{"id":58699,"date":"2017-01-28T09:00:19","date_gmt":"2017-01-28T12:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=58699"},"modified":"2017-01-28T09:05:29","modified_gmt":"2017-01-28T12:05:29","slug":"a-biologia-do-amor-de-humberto-maturana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-biologia-do-amor-de-humberto-maturana\/","title":{"rendered":"A biologia do amor de Humberto Maturana"},"content":{"rendered":"<h4>Ele \u00e9 um cientista diferente dos demais: consegue ver o ser humano pelas lentes do amor, pela biologia do sentimento<\/h4>\n<div class=\"fotoMateria right\">\n<p><img src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/Humberto-Maturana-credito-Rodrigo-Fernandez-Wikimedia.jpg\" alt=\"Maturana: \u201c\u00c9 no amor que alcan\u00e7amos o bem-estar e realizamos nossa condi\u00e7\u00e3o humana\u201d - Imagem: Rodrigo Fernandez\/Wikimedia\" \/>Maturana: \u201c\u00c9 no amor que alcan\u00e7amos o bem-estar e realizamos nossa condi\u00e7\u00e3o humana\u201d &#8211; Imagem: Rodrigo Fernandez\/Wikimedia<\/p>\n<\/div>\n<p>Seria o neurobi\u00f3logo chileno <strong>Humberto Maturana<\/strong>, 88 anos, um ser mais evolu\u00eddo, que veio de outro planeta para renascer na Terra? Quem conhece algumas de suas obras mais famosas, como <strong>\u201cA Biologia do Amor\u201d<\/strong> e \u201c\u00c1 \u00c1rvore do Conhecimento\u201d, sabe que h\u00e1 uma raz\u00e3o para fazermos essa pergunta.<\/p>\n<p>Maturana \u00e9 um cientista diferente dos demais: consegue ver o ser humano pelas lentes do amor, pela biologia do sentimento, enxergando-o em um sistema global de m\u00faltiplas intera\u00e7\u00f5es. H\u00e1 quem diga que isso \u00e9 imposs\u00edvel. Mas existe alguma barreira que o amor ou a influ\u00eancia da natureza em nossas vidas n\u00e3o atravesse?<\/p>\n<p>Nascido na capital, Santiago, Maturana \u00e9 adepto do pensamento sist\u00eamico, que defende uma vis\u00e3o interdisciplinar, integrada e interdependente da realidade: o ser vivo, os objetos e o ambiente est\u00e3o em constante rela\u00e7\u00e3o e devem ser estudados como um todo. Nessa abordagem, ci\u00eancia, subjetividade, esp\u00edrito e, claro, o amor, caminham juntos.<\/p>\n<p>Na orelha do<strong> livro \u201cA \u00c1rvore do Conhecimento\u201d<\/strong>, que escreveu junto com o tamb\u00e9m chileno Francisco Varela, PhD em Biologia, h\u00e1 uma descri\u00e7\u00e3o que melhor representa a tese defendida por Maturana: \u201cVivemos no mundo e por isso fazemos parte dele; vivemos com os outros seres vivos, e portanto, compartilhamos com eles o processo vital. Constru\u00edmos o mundo em que vivemos ao longo de nossas vidas. Por sua vez, ele tamb\u00e9m nos constr\u00f3i no decorrer dessa viagem comum. Assim, se vivemos e nos comportamos de um modo que torna insatisfat\u00f3ria a nossa qualidade de vida, a responsabilidade cabe a n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>E completa: \u201cNossa trajet\u00f3ria de vida nos faz construir nosso conhecimento do mundo \u2013 mas este tamb\u00e9m constr\u00f3i seu pr\u00f3prio conhecimento a nosso respeito. Mesmo que de imediato n\u00e3o percebamos, somos sempre influenciados e modificados pelo que experienciamos\u201d. Ou seja: um ser s\u00f3 sobrevive em um entorno que o receba.<\/p>\n<p>Para o <strong>neurobi\u00f3logo<\/strong>, o amor tem papel fundamental nisso, porque faz o homem evoluir.