{"id":58566,"date":"2017-01-26T09:00:07","date_gmt":"2017-01-26T12:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=58566"},"modified":"2017-01-25T21:08:45","modified_gmt":"2017-01-26T00:08:45","slug":"aquecimento-global-esta-deixando-nossos-oceanos-doentes-de-acordo-com-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/aquecimento-global-esta-deixando-nossos-oceanos-doentes-de-acordo-com-relatorio\/","title":{"rendered":"Aquecimento global est\u00e1 deixando nossos oceanos doentes, de acordo com relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=58567\" rel=\"attachment wp-att-58567\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-58567\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com uma investiga\u00e7\u00e3o internacional realizada sobre a sa\u00fade dos oceanos do mundo, cientistas descobriram que o aquecimento global est\u00e1 deixando nossos oceanos doentes de uma maneira t\u00e3o veloz que diversas cadeias alimentares est\u00e3o sendo prejudicadas, inclusive a nossa.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio sugere que nossos mares sofram cerca de 93% dos efeitos causados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, ficando cada vez mais doentes no processo. Logo, isto poderia explicar por que o aumento das temperaturas n\u00e3o foi sentido de uma forma consider\u00e1vel em terra, segundo informa\u00e7\u00f5es da <em>Science Alert<\/em>.<\/p>\n<p>De acordo com Inger Andersen, diretor-geral da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN), todos sabemos que \u201c<em>os oceanos sustentam nosso planeta e que eles fornecem cada segundo de respira\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, disse ele no Congresso Mundial de Conserva\u00e7\u00e3o realizado recentemente no Hava\u00ed. Por\u00e9m, ele afirmou que somos n\u00f3s os respons\u00e1veis por essa degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio, feito por 80 pesquisadores em 12 pa\u00edses, \u00e9 uma meta-an\u00e1lise de centenas de outros estudos revisados por especialistas que examinaram a resposta dos ecossistemas marinhos, desde de bact\u00e9rias at\u00e9 grandes mam\u00edferos, para o aquecimento global. O inqu\u00e9rito revelou que os oceanos t\u00eam nos \u201cblindado\u201d dos efeitos devastadores das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, pelo menos desde a d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p>Como ocupam uma \u00e1rea relativamente grande de nosso Planeta, conforme a radia\u00e7\u00e3o do Sol bate aqui, o calor \u00e9 rapidamente dissipado. Hipoteticamente, em um mundo sem oceanos, muito desse calor teria permanecido preso em nossa atmosfera, o que faria com que o planeta estivesse mais quente do que agora.\u201c<em>Ao absorver uma quantidade desproporcional de calor proveniente do aquecimento global, que ocorre maiormente em raz\u00e3o da emiss\u00e3o de di\u00f3xido de carbono na atmosfera, o oceano tem blindado o mundo das mudan\u00e7as mais r\u00e1pidas no clima<\/em>\u201d, escreveram os autores no relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Em consequ\u00eancia disto, \u00e9 bem prov\u00e1vel que os animais marinhos migrem cerca de 50% mais r\u00e1pido do que os terrestres. Por exemplo, isso for\u00e7a criaturas como as \u00e1guas-vivas, aves marinhas e pl\u00e2nctons a se deslocarem para \u00e1guas mais frias em at\u00e9 10 graus de latitude, de acordo com os pesquisadores.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o aumento do calor tamb\u00e9m fez com que os mares se tornassem cheios de micr\u00f3bios, o que inclui a prolifera\u00e7\u00e3o de algas t\u00f3xicas e bact\u00e9rias portadoras de c\u00f3lera. Tal evid\u00eancia sugere que, em breve, as fontes de \u00e1gua podem se tornar t\u00f3xicas para vida marinha, o que afetaria em grande parte certas culturas de alimentos consumidos por n\u00f3s.<\/p>\n<p>Estima-se que, em 2050, a pesca mar\u00edtima no sudeste da \u00c1sia caia em uma taxa de 10% entre 30%, em rela\u00e7\u00e3o a 1970-2000, e a maioria dos sistemas de recifes de coral do mundo sofrer\u00e3o com problemas de branqueamento, em raz\u00e3o do aumento da acidez das \u00e1guas.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m apontou que, se a temperatura global continuar a subir, ambientes como o do \u00c1rtico sofrer\u00e3o grandes impactos, e espera-se que \u00e1reas cobertas com <em>permafrost<\/em> desapare\u00e7am. Neste cen\u00e1rio, os usos polares potencialmente ser\u00e3o extintos daqui a 50 ou 70 anos.<\/p>\n<p>Os pesquisadores esperam que o relat\u00f3rio possa convencer as ind\u00fastrias a optarem por alternativas mais sustent\u00e1veis, porque os oceanos de fato est\u00e3o em um ponto decisivo e n\u00e3o poder\u00e3o suportar o peso do aquecimento global para sempre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com uma investiga\u00e7\u00e3o internacional realizada sobre a sa\u00fade dos oceanos do mundo, cientistas descobriram que<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":58567,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/oceanos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com uma investiga\u00e7\u00e3o internacional realizada sobre a sa\u00fade dos oceanos do mundo, cientistas descobriram que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58566"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58566"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58566\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58566"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58566"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58566"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}