{"id":64155,"date":"2017-04-20T12:30:35","date_gmt":"2017-04-20T15:30:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=64155"},"modified":"2017-04-19T20:48:30","modified_gmt":"2017-04-19T23:48:30","slug":"depois-de-sete-anos-de-recuperacao-peixe-boi-da-amazonia-e-solta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/depois-de-sete-anos-de-recuperacao-peixe-boi-da-amazonia-e-solta\/","title":{"rendered":"Depois de sete anos de recupera\u00e7\u00e3o, peixe-boi-da-Amaz\u00f4nia \u00e9 solta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=64156\" rel=\"attachment wp-att-64156\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-64156\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/peixe_boi-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/peixe_boi-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/peixe_boi.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Peixes-boi s\u00e3o bichos grandes. Eles pesam de 400 a 550 kg e o seu couro muito grosso \u00e9 uma defesa, que desencoraja a maioria dos predadores. Os peixes-boi-amaz\u00f4nicos (<em>Trichechus inunguis<\/em>) foram ca\u00e7ados em escala industrial desde o Brasil Col\u00f4nia e h\u00e1 registros de sua carne e \u00f3leo sendo exportados do ent\u00e3o Gr\u00e3o Par\u00e1 no s\u00e9culo XVII. E hoje os peixes-boi continuam sofrendo com a ca\u00e7a desenfreada de seus algozes. Mas, o que ser\u00e1 relatado nas pr\u00f3ximas linhas trata-se de uma hist\u00f3ria real de sucesso pela preserva\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Levou sete anos para que a peixe-boi Helena, que em 2010 foi levada ferida para o Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o de Peixe-Boi Amaz\u00f4nico de Base Comunit\u00e1ria, fosse devolvida s\u00e3 e salva \u00e0 vida em ambiente natural. No dia 13 de abril, Helena foi solta no Igarap\u00e9 do Ju\u00e1 Grande, localizado na Reserva Mamirau\u00e1, unidade de conserva\u00e7\u00e3o do Amazonas.<\/p>\n<p>Durante esses sete anos, Helena recebeu os cuidados dos pesquisadores e t\u00e9cnicos do \u201cCentrinho\u201d, como \u00e9 chamado o Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o, que foi criado pelo Instituto Mamirau\u00e1, em 2008. Na \u00e9poca, quando encontrada ferida pelos moradores da regi\u00e3o, a peixe-boi tinha cerca de tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>Helena passou por um processo de recupera\u00e7\u00e3o diferente dos demais animais que ficam cerca de dois anos em reabilita\u00e7\u00e3o. A longa dura\u00e7\u00e3o dos seus cuidados deveu-se \u00e0s condi\u00e7\u00f5es nas quais ela foi encontrada, apresentando muitas sequelas devido aos ferimentos e quadro de infec\u00e7\u00e3o. Esse longo tempo foi necess\u00e1rio para que a peixe-boi tivesse plena capacidade para a vida livre. A peixe-boi faz parte de uma enorme hist\u00f3ria de recupera\u00e7\u00e3o e sucesso, que deixa os profissionais envolvidos nesse processo muito felizes.<\/p>\n<p>&#8220;Ela teve uma melhora extraordin\u00e1ria. Chegou muito debilitada, ferida com uma flechada na mand\u00edbula, que acabou comprometendo o nervo facial. Por isso, ela perdeu a vis\u00e3o de um olho, teve muita dificuldade at\u00e9 conseguir fechar completamente as narinas e principalmente a mastiga\u00e7\u00e3o, dificuldade pra pegar a mamadeira e mordiscar as plantas. Digo extraordin\u00e1ria, porque, quando ela chegou, a gente n\u00e3o sabia se ia sobreviver, por causa desta dificuldade grande&#8221;, explica Miriam Marmontel, pesquisadora do Instituto Mamirau\u00e1 &#8211; unidade de pesquisa do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O Igarap\u00e9 do Ju\u00e1 Grande, na Reserva Mamirau\u00e1, onde Helena foi solta, n\u00e3o foi escolhido aleatoriamente. O local apresenta disponibilidade de vegeta\u00e7\u00e3o para alimenta\u00e7\u00e3o nesta \u00e9poca do ano, primeiro per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o do peixe-boi na natureza, e tam\u00e9m porque a \u00e1rea foi o reduto escolhido por Japur\u00e1, outro peixe-boi solto pelo Instituto Mamirau\u00e1, h\u00e1 dois anos. H\u00e1 um otimismo entre os pesquisadores de que os dois animais se encontrem.<\/p>\n<p>Antes da soltura, Helena foi pesada, medida e em sua cauda foi adaptado um cinto equipado com transmissor de sinais de r\u00e1dio. O cinto emite um sinal que permite ser monitorado pelos pesquisadores em ambiente natural.<\/p>\n<p>Esse foi o quinto evento de soltura de peixes-boi reabilitados pelo Instituto Mamirau\u00e1. Atrav\u00e9s do monitoramento, os pesquisadores buscam a compreens\u00e3o de como os animais se movimentam na \u00e1rea e acompanham o desempenho de adapta\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos em vida livre, fora do cativeiro.<\/p>\n<div id=\"attachment_52850\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 647px;\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-52850\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-2.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-2.jpg 1152w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-2-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-2-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-2-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-2-278x185.jpg 278w\" alt=\"Antes da soltura, \u00e9 instalado um cinto que emite sinais de r\u00e1dio que podem ser rastreados pelos pesquisadores. Foto: Amanda Lelis\t\" width=\"637\" height=\"425\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Antes da soltura, \u00e9 instalado um cinto que emite sinais de r\u00e1dio que podem ser rastreados pelos pesquisadores. Foto: Amanda Lelis<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-52851\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-3.jpg\" sizes=\"(max-width: 5184px) 100vw, 5184px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-3.jpg 5184w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-3-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-3-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-3-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-3-278x185.jpg 278w\" alt=\"O peixe-boi foi transportado em uma lancha aos cuidados de veterin\u00e1rios at\u00e9 o local da soltura. Foto: Amanda Lelis\t\" width=\"639\" height=\"426\" \/> O peixe-boi foi transportado em uma lancha aos cuidados de veterin\u00e1rios at\u00e9 o local da soltura. Foto: Amanda Lelis<\/div>\n<div id=\"attachment_52852\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-52852\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-4.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-4.jpg 1152w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-4-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-4-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-4-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-4-278x185.jpg 278w\" alt=\"Helena foi solta em um igarap\u00e9 na Reserva Aman\u00e3. Foto: Amanda Lelis\t\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Helena foi solta em um igarap\u00e9 na Reserva Aman\u00e3. Foto: Amanda Lelis<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"attachment_52853\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-52853\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-5.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-5.jpg 1152w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-5-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-5-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-5-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Foto-5-278x185.jpg 278w\" alt=\"O animal \u00e9 monitorado por todo o procedimento pela equipe de pesquisadores, veterin\u00e1rios e t\u00e9cnicos. Foto: Amanda Lelis\t\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O animal \u00e9 monitorado por todo o procedimento pela equipe de pesquisadores, veterin\u00e1rios e t\u00e9cnicos. Foto: Amanda Lelis<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peixes-boi s\u00e3o bichos grandes. 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