{"id":59287,"date":"2017-02-05T10:37:13","date_gmt":"2017-02-05T13:37:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=59287"},"modified":"2017-02-05T10:37:13","modified_gmt":"2017-02-05T13:37:13","slug":"brasil-tem-arquipelagos-oceanicos-e-fluviais-que-sao-verdadeiros-santuarios-de-vida-e-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasil-tem-arquipelagos-oceanicos-e-fluviais-que-sao-verdadeiros-santuarios-de-vida-e-biodiversidade\/","title":{"rendered":"Brasil tem arquip\u00e9lagos oce\u00e2nicos e fluviais que s\u00e3o verdadeiros santu\u00e1rios de vida e biodiversidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"fotoMateria right\">\u00a0<img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/fernando-de-noronha-credito-shutterstock.jpg\" alt=\"Imagem: Shutterstock\" width=\"300\" height=\"200\" \/>Com mais de 40% de seu territ\u00f3rio coberto pela maior floresta tropical do mundo, a Amaz\u00f4nia, o <strong>Brasil<\/strong> tamb\u00e9m \u00e9 superlativo quando se trata do seu <strong>litoral<\/strong> e de seus rios. E nesses dois cen\u00e1rios \u2013 de \u00e1guas salgada e doce \u2013 ricos tanto em beleza paisag\u00edstica quanto em biodiversidade, os <strong>arquip\u00e9lagos<\/strong> s\u00e3o um verdadeiro convite \u00e0 viagem e \u00e0s novas descobertas.<\/div>\n<p>Em um tratado da ONU, em 1995, foi reconhecido que o territ\u00f3rio brasileiro aumentou em 3.646.514 km<sup>2<\/sup>, passando a ter 12.161.390 km<sup>2<\/sup>. Essa \u00e1rea extra \u00e9 oce\u00e2nica e diz respeito \u00e0 <strong>Zona Econ\u00f4mica Exclusiva<\/strong>, que se estende da plataforma continental ao talude continental. Dentro desse pol\u00edgono h\u00e1 muitas riquezas minerais, biol\u00f3gicas e paisag\u00edsticas, incluindo muitos arquip\u00e9lagos.<\/p>\n<p>As ilhas costeiras e oce\u00e2nicas, em grande parte, comp\u00f5em a costa rochosa, que ainda \u00e9 pouco conhecida cientificamente. Segundo especialistas, apenas no estado do Rio de Janeiro 49% de todo o litoral \u00e9 rochoso e a maior parte \u00e9 formada por ilhas. Os estados de S\u00e3o Paulo e de Santa Cantarina tamb\u00e9m t\u00eam grandes extens\u00f5es de litoral rochoso com arquip\u00e9lagos.<\/p>\n<h2><strong>Subida do mar<\/strong><\/h2>\n<p>As<strong> ilhas costeiras<\/strong> se desenvolvem sobre a plataforma continental que vai at\u00e9 a profundidade de 200 metros e tem rochas id\u00eanticas \u00e0s do continente. Mesmo porque, h\u00e1 20 mil anos, no per\u00edodo glacial, toda essa regi\u00e3o marinha estava emersa, ou seja, o n\u00edvel do mar estava a 130 metros abaixo do atual. Essas ilhas eram, naquela \u00e9poca, apenas morros e montanhas no continente.<\/p>\n<p>Com a subida do n\u00edvel do mar, a partir de 18 mil anos atr\u00e1s, essas eleva\u00e7\u00f5es ficaram ilhadas. Por outro lado, entre tr\u00eas e seis mil anos atr\u00e1s o n\u00edvel do mar oscilou bastante e chegou a 4,5 metros acima do atual, transformando montanhas, como o P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, em ilhas.<\/p>\n<p>Algumas ilhas costeiras mais conhecidas abrigam capitais de estado, como S\u00e3o Lu\u00eds (MA), Vit\u00f3ria (ES) e Florian\u00f3polis (SC). No entanto, h\u00e1 centenas de ilhas m\u00e9dias e pequenas, principalmente entre Santa Catarina e Rio de Janeiro, por terem costa montanhosa.<\/p>\n<p>Muitas ilhas s\u00e3o famosas pelo turismo, como <strong>Itaparica<\/strong> (BA), <strong>Ilha Grande<\/strong> (RJ) e <strong>Ilhabela<\/strong> (SP). H\u00e1 ainda muitas ilhas costeiras reconhecidas por sua import\u00e2ncia ecol\u00f3gica. Nelas existem diferentes forma\u00e7\u00f5es, tais como: costa rochosa (fal\u00e9sias, cost\u00f5es e lajes), estu\u00e1rios, ba\u00edas, plan\u00edcies e praias. Sobre elas se desenvolvem ecossistemas de cost\u00e3o, mangues, restingas e recifes de corais.<\/p>\n<h2><strong>Abra os olhos<\/strong><\/h2>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/Abrolhos-Ernie-Dingo-Wikimedia.jpg\" alt=\"Abrolhos\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/strong><\/p>\n<p><em>Vista a\u00e9rea de Abrolhos &#8211; Imagem: Ernie Dingo\/Wikimedia<\/em><\/p>\n<p>As ilhas oce\u00e2nicas geralmente emergem de grandes profundidades e s\u00e3o compostas de rochas vulc\u00e2nicas, ou seja, j\u00e1 foram vulc\u00f5es no passado. O arquip\u00e9lago de Trindade (ES), por exemplo, tem sua base a cinco mil metros de profundidade e fica a 1.100 quil\u00f4metros da costa. Fernando de Noronha (PE) tamb\u00e9m nasce de grande profundidade.<\/p>\n<p>O arquip\u00e9lago oce\u00e2nico mais pr\u00f3ximo \u00e9 o dos <strong>Abrolhos<\/strong>, distante cerca de 70 km da costa brasileira, no extremo sul da Bahia, composto tamb\u00e9m por rochas vulc\u00e2nicas, sobre as quais se desenvolveram recifes de corais.<\/p>\n<p>Em virtude da grande visita\u00e7\u00e3o tur\u00edstica e depreda\u00e7\u00e3o, inclusive pela pesca, foi criado em abril de 1983 o <strong>Parque Nacional Marinho dos Abrolhos<\/strong>, o primeiro dessa categoria no pa\u00eds. De acordo com a tradi\u00e7\u00e3o nos meios n\u00e1uticos, o nome Abrolhos tem origem na advert\u00eancia: \u201cAbra os olhos!