{"id":6046,"date":"2014-09-03T11:49:06","date_gmt":"2014-09-03T11:49:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=6046"},"modified":"2014-09-03T11:49:06","modified_gmt":"2014-09-03T11:49:06","slug":"ritmo-surpreendente-da-perda-de-camadas-de-gelo-polar-alarma-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ritmo-surpreendente-da-perda-de-camadas-de-gelo-polar-alarma-cientistas\/","title":{"rendered":"Ritmo surpreendente da perda de camadas de gelo polar alarma cientistas"},"content":{"rendered":"<p><small style=\"font-size: 10px; font-family: Tahoma, Geneva, sans-serif;\"><i><\/i><\/small><\/p>\n<figure id=\"attachment_6047\" aria-describedby=\"caption-attachment-6047\" style=\"width: 415px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/degelo_groelandia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6047\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/degelo_groelandia.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6047\" class=\"wp-caption-text\">Geleira de Jakobshavn Isbr\u00e6, na Groel\u00e2ndia, est\u00e1 se deslocando a uma velocidade de 46 metros por dia. Foto: Climate News Network<\/figcaption><\/figure>\n<p><small style=\"font-size: 10px; font-family: Tahoma, Geneva, sans-serif;\"><i>Por Robin McKie, do The Observer<\/i><\/small><\/p>\n<p>As duas maiores camadas de gelo do planeta \u2013 na Groenl\u00e2ndia e na Ant\u00e1rtida \u2013 est\u00e3o encolhendo a um ritmo surpreendente de 500 quil\u00f4metros c\u00fabicos por ano. Essa \u00e9 a descoberta feita por cientistas usando dados da sonda europeia CryoSat-2, que mede a espessura das camadas de gelo e geleiras da Terra desde seu lan\u00e7amento pela Ag\u00eancia Espacial Europeia em 2010.<\/p>\n<p>Ainda mais alarmante \u00e9 que a perda de gelo nessas regi\u00f5es mais que duplicou desde 2009, revelando o dr\u00e1stico impacto que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica come\u00e7a a ter em nosso mundo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores, sediados no Instituto Alfred Wegener do Centro Helmholtz de Pesquisa Polar e Marinha, na Alemanha, usaram 200 milh\u00f5es de pontos de dados em toda a Ant\u00e1rtida e 14,3 milh\u00f5es na Groenl\u00e2ndia, todos coletados pelo CryoSat para estudar como as camadas de gelo se modificaram nos \u00faltimos tr\u00eas anos. O sat\u00e9lite possui um alt\u00edmetro de grande precis\u00e3o, que envia pulsos de radar curtos refletidos na superf\u00edcie do gelo. Ao medir o tempo que isso leva, pode-se calcular a altura do gelo abaixo da espa\u00e7onave.<\/p>\n<p>Descobriu-se pelas quedas m\u00e9dias de eleva\u00e7\u00e3o detectadas pelo sat\u00e9lite que a Groenl\u00e2ndia sozinha est\u00e1 perdendo cerca de 375 quil\u00f4metros c\u00fabicos por ano, enquanto na Ant\u00e1rtida o volume de perda anual \u00e9 de aproximadamente 125 quil\u00f4metros c\u00fabicos. Esses \u00edndices \u2013 descritos como \u201cincr\u00edveis\u201d por um pesquisador \u2013 s\u00e3o os maiores observados desde que come\u00e7aram os registros de altimetria por sat\u00e9lite, h\u00e1 de 20 anos, e significam que a contribui\u00e7\u00e3o anual das camadas de gelo para a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar duplicou desde 2009, segundo os pesquisadores, em um trabalho publicado em Cryosphere na edi\u00e7\u00e3o de agosto.<\/p>\n<p>\u201cDescobrimos que desde 2009 a perda de volume na Groenl\u00e2ndia aumentou por um fator aproximado de 2, e a camada de gelo na Ant\u00e1rtida Ocidental por um fator de 3\u2033, disse a glaciologista Angelika Humbert, um dos autores do estudo. \u201cTanto a camada de gelo na Ant\u00e1rtida Ocidental quanto na Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtida, no extremo-oeste, est\u00e3o rapidamente perdendo volume. Em compara\u00e7\u00e3o, o leste da Ant\u00e1rtida ganha volume, mas em um ritmo moderado que n\u00e3o compensa as perdas do outro lado do continente.\u201d<\/p>\n<p>Os pesquisadores disseram ter detectado as maiores mudan\u00e7as de eleva\u00e7\u00e3o do mar causadas por perda de gelo na geleira Jakobshavn, na Groenl\u00e2ndia \u2013 recentemente, descobriu-se que ela perde gelo para os oceanos mais depressa do que qualquer outra geleira \u2013, e na geleira da Ilha Pine, que, como outras geleiras da Ant\u00e1rtida Ocidental, vem diminuindo rapidamente nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>A descoberta dessas perdas de gelo \u00e9 especialmente not\u00e1vel e constitui mais um golpe para as teorias dos que negam a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, afirmando que a r\u00e1pida perda de gelo no \u00c1rtico que se observa atualmente \u00e9 compensada por um aumento correspondente na Ant\u00e1rtida. As medi\u00e7\u00f5es do CryoSat mostram que a Ant\u00e1rtida \u2013 embora consideravelmente mais fria que o \u00c1rtico por causa de sua eleva\u00e7\u00e3o m\u00e9dia muito maior \u2013 n\u00e3o est\u00e1 ganhando qualquer gelo. Na verdade, de modo geral perde volumes consider\u00e1veis, e no caso da Ant\u00e1rtida Ocidental o faz em ritmo alarmante.<\/p>\n<p>Esse ponto foi salientado por Mark Drinkwater, cientista da miss\u00e3o CryoSat da Ag\u00eancia Espacial Europeia. \u201cEsses resultados oferecem uma nova perspectiva cr\u00edtica sobre o recente impacto da mudan\u00e7a clim\u00e1tica nas grandes camadas de gelo. Isto \u00e9 particularmente evidente em partes da Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtida, onde algumas caracter\u00edsticas not\u00e1veis podem comprovar o impacto do aquecimento constante da pen\u00ednsula em \u00edndices muitas vezes maiores que a m\u00e9dia global.\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" title=\" Jakobshavn, na Groenl\u00e2ndia\" src=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/sustentabilidade\/ritmo-incrivel-da-perda-de-gelo-polar-alarma-cientistas-2204.html\/jakobshavn-na-groenlandia\/@@images\/5f8fec84-58db-4cb1-be68-392556ed7922.jpeg\" alt=\" Jakobshavn, na Groenl\u00e2ndia\" width=\"663\" height=\"441\" \/><\/p>\n<p>Jakobshavn, na Groenl\u00e2ndia, \u00e9 uma das \u00e1reas onde o degelo \u00e9 maior<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Robin McKie, do The Observer As duas maiores camadas de gelo do planeta \u2013<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6047,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/degelo_groelandia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/degelo_groelandia.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/degelo_groelandia.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/degelo_groelandia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/degelo_groelandia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/degelo_groelandia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/degelo_groelandia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/degelo_groelandia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/degelo_groelandia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/degelo_groelandia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Robin McKie, do The Observer As duas maiores camadas de gelo do planeta \u2013","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6046"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6046"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6046\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6047"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}