{"id":59089,"date":"2017-02-02T14:00:46","date_gmt":"2017-02-02T17:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=59089"},"modified":"2017-02-01T22:29:30","modified_gmt":"2017-02-02T01:29:30","slug":"achados-restos-de-um-continente-perdido-sob-o-oceano-indico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/achados-restos-de-um-continente-perdido-sob-o-oceano-indico\/","title":{"rendered":"Achados restos de um continente perdido sob o oceano \u00cdndico"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=59090\" rel=\"attachment wp-att-59090\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-59090\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Sob as \u00e1guas cristalinas que rodeiam as ilhas Maur\u00edcio jazem h\u00e1 milh\u00f5es de anos os restos de um continente perdido, que nada tem a ver com os devaneios da Atl\u00e2ntida. Um grupo de cientistas confirmou ter localizado sob o <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/oceano_indico\/a\">oceano \u00cdndico<\/a> os rastros da desintegra\u00e7\u00e3o do supercontinente Gondwana, h\u00e1 200 milh\u00f5es de anos, um fato que desenhou a atual face da <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/la_tierra\/a\">Terra<\/a>. A descoberta ocorreu a partir da presen\u00e7a de rochas de zirc\u00e3o com tr\u00eas bilh\u00f5es de anos de idade na superf\u00edcie de Maur\u00edcio \u2013 uma ilha vulc\u00e2nica jovem, de apenas nove milh\u00f5es de anos. Isso n\u00e3o era normal.<\/p>\n<p>Os restos agora encontrados sob o oceano \u00cdndico (e sobre Maur\u00edcio) s\u00e3o um peda\u00e7o de crosta terrestre que foi posteriormente encoberto por lava jovem durante erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas na ilha. Os pesquisadores est\u00e3o convencidos de que se trata de uma pequena pe\u00e7a do antigo continente, que se rompeu da ilha de Madagascar quando a \u00c1frica, a \u00cdndia, a Austr\u00e1lia e a Ant\u00e1rtida se separaram e formaram o oceano \u00cdndico, segundo o trabalho publicado na revista <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/articles\/ncomms14086\" target=\"_blank\"><em>Nature Communications<\/em><\/a>.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" title=\"Nuevo continente\" src=\"http:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/02\/01\/ciencia\/1485935133_098319_1485938909_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/02\/01\/ciencia\/1485935133_098319_1485938909_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/02\/01\/ciencia\/1485935133_098319_1485938909_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Nuevo continente\" width=\"360\" height=\"344\" \/><figcaption class=\"foto-pie\">Localiza\u00e7\u00e3o do &#8216;continente perdido&#8217; <span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">Nature Communications.<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>O ge\u00f3logo Lewis Ashwal, da Universidade de Witwatersrand (\u00c1frica do Sul), autor principal da pesquisa, e seus colegas Michael Wiedenbeck, do Centro Alem\u00e3o de Pesquisa de Geoci\u00eancias (GFZ), e Trond Torsvik, da Universidade de Oslo, descobriram que um mineral, o zirc\u00e3o, encontra-se em rochas atiradas pela lava durante as erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas. Os restos desse mineral eram muito antigos para pertencer \u00e0 ilha Maur\u00edcio.<\/p>\n<p>&#8220;A Terra \u00e9 formada por duas partes: os continentes, que s\u00e3o velhos, e os oceanos, que s\u00e3o jovens. Nos continentes se encontram rochas de mais de quatro bilh\u00f5es de anos, mas n\u00e3o h\u00e1 nada parecido nos oceanos. \u00c9 onde se formam novas rochas\u201d, explica Ashwal. \u201cMaur\u00edcio \u00e9 uma ilha, e n\u00e3o h\u00e1 rocha de mais de nove milh\u00f5es de anos na ilha. Entretanto, ao estudar as rochas da ilha, encontramos zirc\u00f5es de at\u00e9 tr\u00eas bilh\u00f5es de anos.\u201d<\/p>\n<p>Os zirc\u00f5es s\u00e3o minerais produzidos principalmente nos granitos continentais. Cont\u00eam tra\u00e7os de ur\u00e2nio, t\u00f3rio e chumbo e, por sobreviverem muito bem ao processo geol\u00f3gico, cont\u00eam um rico registro dessas atividades e podem ser datados com grande precis\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO fato de termos encontrado zirc\u00f5es dessa idade demonstra que h\u00e1 em Maur\u00edcio materiais da crosta terrestre muito mais antigos, que s\u00f3 poderiam se originar num continente\u201d, diz Ashwal.<\/p>\n<p>Esta n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que zirc\u00f5es com bilh\u00f5es de anos s\u00e3o localizados na ilha. Um estudo feito em 2013 encontrou tra\u00e7os do mineral na areia da praia. Entretanto, aquele estudo foi criticado porque o mineral poderia ter sido soprado pelo vento ou trazido por pneus e sapatos dos cientistas.<\/p>\n<p>\u201cO fato de encontrarmos os zirc\u00f5es antigos na rocha (traquitos de seis milh\u00f5es de anos) corrobora o estudo anterior e refuta qualquer sugest\u00e3o de zirc\u00f5es aerotransportados ou transportados pelas ondas para explicar os resultados anteriores\u201d, acrescentou o pesquisador. Ele sugere que h\u00e1 muitas pe\u00e7as de v\u00e1rios tamanhos do \u201ccontinente desconhecido\u201d, coletivamente chamado Mauritia, restos da desintegra\u00e7\u00e3o da Gondwana, estendendo-se sob o oceano \u00cdndico.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto izquierda\"><a name=\"sumario_2\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\"><img loading=\"lazy\" title=\"Continente perdido\" src=\"http:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/02\/01\/ciencia\/1485935133_098319_1485939310_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/02\/01\/ciencia\/1485935133_098319_1485939310_sumario_normal_recorte1.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/02\/01\/ciencia\/1485935133_098319_1485939310_sumario_normal.jpg 360w\" alt=\"Continente perdido\" width=\"360\" height=\"338\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">Nature Communications.<\/span> <\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>\u201cDe acordo com os novos resultados, esta ruptura n\u00e3o implicou uma simples divis\u00e3o do antigo supercontinente de Gondwana, e sim, provavelmente, uma fragmenta\u00e7\u00e3o complexa que ocorreu com fragmentos da crosta continental de tamanhos vari\u00e1veis deixados \u00e0 deriva dentro da bacia do oceano \u00cdndico em evolu\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Gondwana foi um supercontinente que existiu h\u00e1 mais de 200 milh\u00f5es de anos e que continha rochas de 3,6 bilh\u00f5es anos, antes de se dividir no que hoje s\u00e3o os continentes ou subcontinentes da \u00c1frica, Am\u00e9rica do Sul, Ant\u00e1rtida, \u00cdndia e Austr\u00e1lia. A divis\u00e3o ocorreu devido ao processo geol\u00f3gico da movimenta\u00e7\u00e3o das placas tect\u00f4nicas. Esse processo faz com que a bacia oce\u00e2nica esteja em constante movimento, deslocando-se entre 2 e 11 cent\u00edmetros por ano. Os continentes <em>cavalgam<\/em> as placas que comp\u00f5em o leito oce\u00e2nico, o que provoca o movimento dos continentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sob as \u00e1guas cristalinas que rodeiam as ilhas Maur\u00edcio jazem h\u00e1 milh\u00f5es de anos os<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":59090,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/oceano_indico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Sob as \u00e1guas cristalinas que rodeiam as ilhas Maur\u00edcio jazem h\u00e1 milh\u00f5es de anos os","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59089"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59089"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59089\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59090"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}