{"id":58235,"date":"2017-01-21T10:30:41","date_gmt":"2017-01-21T13:30:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=58235"},"modified":"2017-01-21T09:03:55","modified_gmt":"2017-01-21T12:03:55","slug":"terra-teve-condicoes-de-evoluir-vida-complexa-muito-antes-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/terra-teve-condicoes-de-evoluir-vida-complexa-muito-antes-do-que-se-pensava\/","title":{"rendered":"Terra teve condi\u00e7\u00f5es de evoluir vida complexa muito antes do que se pensava"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=58236\" rel=\"attachment wp-att-58236\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-58236\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As evid\u00eancias f\u00f3sseis mais antigas conhecidas atualmente indicam que a vida j\u00e1 existia na Terra por volta de 3,7 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Eram organismos simples, unicelulares e sem um n\u00facleo definido para guardar seu material gen\u00e9tico, conhecidos como procariontes e pertencentes aos dom\u00ednios chamados Archaea e Eubacteria. J\u00e1 a vida mais complexa, em que as c\u00e9lulas primeiro adquiriram um n\u00facleo definido, conhecidas como eucari\u00f3ticas, e depois se juntaram em organismos pluricelulares, formando o dom\u00ednio Eukarya \u2013 que engloba todos os animais, plantas, fungos e algas \u2013 s\u00f3 come\u00e7a a aparecer nos registros f\u00f3sseis por volta de 1,7 bilh\u00e3o de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, os cientistas creditaram esta lacuna de cerca de 2 bilh\u00f5es de anos na evolu\u00e7\u00e3o \u00e0 baixa concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio no ambiente do planeta, tanto na atmosfera quanto dilu\u00eddo nos oceanos, que ent\u00e3o concentravam toda a vida existente. Mas agora um novo estudo sugere que h\u00e1 2,4 bilh\u00f5es esta concentra\u00e7\u00e3o era alta o suficiente para que a vida complexa se desenvolvesse, numa \u201cjanela\u201d que durou at\u00e9 pelo menos 2 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, quando ent\u00e3o os n\u00edveis de oxig\u00eanio desabaram. As raz\u00f5es que levaram tanto \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 queda, no entanto, s\u00e3o desconhecidas.<\/p>\n<p>Para determinar quanto oxig\u00eanio na forma de g\u00e1s existia no ambiente terrestre h\u00e1 tanto tempo, os cientistas se voltaram para outro elemento, chamado sel\u00eanio. Analisando tra\u00e7os de sel\u00eanio em camadas de xisto datadas entre 2,4 bilh\u00f5es e 2 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, eles encontraram sinais de oxida\u00e7\u00e3o do elemento, com posterior rea\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o que deixa uma esp\u00e9cie de \u201cassinatura\u201d qu\u00edmica nestas rochas, que s\u00f3 poderiam ocorrer em situa\u00e7\u00f5es de altas concentra\u00e7\u00f5es de oxig\u00eanio no ambiente.<\/p>\n<p>Segundo Roger Buick, professor da Universidade de Washington, EUA, e coautor da pesquisa, publicada nesta quarta-feira no peri\u00f3dico cient\u00edfico \u201cProceedings of the National Academy of Sciences\u201d (PNAS), isto significa que houve um per\u00edodo longo o bastante, de mais de um quarto de bilh\u00e3o de anos, para que a vida mais complexa se desenvolvesse ent\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 evid\u00eancias f\u00f3sseis de c\u00e9lulas complexas que remontam h\u00e1 1,75 bilh\u00e3o de anos \u2013 diz Buick. &#8211; Mas os f\u00f3sseis mais velhos n\u00e3o s\u00e3o necessariamente dos (organismos) mais antigos que viveram, j\u00e1 que as chances de ser preservado em f\u00f3ssil s\u00e3o bem baixas. O que esta pesquisa mostra \u00e9 que havia oxig\u00eanio suficiente no ambiente para permitir que c\u00e9lulas complexas evolu\u00edssem e se tornassem ecologicamente importantes antes de qualquer evid\u00eancia f\u00f3ssil, o que tamb\u00e9m n\u00e3o quer dizer que isso aconteceu, mas que poderia ter acontecido.<\/p>\n<p>De acordo com os cientistas, o uso do sel\u00eanio \u2013 batizado em lembran\u00e7a da palavra grega para a Lua \u2013 como uma ferramenta eficaz para medir os n\u00edveis de oxig\u00eanio no passado distante tamb\u00e9m pode ajudar na procura pelo g\u00e1s, e talvez tamb\u00e9m por vida, fora da Terra. Isto porque futuras gera\u00e7\u00f5es de telesc\u00f3pios tanto em solo quanto no espa\u00e7o permitir\u00e3o aos astr\u00f4nomos estudar a composi\u00e7\u00e3o da atmosfera de planetas extrassolares e revelar se eles t\u00eam n\u00edveis consider\u00e1veis de oxig\u00eanio livre em seu ambiente.<\/p>\n<p>&#8211; O reconhecimento de que houve um intervalo no passado distante da Terra em que tivemos n\u00edveis de oxig\u00eanios pr\u00f3ximos do moderno, mas com habitantes biol\u00f3gicos bem diferentes, pode significar que a detec\u00e7\u00e3o remota de um mundo rico em oxig\u00eanio n\u00e3o \u00e9 necessariamente uma prova de que ele tem uma biosfera complexa \u2013 ressalta Michael Kipp, estudante de doutorado na Universidade de Washington e primeiro autor do artigo na PNAS. &#8211; Mas esta \u00e9 uma nova maneira de medir o oxig\u00eanio no passado de um planeta para ver se vida complexa poderia ter se desenvolvido l\u00e1 e se ela persistiu tempo o bastante para que evolu\u00edsse em seres inteligentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As evid\u00eancias f\u00f3sseis mais antigas conhecidas atualmente indicam que a vida j\u00e1 existia na Terra<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":58236,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/terra.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As evid\u00eancias f\u00f3sseis mais antigas conhecidas atualmente indicam que a vida j\u00e1 existia na Terra","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58235"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58235"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58235\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58236"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}