{"id":61155,"date":"2017-03-05T11:00:38","date_gmt":"2017-03-05T14:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=61155"},"modified":"2017-03-04T21:55:36","modified_gmt":"2017-03-05T00:55:36","slug":"estudo-medico-adverte-para-sinais-ignorados-antes-de-ataques-cardiacos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-medico-adverte-para-sinais-ignorados-antes-de-ataques-cardiacos\/","title":{"rendered":"Estudo m\u00e9dico adverte para sinais ignorados antes de ataques card\u00edacos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=61156\" rel=\"attachment wp-att-61156\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-61156\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os primeiros sinais de alerta podem ter sido ignorados nos casos de uma em cada seis pessoas que morreram de ataque card\u00edaco em hospitais ingleses, aponta um estudo.<\/p>\n<p>Todos os ataques card\u00edacos e mortes entre 2006 e 2010 foram analisados pelos cientistas.<\/p>\n<p>Pesquisadores do Imperial College de Londres descobriram que 16% das pessoas que morreram tinham sido internadas nos 28 dias anteriores. Alguns tinham sinais de alerta como dor no peito.<\/p>\n<p>Diante desses resultados, os autores do estudo dizem que mais pesquisas s\u00e3o &#8220;urgentemente necess\u00e1rias&#8221;.<\/p>\n<h3>Sou enfermeira e n\u00e3o percebi<\/h3>\n<p>Alison Fillingham, 49, estava no trabalho quando sentiu uma dor profunda em seu pesco\u00e7o e clav\u00edcula.<\/p>\n<p>Ela continuou seu plant\u00e3o de homecare &#8211; atendimento na casa dos pacientes &#8211; antes de telefonar para um colega e pedir conselhos ap\u00f3s a persist\u00eancia da dor.<\/p>\n<p>Uma ambul\u00e2ncia foi chamada e um ataque de p\u00e2nico foi diagnosticado. Mas exames de sangue feitos mais tarde no hospital mostraram que Alison tinha tido um ataque card\u00edaco.<\/p>\n<p>&#8220;Eu fui enfermeira por 24 anos, mas eu n\u00e3o achava que era algo relacionado com meu cora\u00e7\u00e3o. Meus sintomas n\u00e3o eram t\u00edpicos. Voc\u00ea espera sentir uma dor no peito. Voc\u00ea pensa em pessoas agarrando seu pr\u00f3prio peito, mas n\u00e3o foi nada daquilo.&#8221;<\/p>\n<p>Ela conta que n\u00e3o houve nenhuma urg\u00eancia nos socorros que recebeu da equipe de resgate. &#8220;Se meu ataque card\u00edaco n\u00e3o tivesse sido diagnosticado no hospital, minha art\u00e9ria teria bloqueado completamente e eu n\u00e3o estaria aqui agora.&#8221;<\/p>\n<p>No ano passado, Alison fez um cateterismo e agora est\u00e1 se sentindo &#8220;\u00f3tima&#8221; ap\u00f3s tirar alguns meses de repouso antes de voltar ao trabalho.<\/p>\n<p>Ela diz: &#8220;Eu era uma pessoa saud\u00e1vel e ativa. E nadava, caminhava e fazia ioga tr\u00eas vezes por semana &#8211; e agora estou correndo de novo&#8221;.<\/p>\n<h3>Sem registro<\/h3>\n<p>A pesquisa, publicada na publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Lancet, analisou os registros hospitalares de todas as 135.950 mortes causadas por ataques card\u00edacos na Inglaterra durante quatro anos.<\/p>\n<p>Os registros mostraram se a pessoa tinha dado entrada no hospital nas \u00faltimas quatro semanas e se os sinais de um ataque card\u00edaco foram registrados como a principal raz\u00e3o para a admiss\u00e3o hospitalar, uma raz\u00e3o secund\u00e1ria ou se n\u00e3o houve registro.<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\"><span class=\"credito\">Thinkstock<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img loading=\"lazy\" class=\"pinit-img\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/2012\/07\/04\/mulher-tossindo-tosse-pessoa-tossindo-1341415307554_615x300.jpg\" width=\"638\" height=\"311\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p><span class=\"legenda pg-color10\">Transpira\u00e7\u00e3o, falta de ar e tosse s\u00e3o alguns dos sintomas de um ataque card\u00edaco<\/span><\/div>\n<p>Os dados mostraram que 21.677 desses pacientes n\u00e3o tinham registros de sintomas de card\u00edaco em seus registros hospitalares.