{"id":58262,"date":"2017-01-21T12:30:31","date_gmt":"2017-01-21T15:30:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=58262"},"modified":"2017-01-21T10:04:00","modified_gmt":"2017-01-21T13:04:00","slug":"estudo-inedito-traca-panorama-da-regeneracao-florestal-na-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-inedito-traca-panorama-da-regeneracao-florestal-na-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Estudo in\u00e9dito tra\u00e7a panorama da regenera\u00e7\u00e3o florestal na Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=58264\" rel=\"attachment wp-att-58264\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-58264\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgam nesta data avalia\u00e7\u00e3o in\u00e9dita da regenera\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica em 9 estados. O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atl\u00e2ntica, que monitora a distribui\u00e7\u00e3o espacial do bioma, identificou a regenera\u00e7\u00e3o de 219.735 hectares (ha), ou o equivalente a 2.197 km\u00b2, entre 1985 e 2015, em nove dos 17 estados do bioma. A \u00e1rea corresponde a aproximadamente o tamanho da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Segundo os dados do Atlas, Paran\u00e1 foi o estado que apresentou mais \u00e1reas regeneradas no per\u00edodo avaliado, num total de 75.612 ha, seguido de Minas Gerais (59.850 ha), Santa Catarina (24.964 ha), S\u00e3o Paulo (23.021 ha) e Mato Grosso do Sul (19.117 ha).<\/p>\n<p>Confira na tabela abaixo a regenera\u00e7\u00e3o ocorrida nos nove estados avaliados:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/tabela-regeneracao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-105843\" src=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/tabela-regeneracao.jpg\" alt=\"tabela regeneracao\" width=\"622\" height=\"378\" \/><\/a><\/p>\n<p>O estudo analisa principalmente a regenera\u00e7\u00e3o sobre forma\u00e7\u00f5es florestais que se apresentam em est\u00e1gio inicial de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, ou \u00e1reas utilizadas anteriormente para pastagem e que hoje est\u00e3o em est\u00e1gio avan\u00e7ado de regenera\u00e7\u00e3o. Tal processo se deve tanto a causas naturais, quanto induzidas por meio do plantio de mudas de \u00e1rvores nativas.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 30 anos, houve uma redu\u00e7\u00e3o de 83% do desmatamento do bioma. De acordo com Marcia Hirota, diretora-executiva da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, sete dos 17 estados da Mata Atl\u00e2ntica j\u00e1 apresentam n\u00edvel de desmatamento zero: \u201cAgora, o desafio \u00e9 recuperar e restaurar as florestas nativas que perdemos. Embora o levantamento atual n\u00e3o assinale as causas da regenera\u00e7\u00e3o, ou seja, se ocorreu de forma natural ou decorre de iniciativas de restaura\u00e7\u00e3o florestal, \u00e9 um bom indicativo de que estamos no caminho certo\u201d, observa Marcia.<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, a ONG foi respons\u00e1vel pelo plantio de 36 milh\u00f5es de mudas de \u00e1rvores nativas espalhadas pelo pa\u00eds, especialmente nas \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente, no entorno de nascentes e margem de rios produtores de \u00e1gua, al\u00e9m de restaurar uma \u00e1rea em Itu, uma antiga fazenda de caf\u00e9, que hoje \u00e9 destinada para atividades relacionadas a quest\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e restaura\u00e7\u00e3o florestal.<\/p>\n<p>\u201cDurante o monitoramento, constatou-se a exist\u00eancia de outras \u00e1reas ocupadas por comunidades de porte florestal em diversos est\u00e1gios intermedi\u00e1rios de regenera\u00e7\u00e3o, \u00e1reas essas que devem ser mapeadas e divulgadas em futuros estudos\u201d, esclare Fl\u00e1vio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador t\u00e9cnico do estudo pelo INPE.<\/p>\n<p>Este estudo foi realizado com o patroc\u00ednio de Bradesco Cart\u00f5es e execu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da empresa de geotecnologia Arcplan. A an\u00e1lise se baseia em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do sat\u00e9lite Landsat 8. O Atlas utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e de geoprocessamento para monitorar remanescentes florestais acima de 3 ha.<\/p>\n<p><b>Sobre a Mata Atl\u00e2ntica <\/b><\/p>\n<p>A Mata Atl\u00e2ntica est\u00e1 distribu\u00edda ao longo da costa atl\u00e2ntica do pa\u00eds, atingindo \u00e1reas da Argentina e do Paraguai nas regi\u00f5es Sudeste e Sul. De acordo com o Mapa da \u00c1rea de Aplica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 11.428, a Mata Atl\u00e2ntica abrangia originalmente 1.309.736 km2 no territ\u00f3rio brasileiro. Seus limites originais contemplavam \u00e1reas em 17 estados: PI, CE, RN, PE, PB, SE, AL, BA, ES, MG, GO, RJ, MS, SP, PR, SC e RS. Nessa extensa \u00e1rea vivem atualmente mais de 72% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p><b>Sobre a Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica<\/b><\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica atua h\u00e1 30 anos na prote\u00e7\u00e3o dessa que \u00e9 a floresta mais amea\u00e7ada do pa\u00eds. A ONG realiza diversos projetos nas \u00e1reas de monitoramento e restaura\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, prote\u00e7\u00e3o do mar e da costa, pol\u00edticas p\u00fablicas e melhorias das leis ambientais, educa\u00e7\u00e3o ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o, dentre outros. Todas essas a\u00e7\u00f5es contribuem para a qualidade de vida, j\u00e1 que vivem na Mata Atl\u00e2ntica mais de 72% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como voc\u00ea pode ajudar em <a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/participe\/\" target=\"_blank\">www.sosma.org.br\/participe<\/a>.<\/p>\n<p><b>Sobre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) <\/b><\/p>\n<p>O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) atua nas \u00e1reas de Observa\u00e7\u00e3o da Terra, Meteorologia e Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, Ci\u00eancias Espaciais e Atmosf\u00e9ricas e Engenharia Espacial. Possui laborat\u00f3rios de Computa\u00e7\u00e3o Aplicada, Combust\u00e3o e Propuls\u00e3o, F\u00edsica de Materiais e F\u00edsica de Plasmas. Presta servi\u00e7os operacionais de monitoramento florestal, previs\u00e3o do tempo e clima, rastreio e controle de sat\u00e9lites, medidas de queimadas, raios e polui\u00e7\u00e3o do ar.<\/p>\n<p>O INPE aposta na constru\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites para produ\u00e7\u00e3o de dados sobre o planeta Terra, e no desenvolvimento de pesquisas para transformar estes dados em conhecimento, produtos e servi\u00e7os para a sociedade brasileira e para o mundo. Tamb\u00e9m se dedica \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de imagens meteorol\u00f3gicas e de sensoriamento remoto, e \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de testes e ensaios industriais de alta qualidade. Al\u00e9m disso, o Instituto transfere tecnologia, fomentando a capacita\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria espacial brasileira e o desenvolvimento de um setor nacional de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os especializados no campo espacial. Mais informa\u00e7\u00f5es em <a href=\"http:\/\/www.inpe.br\">www.inpe.br<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgam nesta<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":58264,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgam nesta","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58262"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58262"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58262\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58264"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}