{"id":5890,"date":"2014-08-31T14:52:40","date_gmt":"2014-08-31T14:52:40","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=5890"},"modified":"2014-08-31T14:52:40","modified_gmt":"2014-08-31T14:52:40","slug":"bolsa-do-lixo-promove-a-reciclagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/bolsa-do-lixo-promove-a-reciclagem\/","title":{"rendered":"\u201cBolsa do lixo\u201d promove a reciclagem"},"content":{"rendered":"<h2>Associa\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro faz intermedia\u00e7\u00e3o entre empresas e cooperativas<\/h2>\n<div class=\"compartilhe\">\n<div class=\"redes-sociais\">\n<div class=\"barra-ferramentas\" style=\"float: left; z-index: 1; position: absolute; margin-top: 220px;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"materia-letra\" class=\"materia-conteudo entry-content cda-materia\">\n<div id=\"materia-parsed-corpo\">\n<div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Aterro sanit\u00e1rio (Foto: Thinkstock)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/SUVs_tym4H540bzeP6Kdaiqm60s=\/620x350\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2014\/07\/16\/lixo.jpg\" alt=\"Aterro sanit\u00e1rio (Foto: Thinkstock)\" width=\"620\" height=\"350\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><label class=\"foto-legenda\">A Bolsa Verde j\u00e1 atua em 22 Estados brasileiros, com a participa\u00e7\u00e3o de 118 cooperativas que congregam 4.500 catadores (Foto: Thinkstock)<\/label><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Reciclar embalagens usadas dos produtos que comercializam (tecnicamente chamada de log\u00edstica reversa de embalagens p\u00f3s-consumo) tornou-se um desafio para as empresas ap\u00f3s a san\u00e7\u00e3o da lei que estabeleceu a nova Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos (PNRS). Basicamente, havia tr\u00eas op\u00e7\u00f5es: fazer todo o recolhimento com recursos pr\u00f3prios, criar postos de coletas volunt\u00e1rios ou investir em uma cooperativa. Isso at\u00e9 o surgimento da Bolsa Verde do Rio de Janeiro (BVRio), associa\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que faz a intermedia\u00e7\u00e3o entre empresas e cooperativas de reciclagem de lixo.<\/p>\n<p>Funciona assim: a cada tonelada de material reciclado, a cooperativa inscreve um cr\u00e9dito no BVTrade (mercado de a\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito) dispon\u00edvel no site da Bolsa Verde, e esse cr\u00e9dito \u00e9 ent\u00e3o comprado pela empresa que precisa reciclar as embalagens, o que serve como prova documental da reciclagem exigida por lei e aumenta a remunera\u00e7\u00e3o dos catadores, incentivando a atividade. Segundo os respons\u00e1veis pela BVRio, \u00e9 uma forma de a empresa terceirizar esse servi\u00e7o, economizando recursos. A Bolsa Verde j\u00e1 atua em 22 Estados brasileiros, com a participa\u00e7\u00e3o de 118 cooperativas que congregam 4.500 catadores. A m\u00e9dia mensal de embalagens recicladas chega a 7 mil toneladas.<\/p>\n<p><strong>Gerencie, n\u00e3o desperdice<\/strong><br \/>\nA a\u00e7\u00e3o da BVRio \u00e9 um exemplo do que se chama de \u201cgerenciamento do desperd\u00edcio\u201d, ou seja, como potencializar economicamente materiais anteriormente desperdi\u00e7ados ou atirados no lixo. Desde os res\u00edduos das minas de carv\u00e3o, aproveitados na ind\u00fastria qu\u00edmica para fabricar pel\u00edculas de filme ou medicamentos, at\u00e9 as t\u00edbias de bovinos transformadas em cabos de facas ou cola, ao longo das d\u00e9cadas in\u00fameras experi\u00eancias comprovaram as vantagens econ\u00f4micas do gerenciamento desses res\u00edduos \u2013 al\u00e9m de seu potencial inovador.<\/p>\n<p>Na era digital, esse gerenciamento salta de matadouros e minas de carv\u00e3o para a internet, na qual ainda hoje h\u00e1 uma subutiliza\u00e7\u00e3o da capacidade de processamento dos computadores a ela conectados. O Projeto SETI, por exemplo, que visa analisar o m\u00e1ximo de sinais de r\u00e1dio poss\u00edvel para verificar se h\u00e1 vida extraterrestre inteligente, j\u00e1 conseguiu a ades\u00e3o de 4 milh\u00f5es de pessoas em todo o planeta que \u201cemprestam\u201d seus computadores conectados \u00e0 sua rede para processarem sinais de r\u00e1dio durante per\u00edodos de inatividade e acumularem dados para a pesquisa.