<\/p>\n<p>&#8220;M\u00e9dicos s\u00e3o muito bons em tratar ataques card\u00edacos quando eles s\u00e3o a principal causa, mas n\u00e3o tratamos muito bem ataques card\u00edacos secund\u00e1rios ou sinais sutis que podem apontar para um ataque card\u00edaco que termine em morte num futuro pr\u00f3ximo&#8221;, disse o m\u00e9dico e autor principal do estudo, Perviz Asaria.<\/p>\n<p>Os autores do relat\u00f3rio dizem que sintomas como desmaio, falta de ar e dor no peito ficaram aparentes at\u00e9 um m\u00eas antes da morte em alguns pacientes.<\/p>\n<p>Mas eles apontam que m\u00e9dicos podem n\u00e3o ter ficado em alerta para a possibilidade de que esses eram sinais da aproxima\u00e7\u00e3o de um ataque card\u00edaco fatal porque n\u00e3o havia danos claros no cora\u00e7\u00e3o na \u00e9poca.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s ainda n\u00e3o podemos dizer por que esses sinais est\u00e3o sendo descartados, raz\u00e3o pela qual uma pesquisa mais detalhada deve ser conduzida para recomendar mudan\u00e7as nesse sentido&#8221;, disse o professor Majid Ezzati, que tamb\u00e9m trabalhou no estudo.<\/p>\n<p>&#8220;Isso pode incluir orienta\u00e7\u00f5es atualizadas para profissionais de sa\u00fade, mudan\u00e7as na cultura das cl\u00ednicas ou permitir que os m\u00e9dicos tenham mais tempo para examinar os pacientes e olhar seus registros anteriores.&#8221;<\/p>\n<p>Para Jeremy Pearson, diretor m\u00e9dico associado ao Instituto Brit\u00e2nico do Cora\u00e7\u00e3o, os n\u00fameros s\u00e3o importantes.<\/p>\n<p>&#8220;Essa falha na detec\u00e7\u00e3o de sinais de alerta \u00e9 preocupante. E esses resultados devem levar os m\u00e9dicos a serem mais vigilantes, reduzindo a chance dos sintomas se perderem e, em \u00faltima an\u00e1lise, a salvar mais vidas.&#8221;<\/p>\n<p>Um porta-voz do Royal College of Physicians disse que o tratamento contra ataques card\u00edacos \u00e9 uma das hist\u00f3rias de sucesso da medicina moderna, &#8220;mas esse estudo \u00e9 um lembrete importante de que ainda existem \u00e1reas que podemos melhorar&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Embora muitos ataques apresentem a cl\u00e1ssica dor no peito em pessoas que fumam e t\u00eam outros fatores de risco para doen\u00e7as card\u00edacas, muitos ataques card\u00edacos n\u00e3o se manifestam desta forma.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;O desafio \u00e9 diagnosticar com precis\u00e3o e rapidez todos esses pacientes para que possam ser oferecidos melhores cuidados. A educa\u00e7\u00e3o da sociedade, dos m\u00e9dicos de fam\u00edlia, param\u00e9dicos e dos m\u00e9dicos de emerg\u00eancia \u00e9 essencial se quisermos melhorar ainda mais o atendimento que oferecemos aos pacientes que t\u00eam um ataque card\u00edaco.&#8221;<\/p>\n<h3>Sintomas de ataque card\u00edaco<\/h3>\n<ul>\n<li>Dor tor\u00e1cica &#8211; sensa\u00e7\u00e3o de press\u00e3o ou aperto no centro do peito<\/li>\n<li>Dor em outras partes do corpo &#8211; pode ser sentida como se a dor estivesse viajando do peito para os bra\u00e7os (geralmente o bra\u00e7o esquerdo \u00e9 afetado, mas pode atingir os dois), mand\u00edbula, pesco\u00e7o, costas e abd\u00f4men<\/li>\n<li>Sensa\u00e7\u00e3o de tontura<\/li>\n<li>Transpira\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Falta de ar<\/li>\n<li>Sentir-se enjoado (n\u00e1useas) ou vomitar<\/li>\n<li>Sensa\u00e7\u00e3o extrema de ansiedade (semelhante a um ataque de p\u00e2nico)<\/li>\n<li>Tosse ou chiado<\/li>\n<\/ul>\n<p>Embora a dor no peito \u00e9 frequentemente grave, algumas pessoas t\u00eam apenas uma dor menor, semelhante a uma indigest\u00e3o. Em alguns casos, pode n\u00e3o haver qualquer dor no peito, principalmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os primeiros sinais de alerta podem ter sido ignorados nos casos de uma em cada<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":61156,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/ataque_cardiaco.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os primeiros sinais de alerta podem ter sido ignorados nos casos de uma em cada","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61155"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61155"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61155\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}