{"id":58186,"date":"2018-04-08T12:00:33","date_gmt":"2018-04-08T15:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=58186"},"modified":"2018-04-08T10:25:23","modified_gmt":"2018-04-08T13:25:23","slug":"plantas-podem-ver-ouvir-cheirar-e-ate-reagir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/plantas-podem-ver-ouvir-cheirar-e-ate-reagir\/","title":{"rendered":"Plantas podem ver, ouvir, cheirar e at\u00e9 reagir, al\u00e9m de lutar por territ\u00f3rio?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=58187\" rel=\"attachment wp-att-58187\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-58187\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Na vis\u00e3o de Jack Schultz, plantas s\u00e3o &#8220;como animais muito lentos&#8221;: conseguem ver, ouvir, cheirar e at\u00e9 t\u00eam comportamentos.<\/p>\n<p>Professor da Divis\u00e3o de Ci\u00eancias Vegetais da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, ele passou quatro d\u00e9cadas investigando as rela\u00e7\u00f5es entre vegetais e insetos. Segundo o cientista, as plantas lutam por territ\u00f3rio, procuram alimentos, evitam predadores e fazem armadilhas para suas presas. Logo, est\u00e3o vivas no mesmo sentido que os animais &#8211; assim como eles, exibem condutas.<\/p>\n<p>&#8220;Para ver isso, basta voc\u00ea fazer um filme r\u00e1pido de uma planta em crescimento &#8211; ela vai se comportar como um animal&#8221;, acrescenta Olivier Hamant, um cientista especializado em vegetais da Universidade de Lion, na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Qualquer pessoa que tenha visto document\u00e1rios sobre a natureza, ao estilo deLife, de David Attenborough, pode verificar que v\u00eddeos em time-lapse demonstram claramente o comportamento das plantas.<\/p>\n<p>As plantas registradas nessas imagens em alta velocidade est\u00e3o se movendo com um objetivo, o que significa que elas devem ter alguma consci\u00eancia do que est\u00e1 acontecendo em volta.<\/p>\n<p>&#8220;Para responder corretamente, as plantas tamb\u00e9m precisam de dispositivos de detec\u00e7\u00e3o sintonizados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es que variam&#8221;, explicou Schultz.<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\">\n<p><span class=\"credito\">Reuters<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img loading=\"lazy\" class=\"pinit-img\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/8a\/2015\/08\/31\/31ago2015---um-sorriso-feito-de-plantas-de-arroz-e-visto-por-cima-na-provincia-de-zhejiang-na-china-1441023675120_615x300.jpg\" width=\"638\" height=\"311\" \/><\/div>\n<\/div>\n<p><span class=\"legenda pg-color10\">Foto a\u00e9rea registra um sorriso feito de plantas de arroz na prov\u00edncia de Zhejiang, na China<\/span><\/p>\n<\/div>\n<h3>Como humanos<\/h3>\n<p>Mas o que uma planta sente?<\/p>\n<p>Se voc\u00ea acreditar no que afirma Daniel Chamovitz, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, os sentimentos delas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o diferentes dos nossos.<\/p>\n<p>Quando decidiu escrever What a Plant Knows (&#8220;O que uma Planta Sabe&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre), livro lan\u00e7ado em 2012 no qual explora a vida delas com base em pesquisas cient\u00edficas rigorosas e avan\u00e7adas, o cientista ficou apreensivo.<\/p>\n<p>&#8220;Eu estava extremamente preocupado com a rea\u00e7\u00e3o que (o livro) iria causar&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Tanta cautela tinha motivos. As descri\u00e7\u00f5es em seu livro de plantas vendo, cheirando, sentindo e at\u00e9 sabendo o que se passava \u00e0 sua volta lembra A Vida Secreta das Plantas (de Peter Tompkins e Christopher Bird), um livro publicado em 1973 que fez muito sucesso naquela \u00e9poca, mas tinha pouca coisa em termos de fatos.<\/p>\n<p>Uma das coisas que o livro afirmava, na qual muitos ainda acreditam, \u00e9 a ideia totalmente desacreditada que as plantas reagem de forma positiva \u00e0 m\u00fasica cl\u00e1ssica.