\u00a0 \u201cO que guia o fluxo do viver individual s\u00e3o as emo\u00e7\u00f5es e na constitui\u00e7\u00e3o evolutiva tamb\u00e9m. \u00c9 o emocionar que se conserva de uma gera\u00e7\u00e3o a outra\u201d, disse. Cr\u00edtico da propaganda e do consumo insustent\u00e1vel, que, segundo ele, s\u00e3o um \u201cest\u00edmulo \u00e0 cobi\u00e7a\u201d, Maturana destaca que o amor est\u00e1 sempre associado \u00e0 sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cNuma de suas par\u00e1bolas, Jesus fala do campon\u00eas lan\u00e7ando sementes ao solo. Algumas caem nas pedras e s\u00e3o comidas pelas aves, outras caem num solo \u00e1rido e resistem por pouco tempo. Mas h\u00e1 aquelas que encontram boa terra e crescem vigorosas. Assim tamb\u00e9m n\u00f3s precisamos de um solo acolhedor para nos desenvolver. Nosso solo acolhedor \u00e9 o amor.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 o que voc\u00ea, caro leitor, confere nesta sele\u00e7\u00e3o de frases e pensamentos que a <strong>Ecol\u00f3gico<\/strong> apresenta a seguir:<\/p>\n<h2><strong><em>Biologia do amar<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em>\u201cA biologia do amar \u00e9 o fundamento biol\u00f3gico do mover-se de um ser vivo, no prazer de estar onde est\u00e1 na confian\u00e7a de que \u00e9 acolhido, seja pelas circunst\u00e2ncias, seja por outros seres vivos. No caso dos seres humanos, isto \u00e9 central na rela\u00e7\u00e3o do beb\u00ea com sua m\u00e3e, com seu pai, com seu entorno familiar, que o vai permitir crescer como uma crian\u00e7a que vai ser um adulto que se respeita por si mesmo.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cSe voc\u00ea observa a hist\u00f3ria de crian\u00e7as que se transformam em seres, chamemos assim, antissociais, vamos descobrir que sempre tem uma hist\u00f3ria da nega\u00e7\u00e3o do amar, de ter sido criado na profunda viola\u00e7\u00e3o de sua identidade, na falta de respeito, na nega\u00e7\u00e3o de seu ser.\u201d<\/em><\/p>\n<h2><strong><em>Emo\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em>\u201cAs emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o centrais na evolu\u00e7\u00e3o de todos os seres vivos, porque definem o curso de seus fazeres: onde est\u00e3o, para onde v\u00e3o, onde buscam alimentos, onde se reproduzem, onde criam seus filhotes, onde depositam seus ovos, etc. Bem, com os seres humanos ocorre exatamente a mesma coisa. O emocionar, o fluxo das emo\u00e7\u00f5es, vai definindo o lugar em que v\u00e3o acontecer as coisas que fazem no conviver.\u201d <\/em><\/p>\n<p><em>\u201cSe uma pessoa se move, por exemplo, a partir da frustra\u00e7\u00e3o, isso vai definir continuamente o espa\u00e7o relacional na qual se encontra e o curso que vai ter seu viver. Se vive a partir da confian\u00e7a, vai seguir um curso distinto. Assim, portanto, o que guia o fluxo do viver individual s\u00e3o as emo\u00e7\u00f5es, e na constitui\u00e7\u00e3o evolutiva tamb\u00e9m. \u00c9 o emocionar que se conserva de uma gera\u00e7\u00e3o a outra na aprendizagem das crian\u00e7as.\u201d<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><\/p>\n<h2><strong><em>Cobi\u00e7a<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em>\u201cToda a vis\u00e3o do com\u00e9rcio que se associa ao est\u00edmulo da cobi\u00e7a \u00e9 destruidora da democracia. Quando Jesus disse \u2018n\u00e3o se pode servir a dois senhores ao mesmo tempo, n\u00e3o se pode servir ao dinheiro e ao amor\u2019, aponta certamente isso. Mostra que servir ao dinheiro tem a ver com a cobi\u00e7a. Por isso, o jovem rico para entrar no Reino de Deus tem que desfazer-se de suas riquezas, abandonar seus apegos, porque o Reino de Deus \u00e9, de fato, amar. \u00c9 a democracia.\u201d<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/frase-de-Humberto-Maturana-2.