{"id":60054,"date":"2017-02-17T07:00:59","date_gmt":"2017-02-17T10:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=60054"},"modified":"2017-02-17T07:25:39","modified_gmt":"2017-02-17T10:25:39","slug":"japao-falha-teste-de-remocao-de-lixo-no-espaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/japao-falha-teste-de-remocao-de-lixo-no-espaco\/","title":{"rendered":"Ag\u00eancia Espacial Japonesa falha teste de remo\u00e7\u00e3o de lixo no espa\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/japao-falha-teste-de-remocao-de-lixo-no-espaco\/lixo_espacial-6\/\" rel=\"attachment wp-att-60055\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-60055\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os detritos espaciais, que podem tamb\u00e9m ser deixados em \u00f3rbita por colis\u00f5es entre sat\u00e9lites, ou mesmo testes bal\u00edsticos, formam hoje um \u201canel met\u00e1lico\u201d em redor da Terra.<span class=\"Right\">H\u00e1 mais de 100 milh\u00f5es de detritos espaciais em redor da Terra. Muitos deslocam-se a mais de 35 mil quil\u00f3metros por hora, incluindo sat\u00e9lites abandonados e fragmentos de naves. <\/span><\/p>\n<p>E esta \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o que se agudiza nos corredores das ag\u00eancias espaciais. Investimentos de largos millh\u00f5es de d\u00f3lares, em sat\u00e9lites ou m\u00f3dulos habitacionais, correm s\u00e9rios riscos de inutiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre os v\u00e1rios projetos em curso para tentar resolver este problema, o da JAXA &#8211; Ag\u00eancia Espacial Japonesa foi, at\u00e9 agora, o \u00fanico a ascender \u00e0 \u00f3rbita terrestre, mas sem sucesso.<\/p>\n<p>O desaire aconteceu porque o sat\u00e9lite que estava programado para lan\u00e7ar no espa\u00e7o um cabo de 70 metros, composto por a\u00e7o e alum\u00ednio, n\u00e3o foi capaz de o fazer. A sonda japonesa acabou capturada pela gravidade do planeta e desintegrou-se na atmosfera.<\/p>\n<p><span class=\"titletext\"> Kounotori 6<\/span><br \/>\nO projeto japon\u00eas Kounotori 6 \u00e9 a primeira experi\u00eancia destinada a tentar limpar lixo espacial. A ideia consiste em estender um cabo no espa\u00e7o, que servir\u00e1 para arrastar o lixo espacial da \u00f3rbita terrestre.<\/p>\n<p>Arp\u00f5es ou velas magn\u00e9ticas s\u00e3o outras hip\u00f3teses acad\u00e9micas em pondera\u00e7\u00e3o. Mas o cabo japon\u00eas &#8211; supercondutor &#8211; comporta uma carga eletromagn\u00e9tica que, em teoria, obrigar\u00e1 os objetos met\u00e1licos a desviar a trajet\u00f3ria e a convergirem.<span class=\"Right\">A probabilidade de ser atingido no solo por lixo espacial \u00e9 de um para um bili\u00e3o. Por compara\u00e7\u00e3o, o risco de ser atingido por um raio \u00e9 de um para um milh\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>O sistema funciona por indu\u00e7\u00e3o e atrav\u00e9s de um longo cabo lan\u00e7ado por um sat\u00e9lite semi-estacion\u00e1rio. A extremidade ficaria no in\u00edcio da camada atmosf\u00e9rica que exerce for\u00e7a grav\u00edtica negativa sobre os objetos em \u00f3rbita.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, mediante a intera\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio campo magn\u00e9tico da Terra, criar-se-ia um \u00edman que puxaria os detritos para fora de \u00f3rbita. Todavia, o Kounotori 6 foi incapaz de libertar o cabo.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s n\u00e3o conseguimos estender o cabo. Achamos que a falha n\u00e3o esteve no cabo, mas noutros motivos. J\u00e1 est\u00e1 a ser realizada uma an\u00e1lise detalhada sobre o que aconteceu&#8221;, disse um porta-voz da JAXA \u00e0 revista <i>New Scientist<\/i>.<\/p>\n<p>&#8220;Lan\u00e7ar um cabo pode parecer simples, mas nada no espa\u00e7o \u00e9 simples&#8221;, disse, por sua vez, Sean Tuttle, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austr\u00e1lia: &#8220;A mais pequena coisa pode perturbar todo o sistema e n\u00e3o se pode ir l\u00e1 e reajustar&#8221;.