{"id":61201,"date":"2017-03-06T12:00:49","date_gmt":"2017-03-06T15:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=61201"},"modified":"2017-03-06T08:45:09","modified_gmt":"2017-03-06T11:45:09","slug":"pesquisa-com-geoglifos-indica-que-amazonia-teve-uso-sustentavel-ha-milhares-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisa-com-geoglifos-indica-que-amazonia-teve-uso-sustentavel-ha-milhares-de-anos\/","title":{"rendered":"Pesquisa com geoglifos indica que Amaz\u00f4nia teve uso sustent\u00e1vel h\u00e1 milhares de anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=61202\" rel=\"attachment wp-att-61202\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-61202\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O desmatamento no leste do Acre para a expans\u00e3o da pecu\u00e1ria tem revelado, nos \u00faltimos 30 anos, centenas de grandes estruturas geom\u00e9tricas de terra constru\u00eddas por povos pr\u00e9-colombianos.<\/p>\n<p>Tais estruturas s\u00e3o chamadas de geoglifos. O fato de terem sido constru\u00eddas pelo homem implica a exist\u00eancia de um grande povoamento na regi\u00e3o h\u00e1 milhares de anos, assim como sugere que, no passado, a floresta havia sido parcialmente derrubada para o uso da terra pela agricultura. A arque\u00f3loga inglesa Jennifer Watling, atualmente bolsista de p\u00f3s-doutorado da FAPESP, estudou em seu doutorado \u2013 defendido na University of Exeter, no Reino Unido \u2013 qual teria sido o impacto ambiental das popula\u00e7\u00f5es pr\u00e9-hist\u00f3ricas decorrente da constru\u00e7\u00e3o dos geoglifos.<\/p>\n<p>Ela estudou dois locais com geoglifos, o S\u00edtio Arqueol\u00f3gico Jac\u00f3 S\u00e1 e a Fazenda Colorada. O trabalho foi <a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/114\/8\/1868.abstract\" target=\"_blank\"><b>publicado<\/b><\/a> na <i>Proceedings of the National Academy of Sciences\u00a0<\/i>e ganhou imediatamente visibilidade internacional, com <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2017\/02\/10\/science\/amazon-earthworks-geoglyphs-brazil.html?_r=1\" target=\"_blank\"><b>reportagem<\/b><\/a> publicada em ve\u00edculos como <i>The New York Times<\/i>.<\/p>\n<p>Saindo de Rio Branco, a capital do Acre, pega-se a BR 317 em dire\u00e7\u00e3o a Boca do Acre (AM). Leva-se cerca de uma hora de carro para percorrer os 50 quil\u00f4metros at\u00e9 o s\u00edtio Jac\u00f3 S\u00e1. Ao longo do trajeto a estrada passa por pastos com gado nelore onde antes havia Floresta Amaz\u00f4nica prim\u00e1ria, cujas franjas ainda s\u00e3o vis\u00edveis dos dois lados da rodovia l\u00e1 na linha do horizonte.<\/p>\n<p>Toda aquela por\u00e7\u00e3o do extremo ocidental do Acre era coberta por floresta prim\u00e1ria at\u00e9 os anos 1980 e vem sendo desflorestada para a cria\u00e7\u00e3o de gado. Metade da cobertura florestal na regi\u00e3o j\u00e1 se perdeu.<\/p>\n<p>Por ironia, n\u00e3o fosse o aumento da ocupa\u00e7\u00e3o humana no Acre, os mais de 450 geoglifos pr\u00e9-hist\u00f3ricos hoje catalogados continuariam ocultos pela mata. A floresta evidentemente esconde muitos outros. Os geoglifos se espalham pelos vales dos rios Acre, Iquiri e Abun\u00e3, entre Rio Branco e Xapuri, e tamb\u00e9m ao norte de Rio Branco, na dire\u00e7\u00e3o do Estado do Amazonas.<\/p>\n<p>Do solo n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel visualizar suas formas nem as suas dimens\u00f5es. Em um avi\u00e3o, voando a 500 metros do solo, os geoglifos se tornam vis\u00edveis. Eles t\u00eam o formato de c\u00edrculos, quadrados, ret\u00e2ngulos, c\u00edrculos conc\u00eantricos ou ainda c\u00edrculos circunscritos no interior de grandes quadrados.<\/p>\n<p>As dimens\u00f5es s\u00e3o colossais: variam de 50 a 350 metros de di\u00e2metro. No solo, os geoglifos s\u00e3o como grandes valas de at\u00e9 11 metros de largura por 4 metros de profundidade. \u00c9 impressionante o imenso volume de terra que teve que ser removido para a sua constru\u00e7\u00e3o, o que implica um grande contingente populacional.<\/p>\n<p>No s\u00edtio de Jac\u00f3 S\u00e1 h\u00e1 dois geoglifos, ambos na forma de quadrados com cerca de 100 metros de lado, sendo que um deles tem um c\u00edrculo perfeito circunscrito em seu interior. Quem quiser pode usar o Google Maps e entrar com as coordenadas 9\u00b057\u203238&#8243;S 67\u00b029\u203251\u201dW para apreciar os dois geoglifos das alturas.<\/p>\n<p>Watling queria entender como seria a vegeta\u00e7\u00e3o naquela regi\u00e3o na \u00e9poca em que os geoglifos foram constru\u00eddos. O local, antes do desmatamento, era dominado por bambuzais.