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"580\" \/><\/p>\n<h2><strong><em>Propaganda<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em>\u201cToda a propaganda para transformar as crian\u00e7as em consumidores \u00e9 um est\u00edmulo para a cobi\u00e7a. Provavelmente estas crian\u00e7as ser\u00e3o adultos que v\u00e3o cobi\u00e7ar, porque cresceram na busca da satisfa\u00e7\u00e3o de qualquer coisa que querem, sem ter consci\u00eancia do que isto significa no espa\u00e7o social, no espa\u00e7o de conviv\u00eancia, por exemplo, de seus pais, que n\u00e3o necessariamente podem comprar tudo o que os filhos querem.\u201d<\/em><\/p>\n<h2><strong><em>Competi\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em>\u201cA crian\u00e7a, ao jogar, aprende um modo de viver cuja aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 nas consequ\u00eancias, mas na responsabilidade do que faz. Claro que v\u00e3o ter consequ\u00eancias, mas elas n\u00e3o s\u00e3o o ponto central, e sim aquilo que a crian\u00e7a est\u00e1 fazendo ao jogar. Se algu\u00e9m aprende isso pode colaborar, pode estudar, pode fazer qualquer coisa com satisfa\u00e7\u00e3o e com prazer.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cA competi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nem pode ser sadia, porque se constitui na nega\u00e7\u00e3o do outro.\u201d<\/em><\/p>\n<h2><strong><em>Crian\u00e7as<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em>\u201cN\u00e3o traiam as crian\u00e7as! N\u00e3o prometa acolh\u00ea-las quando os vai desconsider\u00e1-las. N\u00e3o prometa que vai lev\u00e1-las para brincar quando vai orden\u00e1-las que se sentem e fiquem quietas. Porque o que um professor faz, \u00e0s vezes, sem se dar conta, \u00e9 trair as crian\u00e7as em fun\u00e7\u00e3o do que ele quer que elas fa\u00e7am. Por um lado as acolhe, mas na realidade as distingue. As crian\u00e7as sabem exatamente quando algu\u00e9m promete algo e n\u00e3o cumpre, e vivem isso como uma trai\u00e7\u00e3o. Isso gera dor e produz sentimentos, por que \u00e9 uma nega\u00e7\u00e3o de nossa condi\u00e7\u00e3o amorosa.\u201d<\/em><\/p>\n<h2><strong><em>Convic\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em>\u201cTendemos a viver num mundo de certezas, de solidez perceptiva n\u00e3o contestada, em que nossas convic\u00e7\u00f5es provam que as coisas s\u00e3o somente como as vemos e n\u00e3o existe alternativa para aquilo que nos parece certo. Essa \u00e9 nossa situa\u00e7\u00e3o cotidiana, nossa condi\u00e7\u00e3o cultural, nosso modo habitual de ser humanos.\u201d<\/em><\/p>\n<h2><strong><em>Determinismo<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em>\u201cQuando nos encontramos com um advinho profissional, que nos promete com sua arte de predizer o futuro, em geral experimentamos sentimentos contradit\u00f3rios. Por um lado nos atrai a ideia de que algu\u00e9m, olhando para nossas m\u00e3os e baseando-se num determinismo para n\u00f3s inescrut\u00e1vel, possa antecipar nosso futuro. De outra parte, a ideia de sermos determinados, explic\u00e1veis e previs\u00edveis nos parece inaceit\u00e1vel. Gostamos do nosso<br \/>\nlivre-arb\u00edtrio e queremos estar al\u00e9m de<br \/>\nqualquer determinismo.\u201d<\/em><\/p>\n<h2><strong><em>Certezas<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em>\u201cO conhecimento do conhecimento obriga. Obriga-nos a assumir uma atitude de permanente vig\u00edlia contra a tenta\u00e7\u00e3o da certeza, a reconhecer que nossas certezas n\u00e3o s\u00e3o provas da verdade, como se o mundo que cada um v\u00ea fosse o mundo e n\u00e3o um mundo que constru\u00edmos juntamente com os outros.\u201d<\/em><\/p>\n<h2><strong><em>Planeta Terra<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em>\u201cO mundo sempre foi maravilhosamente acolhedor. Se assim n\u00e3o fosse, a hist\u00f3ria do ser humano n\u00e3o teria acontecido. Um ser s\u00f3 sobrevive em um entorno que o receba. Caso contr\u00e1rio, torna-se negativo e agressivo e n\u00e3o resiste. Apesar de vivermos um momento de nega\u00e7\u00e3o do amor, s\u00f3 sobrevivemos porque essa emo\u00e7\u00e3o persiste nos v\u00ednculos que definem a vida em sociedade. \u00c9 no amor que alcan\u00e7amos o bem-estar e realizamos nossa condi\u00e7\u00e3o humana.