{"id":59225,"date":"2017-02-04T13:50:15","date_gmt":"2017-02-04T16:50:15","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=59225"},"modified":"2017-02-04T13:50:16","modified_gmt":"2017-02-04T16:50:16","slug":"apesar-de-alteracoes-climaticas-ambientes-marinhos-mostram-capacidade-de-adaptacao-e-regeneracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/apesar-de-alteracoes-climaticas-ambientes-marinhos-mostram-capacidade-de-adaptacao-e-regeneracao\/","title":{"rendered":"Apesar de altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, ambientes marinhos mostram capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e regenera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/apesar-de-alteracoes-climaticas-ambientes-marinhos-mostram-capacidade-de-adaptacao-e-regeneracao\/corais-18\/\" rel=\"attachment wp-att-59226\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-59226\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Durante o estudo, foram consultados 97 especialistas em ambientes marinhos, todos com pelo menos 25 anos de experi\u00eancia no estudo de habitats marinhos<\/h4>\n<p>Um levantamento realizado por pesquisadores estadunidenses mostra um lado positivo dos estudos sobre mudan\u00e7as em ambientes marinhos provocadas pelo clima. Mais de 80% dos especialistas consultados haviam encontrado, al\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es, <b>evid\u00eancias de resist\u00eancia e r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o dos habitats<\/b>. O estudo foi publicado na revista <i>BioScience<\/i>, dia 1 de fevereiro.<\/p>\n<p>A pesquisa foi liderada pela bi\u00f3loga marinha Jennifer O\u00b4Leary, do programa California Sea Grant, iniciativa do Ag\u00eancia de Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos (<a href=\"https:\/\/caseagrant.ucsd.edu\/\">NOAA<\/a>, em ingl\u00eas) que financia pesquisas, a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o sobre a vida marinha. &#8220;Os ecossistemas costeiros podem ainda manter um grande potencial para suportar, e h\u00e1 medidas que podemos tomar para ajudar a amortecer os impactos&#8221;, afirmou a pesquisadora em reportagem publicada no site do programa.<\/p>\n<p>Durante o estudo, foram consultados 97 especialistas em ambientes marinhos, todos com pelo menos 25 anos de experi\u00eancia no estudo de habitats marinhos. O objetivo da entrevista era conhecer melhor as observa\u00e7\u00f5es dos especialistas nas mudan\u00e7as no corais provocadas por fatores relacionados ao aquecimento global, como tempestades extremas, mudan\u00e7as de temperatura e acidifica\u00e7\u00e3o do oceano.<\/p>\n<p>Os autores do estudo afirmam existirem pontos de resili\u00eancia em seis grandes ecossistemas costeiros. Eles consideram que em alguns casos a recupera\u00e7\u00e3o foi impressionante. Na Austr\u00e1lia Ocidental, citam, um branqueamento severo atingiu at\u00e9 90% dos corais vivos. Doze anos depois, 44% dos recifes da regi\u00e3o j\u00e1 estavam recuperados.<\/p>\n<p>Entre os principais fatores apontados pelos pesquisadores para essa resili\u00eancia est\u00e3o a estrutura tridimensional dos corais e a alta conectividade entre as \u00e1reas remanescentes. Eles tamb\u00e9m destacam boas pr\u00e1ticas de gest\u00e3o, principalmente para evitar mais danos ao ambiente. Ap\u00f3s o El Ni\u00f1o de 1997\/1998, que provocou ondas fortes e altas temperaturas, por exemplo, a vegeta\u00e7\u00e3o marinha da floresta de algas na Calif\u00f3rnia se recuperou gra\u00e7as ao alto recrutamento, ou seja, crescimento de indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>O estudo sobre a resili\u00eancia, afirmam os autores do estudo, pode levar a descoberta de condi\u00e7\u00f5es locais e processos \u00a0que permitem aos ecossistemas, mesmo sob press\u00e3o, manter a estrutura e as fun\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas, preservando o fornecimento de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos. Um exemplo \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de redes de \u00e1reas marinhas protegidas.<\/p>\n<p>&#8220;Ao entender o que podemos fazer para aumentar a resili\u00eancia futura, podemos proteger melhores h\u00e1bitats de dist\u00farbios&#8221;, afirma Jennifer O\u00b4Leary. Os autores do estudo advertem, por\u00e9m, que a presen\u00e7a de pontos de resili\u00eancia n\u00e3o contradiz a evid\u00eancia esmagadora da grande press\u00e3o que o aquecimento global provoca sobre os ambientes marinhos. (*<span class=\"Apple-style-span\">Com informa\u00e7\u00f5es Bioscence\/Sea Grant California<\/span>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante o estudo, foram consultados 97 especialistas em ambientes marinhos, todos com pelo menos 25<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":59226,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/corais.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Durante o estudo, foram consultados 97 especialistas em ambientes marinhos, todos com pelo menos 25","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59225"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59225"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59225\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59226"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}