{"id":60555,"date":"2017-02-24T07:00:21","date_gmt":"2017-02-24T10:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=60555"},"modified":"2017-02-23T21:44:01","modified_gmt":"2017-02-24T00:44:01","slug":"entenda-porque-chamamos-de-corais-da-amazonia-os-recifes-localizados-no-oceano-atlantico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/entenda-porque-chamamos-de-corais-da-amazonia-os-recifes-localizados-no-oceano-atlantico\/","title":{"rendered":"Entenda porque chamamos de Corais da Amaz\u00f4nia os recifes localizados no Oceano Atl\u00e2ntico"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-60556\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Desde que o navio\u00a0Esperanza passou pelo Brasil,\u00a0para lan\u00e7armos a campanha\u00a0Defenda os Corais da Amaz\u00f4nia, muita gente nos pergunta porque chamamos esse sistema de <strong>corais<\/strong> assim. Falamos que eles s\u00e3o <strong>da Amaz\u00f4nia<\/strong>, mas n\u00e3o nos rios da floresta. Os recifes est\u00e3o onde o Oceano Atl\u00e2ntico. \u00c9 a regi\u00e3o onde o mar encontra o rio Amazonas e, por isso, s\u00e3o fortemente influenciados pelas \u00e1guas turvas do rio. Esse \u00e9 que chamamos de &#8220;fator Amazonas&#8221;<\/p>\n<p>Para entender o que isso significa, o rio, cuja vaz\u00e3o \u00e9 a maior do mundo, joga 300 mil metros c\u00fabicos (ou 300 milh\u00f5es de litros) de \u00e1gua doce no mar, por segundo. Junto dessa \u00e1gua v\u00eam muitos sedimentos, como terra, restos da vegeta\u00e7\u00e3o e de animais carregados ao longo do leito do rio. Se a Floresta Amaz\u00f4nica \u00e9 chamada de pulm\u00e3o do mundo, o Rio Amazonas seria a maior veia do planeta.<\/p>\n<p>Quando chega ao oceano, a \u00e1gua doce n\u00e3o se mistura igualmente. Fica mais na superf\u00edcie porque \u00e9 mais leve que a salgada. Essa camada superior \u00e9 o que os especialistas chamam \u201cpluma\u201d do rio.<\/p>\n<p>A pluma \u00e9 riqu\u00edssima em mat\u00e9ria org\u00e2nica e mineral, micr\u00f3bios e organismos que fazem parte do sistema do oceano. \u00a0O efeito que ela causa no mar \u00e9 o \u201cFator Amazonas\u201d. Devido ao grande volume e for\u00e7a do rio, a pluma pode alcan\u00e7ar at\u00e9 a \u00c1frica, em algumas \u00e9pocas do ano.<\/p>\n<p>Mas qual a rela\u00e7\u00e3o da pluma com os recifes de corais da Amaz\u00f4nia? Tudo. Primeiro, vale lembrar que os recifes est\u00e3o na foz do rio, ou seja, a \u00e1rea de maior concentra\u00e7\u00e3o de pluma.\u00a0Este fator era a condi\u00e7\u00e3o apontada justamente para a improbabilidade de ocorr\u00eancia de recifes na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O cientista Nils Asp Neto explica que os recifes marinhos t\u00eam dois fatores limitantes para sua exist\u00eancia: um \u00e9 a luz que penetra at\u00e9 o fundo do mar; o outro \u00e9 a quantidade de nutrientes. Regi\u00f5es marinhas que n\u00e3o sofrem interfer\u00eancia de rios t\u00eam poucos nutrientes, mas muita luz chegando at\u00e9 o fundo. Os organismos fotossintetizantes se beneficiam dessa luminosidade, mesmo tendo pouco nutriente ao seu redor. \u00c9 o caso de algumas regi\u00f5es costeiras brasileiras, como o Rio Grande do Norte e Pernambuco.