{"id":59083,"date":"2017-02-02T13:30:48","date_gmt":"2017-02-02T16:30:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=59083"},"modified":"2017-02-03T08:04:37","modified_gmt":"2017-02-03T11:04:37","slug":"obesidade-gera-dor-e-a-dor-engorda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/obesidade-gera-dor-e-a-dor-engorda\/","title":{"rendered":"Obesidade gera dor\u2026 e a dor engorda, um circulo vicioso e caro"},"content":{"rendered":"<section class=\"article-content\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/obesidade-gera-dor-e-a-dor-engorda\/obesidade-32\/\" rel=\"attachment wp-att-59084\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-59084\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/obesidade-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/obesidade-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/obesidade.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Torture os n\u00fameros e eles logo confessar\u00e3o o que voc\u00ea quiser. Fato. Os epidemiologistas se inflamam quando uns e outros, leigos ou n\u00e3o, cruzam estat\u00edsticas a esmo s\u00f3 para defender uma ideia. Os dados abaixo, por exemplo, deixam evidente uma realidade da pesada no Brasil e no mundo:<strong>1,9 bilh\u00e3o<\/strong> \u2013 \u00e9 o n\u00famero de pessoas acima do peso no mundo. Ele engordou: em 2008, eram 1,4 bilh\u00e3o.<br \/>\n<strong>23%<\/strong> \u2013 \u00e9 quanto o problema cresceu nos \u00faltimos nove anos no Brasil.<br \/>\n<strong>2 trilh\u00f5es de d\u00f3lares<\/strong> \u2013 \u00e9 o que sobe, por ano, o gasto global para tratar a obesidade.J\u00e1 abaixo, fica gritante o crescimento das dores cr\u00f4nicas e o fardo que tem sido custear seu tratamento. Ambos os problemas avan\u00e7am, aparentemente lado a lado, sem dar al\u00edvio nos \u00faltimos tempos.<\/p>\n<p><strong>20% <span class=\"textoDestaque\">da<\/span><\/strong><strong> popula\u00e7\u00e3o<\/strong> <strong>mundial<\/strong> adulta tem <span class=\"textoDestaque\">dor<\/span> cr\u00f4nica. O aumento de queixas \u00e9 de arder: at\u00e9 10% ao ano.<br \/>\n<strong>1 em cada 5 brasileiros<\/strong> sofre de <span class=\"textoDestaque\">dor<\/span> cr\u00f4nica. Mas olha o dado <span class=\"textoDestaque\">da<\/span> pesada: a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 quase o dobro entre os obesos.<br \/>\n<strong>1\/3 a mais<\/strong> \u00e9 o que os EUA desembolsam para aliviar suas dores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s despesas com o c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Seria afoito interpretar que os n\u00fameros de um lado resultam diretamente nos outros. Pesa a lembran\u00e7a de que a <a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/obesidade\">obesidade <\/a>tem v\u00e1rios fatores por tr\u00e1s \u2013 e alguns deles tamb\u00e9m s\u00e3o gatilhos de sensa\u00e7\u00f5es dolorosas. Sem contar que os quilos extras causam outras doen\u00e7as capazes de pinicar, latejar\u2026<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o da dor, para complicar de vez, \u00e9 individual \u2013 a que \u00e9 leve para voc\u00ea pode ser insuport\u00e1vel para mim. \u201cApesar desse emaranhado, ganha for\u00e7a a hip\u00f3tese de que o disparo das duas condi\u00e7\u00f5es est\u00e1 interligado\u201d, conta o neuroendocrinologista Malebranche Carneiro, da <a href=\"http:\/\/www.fm.usp.br\/\" target=\"_blank\">Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/a>. E o expert n\u00e3o se refere s\u00f3 a articula\u00e7\u00f5es massacradas pela sobrecarga de um corpanzil, mas tamb\u00e9m a dores que, antes, n\u00e3o eram consideradas na balan\u00e7a, como as de cabe\u00e7a.