<\/p>\n<p>Antes de o Kounotori 6 executar a \u201cmiss\u00e3o secund\u00e1ria\u201d (<i>Clean Space Junk Test<\/i>), o ve\u00edculo espacial do Jap\u00e3o serviu como m\u00f3dulo de transporte de material e alimentos para os astronautas na Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional.<\/p>\n<p><span class=\"titletext\">Miss\u00e3o cada vez mais priorit\u00e1ria<\/span><br \/>\n&#8220;A falha do teste japon\u00eas n\u00e3o deve ser vista como um retrocesso, classificando-a como um prego no caix\u00e3o para a remo\u00e7\u00e3o de lixo\u201d, diz Tuttle. &#8220;Existem v\u00e1rios sistemas teoricamente vi\u00e1veis para remo\u00e7\u00e3o de detritos, mas na verdade nunca existiu ningu\u00e9m para o demonstrar. Quanto mais cedo chegarmos a algo para poder trabalhar, melhor.<span class=\"Right\">No espa\u00e7o flutuam luvas, ferramentas, parafusos, uma esp\u00e1tula e muito urina congelada, libertada pelos astronautas antes de haver sistema de reciclagem.<\/span><\/p>\n<p>As naves de abastecimento da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional podem vir a ser equipadas com este sistema e, no regresso, servirem como isco para capturar e arrastar o lixo em \u00f3rbita.<\/p>\n<p>O teste do cabo japon\u00eas foi a primeira tentativa, no espa\u00e7o, para a remo\u00e7\u00e3o de detritos, mas h\u00e1 outros sistemas como o da utiliza\u00e7\u00e3o de redes, arp\u00f5es e velas por parte do Reino Unido, a implementar j\u00e1 este ano. A Ag\u00eancia Espacial Europeia prop\u00f5e-se, por seu turno, testar redes ou bra\u00e7os rob\u00f3ticos em 2023.<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que s\u00e3o mais de 100 milh\u00f5es os detritos espaciais a viajar em redor do planeta, muitos deles a mais de 35 mil quil\u00f3metros por hora, incluindo sat\u00e9lites abandonados e fragmentos de antigas naves espacial.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JmVt92d5bd4\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/p>\n<p>Detritos que representam um perigo para os sat\u00e9lites em pleno funcionamento e novos ve\u00edculos espaciais.<br \/>\n<span class=\"titletext\">Luvas, ferramentas, e esp\u00e1tulas<\/span><br \/>\nO lixo espacial encontra-se a cerca de 740 quil\u00f3metros da superf\u00edcie terrestre. Ocupa j\u00e1 uma largura de quase 1200 quil\u00f3metros. A maior concentra\u00e7\u00e3o localiza-se entre os 740 e os 800 quil\u00f3metros de altitude.<\/p>\n<p>\u00c9 um lixo peculiar, distante dos desperd\u00edcios produzidos em Terra: inclui objetos t\u00e3o variados como uma luva do primeiro astronauta americano que passeou no espa\u00e7o, uma mala de ferramentas no valor de 100 mil d\u00f3lares, ou mesmo uma esp\u00e1tula que se perdeu do vaiv\u00e9m espacial Columbia, al\u00e9m de muita urina congelada dos astronautas &#8211; ejetada antes da cria\u00e7\u00e3o de um sistema de reciclagem.<\/p>\n<p>Lixo que pode parecer inofensivo, mas que atinge velocidades astron\u00f3micas. Segundo os cientistas que diariamente acompanham estes detritos, durante um ano podem cair na Terra at\u00e9 400 objetos, sendo que cerca de 100 n\u00e3o se desintegram por completo na atmosfera.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os detritos espaciais, que podem tamb\u00e9m ser deixados em \u00f3rbita por colis\u00f5es entre sat\u00e9lites, ou<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":60055,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/lixo_espacial.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os detritos espaciais, que podem tamb\u00e9m ser deixados em \u00f3rbita por colis\u00f5es entre sat\u00e9lites, ou","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60054"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60054"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60054\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60055"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}