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/arvores-caidas-pelos-bancos-Rio-Amazonas-Daniel-Beltra-Greenpeace.jpg\" alt=\"\u00c1rvores ca\u00eddas pelos bancos do Rio Amazonas, a aproximadamente 1,7 km da cidade de Macap\u00e1, no Amap\u00e1 - Imagem: \u00a9 Daniel Beltr\u00e1 \/ Greenpeace\" width=\"640\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p><em>\u00c1rvores ca\u00eddas pelos bancos do Rio Amazonas, a aproximadamente 1,7 km da cidade de Macap\u00e1, no Amap\u00e1 &#8211; Imagem: \u00a9 Daniel Beltr\u00e1 \/ Greenpeace<\/em><\/p>\n<p>Pelo que os cientistas j\u00e1 puderam estudar, na foz do rio Amazonas acontece o contr\u00e1rio: h\u00e1 muito nutriente, mas pouca luz. Os sedimentos em suspens\u00e3o na pluma funcionam como uma barreira opaca. \u201cO que temos visto aqui na foz do Amazonas \u00e9 que existe uma \u00e1rea de transi\u00e7\u00e3o onde os nutrientes do Rio Amazonas chegam, mas n\u00e3o h\u00e1 tanta turbidez. \u00c9 uma faixa em uma situa\u00e7\u00e3o ideal. Os recifes da Amaz\u00f4nia devem estar tirando muita vantagem disso\u201d, diz Nils.<\/p>\n<p>A pluma que eventualmente reduz a luz na \u00e1gua ao mesmo tempo funciona como um \u201csuplemento vitam\u00ednico\u201d para que os organismos vivam com condi\u00e7\u00f5es boas de energia. Quando a pluma se desloca pelas correntes marinhas e uma maior transpar\u00eancia permite que a luz chegue ao fundo, os organismos fotossintetizantes se revigoram.<\/p>\n<p>Nos recifes da Amaz\u00f4nia, principalmente na por\u00e7\u00e3o norte, onde a concentra\u00e7\u00e3o da pluma \u00e9 maior, h\u00e1 muitas esponjas. Elas s\u00e3o filtradoras e se alimentam da chamada \u201cneve marinha\u201d. Os nutrientes da pluma s\u00e3o usados pelo fitopl\u00e2ncton como alimento; o fitoplancton \u00e9 comido pelo zooplancton; e quando o zoopl\u00e2ncton morre, se decomp\u00f5em, virando a neve marinha. E as esponjas se alimentam disso.<\/p>\n<p>Portanto, a pluma tem grande participa\u00e7\u00e3o na exist\u00eancia dos recifes de corais da foz do Amazonas. \u00c9 uma das raz\u00f5es deles serem t\u00e3o especial. Esse bioma \u00fanico no mundo ainda \u00e9 pouco conhecido por n\u00f3s e pelos cientistas que estudam o tema.\u00a0Apenas h\u00e1 alguns dias fizemos as primeiras imagens deles debaixo d\u2019\u00e1gua.\u00a0E esse tesouro rec\u00e9m-revelado j\u00e1 est\u00e1 em perigo: duas empresas petrol\u00edferas pretendem perfurar a regi\u00e3o em breve, em busca de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que o Greenpeace est\u00e1 unindo defensores dos Corais da Amaz\u00f4nia por todo o mundo. Precisamos proteger esse capricho da natureza, t\u00e3o raro, e por isso t\u00e3o especial.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/corais-do-Rio-Amazonas-Amazonia-Greenpeace.png\" alt=\"Imagem na regi\u00e3o dos corais da Amaz\u00f4nia. Esponja amarela em fundo e rodolito. O peixe e\u0301 um olho-de-boi, ou olhete. (Foto \u00a9Greenpeace)\" width=\"639\" height=\"359\" \/><\/p>\n<p><em>Imagem na regi\u00e3o dos corais da Amaz\u00f4nia. Esponja amarela em fundo e rodolito. O peixe e\u0301 um olho-de-boi, ou olhe-te \u2013 Imagem: \u00a9Greenpeace<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que o navio\u00a0Esperanza passou pelo Brasil,\u00a0para lan\u00e7armos a campanha\u00a0Defenda os Corais da Amaz\u00f4nia, muita<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":60556,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/floresta_vitaminada.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Desde que o navio\u00a0Esperanza passou pelo Brasil,\u00a0para lan\u00e7armos a campanha\u00a0Defenda os Corais da Amaz\u00f4nia, muita","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60555"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60555"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60555\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60556"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60555"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60555"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60555"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}