{"id":63853,"date":"2017-04-16T10:32:36","date_gmt":"2017-04-16T13:32:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=63853"},"modified":"2017-04-16T10:32:37","modified_gmt":"2017-04-16T13:32:37","slug":"a-escassez-de-agua-esta-tornando-uma-realidade-o-reaproveitamento-desse-liquido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-escassez-de-agua-esta-tornando-uma-realidade-o-reaproveitamento-desse-liquido\/","title":{"rendered":"A escassez de \u00e1gua est\u00e1 tornando uma realidade o reaproveitamento desse l\u00edquido"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-escassez-de-agua-esta-tornando-uma-realidade-o-reaproveitamento-desse-liquido\/agua-29\/\" rel=\"attachment wp-att-63855\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-63855 alignleft\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>Nada menos que dois ter\u00e7os da superf\u00edcie terrestre s\u00e3o cobertos de \u00e1gua, o que a torna a subst\u00e2ncia mais comum do planeta. Isso poderia nos levar a supor que a escassez dela est\u00e1 longe de ser um problema e que jamais haveria a necessidade de recicl\u00e1-la e reus\u00e1-la. N\u00e3o \u00e9 bem assim, no entanto. Do volume total, apenas uma parte \u00ednfima pode ser bebida ou consumida para outros fins pelo ser humano e demais seres vivos, pois 97% dele comp\u00f5e os oceanos salgados. Dos 3% restantes, cerca de 70% est\u00e3o na forma de gelo nos polos, nas geleiras e topos de montanhas; um pouco menos de 30% s\u00e3o subterr\u00e2neas; e apenas 0,3% est\u00e1 ao alcance f\u00e1cil em rios e lagos.<\/p>\n<p>Pode parecer pouco \u2013 e \u00e9 mesmo. Mas \u00e9 mais do que suficiente para atender \u00e0s necessidades de toda a popula\u00e7\u00e3o mundial. \u201cO problema \u00e9 que ela est\u00e1 mal distribu\u00edda no planeta, com regi\u00f5es com abund\u00e2ncia e outras com escassez\u201d, diz o engenheiro civil e sanitarista Suet\u00f4nio Mota, do Departamento de Engenharia Hidr\u00e1ulica e Ambiental da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC). \u201cAl\u00e9m disso, deve ser considerada a polui\u00e7\u00e3o cada vez maior. Muitas vezes, tem-se \u00e1gua, mas de qualidade inadequada, exigindo um custo elevado para tratamento, o que pode inviabilizar o seu uso.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9375\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9375 td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso2.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso2.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso2-150x100.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso2-768x512.jpg 768w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso2-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso2-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso2-630x420.jpg 630w\" alt=\"Instala\u00e7\u00f5es da empresa que cuida da \u00e1gua consumida no Condado de Orange, na Calif\u00f3rnia, um dos exemplos bem-sucedidos de re\u00faso de \u00e1gua proveniente de esgoto (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Instala\u00e7\u00f5es da empresa que cuida da \u00e1gua consumida no Condado de Orange, na Calif\u00f3rnia, um dos exemplos bem-sucedidos de re\u00faso de \u00e1gua proveniente de esgoto (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por isso, o re\u00faso \u00e9 necess\u00e1rio, principalmente devido \u00e0 escassez em muitas partes. Mesmo em regi\u00f5es antes consideradas sem problemas, podem ocorrer per\u00edodos de crise h\u00eddrica, como aconteceu recentemente em S\u00e3o Paulo.\u201d Pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais, o Brasil \u00e9 um exemplo bem acabado dessa disparidade na distribui\u00e7\u00e3o do chamado \u201cprecioso l\u00edquido\u201d. Seu territ\u00f3rio abriga cerca de 12% da \u00e1gua doce da Terra. N\u00e3o deveria ter, portanto, problemas para abastecer sua popula\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o \u00e9 isso que ocorre. A escassez ou at\u00e9 mesmo a falta dela \u00e9 uma realidade para milh\u00f5es de brasileiros.<\/p>\n<p>Parte disso se deve ao fato de que 80% da \u00e1gua existente no pa\u00eds est\u00e1 na Amaz\u00f4nia, onde vive cerca de 5% da popula\u00e7\u00e3o. Os 20% restantes t\u00eam de abastecer 95% dos brasileiros. Outras causas da escassez incluem desde a aus\u00eancia de planejamento e investimentos no fornecimento at\u00e9 a degrada\u00e7\u00e3o e polui\u00e7\u00e3o de nascentes, rios e mananciais. Mas um motivo entre todos se sobressai: o desperd\u00edcio. Segundo a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA), as perdas no pa\u00eds\u00ad chegam a 43% da \u00e1gua captada e tratada para abastecimento, por causa de vazamentos, evapora\u00e7\u00e3o ou inefici\u00eancia do sistema de distribui\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<h3><strong>Op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel<\/strong><\/h3>\n<p>Diante desse quadro, o re\u00faso \u2013 inclusive o pot\u00e1vel \u2013 est\u00e1 crescendo no mundo e se tornando uma alternativa cada vez mais vi\u00e1vel. \u201cTrata-se de uma forma de auxiliar na minimiza\u00e7\u00e3o do problema da escassez e falta d\u2019\u00e1gua\u201d, diz o engenheiro ambiental Marcos von Sperling, do Departamento de Engenharia Sanit\u00e1ria e Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). \u201cAo se usar um esgoto tratado para produzir \u00e1gua, diminui-se o lan\u00e7amento de cargas poluidoras nos rios e lagos. Al\u00e9m disso, reduz-se o volume captado na natureza.