<\/p>\n<p>Mas o estudo da capacidade de percep\u00e7\u00e3o das plantas avan\u00e7ou muito desde a d\u00e9cada de 1970, e nos \u00faltimos anos houve um aumento nas pesquisas sobre o assunto.<\/p>\n<p>A motiva\u00e7\u00e3o para esse trabalho n\u00e3o foi simplesmente demonstrar que &#8220;as plantas tamb\u00e9m t\u00eam sentimentos&#8221;, mas tamb\u00e9m tentar saber por que e como uma planta sente seu ambiente.<\/p>\n<h3>Audi\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Heidi Appel e Rex Cocroft, colegas de Schultz em Missouri, est\u00e3o tentando descobrir a verdade a respeito da audi\u00e7\u00e3o das plantas.<\/p>\n<p>&#8220;A principal contribui\u00e7\u00e3o de nosso trabalho foi fornecer uma raz\u00e3o para as plantas serem afetadas pelo som&#8221;, disse Appel.<\/p>\n<p>Uma sinfonia de Beethoven n\u00e3o causa muita coisa em uma planta, mas a aproxima\u00e7\u00e3o de uma lagarta faminta \u00e9 outra hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em suas experi\u00eancias, Appel e Cocroft descobriram que grava\u00e7\u00f5es do barulho que as lagartas fazem ao mastigar fizeram as plantas inundarem suas folhas com defesas qu\u00edmicas para afastar predadores.<\/p>\n<p>&#8220;Mostramos que plantas respondiam a um &#8216;som&#8217; de relev\u00e2ncia ecol\u00f3gica&#8221;, disse Cocroft.<\/p>\n<p>E a relev\u00e2ncia ecol\u00f3gica \u00e9 a chave. Consuelo de Moraes, do Insituto Federal de Tecnologia da Su\u00ed\u00e7a, em Zurique, e colaboradores demonstraram que al\u00e9m de ouvir insetos se aproximando, algumas plantas tamb\u00e9m podem sentir o cheiro deles, ou sentir o cheiro de sinais vol\u00e1teis emitidos por plantas pr\u00f3ximas em resposta a eles.<\/p>\n<p>Em 2006 ela demonstrou como uma planta parasita, a Cuscuta europaea, consegue farejar um hospedeiro em potencial. A esp\u00e9cie de videira avan\u00e7a pelo ar e se enrola em volta de seu hospedeiro, extraindo seus nutrientes.<\/p>\n<p>Em termos conceituais, n\u00e3o h\u00e1 muito que difere essas plantas de n\u00f3s. Elas sentem o cheiro ou ouvem algo e ent\u00e3o reagem, assim como os humanos.<\/p>\n<p>Mas existe uma diferen\u00e7a importante, \u00e9 claro.<\/p>\n<p>&#8220;Na verdade n\u00e3o sabemos o quanto os mecanismos de percep\u00e7\u00e3o de odores das plantas s\u00e3o parecidos com os dos animais, j\u00e1 que n\u00e3o sabemos muito sobre esses mecanismos nelas&#8221;, disse Moraes.<\/p>\n<p>De fato: n\u00f3s temos narizes e orelhas. Mas, e uma planta?<\/p>\n<p>A falta de \u00f3rg\u00e3os sensoriais \u00f3bvios torna mais dif\u00edcil o entendimento dos sentidos delas. Nem sempre este \u00e9 o caso &#8211; os fotorreceptores, que as plantas usam para &#8220;ver&#8221;, por exemplo, s\u00e3o bem estudados -, mas com certeza esta \u00e9 uma \u00e1rea que precisa de mais pesquisa.<\/p>\n<p>Appel e Cocroft esperam descobrir que parte ou partes da planta respondem a sons.<\/p>\n<p>Os candidatos mais prov\u00e1veis s\u00e3o as prote\u00ednas mecanorreceptoras encontradas em todas as c\u00e9lulas delas. Estas microdeforma\u00e7\u00f5es ainda podem reagir ao barulho de insetos.<\/p>\n<p>Tudo indica que, para uma planta, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de algo t\u00e3o inc\u00f4modo como uma orelha.<\/p>\n<h3>&#8216;Sexto sentido&#8217;<\/h3>\n<p>Outra habilidade que n\u00f3s e plantas temos \u00e9 a propriocep\u00e7\u00e3o, o &#8220;sexto sentido&#8221; que permite que saibamos onde as v\u00e1rias partes de nosso corpo est\u00e3o no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Pelo fato desse sentido n\u00e3o ser intrinsecamente ligado a um \u00f3rg\u00e3o em animais &#8211; depende de um circuito de retorno entre os mecanorreceptores e o c\u00e9rebro -, a compara\u00e7\u00e3o com as plantas \u00e9 mais clara.<\/p>\n<p>Os detalhes moleculares s\u00e3o um pouco diferentes dos nossos, mas elas tamb\u00e9m t\u00eam mecanorreceptores que detectam mudan\u00e7as em seu ambiente e respondem de acordo.