<\/p>\n<p>Watling se prop\u00f4s a responder uma s\u00e9rie de quest\u00f5es. \u201cSer\u00e1 que a floresta de bambu predominava antes de haver geoglifos? Qual foi a extens\u00e3o do impacto ambiental associado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o dos geoglifos?\u201d, pergunta a arque\u00f3loga.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 que a regi\u00e3o era coberta por florestas antes da chegada dos povos que constru\u00edram os geoglifos ou seria originalmente uma regi\u00e3o de cerrado? Se era floresta, por quanto tempo as \u00e1reas desmatadas permaneceram abertas? O que aconteceu com a vegeta\u00e7\u00e3o quando os geoglifos foram abandonados? Como foi o processo de regenera\u00e7\u00e3o da floresta?\u201d, s\u00e3o outras quest\u00f5es levantadas.<\/p>\n<p><b>Manejo florestal<\/b><\/p>\n<p>Watling atualmente se dedica ao <a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/677974\/jennifer-watling\/\" target=\"_blank\"><b>p\u00f3s-doutorado<\/b><\/a>, sob orienta\u00e7\u00e3o do arque\u00f3logo Eduardo G\u00f3es Neves, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (MAE-USP).<\/p>\n<p>A pesquisadora passou seis meses escavando nos s\u00edtios do Acre, entre 2011 e 2012. Usou t\u00e9cnicas de paleobot\u00e2nica para obter respostas. Suas escava\u00e7\u00f5es em Jac\u00f3 S\u00e1 e na Fazenda Colorada demonstraram que o ecossistema de bambuzais existe no local h\u00e1 pelo menos 6.000 anos, o que sugere que o bambu n\u00e3o foi introduzido pelos \u00edndios, mas fazia parte da composi\u00e7\u00e3o paisag\u00edstica original.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a do homem no local data de pelo menos 4.400 anos atr\u00e1s. J\u00e1 a presen\u00e7a de part\u00edculas de carv\u00e3o, principalmente a partir de 4.000 anos antes do presente, implica a intensifica\u00e7\u00e3o do desmatamento e\/ou do manejo florestal pelos \u00edndios.<\/p>\n<p>O maior ac\u00famulo de carv\u00e3o coincide com a \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o dos geoglifos, entre 2.100 e 2.200 anos atr\u00e1s. Apesar da relativa facilidade com que se removem bambuzais (quando comparado a mognos e castanheiras, por exemplo), Watling n\u00e3o achou evid\u00eancias de desmatamentos significativos em qualquer per\u00edodo.<\/p>\n<p>Segundo ela, isso quer dizer que os geoglifos n\u00e3o ficavam dentro de uma \u00e1rea totalmente desmatada. \u201cAo contr\u00e1rio, eles eram cercados pela copa das \u00e1rvores. A vegeta\u00e7\u00e3o local jamais foi mantida completamente aberta durante todo o per\u00edodo pr\u00e9-Colombiano. Esta dedu\u00e7\u00e3o \u00e9 consistente com evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas indicando que os geoglifos eram usados em bases espor\u00e1dicas em vez de continuamente habitados\u201d, disse Watling.<\/p>\n<p>\u201cAs escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas n\u00e3o revelaram grande quantidade de artefatos, o que indica que os geoglifos n\u00e3o eram locais de habita\u00e7\u00e3o permanente. Os \u00edndios n\u00e3o moravam l\u00e1\u201d, disse.<\/p>\n<p>Outra constata\u00e7\u00e3o \u00e9 que os geoglifos n\u00e3o foram constru\u00eddos sobre floresta virgem que foi derrubada. Os dados paleobot\u00e2nicos coletados por Watling sugerem que as estruturas foram erigidas em terrenos previamente ocupados, ou seja, em florestas antropog\u00eanicas, que foram derrubadas ou tiveram sua composi\u00e7\u00e3o alterada pela a\u00e7\u00e3o humana ao longo de milhares de anos.<\/p>\n<p>Isso faz sentido quando agora se sabe que a regi\u00e3o era ocupada desde h\u00e1 4.000 anos. Em outras palavras, seus habitantes tiveram 2.000 anos de manejo da floresta antes da constru\u00e7\u00e3o dos geoglifos. Gra\u00e7as \u00e0s pesquisas em outros geoglifos sabe-se que o povo que constru\u00eda aquelas enormes estruturas cultivava milho e ab\u00f3bora.<\/p>\n<p>Os dados coletados por Watling indicam que a derrubada da floresta por meio de queimadas realizada entre 4.000 e 3.500 anos atr\u00e1s foi seguida pelo aumento significativo da quantidade de palmeiras na composi\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe nenhuma explica\u00e7\u00e3o natural para o aumento da quantidade de palmeiras, j\u00e1 que o clima na regi\u00e3o era (e continua sendo) \u00famido e portanto favor\u00e1vel \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o por parte de \u00e1rvores de grande porte e o consequente adensamento da mata. A prolifera\u00e7\u00e3o das palmeiras est\u00e1 ligada, segundo Watling, ao aumento do uso da terra pelo homem, o que \u00e9 corroborado pelo dep\u00f3sitos de part\u00edculas de carv\u00e3o.