{"id":59306,"date":"2017-02-05T14:01:17","date_gmt":"2017-02-05T17:01:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=59306"},"modified":"2017-02-05T14:01:18","modified_gmt":"2017-02-05T17:01:18","slug":"corais-na-foz-do-amazonas-tem-tamanho-muito-maior-do-que-o-previsto-inicialmente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/corais-na-foz-do-amazonas-tem-tamanho-muito-maior-do-que-o-previsto-inicialmente\/","title":{"rendered":"Corais na foz do Amazonas t\u00eam tamanho muito maior do que o previsto inicialmente"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/corais-na-foz-do-amazonas-tem-tamanho-muito-maior-do-que-o-previsto-inicialmente\/corais_amazonia\/\" rel=\"attachment wp-att-59307\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-59307\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os mais de 9.500 km\u00b2 estimados para a \u00e1rea de recifes de corais descritos por cientistas brasileiros em 2016 na Foz do Rio Amazonas surpreenderam pelas condi\u00e7\u00f5es adversas para este tipo de forma\u00e7\u00e3o. Mas, provavelmente, o ecossistema revelar\u00e1 uma nova surpresa: cientistas envolvidos em uma expedi\u00e7\u00e3o realizada pela ONG Greenpeace estimam que a \u00e1rea dos corais seja de pelo menos duas a tr\u00eas vezes maior do que o previsto inicialmente. A expedi\u00e7\u00e3o, cujo principal objetivo \u00e9 revelar imagens nunca feitas dos corais com o aux\u00edlio de submarinos, tem dura\u00e7\u00e3o prevista de 23 dias, at\u00e9 15 de fevereiro.<\/p>\n<p>Segundo o bi\u00f3logo Fabiano Thompson, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)\u2014 um dos participantes da expedi\u00e7\u00e3o e um dos autores do primeiro estudo que descreveu os corais amaz\u00f4nicos, no peri\u00f3dico &#8220;Science Advances&#8221; \u2014, al\u00e9m de uma \u00e1rea maior, a expedi\u00e7\u00e3o indica tamb\u00e9m a presen\u00e7a de esp\u00e9cies nunca descritas.<\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/20871721-aa3-3c0\/FT1086A\/420\/GP0STQHIB_PressMedia.jpg\" width=\"640\" height=\"385\" \/><figcaption>Peixe olho-de-boi nada em meio a rodolitos e uma esponja amarela<b> &#8211; \u00a9 Greenpeace<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u2014 Especialistas na equipe est\u00e3o apontando para novas esp\u00e9cies de peixes, esponjas, ouri\u00e7os, estrelas&#8230; Ao final da expedi\u00e7\u00e3o, teremos mais certeza sobre a \u00e1rea ocupada pelos corais, mas n\u00e3o duvido que possa ser 10 vezes maior do que o estimado inicialmente \u2014 aponta Thompson, que submergiu duas vezes. \u2014 Foi incr\u00edvel, maravilhoso. Sempre tem uma surpresa: o namoro n\u00e3o d\u00e1 para fazer pela internet, tem que ser ao vivo e a cores. \u00c9 uma emo\u00e7\u00e3o que tem um sentimento at\u00e9 mais amplo, em rela\u00e7\u00e3o ao planeta. Mostra como a vida marinha \u00e9 pujante, sens\u00edvel, claro, e h\u00e1 quanto tempo est\u00e1 no planeta, enquanto n\u00f3s chegamos h\u00e1 pouco tempo e j\u00e1 fizemos muitos estragos.<\/p>\n<p>Inicialmente, o conjunto de esponjas documentadas no local, a partir de tr\u00eas expedi\u00e7\u00f5es anteriores, somou 61 esp\u00e9cies. Peixes, foram 73. Os recifes se estendem da fronteira da Guiana Francesa com o Brasil ao Maranh\u00e3o, a cerca de 110 km da costa.<\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/20871752-8ed-c8c\/FT1086A\/420\/GP0STQHI9_PressMedia.jpg\" width=\"640\" height=\"385\" \/><figcaption>Imagem mostra coral negro e serpente-do-mar<b> &#8211; \u00a9 Greenpeace<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Thompson e sua equipe pretendem se debru\u00e7ar sobre os dados coletados na expedi\u00e7\u00e3o em curso ao longo dos pr\u00f3ximos meses \u2014 podendo resultar em uma publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica no final do ano. Al\u00e9m do bi\u00f3logo da UFRJ, participam tamb\u00e9m do grupo de pesquisadores Eduardo Siegle, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Nils Asp, da Universidade Federal do Par\u00e1 (Ufpa), e Carlos Rezende, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).<\/p>\n<p>\u2014 A regi\u00e3o tem forte presen\u00e7a de rodolitos [algas calc\u00e1rias], esponjas e corais, e tem uma import\u00e2ncia alt\u00edssima na liga\u00e7\u00e3o entre o Brasil e o Caribe. \u00c9 um corredor de biodiversidade, mas ainda precisamos entender as conex\u00f5es com manguezais do Amap\u00e1 e do Par\u00e1, com o Rio Amazonas&#8230; \u00c9 um mega, ultra bioma, uma regi\u00e3o conectada que a gente n\u00e3o entende ainda \u2014 conta o biol\u00f3go, lamentando a falta de financiamento para as ci\u00eancias do mar no Brasil.<\/p>\n<p>O bioma surpreendeu por condi\u00e7\u00f5es a princ\u00edpio adversas para a forma\u00e7\u00e3o de um recife: as \u00e1guas lamacentas descarregadas pelo Rio Amazonas no mar alteram a salinidade, o pH e penetra\u00e7\u00e3o da luz, dificultando a forma\u00e7\u00e3o de corais. O ecossistema encontrado na Foz do Rio Amazonas difere dos corais como os usualmente conhecidos, em \u00e1guas rasas e quentes.<\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/20871763-8a5-6bd\/FT1086A\/420\/GP0STQHI8_PressMedia.jpg\" width=\"640\" height=\"385\" \/><figcaption>Rodolitos convivem com esponja e l\u00edrios-do-mar<b> &#8211; \u00a9 Greenpeace<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O sistema encontrado na costa brasileira fica abaixo da chamada &#8220;pluma&#8221; \u2014 camada de \u00e1gua doce e barrenta descarregada pelo rio \u2014, a uma profundidade que vai de 30m a 120m.<\/p>\n<p>O Greenpeace alocou, para a viagem, o seu maior navio, o Esperanza. A ONG est\u00e1 fazendo uma campanha pedindo o fim das explora\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo na regi\u00e3o \u2014 em 2013, um cons\u00f3rcio das empresas Total, Petrobras e BP arrematou cinco blocos de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s na Foz do Rio Amazonas.<\/p>\n<div class=\"foto\">\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/og.infg.com.br\/in\/20871770-17e-2d5\/FT1086A\/420\/GP0STQHIH_PressMedia.jpg\" width=\"640\" height=\"385\" \/><figcaption>Raia-manta nada perto dos corais da Amaz\u00f4nia<b> &#8211; \u00a9 Greenpeace<\/b><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os mais de 9.500 km\u00b2 estimados para a \u00e1rea de recifes de corais descritos por<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":59307,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais_amazonia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os mais de 9.500 km\u00b2 estimados para a \u00e1rea de recifes de corais descritos por","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59306"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59306"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59306\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59307"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}