<\/p>\n<p>&#8220;A ideia geral \u00e9 a mesma&#8221;, disse Olivier Hamant, que foi coautor de uma pesquisa de avalia\u00e7\u00e3o de propriocep\u00e7\u00e3o em 2016.<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 agora sabemos que (a propriocep\u00e7\u00e3o) em plantas tem mais a ver com os microt\u00fabulos (componentes estruturais da c\u00e9lula), respondendo ao esticamento e deforma\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica.&#8221;<\/p>\n<p>Na verdade, um estudo publicado em 2015 parece mostrar semelhan\u00e7as que v\u00e3o ainda mais longe, sugerindo que a prote\u00edna actina &#8211; componente importante do tecido muscular &#8211; tem um papel importante na propriocep\u00e7\u00e3o das plantas.<\/p>\n<p>&#8220;Isso n\u00e3o tem tanta base, mas h\u00e1 algumas provas de que as fibras de actina em tecido est\u00e3o envolvidas, quase como m\u00fasculo&#8221;, explicou Hamant.<\/p>\n<h3>Paralelos<\/h3>\n<p>Essas descobertas n\u00e3o s\u00e3o \u00fanicas. Enquanto as pesquisas no sentido das plantas avan\u00e7aram, os pesquisadores come\u00e7aram a descobrir padr\u00f5es repetidos que d\u00e3o pistas de paralelos mais profundos com animais.<\/p>\n<p>Em 2014, uma equipe da Universidade de Lausanne, na Su\u00ed\u00e7a, mostrou que, quando uma lagarta ataca uma planta Arabidopsis, ela desencadeia uma onda de atividade el\u00e9trica.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de sinais el\u00e9tricos em plantas n\u00e3o \u00e9 uma ideia nova &#8211; o fisiologista John Burdon-Sanderson propunha ainda em 1874 que eles eram um mecanismo usado pela planta carn\u00edvora dioneia (ou v\u00eanus-papa-moscas).<\/p>\n<p>Mas o que surpreende mais \u00e9 o papel de mol\u00e9culas chamadas receptoras de glutamato &#8211; o mais importante neurotransmissor em nosso sistema nervoso central, que tem exatamente o mesmo papel em plantas, exceto por uma diferen\u00e7a crucial: plantas n\u00e3o t\u00eam sistema nervoso.<\/p>\n<p>&#8220;A biologia molecular e o genoma nos mostram que plantas e animais s\u00e3o compostos de um n\u00famero surpreendentemente limitado de &#8216;blocos de constru\u00e7\u00e3o&#8217; moleculares, que s\u00e3o muito parecidos&#8221;, explicou Fatima Cvrckov\u00e1, pesquisadora na Universidade Charles, em Praga, na Rep\u00fablica Tcheca.<\/p>\n<p>Comunica\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas evolu\u00edram de duas formas diferentes, cada vez usando uma s\u00e9rie de blocos de constru\u00e7\u00e3o que podem datar de antes da separa\u00e7\u00e3o entre plantas e animais, h\u00e1 cerca de 1,5 bilh\u00e3o de anos.<\/p>\n<p>&#8220;A evolu\u00e7\u00e3o levou a um certo n\u00famero de mecanismos potenciais para comunica\u00e7\u00e3o, e voc\u00ea at\u00e9 pode chegar a isso de formas diferentes, mas o fim ainda \u00e9 o mesmo&#8221;, contou Chamovitz.<br \/>\n&#8216;Intelig\u00eancia das plantas&#8217;<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia dessas semelhan\u00e7as e que as plantas t\u00eam uma habilidade muito maior de sentir o mundo do que as apar\u00eancias sugerem levou a algumas teorias sobre &#8220;intelig\u00eancia das plantas&#8221; e at\u00e9 gerou uma nova disciplina.<\/p>\n<p>Sinais el\u00e9tricos em plantas foram um dos fatores principais do nascimento da &#8220;neurobiologia vegetal&#8221; (um termo usado apesar da falta de neur\u00f4nios das plantas) e hoje h\u00e1 pesquisadores estudando \u00e1reas n\u00e3o tradicionais no estudo de vegetais como mem\u00f3ria, aprendizado e resolu\u00e7\u00e3o de problemas.<\/p>\n<p>Essa forma de pensar at\u00e9 levou legisladores na Su\u00ed\u00e7a a estabelecer diretrizes para proteger a &#8220;dignidade das plantas&#8221;, seja l\u00e1 o que isso quer dizer.<\/p>\n<p>E enquanto muitos consideram os termos &#8220;intelig\u00eancia das plantas&#8221; ou &#8220;neurobiologia vegetal&#8221; como metaf\u00f3ricos, outros fazem cr\u00edticas. At\u00e9 mesmo Chamovitz.<\/p>\n<p>&#8220;Se eu acho que plantas s\u00e3o inteligentes? Acho que plantas s\u00e3o complexas&#8221;, responde.