<\/p>\n<p>As palmeiras t\u00eam diversos usos. Seus cocos s\u00e3o alimento, seus troncos servem para construir ocas e suas folhas para cobri-las. Segundo Watling, isso sugere que, ap\u00f3s a limpeza da mata pelos primeiros habitantes da regi\u00e3o, eles teriam passado a permitir a prolifera\u00e7\u00e3o apenas das esp\u00e9cies vegetais que faziam uso. Em outras palavras, os antigos habitantes do local fizeram uso de t\u00e9cnicas primitivas de manejo florestal por milhares de anos.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de carv\u00e3o a 500 metros de dist\u00e2ncia dos geoglifos significa que seu entorno n\u00e3o foi desmatado. \u201cIsso sugere que os geoglifos n\u00e3o foram projetados para ser vis\u00edveis a dist\u00e2ncia, mas para ficar escondidos da vista, o que n\u00e3o deixa de ser uma conclus\u00e3o inesperada\u201d, disse.<\/p>\n<p><b>Geoglifos<\/b><\/p>\n<p>Os geoglifos estudados por Watling e colegas do Brasil e do Reino Unido foram abandonados h\u00e1 cerca de 650 anos, portanto antes da chegada dos europeus nas Am\u00e9ricas. Em concomit\u00e2ncia com o abandono dos geoglifos observa-se o decl\u00ednio da participa\u00e7\u00e3o de palmeiras no meio ambiente.<\/p>\n<p>Os geoglifos impressionam pela beleza e precis\u00e3o de suas linhas. Qual foi o povo respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o daquelas estruturas? Que t\u00e9cnicas usaram para erigir formas t\u00e3o perfeitas?<\/p>\n<p>A primeira imagem que vem \u00e0 mente \u00e9 a dos animais esculpidos no solo do deserto de Nazca, no Peru. Descobertos em 1927, eles teriam sido feitos h\u00e1 3.000 anos. Vistos do solo, as figuras peruanas parecem linhas sem-fim que se perdem no horizonte.<\/p>\n<p>S\u00f3 de bem alto, a 1.500 metros de altura, suas formas come\u00e7am a fazer sentido. Comp\u00f5em um beija-flor, uma abelha e um macaco. Tais figuras ficaram famosas nos anos 70, quando o escritor su\u00ed\u00e7o Erich von Daniken publicou o livro \u2013 que vendeu milh\u00f5es de exemplares e foi transformado em filme \u2013 <i>Eram os Deuses Astronautas?<\/i>.<\/p>\n<p>Von Daniken defendia a teoria de que certas civiliza\u00e7\u00f5es, como a dos astecas, teriam sido visitadas por alguma forma de vida extraterrestre inteligente. Da\u00ed a justificativa de figuras que s\u00f3 fazem sentido quando vistas de grandes altitudes.<\/p>\n<p>Contam os antrop\u00f3logos, por\u00e9m, que a inten\u00e7\u00e3o dos \u00edndios autores daquelas obras de arte milenares era enternecer os deuses, convencendo-os a fazer chover. Os geoglifos acreanos situam-se mil quil\u00f4metros a nordeste do des\u00e9rtico vale de Nazca. E no Acre, como se sabe, a falta de chuva n\u00e3o \u00e9 um problema.<\/p>\n<p>No p\u00f3s-doutorado, Watling tamb\u00e9m estuda o impacto exercido sobre a floresta de um povoamento ind\u00edgena no s\u00edtio arqueol\u00f3gico de Teot\u00f4nio, na regi\u00e3o do Alto Rio Madeira, em Rond\u00f4nia. \u201cTeot\u00f4nio possui algumas das data\u00e7\u00f5es mais antigas da pr\u00e9-hist\u00f3ria amaz\u00f4nica. Foi ocupado por pelo menos 5 mil anos\u201d, disse.<\/p>\n<p>O artigo <i>Impact of pre-Columbian \u201cgeoglyph\u201d builders on Amazonian forests<\/i> (doi: 10.1073\/pnas.1614359114), de Jennifer Watling, Jos\u00e9 Iriarte, Francis E. Mayle, Denise Schaan, Luiz C. R. Pessenda, Neil J. Loader, F. Alayne Street-Perrott, Ruth E. Dickau, Antonia Damasceno e Alceu Ranzi, publicado pela <i>PNAS<\/i>, pode ser lido por assinantes em: <b><a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/114\/8\/1868.abstract\" target=\"_blank\">www.pnas.org\/content\/114\/8\/1868.abstract<\/a><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desmatamento no leste do Acre para a expans\u00e3o da pecu\u00e1ria tem revelado, nos \u00faltimos<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":61202,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/geofiloios.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O desmatamento no leste do Acre para a expans\u00e3o da pecu\u00e1ria tem revelado, nos \u00faltimos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61201"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61201\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61202"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}