\u201d<br \/>\nO re\u00faso para fins n\u00e3o pot\u00e1veis j\u00e1 \u00e9 comum em v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9376\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9376 td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso3.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso3.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso3-150x100.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso3-768x512.jpg 768w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso3-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso3-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso3-630x420.jpg 630w\" alt=\"Tratamento de \u00e1gua para re\u00faso na costa leste dos EUA (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Tratamento de \u00e1gua para re\u00faso na costa leste dos EUA (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Normalmente as \u00e1guas residu\u00e1rias (aquelas usadas nas resid\u00eancias e que acabam no esgoto) s\u00e3o tratadas e reutilizadas para fins menos nobres do que o consumo humano. Elas podem ser empregadas, por exemplo, na irriga\u00e7\u00e3o de parques e jardins p\u00fablicos, centros esportivos, campos de futebol e de golfe, gramados e plantas decorativas ao longo de avenidas e rodovias ou ainda como reserva contra inc\u00eandios ou em fontes e chafarizes e lavagens de trens e \u00f4nibus p\u00fablicos. Na ind\u00fastria, elas podem ser reusadas em torres de resfriamento e caldeiras.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia atual \u00e9 o chamado re\u00faso pot\u00e1vel, isto \u00e9, tratar os esgotos e as \u00e1guas residu\u00e1rias de modo a torn\u00e1-las pr\u00f3prias para o consumo humano. No artigo \u201cA inexorabilidade do re\u00faso pot\u00e1vel direto\u201d, o engenheiro sanit\u00e1rio Ivanildo Hespanhol, do Departamento de Engenharia Hidr\u00e1ulica e Ambiental da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (Poli-USP), afirma que as solu\u00e7\u00f5es mais modernas em termos de gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos consistem em tratar e reusar os esgotos j\u00e1 dispon\u00edveis nas pr\u00f3prias \u00e1reas urbanas, para complementar o abastecimento p\u00fablico.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9377\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9377 td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso4.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso4.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso4-150x100.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso4-768x512.jpg 768w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso4-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso4-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso4-630x420.jpg 630w\" alt=\"Centro de Windhoek, na des\u00e9rtica Nam\u00edbia, cidade pioneira no re\u00faso de \u00e1gua de esgoto para consumo humano no mundo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Centro de Windhoek, na des\u00e9rtica Nam\u00edbia, cidade pioneira no re\u00faso de \u00e1gua de esgoto para consumo humano no mundo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com ele, os fundamentos ambientais, de sa\u00fade p\u00fablica e gerenciais, assim como os sistemas de tratamento avan\u00e7ados e as t\u00e9cnicas de certifica\u00e7\u00e3o da qualidade do l\u00edquido atual\u00admente dispon\u00edveis, permitem fazer uso de recursos h\u00eddricos locais, produzindo \u201c\u00e1gua segura\u201d. \u201cA pr\u00e1tica de re\u00faso pot\u00e1vel direto para abastecimento p\u00fablico j\u00e1 est\u00e1 estabelecida em diversos estados americanos, \u00c1frica do Sul, Austr\u00e1lia, B\u00e9lgica, Nam\u00edbia e Singapura, sem que tenham sido detectados problemas de sa\u00fade p\u00fablica associados\u201d, escreve Hespanhol, que tamb\u00e9m \u00e9 fundador e diretor geral do Centro Internacional de Refer\u00eancia em Re\u00faso de \u00c1gua, da USP.