<\/p>\n<h3>Dor cr\u00f4nica e obesidade<\/h3>\n<p>\u201cDor cr\u00f4nica, por defini\u00e7\u00e3o, \u00e9 aquela recorrente por um per\u00edodo maior do que tr\u00eas meses\u201d, esclarece o anestesiologista George Freire, do Hospital Israelita Albert Einstein, em S\u00e3o Paulo. E \u00e9 dela que estamos falando quando a obesidade espreita.<\/p>\n<p>Diferentemente do desconforto agudo, n\u00e3o se trata de um mecanismo de prote\u00e7\u00e3o, como quando voc\u00ea sente o ardor do fogo e afasta a m\u00e3o da panela ou se contorce de c\u00e3ibra a fim de preservar o m\u00fasculo fatigado de uma les\u00e3o. \u00c9 como uma dor in\u00fatil.<\/p>\n<p>Malvada, parece existir s\u00f3 para nos fazer padecer. E os quilos a mais refor\u00e7am essa esp\u00e9cie de sadismo biol\u00f3gico, como uma agravante. Ou s\u00e3o, em uma tese mais ousada, uma de suas origens \u2013 eis, de novo, a quest\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA dor cr\u00f4nica envolve tanta coisa que n\u00e3o podemos dizer que s\u00f3 tenha a ver com os ponteiros da balan\u00e7a\u201d, pondera Freire. \u201cTem o fator hormonal, que aumenta a sensibilidade das mulheres, o sono insuficiente, o estresse, a falta de exerc\u00edcio, que estimularia o sistema nervoso a produzir seus analg\u00e9sicos naturais\u2026\u201d, enumera.<\/p>\n<p>\u00c9 quase um n\u00f3 cego para a ci\u00eancia desatar. \u201cAfinal, todos esses fatores est\u00e3o igualmente relacionados \u00e0 obesidade\u201d, lembra Malebranche Carneiro. E perd\u00e3o, mas o peso\u2026bem, ele pesa.<\/p>\n<p>\u201cNo Brasil, as crises de <a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/bem-estar\/enxaqueca-abala-a-memoria-e-o-raciocinio\/\">enxaqueca <\/a>s\u00e3o de 20 a 50% mais ass\u00edduas em obesos\u201d, estima o neurologista Carlos Eduardo Altieri, que coordena a \u00e1rea de cuidados ao paciente com dor no Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, na capital paulista. \u201cTudo bem que pessoas com obesidade geralmente incluem na dieta por\u00e7\u00f5es generosas de alimentos muito gordurosos e processados que tamb\u00e9m s\u00e3o gatilho das crises\u201d, ameniza. \u201cS\u00f3 que deve existir algo a mais\u201d, volta a cutucar.<\/p>\n<h3>Da barriga ao c\u00e9rebro<\/h3>\n<p>A neurologista americana Barbara Lee Peterlin, que lidera o Centro de Pesquisas sobre Dor de Cabe\u00e7a na Universidade Johns Hopkins, n\u00e3o se cansa de martelar essa suspeita nos ouvidos de seus colegas. \u201cAinda n\u00e3o sabemos direito como isso acontece, at\u00e9 porque existe uma tremenda dificuldade para realizar estudos controlados, em que todas as vari\u00e1veis s\u00e3o consideradas, como comparar obesos enxaquecosos que comem determinado tipo de alimento ou outro\u2026 Mas acredito firmemente que o elo perdido sejam as subst\u00e2ncias inflamat\u00f3rias\u201d, diz \u00e0 SA\u00daDE.