{"id":63914,"date":"2017-04-16T18:15:53","date_gmt":"2017-04-16T21:15:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=63914"},"modified":"2017-04-16T18:16:40","modified_gmt":"2017-04-16T21:16:40","slug":"fogo-na-varzea-ameaca-a-toda-floresta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fogo-na-varzea-ameaca-a-toda-floresta\/","title":{"rendered":"Fogo na v\u00e1rzea amea\u00e7a a toda floresta"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-52687\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/varzea-1024x683.jpg\" alt=\"Igap\u00f3s atingidos pelo fogo no Rio Cuiuini, Bacia do Rio Negro, Amazonas. Floresta alagada demora mais para se recuperar ap\u00f3s inc\u00eandios e permanece mais vulner\u00e1vel. Cr\u00e9dito: Bernardo Flores.\" width=\"645\" height=\"430\" \/><\/p>\n<p>Igap\u00f3s e v\u00e1rzeas amaz\u00f4nicas s\u00e3o mais suscept\u00edveis aos danos provocados por inc\u00eandios ao longo do tempo do que a floresta em terra firme. Esta \u00e9 a conclus\u00e3o de um estudo publicado esta semana pelo bi\u00f3logo brasileiro Bernardo Flores, com a colabora\u00e7\u00e3o de outros pesquisadores, na revista cient\u00edfica Proceedings of National Academy of Science (PNAS). O autor aponta ainda que este \u00e9 um fator de risco at\u00e9 mesmo para regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia hoje consideradas mais protegidas dos impactos do aquecimento global.<\/p>\n<p>No artigo, produzido durante o doutorado de Flores na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e na Wageningen University da Holanda, ele usou um mapa das \u00e1reas da Amaz\u00f4nia que durante parte do ano ficam submersas e comparou a cobertura de \u00e1rvores destes locais com a floresta de terra firme. Enquanto as \u00e1rvores cobrem cerca de 93% da \u00e1rea em florestas de terra firme, nas \u00e1reas alag\u00e1veis esse percentual \u00e9 de 66%. \u201cVoc\u00ea tem cinco vezes mais chances de ter uma savaniza\u00e7\u00e3o, ou seja, \u00e9 substitu\u00edda por uma vegeta\u00e7\u00e3o mais aberta, com menos \u00e1rvores, nas \u00e1reas alag\u00e1veis do que na terra firme\u201d, afirma o pesquisador.<\/p>\n<p>Em um estudo anterior, conclu\u00eddo em 2011, Bernardo Flores j\u00e1 havia demonstrado a fragilidade das florestas de igap\u00f3, \u00e1reas inund\u00e1veis, diante inc\u00eandios florestais. Na vazante do rio, o material org\u00e2nico depositado no ch\u00e3o ao longo destas \u00e1reas seca e pode se tornar combust\u00edvel para grandes inc\u00eandios. Basta a igni\u00e7\u00e3o. E o fogo pode atingir tamb\u00e9m as \u00e1reas mais altas.<\/p>\n<div id=\"attachment_52690\" class=\"wp-caption alignright\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-52690\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/varzea2.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/varzea2.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/varzea2-300x225.jpg 300w\" alt=\"Cr\u00e9dito: Bernardo Flores.\" width=\"400\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">\n<\/div>\n<p>As regi\u00f5es \u00famidas na Amaz\u00f4nia s\u00e3o mais vulner\u00e1veis tamb\u00e9m a redu\u00e7\u00e3o das chuvas. De acordo com Flores, estudos indicam que a floresta de terra firme pode sofrer o processo de savaniza\u00e7\u00e3o quando chuvas caem a cerca de 1 mil mil\u00edmetros anuais, nas \u00e1reas alagadas esse processo ocorre mesmo com um clima mais \u00famido, com 1,5 mil mil\u00edmetros anuais. Em Manaus, por compara\u00e7\u00e3o, as chuvas anuais geralmente ficam em torno de 2,2 mil mil\u00edmetros.<\/p>\n<p>Flores alerta que os impactos sofridos pelas \u00e1reas inund\u00e1veis podem se espalhar por toda floresta amaz\u00f4nica. Ele explica que as v\u00e1rzeas e igap\u00f3s acompanham justamente os rios que formam a Bacia Amaz\u00f4nica e se concentram principalmente no centro e a oeste, podem ser um caminho para que a degrada\u00e7\u00e3o avance at\u00e9 regi\u00f5es bem protegidas. \u201cIsso aumenta as chances das chamas se espalharem onde as florestas hoje s\u00e3o consideradas mais resilientes, afetando a resili\u00eancia de toda a Amaz\u00f4nia\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Outras duas consequ\u00eancias importantes da degrada\u00e7\u00e3o das \u00e1reas alag\u00e1veis s\u00e3o destacadas pelo pesquisador: uma para a atmosfera e outra para a economia e sustento de popula\u00e7\u00f5es amaz\u00f4nicas. V\u00e1rzeas e igap\u00f3s s\u00e3o um ambiente importante para os peixes, que durante a cheia encontram alimento, como frutos, nessas \u00e1reas. A perda destes habitats, segundo Flores, pode afetar toda a cadeia alimentar. Al\u00e9m disso, a perda de \u00e1rvores significa tamb\u00e9m redu\u00e7\u00e3o nos estoques de carbono e consequente aumento de gases de efeito estufa.<\/p>\n<p>Cr\u00e9dito: Bernardo Flores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Igap\u00f3s e v\u00e1rzeas amaz\u00f4nicas s\u00e3o mais suscept\u00edveis aos danos provocados por inc\u00eandios ao longo do<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Igap\u00f3s e v\u00e1rzeas amaz\u00f4nicas s\u00e3o mais suscept\u00edveis aos danos provocados por inc\u00eandios ao longo do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63914"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63914"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63914\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63914"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63914"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63914"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}