{"id":59166,"date":"2017-02-03T14:00:42","date_gmt":"2017-02-03T17:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=59166"},"modified":"2017-02-03T09:35:37","modified_gmt":"2017-02-03T12:35:37","slug":"dados-de-satelite-confirmam-que-nivel-minimo-de-dioxido-de-carbono-global-ja-esta-acima-de-400-ppm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/dados-de-satelite-confirmam-que-nivel-minimo-de-dioxido-de-carbono-global-ja-esta-acima-de-400-ppm\/","title":{"rendered":"Dados de sat\u00e9lite confirmam que n\u00edvel m\u00ednimo de di\u00f3xido de carbono global j\u00e1 est\u00e1 acima de 400 ppm"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=59167\" rel=\"attachment wp-att-59167\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-59167\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Limite havia sido ultrapassado em 2013, mas n\u00edvel m\u00ednimo global j\u00e1 chegou \u00e0 marca<\/h4>\n<p>Todos os anos, durante a primavera do Hemisf\u00e9rio Norte, o planeta come\u00e7a a ficar mais verde. As \u00e1rvores germinam suas folhas, as plantas crescem e a vegeta\u00e7\u00e3o se apodera do norte do equador, onde cerca de 70% da massa terrestre total da Terra se encontra.<\/p>\n<p>\u00c0 medida em que a fotoss\u00edntese aumenta, as plantas respiram di\u00f3xido de carbono (CO2) e os n\u00edveis atmosf\u00e9ricos de CO2 come\u00e7am a cair. Ent\u00e3o, no outono e no inverno, quando as \u00e1rvores perdem suas folhas, os n\u00edveis de CO2 come\u00e7am a subir novamente. Esta seq\u00fc\u00eancia <i>up-and-down<\/i> cria um ciclo anual de n\u00edveis m\u00ednimos e m\u00e1ximos de CO2 atmosf\u00e9rico.<\/p>\n<p>&#8220;O interc\u00e2mbio entre a vegeta\u00e7\u00e3o e a atmosfera faz esse tipo de padr\u00e3o ondulado, e o que parece estar acontecendo agora \u00e9 que estamos atingindo um m\u00ednimo anual que est\u00e1 acima de 400 ppm [partes por milh\u00e3o]&#8221;, diz Jo\u00e3o Teixeira, l\u00edder da equipe cient\u00edfica do Laborat\u00f3rio de Propuls\u00e3o a Jato (JPL) da Ag\u00eancia Espacial dos Estados Unidos (Nasa). &#8220;A menos que algo dram\u00e1tico aconte\u00e7a com seres humanos e com o planeta, n\u00e3o teremos medi\u00e7\u00f5es abaixo de 400 novamente nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas&#8221;.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/images\/materias\/Nomundo\/2017-02\/dioxido-carbono-400-ppm.jpg\" width=\"639\" height=\"315\" \/><\/p>\n<h3>Marco clim\u00e1tico<\/h3>\n<p>Registros coletados em n\u00facleos do gelo mostram que, at\u00e9 a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, os n\u00edveis atmosf\u00e9ricos de CO2 permaneceram est\u00e1veis em cerca de 280 ppm. Em 1961, os dados de CO2 coletados em uma esta\u00e7\u00e3o de monitoramento no cume do vulc\u00e3o Mauna Loa, no Hava\u00ed, mostraram que os n\u00edveis atmosf\u00e9ricos de CO2 estavam aumentando constantemente em cerca de dois ppm por ano. Quase meio s\u00e9culo depois, em 2005, as concentra\u00e7\u00f5es de CO2 aumentaram para 380 ppm.<\/p>\n<p>A esta\u00e7\u00e3o em Mauna Loa \u00e9 considerada o &#8220;padr\u00e3o ouro&#8221; para monitorar o CO2 atmosf\u00e9rico da superf\u00edcie. Mas o lan\u00e7amento, em 2002, do instrumento <a href=\"http:\/\/airs.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\"><i>Atmospheric Infrared Sounder<\/i> (<\/a>Airs) tornou poss\u00edvel aos pesquisadores mapear os n\u00edveis de CO2 na troposfera em uma escala global. &#8220;De repente, temos medidas sobre o oceano, sobre a terra e sobre os p\u00f3los, e agora podemos acompanhar esses n\u00edveis ao longo do tempo&#8221;, diz Edward Olsen, cientista e membro da equipe Airs Nasa JPL.<\/p>\n<p>Em maio de 2013, a esta\u00e7\u00e3o Mauna Loa registou n\u00edveis de CO2 acima da refer\u00eancia de 400 ppm pela primeira vez. Embora essa medida tenha sido um marco clim\u00e1tico, os dados Airs confirmaram recentemente um marco mais significativo: o n\u00edvel m\u00ednimo anual de CO2 j\u00e1 ultrapassou 400 ppm &#8211; n\u00e3o apenas em um local, mas em todo o globo. &#8220;N\u00f3s tomamos fizemos essas medi\u00e7\u00f5es em todo o mundo, em diferentes lugares&#8221;, diz Teixeira. &#8220;Assim, o Airs nos deu o valor m\u00e9dio global de CO2 na atmosfera.&#8221;<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<h3>Novo territ\u00f3rio<\/h3>\n<p>Ver concentra\u00e7\u00f5es globais acima do limite de 400 ppm numa \u00e9poca do ano em que o CO2 atmosf\u00e9rico est\u00e1 tipicamente no seu n\u00edvel mais baixo \u00e9 um ponto cr\u00edtico. &#8220;O significado do m\u00ednimo que excede 400 ppm \u00e9 que os processos naturais que reduzem o CO2 atmosf\u00e9rico n\u00e3o s\u00e3o suficientemente fortes para reduzir o n\u00edvel novamente&#8221;, diz Olsen.<\/p>\n<p>&#8220;Infelizmente, como as coisas v\u00e3o mudar ainda n\u00e3o est\u00e1 totalmente claro&#8221;, diz Teixeira. &#8220;Mas mesmo que par\u00e1ssemos de emitir agora, teremos CO2 suficiente para ainda ter um aumento nas temperaturas&#8221;.<br \/>\nEmbora o valor de refer\u00eancia de 400 ppm seja um tanto simb\u00f3lico, Teixeira diz que \u00e9 um ponto importante que destaca como os seres humanos est\u00e3o impactando o planeta. &#8220;O limite de 400 ppm n\u00e3o \u00e9 mais cientificamente significativo do que, digamos, 398 ppm&#8221;, diz ele. &#8220;Mas \u00e9 realmente esta ideia que n\u00f3s cruzamos um limite, e n\u00f3s teremos que viver com as conseq\u00fc\u00eancias. \u00c9 provavelmente o momento de parar, agir e nos certificarmos de que o CO2 n\u00e3o aumente muito mais. &#8220;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Limite havia sido ultrapassado em 2013, mas n\u00edvel m\u00ednimo global j\u00e1 chegou \u00e0 marca Todos<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":59167,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/dados_satelite.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Limite havia sido ultrapassado em 2013, mas n\u00edvel m\u00ednimo global j\u00e1 chegou \u00e0 marca Todos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59166"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59166"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59166\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59167"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59166"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59166"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59166"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}