5es de servidores da sede em cargos comissionados, a abertura do concurso de remo\u00e7\u00e3o, a garantia da nomea\u00e7\u00e3o de 220 concursados e o remanejamento de coordena\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas locais impactadas com o decreto.<\/p>\n<p>A funda\u00e7\u00e3o informou ainda que os processos de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria que se encontram na Funai est\u00e3o em andamento e podem ser acompanhados pelo <a href=\"http:\/\/www.funai.gov.br\/index.php\/indios-no-brasil\/terras-indigenas\" target=\"_blank\">site da Funai<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os p\u00e1ssaros n\u00e3o sobrevoam mais a floresta, os peixes j\u00e1 n\u00e3o sobem porque o rio<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":64232,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/povos_indigenas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os p\u00e1ssaros n\u00e3o sobrevoam mais a floresta, os peixes j\u00e1 n\u00e3o sobem porque o rio","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64231"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64231"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64231\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64232"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}