{"id":63952,"date":"2017-04-17T11:00:23","date_gmt":"2017-04-17T14:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=63952"},"modified":"2017-04-17T11:35:59","modified_gmt":"2017-04-17T14:35:59","slug":"brasil-vive-um-dos-periodos-de-maior-mortandade-de-macacos-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasil-vive-um-dos-periodos-de-maior-mortandade-de-macacos-da-historia\/","title":{"rendered":"Brasil vive um dos per\u00edodos de maior mortandade de macacos da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasil-vive-um-dos-periodos-de-maior-mortandade-de-macacos-da-historia\/macacos-3\/\" rel=\"attachment wp-att-63953\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-63953\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Brasil vivencia um dos per\u00edodos de maior mortandade de primatas da hist\u00f3ria devido \u00e0 febre amarela silvestre no pa\u00eds, segundo a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr). Al\u00e9m das mortes pela infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus, autoridades suspeitam que macacos estejam sendo executados pela popula\u00e7\u00e3o pelo medo de transmiss\u00e3o da doen\u00e7a. O quadro prejudica a implementa\u00e7\u00e3o de medidas preventivas pelas autoridades sanit\u00e1rias e pode levar \u00e0 extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, prejudicando todo o meio ambiente.<\/p>\n<p>\u201cOs macacos s\u00e3o sens\u00edveis ao v\u00edrus da febre amarela e a morte dos animais pela doen\u00e7a \u00e9 um alerta aos \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade sobre a necessidade de vacina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o humana nos arredores. Ou seja, eles permitem aos gestores de sa\u00fade implementar estrat\u00e9gias preventivas, antes de o v\u00edrus atingir popula\u00e7\u00f5es humana\u201d, explica a diretora do Instituto de Ci\u00eancia e Tecnologia em Biomodelos (ICTB\/Fiocruz) e veterin\u00e1ria, Carla Campos.<\/p>\n<p>Ela esclarece ainda que os primatas s\u00e3o t\u00e3o v\u00edtimas da doen\u00e7a quanto os humanos, n\u00e3o a transmitindo diretamente. \u201cEsses animais, assim como o homem, s\u00e3o hospedeiros do v\u00edrus e n\u00e3o reservat\u00f3rios da doen\u00e7a. Os v\u00edrus ficam vivos neles por um per\u00edodo de tempo muito curto. Os mosquitos silvestres s\u00e3o os respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o do v\u00edrus na natureza. Portanto, matar macacos para acabar com o v\u00edrus n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 uma estrat\u00e9gia ineficaz, como pode agravar o quadro de risco para a popula\u00e7\u00e3o\u201d, adverte ela.<\/p>\n<p>Em comunicado, a SBPr esclarece que h\u00e1 consenso entre os especialistas de que os macacos n\u00e3o s\u00e3o os respons\u00e1veis pela dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, embora ainda seja desconhecido o mecanismo de propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus por extens\u00f5es geogr\u00e1ficas t\u00e3o vastas. O \u00f3rg\u00e3o ressalta que preservar os habitats naturais \u00e9 essencial para o controle da febre amarela \u201cDesflorestar ou matar macacos n\u00e3o impede a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da febre amarela. Na verdade, o efeito \u00e9 danoso para a sa\u00fade p\u00fablica, pois elimina o papel de sentinela dos primatas, que, ao morrerem pela doen\u00e7a, avisam as autoridades sobre a sua ocorr\u00eancia. Os macacos t\u00eam, portanto, uma valiosa e insubstitu\u00edvel contribui\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade p\u00fablica\u201d, explica o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>As autoridades ambientais temem que as mortes por febre amarela somadas \u00e0quelas decorrentes de agress\u00f5es contra os macacos possam levar \u00e0 extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, como aconteceu com o bugio-ruivo, em 2008 e 2009, no Rio Grande do Sul. Segundo o Instituto Chico Mendes para a Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade, do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, o surto da doen\u00e7a afetou popula\u00e7\u00f5es de bugio-preto (<em>Alouatta caraya<\/em>) e bugio-ruivo (<em>Alouatta guariba clamitans<\/em>), matando milhares de macacos, com registros de extin\u00e7\u00f5es locais, inclusive em unidades de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Animal doente ou morto<\/strong><\/p>\n<p>O Centro de Informa\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Silvestre (Ciss\/Fiocruz) orienta que, ao encontrar um macaco morto ou com comportamento estranho, deve-se contatar a secretaria municipal de sa\u00fade de sua cidade ou, no caso do Rio de Janeiro (capital) notificar pelo telefone 1746. Al\u00e9m disso, \u00e9 indicado realizar a notifica\u00e7\u00e3o no aplicativo Siss-Geo (dispon\u00edvel apenas para Android).<\/p>\n<p>Segundo a bi\u00f3loga, coordenadora do Ciss e do Programa Institucional Biodiversidade &amp; Sa\u00fade, M\u00e1rcia Chame, o aplicativo permite saber a localiza\u00e7\u00e3o exata do animal encontrado, pois utiliza o sistema de GPS do celular, al\u00e9m de enviar fotos. \u201cAo receber essas informa\u00e7\u00f5es, notificamos imediatamente as autoridades sanit\u00e1rias competentes, permitindo que esses animais sejam removidos de maneira correta e possam ser encaminhados para an\u00e1lise em institui\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia, al\u00e9m de alertar essas inst\u00e2ncias para a necessidade de outras a\u00e7\u00f5es naquele local, como imunizar a popula\u00e7\u00e3o, por exemplo\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso de maus tratos de macacos \u00e9 poss\u00edvel denunciar pela Linha verde do Ibama (0800 61 8080) ou pelo e-mail linhaverde.sede@ibama.gov.br, inclusive podem ser encaminhadas fotos e v\u00eddeos que auxiliem na identifica\u00e7\u00e3o do crime e de quem o cometeu.<\/p>\n<p><strong>A doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a febre amarela \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa febril aguda, causada por um arbov\u00edrus (v\u00edrus transmitido por artr\u00f3podes), que pode levar \u00e0 morte em cerca de uma semana, se n\u00e3o for tratada rapidamente. Os casos da doen\u00e7a no Brasil s\u00e3o classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana. O v\u00edrus causador e os sintomas cl\u00ednicos da doen\u00e7a s\u00e3o os mesmos nos dois casos: a diferen\u00e7a entre elas \u00e9 o mosquito transmissor. Na febre amarela silvestre, os mosquitos dos g\u00eaneros <em>Haemagogus<\/em> e <em>Sabethes<\/em> transmitem o v\u00edrus e os macacos s\u00e3o os principais hospedeiros. Nessa situa\u00e7\u00e3o, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa n\u00e3o vacinada adentra uma \u00e1rea silvestre e \u00e9 picada por mosquito contaminado. Na febre amarela urbana, o v\u00edrus \u00e9 transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti ao homem. O Brasil n\u00e3o registra casos desta doen\u00e7a desde 1942.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil vivencia um dos per\u00edodos de maior mortandade de primatas da hist\u00f3ria devido \u00e0<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":63953,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/macacos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Brasil vivencia um dos per\u00edodos de maior mortandade de primatas da hist\u00f3ria devido \u00e0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63952"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63952"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63952\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63953"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63952"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63952"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63952"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}