<\/p>\n<h3><strong>Nam\u00edbia e Calif\u00f3rnia<\/strong><\/h3>\n<p>Quando se fala em re\u00faso pot\u00e1vel, o exemplo mais citado, por ser o pioneiro, \u00e9 o adotado em Windhoek, capital da Nam\u00edbia, cidade de 250 mil habitantes. Uma esta\u00e7\u00e3o de tratamento avan\u00e7ado de esgoto, implantada em 1968, rep\u00f5e a \u00e1gua de re\u00faso diretamente no sistema da pot\u00e1vel. Ela \u00e9 misturada com a superficial tratada em uma esta\u00e7\u00e3o. Com capacidade de produzir 21 mil m3\/dia, ela responde pelo fornecimento de cerca de 35% da \u00e1gua pot\u00e1vel da cidade em per\u00edodos normais e at\u00e9 50% em per\u00edodos de seca e escassez. Testes microbiol\u00f3gicos e toxicol\u00f3gicos realizados frequentemente sempre comprovam a seguran\u00e7a da \u00e1gua produzida em Windhoek.<\/p>\n<p>O sistema adotado no Condado de Orange, na Calif\u00f3rnia (EUA), \u00e9 outro exemplo modelar. \u201cL\u00e1 o esgoto \u00e9 tratado de forma avan\u00e7ada (membranas, osmose reversa, entre outros processos) e depois injetado no solo, juntando-se ao aqu\u00edfero que abastece a popula\u00e7\u00e3o da \u00e1rea\u201d, explica Mota. \u201cEssa pr\u00e1tica tem, tamb\u00e9m, a finalidade de recarregar o aqu\u00edfero para evitar a intrus\u00e3o de \u00e1gua salina. \u00c9 um tipo de reaproveitamento planejado pot\u00e1vel, o qual tem funcionado com sucesso.\u201d<\/p>\n<p><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso6.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-9379 td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso6.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso6.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso6-150x62.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso6-768x316.jpg 768w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso6-696x286.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso6-1068x439.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso6-1022x420.jpg 1022w\" alt=\"6_PL529_Reuso6\" width=\"640\" height=\"263\" \/><\/a><\/p>\n<p>No Brasil, o mais comum ainda \u00e9 o re\u00faso n\u00e3o pot\u00e1vel, sobretudo nas ind\u00fastrias e em algumas atividades urbanas (irriga\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes). Um exemplo \u00e9 o Projeto Aquapolo, resultado de uma parceria entre a Companhia de Saneamento B\u00e1sico do Estado de S\u00e3o Paulo (Sabesp) e a Odebrecht Ambiental. Desde 2012, esse sistema fornece 650 litros\/segundo de esgoto tratado na Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de Esgoto do ABC paulista para o polo petroqu\u00edmico da regi\u00e3o. Isso equivale ao abastecimento de uma cidade de 500 mil habitantes.<\/p>\n<p>No Nordeste, regi\u00e3o mais carente de recursos h\u00eddricos do Brasil, pouco tem sido feito, no entanto. \u201cCom o agravamento da seca, tem-se falado no re\u00faso, mas poucas s\u00e3o as medidas efetivamente propostas visando aproveitar os esgotos tratados\u201d, lamenta Mota. \u201cUma exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o Cear\u00e1. Considerando o grave problema da seca no estado, nos \u00faltimos cinco anos, a Companhia de \u00c1gua e Esgoto anunciou que, inicialmente, ser\u00e1 tratado 1 m3\/s do esgoto coletado em Fortaleza, para ser vendido \u00e0s ind\u00fastrias do Complexo Industrial e Portu\u00e1rio do Pec\u00e9m\u201d, conta. \u201cO projeto ter\u00e1 um investimento de R$ 680 milh\u00f5es de uma empresa francesa.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com Mota, apesar desse exemplo e de alguns outros espalhados pelo pa\u00eds, h\u00e1 muito ainda a ser feito para que o reaproveitamento seja adotado no Nordeste e no Brasil. \u201cExiste a necessidade de uma legisla\u00e7\u00e3o nacional disciplinando o re\u00faso de \u00e1gua. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso que seja definida uma estrutura institucional que possibilite a ado\u00e7\u00e3o dessa pr\u00e1tica de forma ambientalmente adequada\u201d, avalia. \u201cO embasamento te\u00f3rico j\u00e1 existe, mas ainda falta o aproveitamento dos resultados das pesquisas realizadas em diversas universidades e outras institui\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso5.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-9378 aligncenter td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso5.jpg\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso5.jpg 750w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso5-43x150.jpg 43w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso5-696x2418.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2017\/04\/6_pl529_reuso5-121x420.jpg 121w\" alt=\"6_PL529_Reuso5\" width=\"639\" height=\"2220\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nada menos que dois ter\u00e7os da superf\u00edcie terrestre s\u00e3o cobertos de \u00e1gua, o que a<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":63855,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/agua-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Nada menos que dois ter\u00e7os da superf\u00edcie terrestre s\u00e3o cobertos de \u00e1gua, o que a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63853"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63853"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63853\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}