\u201d, encontrada em antigas cartas n\u00e1uticas dos portugueses aos navegantes, alertando para o perigo representado pela grande quantidade de recifes submersos existentes na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O Arquip\u00e9lago de Noronha, formado por 21 ilhas de origem vulc\u00e2nica, tamb\u00e9m precisou ser transformado em \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o do turismo predat\u00f3rio. Seu territ\u00f3rio foi anexado ao estado de Pernambuco em 1988 e apenas a maior das ilhas, Fernando de Noronha (16,2 km<sup>2<\/sup>), \u00e9 habitada. A entrada de visitantes \u00e9 limitada e se cobra uma taxa de preserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>As ilhas de Trindade e Martim Vaz (ES) t\u00eam 10,7 km<sup>2<\/sup> de \u00e1rea. S\u00e3o usadas como base da Marinha e tamb\u00e9m para atividades de observa\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas, n\u00e3o ocorrendo ocupa\u00e7\u00e3o humana. S\u00e3o as ilhas brasileiras mais distantes, mas com muitas hist\u00f3rias impressionantes, que merecem ser conhecidas.<\/p>\n<p>Vale destacar, ainda, algumas ilhas oce\u00e2nicas bem pequenas e distantes, como os min\u00fasculos penedos de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo (PE), que afloram 900 km a nordeste do litoral. O Atol das Rocas (RN), por sua vez, \u00e9 um pouco maior, e fica a 250 km do continente. O acesso \u00e9 dif\u00edcil, devido \u00e0 presen\u00e7a de recifes de corais, e ele foi transformado em reserva biol\u00f3gica em 1979.<\/p>\n<h2><strong>Ilhas fluviais<\/strong><\/h2>\n<p>No quesito \u00e1gua doce, o Brasil tamb\u00e9m \u00e9 privilegiado. O Arquip\u00e9lago de Maraj\u00f3, com 40,1 mil km\u00b2, \u00e9 o maior conjunto de ilhas fluviomarinhas do mundo, banhadas pelos rios Amazonas e Tocantins e tamb\u00e9m pelo Oceano Atl\u00e2ntico. Esse arquip\u00e9lago cresce constantemente em fun\u00e7\u00e3o do gigantesco aporte de sedimentos trazidos diariamente pelo Rio Amazonas.<\/p>\n<p>A cidade de Bel\u00e9m (PA) fica a sudeste do canal que separa Maraj\u00f3 do continente. Com 16 munic\u00edpios, sua capital \u00e9 Soure, ber\u00e7o da tradicional cer\u00e2mica marajoara. O arquip\u00e9lago \u00e9 famoso, ainda, por ter o maior rebanho de b\u00fafalos do Brasil, com cerca de 600 mil cabe\u00e7as, curiosamente o dobro do n\u00famero de habitantes da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A Ilha de Bananal \u00e9 genuinamente fluvial e a maior do mundo nesse crit\u00e9rio. Com 25 mil km\u00b2, est\u00e1 localizada no Tocantins, entre dois grandes rios: o Java\u00e9s e o Araguaia, nas divisas com Goi\u00e1s e Mato Grosso. Reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera, abriga aldeias ind\u00edgenas das etnias Java\u00e9s e Karaj\u00e1.<\/p>\n<p>Outro destaque brasileiro \u00e9 o Arquip\u00e9lago de Anavilhanas, situado no Rio Negro (AM), numa \u00e1rea de mais de 350 mil hectares. O parque nacional, criado em 2008, se estende pelos munic\u00edpios de Manaus (30%) e Novo Air\u00e3o (70%). A parte fluvial do parque, com mais de 400 ilhas, representa 60% da unidade de conserva\u00e7\u00e3o. O principal atrativo tur\u00edstico \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o com os botos-vermelhos, al\u00e9m dos passeios de barco e das trilhas terrestres.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea sabia <\/strong>&#8230;que o Arquip\u00e9lago Malaio, localizado entre os oceanos \u00cdndico e Pac\u00edfico, com mais de 20 mil ilhas \u00e9 o maior do mundo em \u00e1rea? Suas ilhas se dividem por territ\u00f3rios da Indon\u00e9sia, Filipinas, Singapura, Brunei, Mal\u00e1sia, Timor-Leste e Papua-Nova Guin\u00e9.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/arquipelagos-brasileiros.jpg\" alt=\"Arquip\u00e9lagos brasileiros \" width=\"640\" height=\"557\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Com mais de 40% de seu territ\u00f3rio coberto pela maior floresta tropical do mundo, a<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":59288,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/arquipelagos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/arquipelagos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/arquipelagos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/arquipelagos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/arquipelagos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/arquipelagos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/arquipelagos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/arquipelagos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/arquipelagos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/arquipelagos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u00a0Com mais de 40% de seu territ\u00f3rio coberto pela maior floresta tropical do mundo, a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59287"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59287"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59287\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}