<\/p>\n<p>O gerenciamento de res\u00edduos s\u00f3 tende a ganhar import\u00e2ncia: recente relat\u00f3rio do Banco Mundial revela que o mundo produz anualmente cerca de 1,3 bilh\u00e3o de toneladas de res\u00edduos s\u00f3lidos \u2013 quantidade que dever\u00e1 atingir os 2,2 bilh\u00f5es de toneladas em 2025. Al\u00e9m do aspecto econ\u00f4mico, h\u00e1 amea\u00e7as ao meio ambiente: segundo o mesmo relat\u00f3rio, com o crescimento das concentra\u00e7\u00f5es urbanas, a emiss\u00e3o de g\u00e1s metano de aterros deve subir de 34 milh\u00f5es de toneladas para 48 milh\u00f5es em curto per\u00edodo.<\/p>\n<p><strong>Exemplos a serem seguidos<\/strong><br \/>\nO crescimento da consci\u00eancia sobre a necessidade do gerenciamento de res\u00edduos produziu in\u00fameros casos de experi\u00eancias ou projetos interessantes que podem servir de exemplo para todos. A seguir, destacamos alguns deles:<\/p>\n<p><strong>Ilhas de lixo <\/strong>\u2013 Projeto do escrit\u00f3rio de arquitetura Present prop\u00f5e construir ilhas gigantes de compostagem para tratar o lixo em torno de Nova York, sem necessidade de transporte a longa dist\u00e2ncia (o que hoje custa US$ 300 milh\u00f5es anuais \u00e0 cidade). A ilha teria dois andares: no inferior, seriam manejados os res\u00edduos org\u00e2nicos; no superior, haveria plantio de diversas culturas, aproveitando a mat\u00e9ria org\u00e2nica produzida localmente.<\/p>\n<p><strong>Calor de lixo<\/strong> \u2013 Oslo, a capital norueguesa, \u00e9 grande importadora de lixo dom\u00e9stico, industrial ou hospitalar, cuja queima gera metade da eletricidade e do calor consumidos na cidade de 1,4 milh\u00e3o de habitantes. Todo o norte da Europa vem seguindo o exemplo de Oslo. Como a demanda \u00e9 muito superior \u00e0 oferta de lixo, os res\u00edduos viraram uma esp\u00e9cie de commodity.<\/p>\n<p><strong>Esgoto em eletricidade<\/strong> \u2013 Depois de ordenar o fechamento de todas as usinas nucleares at\u00e9 2022, a Alemanha passou a investir firme em energias alternativas. Hamburgo, por exemplo, instalou tanques que tratam do esgoto residencial: os res\u00edduos l\u00edquidos passam por tratamento e s\u00e3o devolvidos purificados aos rios; os s\u00f3lidos, primeiro liberam g\u00e1s metano, que \u00e9 distribu\u00eddo como g\u00e1s de cozinha aos habitantes, e depois s\u00e3o secados e incinerados em uma usina termel\u00e9trica que produz toda a energia suficiente para a rede de tratamento de \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>Tomates verdes<\/strong> \u2013 Para evitar o desperd\u00edcio de energia, a HouwelingsTomatoes, produtora de tomates em estufa da Calif\u00f3rnia, instalou um sistema combinado de energia e aquecimento com dois motores Jenbacher de 4,36 MW fabricados pela GE e movidos a g\u00e1s natural. As estufas recuperam energia gra\u00e7as a exaustores que absorvem o calor gerado e necessitam de temperaturas muito baixas para seu sistema de aquecimento, obtendo uma efici\u00eancia energ\u00e9tica de 90%. Al\u00e9m disso, as emiss\u00f5es de CO2 s\u00e3o capturadas para combust\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes.<\/p>\n<p><strong>Galinhas em g\u00e1s<\/strong> \u2013 A China acaba de instalar uma usina na cidade de Penglai para produzir biog\u00e1s a partir do manejo de 300 toneladas di\u00e1rias de res\u00edduos de carne de frango. O biodigestor que processa esse material gera o g\u00e1s para mover motores Jenbacher de 1 MW, respons\u00e1veis pelo fornecimento de energia para a usina. Esse sistema, que se inclui na plataforma ecomagination\u00a0 da GE, permite a autonomia energ\u00e9tica e a economia de recursos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: \u00c9poca Neg\u00f3cios<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Associa\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro faz intermedia\u00e7\u00e3o entre empresas e cooperativas A Bolsa Verde j\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Associa\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro faz intermedia\u00e7\u00e3o entre empresas e cooperativas A Bolsa Verde j\u00e1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5890"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5890"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5890\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5890"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5890"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5890"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}