{"id":64123,"date":"2017-04-20T07:00:37","date_gmt":"2017-04-20T10:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=64123"},"modified":"2017-04-19T20:16:42","modified_gmt":"2017-04-19T23:16:42","slug":"reflorestar-area-afetada-na-tragedia-de-mariana-exigira-ate-20-milhoes-de-mudas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/reflorestar-area-afetada-na-tragedia-de-mariana-exigira-ate-20-milhoes-de-mudas\/","title":{"rendered":"Reflorestar \u00e1rea afetada na trag\u00e9dia de Mariana exigir\u00e1 at\u00e9 20 milh\u00f5es de mudas"},"content":{"rendered":"<div class=\"content\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=64124\" rel=\"attachment wp-att-64124\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-64124\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Para reflorestar os 40 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o impactados pela trag\u00e9dia de Mariana (MG) ser\u00e3o necess\u00e1rios at\u00e9 20 milh\u00f5es de mudas nativas, principalmente da Mata Atl\u00e2ntica. Essa \u00e9 a estimativa inicial da Funda\u00e7\u00e3o Renova, criada pela mineradora Samarco para gerir as a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o dos danos causados no epis\u00f3dio. Para atender a demanda, teve in\u00edcio neste m\u00eas um levantamento dos viveiros de mudas existentes ao longo da bacia do Rio Doce.<\/p>\n<p>A trag\u00e9dia de Mariana ocorreu em 5 de novembro de 2015, quando o rompimento na barragem de Fund\u00e3o, pertencente \u00e0 mineradora Samarco, liberou no ambiente mais de 60 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeitos. Al\u00e9m de devastar a vegeta\u00e7\u00e3o nativa, a lama poluiu a bacia do Rio Doce, destruiu comunidades e provocou a morte de 19 pessoas. O epis\u00f3dio \u00e9 considerado a maior trag\u00e9dia ambiental do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O plano de restaura\u00e7\u00e3o florestal prev\u00ea o plantio direto de 10 mil hectares. Nos demais 30 mil hectares, seria conduzida uma regenera\u00e7\u00e3o natural. O trabalho tamb\u00e9m abranger\u00e1 5 mil nascentes, que receber\u00e3o o plantio de \u00e1rvores no entorno.<\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Renova estima que apenas a compra das mudas possa chegar a R$ 50 milh\u00f5es. O mapeamento dos viveiros ser\u00e1 feito em duas etapas. Inicialmente est\u00e3o sendo reunidos dados como as localiza\u00e7\u00f5es de cada um, tempo de atua\u00e7\u00e3o e listas das esp\u00e9cies produzidas. Num segundo momento, os viveiristas ser\u00e3o entrevistados sobre sua capacidade produtiva e detalhes t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>Em nota, a Funda\u00e7\u00e3o Renova afirma que o envolvimento dos viveiros locais neste processo contribuir\u00e1 para estruturar uma cadeia produtiva do reflorestamento na regi\u00e3o, com capacidade de se manter sustent\u00e1vel e atender uma variada gama de clientes que v\u00e3o desde pequenos agricultores rurais at\u00e9 grandes empresas situadas na bacia do Rio Doce. &#8220;Ser\u00e3o firmadas parcerias para capacitar os trabalhadores do setor, melhorar as instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas dos viveiros, promover o alinhamento \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de mudas e identificar as sementes nativas, gerando uma nova voca\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica para a regi\u00e3o&#8221;, acrescenta o texto.<\/p>\n<p><strong>Reflorestamento<\/strong><\/p>\n<p>Os trabalhos de reflorestamento da \u00e1rea afetada pela trag\u00e9dia s\u00e3o acompanhados pelo Comit\u00ea Interfederativo, que \u00e9 composto por diversos \u00f3rg\u00e3o p\u00fablicos e tem como objetivo fiscalizar os trabalhos de repara\u00e7\u00e3o dos danos causados pela trag\u00e9dia. Sua cria\u00e7\u00e3o foi definida em <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2016-11\/acordo-entre-samarco-e-governos-para-reparacao-de-danos-ainda-aguarda-decisao\" target=\"_blank\">acordo celebrado<\/a> entre a Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billiton, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), um dos \u00f3rg\u00e3os \u00e0 frente do Comit\u00ea Interfederativo, o principal trabalho at\u00e9 o momento envolveu uma revegeta\u00e7\u00e3o inicial com gram\u00edneas e leguminosas para combater a eros\u00e3o e estabilizar o solo. O cronograma e os detalhes do plantio definitivo ainda ser\u00e3o tratados em reuni\u00f5es. A expectativa do \u00f3rg\u00e3o \u00e9 que esse trabalho seja iniciado durante o per\u00edodo chuvoso deste ano, nos meses de setembro e outubro, \u00e9poca considerada mais adequada.<\/p>\n<p>Segundo a Funda\u00e7\u00e3o Renova, est\u00e1 previsto para setembro o in\u00edcio do plantio de \u00e1rvores em uma \u00e1rea de 2 mil hectares entre a barragem de Fund\u00e3o e a Usina de Candonga, em Santa Cruz do Escalvado (MG). Este \u00e9 um projeto que corre em paralelo ao reflorestamento da \u00e1rea total de 40 mil hectares e envolve trechos abrangidos pela deposi\u00e7\u00e3o de rejeitos nas calhas e margens dos rios Gualaxo do Norte, Carmo e Doce.<\/p>\n<p>Para tanto, foram realizados testes piloto em tr\u00eas fazendas, com o objetivo de entender o comportamento das esp\u00e9cies florestais em diversos aspectos t\u00e9cnicos. Os resultados balizar\u00e3o a tomada de decis\u00e3o sobre as esp\u00e9cies, condi\u00e7\u00f5es de solo e metodologia de plantio. Al\u00e9m disso, at\u00e9 dezembro de 2017, a Funda\u00e7\u00e3o Renova promete realizar um plantio compensat\u00f3rio em uma \u00e1rea de 785 hectares onde h\u00e1 500 nascentes.<\/p>\n<div class=\"node-info\">Edi\u00e7\u00e3o: <strong>L\u00edlian Beraldo<\/strong><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para reflorestar os 40 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o impactados pela trag\u00e9dia de Mariana (MG) ser\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":64124,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/tragedia_mariana.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Para reflorestar os 40 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o impactados pela trag\u00e9dia de Mariana (MG) ser\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64123"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64123"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64123\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}