<\/p>\n<p>\u201cEssas subst\u00e2ncias s\u00e3o as mesmas que encontramos agindo no sistema nervoso de qualquer indiv\u00edduo com enxaqueca, acima do peso ou n\u00e3o\u201d, completa Barbara, que j\u00e1 publicou mais de 60 artigos sobre o tema. Entre os seus achados, depois de analisar 3 862 pessoas, est\u00e1 que o risco de um indiv\u00edduo sofrer dessas dores \u00e9 81% maior quando se ultrapassa o limite da obesidade, ou seja, um IMC maior que 30. E, nesse papo-cabe\u00e7a, a professora diz que tem mais\u2026<\/p>\n<p>H\u00e1 um ano o time da Johns Hopkins demonstrou que a <a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/tv-saude\/entrevistas\/para-quem-a-cirurgia-bariatrica-e-mais-indicada\/\">cirurgia bari\u00e1trica<\/a>, que promove uma perda expressiva de peso, diminui as crises de uma m\u00e9dia de oito para quatro ou menos por m\u00eas \u2013 efeito mais evidente em indiv\u00edduos com menos de 50 anos. \u201cLonge de mim dizer que a enxaqueca severa serve de pretexto para algu\u00e9m ser operado\u201d, esclarece Barbara Peterlin. \u201cS\u00f3 posso afirmar aos que j\u00e1 s\u00e3o candidatos \u00e0 bari\u00e1trica que, se eles vivem martirizados por dores de cabe\u00e7a, esse seria um benef\u00edcio extra.\u201d<\/p>\n<p>Sim, um abd\u00f4men volumoso parece intensificar qualquer supl\u00edcio. A fisiologista Akiko Okifuji, professora da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, reuniu 215 pacientes com fibromialgia, um ter\u00e7o delas acima do peso.<\/p>\n<p>Ao apertar os implac\u00e1veis pontos dolorosos mapeados nessa doen\u00e7a, as que tinham IMC alto relatavam dores mais fortes. \u201cH\u00e1 algo subjetivo quando algu\u00e9m descreve a intensidade do inc\u00f4modo em uma escala de zero a 10\u201d, reflete. \u201cMas outros estudos apontam na mesma dire\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Para fechar esse cap\u00edtulo doloroso, pessoas acima do peso t\u00eam maior risco de desenvolver diabete \u2013 doen\u00e7a que pode deflagrar dores lancinantes nos nervos. Mas a afli\u00e7\u00e3o come\u00e7a antes, quando o indiv\u00edduo apresenta resist\u00eancia \u00e0 insulina ou pr\u00e9-diabete. \u201cEssa condi\u00e7\u00e3o dispara uma subst\u00e2ncia chamada interleucina-1, ou IL-1, que \u00e9 uma potente causadora de inflama\u00e7\u00f5es\u201d, explica o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da USP de Ribeir\u00e3o Preto, no interior paulista.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico compartilha algo curioso que para ele e seus colegas n\u00e3o \u00e9 novidade: \u201cO <a href=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/aspirina-contra-o-cancer\/\">\u00e1cido acetilsalic\u00edlico<\/a>, princ\u00edpio ativo de alguns dos analg\u00e9sicos mais comuns, baixa a glicose na circula\u00e7\u00e3o, o que diminui a presen\u00e7a da IL-1 e ameniza a dor\u201d. Por falar em medicamentos, vamos ao outro lado da hist\u00f3ria.<\/p>\n<h3>Quando a dor engorda<\/h3>\n<p>\u201cO tratamento de inc\u00f4modos cr\u00f4nicos engorda\u201d, j\u00e1 avisa Malebranche Carneiro. \u201cMuitas das medica\u00e7\u00f5es para combater o quadro provocam uma fissura por itens a\u00e7ucarados\u201d, observa ele, referindo-se a certos antidepressivos, entre outros f\u00e1rmacos. Sim, no arsenal contra os inc\u00f4modos constantes pode entrar at\u00e9 antidepressivo. \u201cAl\u00e9m disso, alguns analg\u00e9sicos causam um hipotireoidismo subcl\u00ednico, reduzindo as taxas de horm\u00f4nio do crescimento, o que induz ao ac\u00famulo de gordura\u201d, revela.<\/p>\n<p>Abrir m\u00e3o de medicamentos n\u00e3o seda a situa\u00e7\u00e3o. \u201cMas temos o dever de procurar alternativas farmacol\u00f3gicas que evitem esse efeito se a pessoa j\u00e1 est\u00e1 acima do peso\u201d, opina Carneiro. Nem sempre isso \u00e9 t\u00e3o simples ou vi\u00e1vel. \u201cO certo, embora raro, seria alertar o paciente medicado que ele corre um bom risco de engordar, at\u00e9 para que ajuste seu estilo de vida\u201d, declara o neurologista Carlos Eduardo Altieri.