{"id":59078,"date":"2017-02-02T13:00:25","date_gmt":"2017-02-02T16:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=59078"},"modified":"2017-02-03T08:06:18","modified_gmt":"2017-02-03T11:06:18","slug":"wwf-brasil-pede-a-aprovacao-da-lei-do-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wwf-brasil-pede-a-aprovacao-da-lei-do-pantanal\/","title":{"rendered":"WWF-Brasil pede a aprova\u00e7\u00e3o da Lei do Pantanal para conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o ambiental do bioma"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wwf-brasil-pede-a-aprovacao-da-lei-do-pantanal\/pantanal-9\/\" rel=\"attachment wp-att-59079\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-59079\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Celebrado no dia 2 de fevereiro, o Dia Mundial das \u00c1reas \u00damidas, estabelecido em 1971 em homenagem \u00e0 data da ado\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o de Ramsar, na cidade iraniana de mesmo nome, \u00e9 uma oportunidade para chamar aten\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de promover a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e o uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais. A inten\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil \u00e9 estimular a realiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e atividades que gerem conscientiza\u00e7\u00e3o na sociedade para a import\u00e2ncia das \u00e1reas \u00famidas, para a necessidade de sua prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa data \u00e9 extremamente importante para o Brasil, j\u00e1 que nosso pa\u00eds abriga a maior \u00e1rea \u00famida do planeta: o Pantanal. Seus 170.500,92 mil km\u00b2 de extens\u00e3o \u2013 parte dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, al\u00e9m da Bol\u00edvia e Paraguai \u2013 abrigam uma rica biodiversidade: pelo menos 4.700 de esp\u00e9cies de animais e plantas j\u00e1 foram registradas. O desmatamento, as queimadas, o uso indiscriminado de agrot\u00f3xicos, m\u00e1s pr\u00e1ticas agropecu\u00e1rias e a falta de saneamento b\u00e1sico s\u00e3o amea\u00e7as graves ao Pantanal. De acordo com dados do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, at\u00e9 2009 o Pantanal perdeu 23.160 km2 de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, o equivalente a 15,31% de sua \u00e1rea total.<\/p>\n<p>Uma pesquisa realizada pelo WWF-Brasil mostra que a regi\u00e3o das cabeceiras, onde nascem as \u00e1guas que alimentam o ciclo hidrol\u00f3gico do bioma, est\u00e1 em alto risco, podendo at\u00e9 culminar na seca completa de uma nascente. Outro estudo da Organiza\u00e7\u00e3o com o Instituto Trata Brasil identificou que menos de 10% do esgoto na regi\u00e3o recebe tratamento antes do descarte, quando despejados os outros 90% contaminam \u00e1guas, solo e at\u00e9 o len\u00e7ol fre\u00e1tico.<\/p>\n<p>Para a ONG, \u00e9 urgente em 2017 a aprova\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o da Lei do Pantanal, o Projeto de Lei (PL 750\/2011), que disponha sobre a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o ambiental, mas que tamb\u00e9m preveja o financiamento dessas a\u00e7\u00f5es de pesquisas e a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento sustent\u00e1vel da regi\u00e3o, a preserva\u00e7\u00e3o de seus recursos naturais e a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura e saberes tradicionais das comunidades pantaneiras.<\/p>\n<div id=\"attachment_42361\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-42361 \" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/16444116_1405600426151960_1341605203_o-780x470.jpg\" sizes=\"(max-width: 780px) 100vw, 780px\" srcset=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/16444116_1405600426151960_1341605203_o-780x470.jpg 780w, http:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/16444116_1405600426151960_1341605203_o-390x235.jpg 390w, http:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/16444116_1405600426151960_1341605203_o-555x333.jpg 555w\" alt=\"\u00e1reas_\u00famidas_pantanal\" width=\"639\" height=\"385\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Foto: iStock by Getty Images<\/p>\n<\/div>\n<p>Os fatos:<\/p>\n<p>Uma pesquisa realizada pelo WWF-Brasil mostrou que os n\u00edveis de turbidez \u2013 quando a \u00e1gua perde a transpar\u00eancia \u2013 e de quantidade de s\u00f3lidos dissolvidos nos rios Jauru, Sepotuba e Alto-Paraguai vem aumentando. Sem a vegeta\u00e7\u00e3o, os rios ficam desprotegidos e expostos \u00e0s chuvas, que carregam sedimentos pela correnteza, provocando aumento da turbidez e do assoreamento, processo pelo qual os rios v\u00e3o ficando cada vez mais rasos. A turbidez afeta o ciclo de vida dos peixes, pela falta de transpar\u00eancia na \u00e1gua, al\u00e9m de dificultar o tratamento da \u00e1gua que ser\u00e1 distribu\u00edda \u00e0 popula\u00e7\u00e3o por parte das empresas de saneamento.<\/p>\n<p>O assoreamento dificulta a navega\u00e7\u00e3o, o fluxo das \u00e1guas, a migra\u00e7\u00e3o dos peixes e tamb\u00e9m deixa o rio vulner\u00e1vel \u00e0 transbordamentos em \u00e9poca de chuvas. A destrui\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o pode provocar um efeito ainda mais grave: secar completamente uma nascente.<\/p>\n<p>Por sua vez, a falta de um sistema de tratamento faz com que os dejetos humanos de uma localidade sejam diretamente despejados nos rios e c\u00f3rregos, contaminando \u00e1guas, solo e at\u00e9 o len\u00e7ol fre\u00e1tico. Um estudo do Instituto Trata Brasil e WWF-Brasil identificou que menos de 10% do esgoto na regi\u00e3o recebe tratamento antes do descarte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebrado no dia 2 de fevereiro, o Dia Mundial das \u00c1reas \u00damidas, estabelecido em 1971<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":59079,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/pantanal.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Celebrado no dia 2 de fevereiro, o Dia Mundial das \u00c1reas \u00damidas, estabelecido em 1971","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59078"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59078\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59079"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}