{"id":59265,"date":"2017-02-05T09:28:27","date_gmt":"2017-02-05T12:28:27","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=59265"},"modified":"2017-02-05T09:28:27","modified_gmt":"2017-02-05T12:28:27","slug":"arqueologos-determinam-cronologia-da-queda-da-civilizacao-maia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/arqueologos-determinam-cronologia-da-queda-da-civilizacao-maia\/","title":{"rendered":"Arque\u00f3logos determinam cronologia da queda da civiliza\u00e7\u00e3o maia"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/arqueologos-determinam-cronologia-da-queda-da-civilizacao-maia\/civilizacao_maia\/\" rel=\"attachment wp-att-59266\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-59266\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A<\/span>p\u00f3s 12 anos de pesquisas e escava\u00e7\u00f5es, arque\u00f3logos das universidades do Arizona, Ibaraki, Naruto e Graduada de Estudos Avan\u00e7ados do Jap\u00e3o, em parceria com pesquisadores da Guatemala, conseguiram determinar uma cronologia mais precisa sobre as duas quedas da civiliza\u00e7\u00e3o maia.<\/p>\n<p>No estudo, publicado no peri\u00f3dico <em>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/em>, o grupo conta que utilizou uma tecnologia avan\u00e7ada de data\u00e7\u00e3o por carbono-14 para analisar cer\u00e2micas e outras escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas no s\u00edtio de Ceibal, na Guatemala. Acredita-se que a regi\u00e3o foi habitada de 1000 a.C. at\u00e9 950 d.C., data do principal colapso, quando foi incendiada.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo muito utilizado pelos arque\u00f3logos desde a d\u00e9cada de 1940 para determinar a idade de qualquer objeto que tenha absorvido carbono durante sua cria\u00e7\u00e3o. Isso porque o carbono-14 \u00e9 uma esp\u00e9cie de carbono inst\u00e1vel que, diferente do carbono-12, o comum, vai se transformando em nitrog\u00eanio ao longo do tempo. Como sua taxa de perda \u00e9 constante, \u00e9 poss\u00edvel comparar a quantidade de carbono-14 com a quantidade de carbono-12 e obter a idade quase exata do material.<\/p>\n<p>Foi utilizando os \u00faltimos avan\u00e7os da t\u00e9cnica que os pesquisadores montaram uma linha do tempo mais refinada para entender as duas principais crises da sociedade maia. Segundo eles, \u00e9 poss\u00edvel verificar uma constante de pequenas ondas de recess\u00e3o, caracterizadas por guerras e instabilidade pol\u00edtica, seguidas por grandes ondas de decl\u00ednio, quando centros urbanos foram abandonados.<\/p>\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que a civiliza\u00e7\u00e3o maia tenha passado por duas principais derrocadas: uma menor, ocorrida em um per\u00edodo chamado pr\u00e9-cl\u00e1ssico, durante o s\u00e9culo dois, e a segunda, mais conhecida, durante o per\u00edodo cl\u00e1ssico no s\u00e9culo nove.<\/p>\n<p>Segundo os arque\u00f3logos, escassez de \u00e1gua, guerras pr\u00f3ximas, desintegra\u00e7\u00e3o familiar e diminui\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica foram as principais causas dos dois decl\u00ednios.\u00a0A instabilidade social foi a grande respons\u00e1vel por diminuir de forma consider\u00e1vel a popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o de Ceibal, que no seu pico populacional chegou a ter de oito a dez mil habitantes.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 realmente interessante como ambas as crises s\u00e3o similares, mesmo em diferentes per\u00edodos de tempo. Agora, temos um melhor entendimento de como o processo \u00e9, o que pode, potencialmente, servir como padr\u00e3o para outras pessoas tentarem aplicar e ver se h\u00e1 algo de parecido com os seus pr\u00f3prios s\u00edtios arqueol\u00f3gicos na mesma \u00e1rea\u201d explica Melissa Murham, uma das tr\u00eas graduandas da Universidade do Arizona que participaram da pesquisa.<\/p>\n<p>Antes a cren\u00e7a era de que processo de decl\u00ednio era simplesmente gradual, diferentes dos complexos padr\u00f5es desvendados pelos cientistas. Al\u00e9m disso, pouca informa\u00e7\u00e3o tinha sido econtrada sobre a primeira crise, ocorrida durante o per\u00edodo pr\u00e9-cl\u00e1ssico. As escava\u00e7\u00f5es do s\u00edtio, portanto, representam uma importante fonte de refer\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 12 anos de pesquisas e escava\u00e7\u00f5es, arque\u00f3logos das universidades do Arizona, Ibaraki, Naruto e<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":59266,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/civilizacao_maia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Ap\u00f3s 12 anos de pesquisas e escava\u00e7\u00f5es, arque\u00f3logos das universidades do Arizona, Ibaraki, Naruto e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59265"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59265"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59265\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59266"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59265"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59265"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59265"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}