<\/p>\n<p>Outro ponto nevr\u00e1lgico est\u00e1 na hora de dormir. Todo sofredor sabe: n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil pregar os olhos com dor. E, se adormece, o sono n\u00e3o \u00e9 dos melhores. \u201cIsso faz a leptina, horm\u00f4nio da saciedade produzido no tecido gorduroso, cair. J\u00e1 a taxa de grelina, ligada \u00e0 fome, sobe\u201d, explica o endocrinologista Bruno Halpern, da USP. \u201cResultado: essas pessoas ingerem, em m\u00e9dia, 300 calorias a mais todo dia\u201d, calcula.<\/p>\n<p>O reumatologista Ari Halpern \u2013 o sobrenome igual ao do colega end\u00f3crino \u00e9 coincid\u00eancia \u2013 , tamb\u00e9m da USP e do Einstein, destaca a influ\u00eancia do sedentarismo: \u201c\u00c9 dif\u00edcil convencer a paciente com fibromialgia a fazer exerc\u00edcio, algo que at\u00e9 minimizaria a dor\u201d, exemplifica. \u201cE \u00e9 claro que a inatividade favorece o ganho de peso.\u201d<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 quem veja nesse c\u00edrculo vicioso uma oportunidade de mudan\u00e7as. \u201cNessa situa\u00e7\u00e3o ovo e galinha, que \u00e9 a da rela\u00e7\u00e3o dor e obesidade, uma pode ser a motiva\u00e7\u00e3o para resolver a outra. Mas a receita exige estilo de vida ativo, reeduca\u00e7\u00e3o alimentar, controle do estresse, dormir bem e paci\u00eancia at\u00e9 se encontrar a melhor medica\u00e7\u00e3o\u201d, resume a endocrinologista Claudia Cozer, do S\u00edrio-Liban\u00eas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-15459 \" title=\"info obesidade\" src=\"https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2017\/01\/sa410_mat_obesidade_info-crop.jpg?quality=85&amp;strip=all&amp;w=842&amp;strip=all\" sizes=\"(max-width: 842px) 100vw, 842px\" srcset=\"https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2017\/01\/sa410_mat_obesidade_info-crop.jpg?quality=85&amp;strip=all&amp;w=842 842w, https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2017\/01\/sa410_mat_obesidade_info-crop.jpg?quality=85&amp;strip=all&amp;w=1684 1684w, https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2017\/01\/sa410_mat_obesidade_info-crop.jpg?quality=85&amp;strip=all&amp;w=123 123w, https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2017\/01\/sa410_mat_obesidade_info-crop.jpg?quality=85&amp;strip=all&amp;w=247 247w, https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2017\/01\/sa410_mat_obesidade_info-crop.jpg?quality=85&amp;strip=all&amp;w=768 768w\" alt=\"info obesidade\" width=\"642\" height=\"782\" border=\"0\" data-attachment-id=\"15459\" data-permalink=\"http:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/obesidade-gera-dor-e-dor-engorda\/attachment\/sa410_mat_obesidade_info-crop\/\" data-orig-file=\"https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2017\/01\/sa410_mat_obesidade_info-crop.jpg?quality=85&amp;strip=all\" data-orig-size=\"2380,2896\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"info obesidade\" data-image-description=\"&lt;p&gt;Infogr\u00e1fico com dados sobre obesidade&lt;\/p&gt; \" data-medium-file=\"https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2017\/01\/sa410_mat_obesidade_info-crop.jpg?quality=85&amp;strip=all&amp;w=247\" data-large-file=\"https:\/\/abrilsaude.files.wordpress.com\/2017\/01\/sa410_mat_obesidade_info-crop.jpg?quality=85&amp;strip=all&amp;w=842\" data-restrict=\"false\" \/><\/p>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Torture os n\u00fameros e eles logo confessar\u00e3o o que voc\u00ea quiser. 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