{"id":60522,"date":"2017-02-23T12:30:25","date_gmt":"2017-02-23T15:30:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=60522"},"modified":"2017-02-22T21:05:20","modified_gmt":"2017-02-23T00:05:20","slug":"estamos-a-um-passo-de-extrair-combustivel-nuclear-do-oceano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estamos-a-um-passo-de-extrair-combustivel-nuclear-do-oceano\/","title":{"rendered":"Estamos a um passo de extrair combust\u00edvel nuclear do oceano"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=60523\" rel=\"attachment wp-att-60523\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-60523\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Tirar ur\u00e2nio do mar poderia ser uma forma econ\u00f4mica de prover combust\u00edvel nuclear. Os cientistas descobriram que esta t\u00e9cnica poderia pavimentar o caminho para os pa\u00edses costeiros utilizarem energia nuclear.<\/p>\n<p>Com a Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica prevendo um aumento de at\u00e9 68% na produ\u00e7\u00e3o de energia nuclear nos pr\u00f3ximos 15 anos, encontrar uma nova fonte de ur\u00e2nio mais ecol\u00f3gica \u00e9 fundamental.\u00a0Pesquisadores da Universidade de Stanford, na Calif\u00f3rnia, encontraram uma maneira de extrair mais eficientemente o ur\u00e2nio dissolvido em nossos oceanos. Essa descoberta poderia ajudar a coletar combust\u00edvel para energia nuclear.<\/p>\n<p>Atualmente, cerca de 450 usinas nucleares espalhadas por 30 pa\u00edses consomem mais de 60 mil toneladas do material a cada ano.\u00a0Para os pa\u00edses sem dep\u00f3sitos naturais de ur\u00e2nio, essa t\u00e9cnica depende da importa\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel de pa\u00edses com reservas significativas, como Austr\u00e1lia, Cazaquist\u00e3o, Canad\u00e1 e R\u00fassia.<\/p>\n<p>Extrair o material das rochas pode ter um grande impacto sobre o meio ambiente. Devido a isso, encontrar outra fonte de ur\u00e2nio que cause menos danos tamb\u00e9m faria a energia nuclear ser mais ambientalmente amig\u00e1vel.\u00a0O oceano cont\u00e9m uma enorme quantidade de ur\u00e2nio que n\u00e3o requer escava\u00e7\u00e3o, por\u00e9m \u00e9 extremamente dif\u00edcil retir\u00e1-lo de l\u00e1. \u201c<em>Concentra\u00e7\u00f5es s\u00e3o min\u00fasculas, da ordem de um \u00fanico gr\u00e3o de sal dissolvido em um litro de \u00e1gua<\/em>\u201c, disse o pesquisador da equipe, Yi Cui, da Universidade de Stanford. \u201c<em>Mas os oceanos s\u00e3o t\u00e3o vastos que, se pudermos extrair esses tra\u00e7os com custo razo\u00e1vel, o suprimento seria infinito<\/em>\u201c.<\/p>\n<p>De fato, temos tanta \u00e1gua \u2013 cerca de 1,37 bilh\u00e3o de quil\u00f4metros c\u00fabicos \u2013 que,com apenas 3 part\u00edculas de ur\u00e2nio por bilh\u00f5es de part\u00edculas de \u00e1gua, a explora\u00e7\u00e3o valeria a pena.\u00a0Ur\u00e2nio forma um \u00edon carregado positivamente na \u00e1gua do mar, uma vez que reage com o oxig\u00eanio para formar o composto de uranilo, proporcionando uma forma potencialmente f\u00e1cil retir\u00e1-lo da solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um procedimento usa um composto chamado amidoxima para pegar part\u00edculas de uranilo enquanto evita outras part\u00edculas positivamente carregadas.\u00a0Mas em seu novo estudo, os pesquisadores de Stanford encontraram v\u00e1rias maneiras de melhorar o processo, colocando-o um passo mais perto de se tornar uma ind\u00fastria economicamente vi\u00e1vel.<\/p>\n<p>Adicionando amidoxima a um par de eletrodos de carbono, os cientistas criaram uma camada de liga\u00e7\u00e3o que poderia ser atingida com pulsos alternados de eletricidade de baixa tens\u00e3o, permitindo, pelo menos, que nove vezes a quantidade de ur\u00e2nio se acumulasse antes da satura\u00e7\u00e3o.\u00a0Usando a \u00e1gua do oceano real, a equipe tamb\u00e9m foi capaz de coletar tr\u00eas vezes mais ur\u00e2nio em um per\u00edodo de 11 horas, mostrando uma melhoria n\u00e3o apenas na quantidade que poderia ser coletada em uma varredura, mas na taxa de coleta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por fim, eles mostraram que esse ajuste ao processo triplicou o tempo de vida do revestimento de amidoxima, reduzindo ainda mais os custos.\u00a0Embora seja uma melhoria na tecnologia existente, muito mais precisa ser feito. O pr\u00f3ximo passo seria reduzir a tens\u00e3o necess\u00e1ria para alimentar este processo.<\/p>\n<p>Naturalmente, ainda h\u00e1 a quest\u00e3o de saber se esse \u00e9 o caminho a percorrer. Embora seja uma alternativa livre de carbono aos combust\u00edveis f\u00f3sseis, a ansiedade sobre o risco de acidentes nucleares, o acesso a material nuclear bruto e a necessidade de seguran\u00e7a e responsabilidade em rela\u00e7\u00e3o ao combust\u00edvel permanecem em debate.<\/p>\n<p>\u201c<em>Durante grande parte deste s\u00e9culo, alguma fra\u00e7\u00e3o de nossa eletricidade precisar\u00e1 vir de fontes que possamos ligar e desligar<\/em>\u201c, diz o pesquisador Stephen Chu.\u201d<em>Eu acredito que a energia nuclear deva fazer parte dessa mistura, e garantir o acesso ao ur\u00e2nio \u00e9 parte da solu\u00e7\u00e3o para a energia sem carbono<\/em>\u201c.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tirar ur\u00e2nio do mar poderia ser uma forma econ\u00f4mica de prover combust\u00edvel nuclear. 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