{"id":64217,"date":"2017-04-21T12:05:59","date_gmt":"2017-04-21T15:05:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=64217"},"modified":"2017-04-21T12:06:01","modified_gmt":"2017-04-21T15:06:01","slug":"toda-cobra-e-cega-conheca-como-as-cobras-enxergam-por-meio-de-seus-sentidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/toda-cobra-e-cega-conheca-como-as-cobras-enxergam-por-meio-de-seus-sentidos\/","title":{"rendered":"Toda cobra \u00e9 cega? Conhe\u00e7a como as cobras \u201cenxergam\u201d por meio de seus sentidos"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"post-info-text\">Por<\/span> <span class=\"author-name vcard fn author\">Alberto Montalv\u00e3o &#8211; Bi\u00f3logo<\/span><strong><\/strong><\/p>\n<p>Uma pergunta bem curiosa Bell, mas antes de falar sobre os sentidos, vou falar um pouquinho sobre as cobras. Pertencentes a ordem Squamata, s\u00e3o \u201cparentes\u201d dos lagartos. Popularmente chamadas no Brasil de cobras, as serpentes s\u00e3o r\u00e9pteis sem patas, carn\u00edvoros (comem pequenos mam\u00edferos, aves, ovos, lagartos, insetos e at\u00e9 outras cobras), que vivem sozinhas, n\u00e3o apresentando rela\u00e7\u00f5es sociais (n\u00e3o existe grupo de cobras!). Possuem mand\u00edbulas flex\u00edveis, que pode ser \u201cdesencaixada\u201d para engolir sua presa. Algumas cobras matam suas presas com veneno, e outras matam por esmagamento. Por engolir suas \u201cv\u00edtimas\u201d inteiras, seu processo de digest\u00e3o proporciona alto gasto de energia, o que faz com que a cobra geralmente fique parada at\u00e9 termin\u00e1-lo. E sua pele, coberta por escamas, \u00e9 trocada com frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Sobre a vis\u00e3o das cobras, para come\u00e7o de conversa, elas s\u00e3o m\u00edopes! Isso mesmo! As cobras t\u00eam uma vis\u00e3o muito rudimentar. Com p\u00e1lpebras soldadas e transparentes, algumas esp\u00e9cies que possuem a pupila arredondada, com h\u00e1bitos arbor\u00edcolas e diurnos, at\u00e9 possuem uma vis\u00e3o um pouquinho melhor. Mas as esp\u00e9cies com pupila vertical ou el\u00edptica e outras como a cobra-cega (que possui olhos vestigiais, n\u00e3o funcionais), enxergam muito pouco! Mas ent\u00e3o, como as cobras conseguem atacar as suas presas? Na verdade, Bell, as cobras possuem outros mecanismos para \u201cenxergar\u201d, ou melhor dizendo, se orientar\u2026<\/p>\n<p>Por meio de c\u00e9lulas sensitivas localizadas no focinho, as cobras conseguem detectar luz infravermelha. Esse comprimento de onda invis\u00edvel aos olhos humanos (sentimos apenas seu calor) emana de todos os corpos. Por meio da distin\u00e7\u00e3o da temperatura corporal, a cobra consegue identificar a presen\u00e7a e o tamanho de sua presa, sabendo a posi\u00e7\u00e3o e a dist\u00e2ncia que ela se encontra, al\u00e9m de distinguir o sentido e a velocidade do seu movimento. E o mais incr\u00edvel \u00e9 que as cobras podem identificar diferen\u00e7as m\u00ednimas de temperatura (0,003\u00ba C) a um raio de 5 metros!<a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/toda-cobra-e-cega-conheca-como-as-cobras-enxergam-por-meio-de-seus-sentidos\/cobra-8\/\" rel=\"attachment wp-att-64218\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-64218\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em> Mas como funciona essa \u201cvis\u00e3o\u201d?<\/em> As c\u00e9lulas sensitivas, tamb\u00e9m chamadas de fossetas, podem ser loreais (dois pequenos orif\u00edcios localizados entre os olhos e as narinas) ou labiais (v\u00e1rios pequenos orif\u00edcios entre as escamas dos l\u00e1bios, principalmente nos superiores). As fossetas possuem uma membrana rica em termina\u00e7\u00f5es nervosas, que enviam sinais direto ao c\u00e9rebro da cobra, em uma regi\u00e3o do c\u00e9rebro que tamb\u00e9m corresponde aos olhos. A capita\u00e7\u00e3o de luz infravermelha acarreta na gera\u00e7\u00e3o de uma imagem t\u00e9rmica de presas que possuem sangue quente. Dessa forma, a cobra tem a sua vis\u00e3o por meio de uma combina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es visuais e t\u00e9rmicas, mas \u00e9 claro que por seu olho rudimentar elas se guiam mais pelo segundo meio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da \u201cvis\u00e3o\u201d, as cobras tamb\u00e9m contam com um \u201colfato\u201d diferenciado: as cobras vivem com a l\u00edngua para fora justamente para sentir o \u201ccheiro\u201d de suas presas e perigos. Sua l\u00edngua bifurcada captura part\u00edculas suspensas no ar, que, ao entrar em contato com uma estrutura de sua boca (uma cavidade dupla, revestida por um epit\u00e9lio sensorial do tipo olfativo) chamada de <em>\u00f3rg\u00e3o de Jacobson<\/em>, informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o enviadas ao c\u00e9rebro. Dessa forma, o \u201colfato\u201d tamb\u00e9m \u00e9 uma forma das cobras se guiarem.<\/p>\n<p>Por fim, apenas ressalto muito brevemente que as cobras s\u00e3o praticamente surdas! \u00c9 bem verdade que as cobras possuem ouvido interno, mas esses seres n\u00e3o possuem t\u00edmpano e ouvido externo, o que faz com que tenham uma audi\u00e7\u00e3o rudimentar. No entanto, o ouvido interno permite a cobra sentir as vibra\u00e7\u00f5es do solo, s\u00f3 que essa percep\u00e7\u00e3o de som \u00e9 limitada, j\u00e1 que n\u00e3o conseguem identificar a dire\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o colabora muito para a sua orienta\u00e7\u00e3o de ca\u00e7a ou fuga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alberto Montalv\u00e3o &#8211; Bi\u00f3logo Uma pergunta bem curiosa Bell, mas antes de falar sobre<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":64218,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cobra.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Alberto Montalv\u00e3o &#8211; Bi\u00f3logo Uma pergunta bem curiosa Bell, mas antes de falar sobre","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64217"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64217"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64217\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64218"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}