{"id":59749,"date":"2017-02-12T14:30:44","date_gmt":"2017-02-12T17:30:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=59749"},"modified":"2017-02-12T07:46:59","modified_gmt":"2017-02-12T10:46:59","slug":"cientistas-acreditam-que-o-aprendizado-e-controlado-pela-entropia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-acreditam-que-o-aprendizado-e-controlado-pela-entropia\/","title":{"rendered":"Cientistas acreditam que o aprendizado \u00e9 controlado pela entropia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=59750\" rel=\"attachment wp-att-59750\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-59750\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/estudo_neuronal-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/estudo_neuronal-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/estudo_neuronal.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A forma como os nossos c\u00e9rebros aprendem novas informa\u00e7\u00f5es intriga os cientistas h\u00e1 d\u00e9cadas. Nos deparamos com tanta informa\u00e7\u00e3o nova diariamente que \u00e9 dif\u00edcil entender como nossos c\u00e9rebros armazenam o que \u00e9 importante e esquece o resto de forma mais eficiente do que qualquer computador?<\/p>\n<p>Acontece que isso pode ser controlado pelas mesmas leis que governam a forma\u00e7\u00e3o das estrelas e a evolu\u00e7\u00e3o do Universo. Segundo uma equipe de f\u00edsicos, a n\u00edvel neuronal, o processo de aprendizagem em \u00faltima an\u00e1lise poderia ser descrito pelas leis da termodin\u00e2mica.\u00a0\u201c<em>A maior import\u00e2ncia do nosso trabalho \u00e9 que n\u00f3s trazemos a segunda lei da termodin\u00e2mica \u00e0 an\u00e1lise de redes neurais<\/em>\u201c, disse o pesquisador principal Sebastian Goldt da Universidade de Stuttgart, na Alemanha.<\/p>\n<p>A segunda lei da termodin\u00e2mica \u00e9 uma das mais famosas leis da F\u00edsica. Segundo os profissionais, a entropia total de um sistema isolado sempre aumenta ao longo do tempo.<\/p>\n<p>A entropia \u00e9 uma quantidade termodin\u00e2mica que \u00e9 muitas vezes referida como uma medida da desordem num sistema. O que isso significa \u00e9 que, sem energia extra sendo colocada em um sistema, as transforma\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem ser revertidas e as coisas v\u00e3o ficar progressivamente mais desordenadas, porque \u00e9 mais eficiente dessa forma.<\/p>\n<p>Mas o que isso tem a ver com o modo como nossos c\u00e9rebros aprendem? Assim como a liga\u00e7\u00e3o dos \u00e1tomos e a disposi\u00e7\u00e3o das part\u00edculas de g\u00e1s nas estrelas, nossos c\u00e9rebros s\u00e3o projetados para encontrar a maneira mais eficiente de se organizar.\u00a0\u201c<em>A segunda lei \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o muito forte sobre as poss\u00edveis transforma\u00e7\u00f5es. A aprendizagem \u00e9 apenas uma transforma\u00e7\u00e3o de uma rede neural em detrimento da energia<\/em>\u201c, explicou Goldt.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea tem em mente o fato de que a aprendizagem em sua forma mais simplista \u00e9 controlada por bilh\u00f5es de neur\u00f4nios disparando dentro de nossos c\u00e9rebros, saiba que h\u00e1 padr\u00f5es em que a produ\u00e7\u00e3o de energia \u00e9 um pouco mais f\u00e1cil.\u00a0Para exemplificar como isso funciona, Goldt e sua equipe criaram uma rede neural \u2013 um sistema de computador que imita a atividade dos neur\u00f4nios no c\u00e9rebro humano.<\/p>\n<p>\u201c<em>Praticamente todo organismo re\u00fane informa\u00e7\u00f5es sobre seu ambiente barulhento e constr\u00f3i modelos a partir destes dados. A maioria usando redes neurais<\/em>\u201c, escreveu a equipe na <strong><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2017-02-thermodynamics.html\" target=\"_blank\"><em>Physical Review Letters<\/em><\/a><\/strong>. O que os pesquisadores estavam procurando \u00e9 como os neur\u00f4nios filtram o ru\u00eddo e apenas respondem a importantes entradas sensoriais.<\/p>\n<p>Eles basearam seus modelos na teoria hebbiana, que explica como os neur\u00f4nios se adaptam durante o processo de aprendizagem. Usando esse modelo, a equipe mostrou que a efici\u00eancia de aprendizagem foi restringida pela produ\u00e7\u00e3o de entropia total de uma rede neural.\u00a0Eles notaram que quanto mais lentamente um neur\u00f4nio aprende, menos calor e entropia s\u00e3o produzidos, o que aumenta sua efici\u00eancia.<\/p>\n<p>O que isso significa para n\u00f3s? Infelizmente, o resultado n\u00e3o nos diz muito sobre como aprender melhor. Ele tamb\u00e9m n\u00e3o fornece nenhuma solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica de como criar computadores que podem aprender t\u00e3o eficientemente quanto o c\u00e9rebro humano \u2013 esses resultados particulares s\u00f3 podem ser aplicados a algoritmos de aprendizagem simples que n\u00e3o usam feedback.<\/p>\n<p>Mas o que os pesquisadores fizeram foi colocar uma nova perspectiva sobre o estudo da aprendizagem. Al\u00e9m disso, eles provaram que os nossos neur\u00f4nios seguem as mesmas leis termodin\u00e2micas que o resto do Universo.\u00a0No ano passado, uma equipe da Fran\u00e7a e do Canad\u00e1 prop\u00f4s que a consci\u00eancia poderia ser simplesmente um efeito colateral da entropia. \u201c<em>N\u00f3s encontramos um resultado surpreendentemente simples: os estados de vig\u00edlia normais s\u00e3o caracterizados pelo maior n\u00famero de configura\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de intera\u00e7\u00f5es entre as redes cerebrais, o que representa valores mais altos de entropia<\/em>\u201c, escreveram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda estamos longe de compreender como nossos c\u00e9rebros funcionam. Mas cada nova pista nos leva mais perto de desbloquear as chaves do enorme poder cerebral. \u201c<em>Ter uma perspectiva termodin\u00e2mica em redes neurais nos d\u00e1 uma nova ferramenta para pensar sobre a sua efici\u00eancia e nos d\u00e1 uma nova forma de avaliar o seu desempenho<\/em>\u201c, disse Goldt.<\/p>\n<p>A pesquisa foi publicada na <strong><a href=\"http:\/\/journals.aps.org\/prl\/abstract\/10.1103\/PhysRevLett.118.010601\" target=\"_blank\"><em>Physical Review Letters<\/em><\/a><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A forma como os nossos c\u00e9rebros aprendem novas informa\u00e7\u00f5es intriga os cientistas h\u00e1 d\u00e9cadas. 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