{"id":58556,"date":"2017-01-26T07:00:46","date_gmt":"2017-01-26T10:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=58556"},"modified":"2017-01-25T21:00:37","modified_gmt":"2017-01-26T00:00:37","slug":"com-suspeitas-em-4-estados-pais-vive-maior-surto-de-febre-amarela-em-14-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/com-suspeitas-em-4-estados-pais-vive-maior-surto-de-febre-amarela-em-14-anos\/","title":{"rendered":"Com suspeitas em 4 Estados, Pa\u00eds vive maior surto de febre amarela em 14 anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=58557\" rel=\"attachment wp-att-58557\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-58557\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/febre_amarela-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/febre_amarela-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/febre_amarela-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Brasil vive o maior surto de febre amarela em 14 anos. At\u00e9 ter\u00e7a-feira, 24, foram confirmados 70 casos da doen\u00e7a, com 40 mortes. Desse total, 21 s\u00e3o de pacientes que apresentaram os primeiros sintomas em meados de dezembro. O maior n\u00famero de casos at\u00e9 ent\u00e3o havia sido em 2003, quando foram confirmados 64 pacientes com febre amarela. H\u00e1 ainda no Pa\u00eds outros 364 casos em investiga\u00e7\u00e3o, incluindo 49 \u00f3bitos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do aumento expressivo do n\u00famero de casos, a doen\u00e7a atinge um n\u00famero maior de Estados e munic\u00edpios neste ano. Em 2003, com o surto em Minas, os casos se espalharam por menos de 20 munic\u00edpios do Estado. Agora, pelo menos 40 cidades apresentam registros de pacientes com suspeita da infec\u00e7\u00e3o. H\u00e1 notifica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m em Esp\u00edrito Santo, Bahia e S\u00e3o Paulo. No total, 60 cidades do Pa\u00eds j\u00e1 relataram casos suspeitos.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que os casos v\u00eam em maior n\u00famero e atingem uma \u00e1rea maior&#8221;, afirma o infectologista da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, Andr\u00e9 Siqueira. Para ele, n\u00e3o h\u00e1 um fator \u00fanico que explique a expans\u00e3o.<img src=\"https:\/\/t.dynad.net\/pc\/?dc=5550001892;ord=1485386274302\" \/><img src=\"https:\/\/t.dynad.net\/pc\/?dc=5550001580;ord=1485388664721\" \/><\/p>\n<p>Entre as causas estariam maior circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, desmatamento e mudan\u00e7as do clima que favorecem a prolifera\u00e7\u00e3o dos mosquitos transmissores da forma silvestre da doen\u00e7a. Ao jornal O Estado de S. Paulo, na ter\u00e7a-feira, 24, o ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, afirmou que o governo tamb\u00e9m analisa a tese de que o surto em Minas pode estar relacionado \u00e0 trag\u00e9dia do rompimento da barragem em Mariana, que afetou o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico do Rio Doce em 2015. &#8220;Isso \u00e9 uma tese que est\u00e1 sendo desenvolvida e n\u00f3s estamos aguardando eventual confirma\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p><b>A\u00e7\u00e3o tardia <\/b><\/p>\n<p>Siqueira n\u00e3o descarta a possibilidade de que medidas de conten\u00e7\u00e3o tenham sido feitas de forma tardia. &#8220;Desde o fim do ano passado h\u00e1 registros de morte de macacos, um ind\u00edcio de que o v\u00edrus da febre amarela poderia estar circulando de forma mais intensa&#8221;, disse Siqueira. Para ele, com as notifica\u00e7\u00f5es, seria necess\u00e1rio intensificar a vacina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o suscet\u00edvel.<\/p>\n<p>O subsecret\u00e1rio de Vigil\u00e2ncia e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade da Secretaria de Estado de Sa\u00fade de Minas, Rodrigo Said, garante, por\u00e9m, que medidas foram adotadas rapidamente. &#8220;Os registros de casos em humanos come\u00e7aram na primeira semana de janeiro. Providenciamos imediatamente vacina\u00e7\u00e3o de bloqueio.&#8221; De acordo com ele, n\u00e3o foram identificadas com anteced\u00eancia mortes de animais. &#8220;Come\u00e7aram a ser notadas simultaneamente aos registros de casos suspeitos na popula\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Siqueira avalia que \u00f3bitos provocados pela doen\u00e7a poderiam ter sido evitados. &#8220;Os casos aconteceram, em sua maioria, em \u00e1reas consideradas de risco. Por que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava vacinada?&#8221; Para o pesquisador, o argumento de que o Pa\u00eds vive ciclo de aumento de casos da doen\u00e7a a cada 7 ou 10 anos n\u00e3o \u00e9 suficiente para explicar os casos. &#8220;Isso \u00e9 um atestado de incapacidade de autoridades de sa\u00fade. Existe uma vacina contra a doen\u00e7a, uma vacina eficaz. Se h\u00e1 maior risco a cada ciclo de 7, 10 anos, por que medidas n\u00e3o s\u00e3o adotadas?&#8221; Ele defende, por exemplo, que campanhas peri\u00f3dicas sejam feitas, sobretudo em \u00e1reas de risco.<\/p>\n<p>O professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Pedro Tauil, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo considerar necess\u00e1ria, passado esse per\u00edodo de aumento expressivo de casos, uma discuss\u00e3o mais aprofundada sobre a forma como a vacina \u00e9 ofertada para a popula\u00e7\u00e3o. Uma das possibilidades que precisam ser discutidas, disse, \u00e9 incluir o imunizante na rotina de imuniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira, 24, o ministro Barros ressaltou que &#8220;o Brasil tem capacidade t\u00e9cnica, de assist\u00eancia, pessoal, infraestrutura e de vacinas, para bloquear esse surto&#8221;. &#8220;Agora, depende efetivamente de as pessoas irem \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o e de t\u00e9cnicos agirem corretamente quando surge cada caso.&#8221;<\/p>\n<p>Barros declarou que a pasta n\u00e3o trabalha com a hip\u00f3tese de o surto se alastrar para as \u00e1reas urbanas. &#8220;Mas, evidentemente, se a pessoa pega a doen\u00e7a na mata e vem para a cidade, pode transmitir. O fato concreto \u00e9 que temos controle m\u00e1ximo dos casos para evitar que isso aconte\u00e7a&#8221;, ressaltou, considerando a possibilidade de retomada da transmiss\u00e3o por meio do Aedes aegypti.<\/p>\n<p><b>Imuniza\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>A imuniza\u00e7\u00e3o em Minas \u00e9 considerada baixa. Cerca de 50% da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 vacinada contra febre amarela. Em S\u00e3o Paulo, onde tamb\u00e9m h\u00e1 casos (veja ao lado), o \u00edndice chega a 80%. O coordenador de Controle de Doen\u00e7as da Secretaria de Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo, o infectologista Marcos Boulos, no entanto, afirma ser necess\u00e1rio atingir a marca de 95% em \u00e1reas consideradas de risco. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal <b>O Estado de S. Paulo.<\/b><\/p>\n<p><i> L\u00edgia Formenti, com colabora\u00e7\u00e3o de Daniel Weterman<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil vive o maior surto de febre amarela em 14 anos. 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