\u201d<\/em><\/p>\n<h2><strong><em>Dor<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em>\u201cA dor nos faz perguntar. Apesar de dif\u00edcil, \u00e9 uma oportunidade \u00fanica de transforma\u00e7\u00e3o, assim como a curiosidade, que n\u00e3o nos permite submiss\u00e3o aos padr\u00f5es externos. Quando trope\u00e7amos, d\u00f3i o p\u00e9. Isso faz pensar sobre o modo de andar, a aten\u00e7\u00e3o ao caminhar, os desafios do trajeto. A dor da alma tamb\u00e9m ensina.\u201d<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/frase-de-Humberto-Maturana.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"532\" \/><\/p>\n<h2><strong><em>Amor<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em>\u201cO ser humano n\u00e3o vive s\u00f3. A hist\u00f3ria da humanidade mostra que o amor est\u00e1 sempre associado \u00e0 sobreviv\u00eancia. Sobrevive na coopera\u00e7\u00e3o. Se a m\u00e3e n\u00e3o acolhe o beb\u00ea, ele perece. \u00c9 o acolhimento que permite a exist\u00eancia. Numa de suas par\u00e1bolas, Jesus fala do campon\u00eas lan\u00e7ando sementes ao solo. Algumas caem nas pedras e s\u00e3o comidas pelas aves, outras caem num solo \u00e1rido e resistem por pouco tempo. Mas h\u00e1 aquelas que encontram boa terra e crescem vigorosas. Assim tamb\u00e9m n\u00f3s precisamos de um solo acolhedor para nos desenvolver. Nosso solo acolhedor \u00e9 o amor.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cO amor nos d\u00e1 a possibilidade de compartilhar a vida e o prazer de viver experi\u00eancias com outras pessoas. Essa din\u00e2mica relacional est\u00e1 na origem da vida humana e determinou o surgimento da linguagem, respons\u00e1vel pelos la\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o e que inclui a\u00e7\u00f5es, emo\u00e7\u00f5es e sentimentos.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cO amor, ou, se n\u00e3o quisermos usar uma palavra t\u00e3o forte, a aceita\u00e7\u00e3o do outro junto a n\u00f3s na conviv\u00eancia, \u00e9 o fundamento biol\u00f3gico do fen\u00f4meno social. Sem amor, sem aceita\u00e7\u00e3o do outro junto a n\u00f3s, n\u00e3o h\u00e1 socializa\u00e7\u00e3o, e sem esta n\u00e3o h\u00e1 humanidade. Qualquer coisa que destrua ou limite a aceita\u00e7\u00e3o do outro, desde a competi\u00e7\u00e3o at\u00e9 a posse da verdade, passando pela certeza ideol\u00f3gica, destr\u00f3i ou limita o acontecimento do fen\u00f4meno social.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cAmar \u00e9 uma atitude em que se aceita o outro de forma incondicional e n\u00e3o se exige ou se espera nada como recompensa. Amar implica ocupar-se do bem-estar do outro e do meio ambiente. Em vez de oferecer instru\u00e7\u00f5es do que e como fazer, amar \u00e9 respeitar o espa\u00e7o do outro para que ele exista em plenitude.\u201d <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ele \u00e9 um cientista diferente dos demais: consegue ver o ser humano pelas lentes do<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Ele \u00e9 um cientista diferente dos demais: consegue ver o ser humano pelas lentes do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58699"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58699"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58699\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58699"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58699"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58699"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}