<\/p>\n<p>Para o pesquisador, complexidade n\u00e3o deve ser confundida com intelig\u00eancia.<\/p>\n<h3>Limites<\/h3>\n<p>\u00c9 \u00fatil descrever plantas em termos antropom\u00f3rficos para facilitar a explica\u00e7\u00e3o de ideias. Mas h\u00e1 limites.<\/p>\n<p>O risco \u00e9 que as plantas acabem sendo vistas como vers\u00f5es inferiores dos animais, o que \u00e9 errado.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s, pesquisadores das plantas, ficamos felizes em falar sobre as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre os estilos de vida das plantas e dos animais quando apresentamos os resultados de alguma pesquisa sobre plantas para o p\u00fablico&#8221;, disse Cvrckov\u00e1.<\/p>\n<p>No entanto, ela acredita que usar essas met\u00e1foras para descrever plantas tem um pre\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea quer evitar (essas met\u00e1foras), a n\u00e3o ser que voc\u00ea esteja interessado em um debate (geralmente in\u00fatil) sobre se as cenouras conseguem ou n\u00e3o sentir dor quando s\u00e3o mordidas.&#8221;<\/p>\n<h3>Adapta\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Plantas s\u00e3o extremamente adaptadas para fazer exatamente o que precisam. Elas podem n\u00e3o ter um sistema nervoso, mas superam isso em outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>Por exemplo: apesar de n\u00e3o ter olhos, plantas como a Arabidopsis t\u00eam pelo menos 11 tipos de fotorreceptores.<\/p>\n<p>N\u00f3s temos apenas quatro. Isso significa que, de certa forma, a &#8220;vis\u00e3o&#8221; delas \u00e9 mais complexa que a nossa.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que as plantas t\u00eam prioridades diferentes das nossas, e seus sistemas sensoriais refletem isso.<\/p>\n<p>Como Chamovitz afirma em seu livro &#8220;luz, para uma planta, \u00e9 muito mais do que um sinal; luz \u00e9 comida&#8221;.<\/p>\n<p>As plantas podem enfrentar os mesmos desafios que os animais, mas suas necessidades sensoriais tamb\u00e9m s\u00e3o moldadas pelas coisas que as diferenciam.<\/p>\n<p>&#8220;O enraizamento das plantas, o fato de elas n\u00e3o se moverem, significa que elas precisam ser muito mais atentas ao ambiente onde vivem do que eu ou voc\u00ea&#8221;, explicou Chamovitz.<\/p>\n<p>Para entender totalmente como as plantas percebem o mundo, \u00e9 importante que os cientistas e o p\u00fablico em geral apreciem os vegetais pelo que eles s\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O risco \u00e9, se continuarmos comparando (plantas) com animais, n\u00e3o percebermos o valor das plantas&#8221;, disse Hamant.<\/p>\n<p>&#8220;Gostaria de ver as plantas reconhecidas mais como os seres vivos incr\u00edveis, interessantes e ex\u00f3ticos que s\u00e3o e menos como apenas uma fonte de nutri\u00e7\u00e3o e biocombust\u00edveis para os humanos&#8221;, acrescentou Cvrckov\u00e1.<\/p>\n<p>Esse tipo de atitude pode beneficiar a todos. Gen\u00e9tica e eletrofisiologia s\u00e3o apenas alguns exemplos de \u00e1reas que come\u00e7aram com pesquisas em plantas e provaram ser revolucion\u00e1rias para a biologia como um todo.<\/p>\n<p>Por outro lado, perceber que temos algumas coisas em comum com as plantas pode ser uma oportunidade para aceitar que somos mais parecidos com elas do que gostamos de imaginar, assim como as plantas s\u00e3o mais parecidas com os animais do que n\u00f3s pensamos.<\/p>\n<p>Para Chamovitz, as semelhan\u00e7as devem nos alertar para a surpreendente complexidade das plantas e para os fatores em comum que conectam todas as formas de vida na Terra.<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o poderemos come\u00e7ar a apreciar a uni\u00e3o na biologia.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na vis\u00e3o de Jack Schultz, plantas s\u00e3o &#8220;como animais muito lentos&#8221;: conseguem ver, ouvir, cheirar<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":58187,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/planta.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Na vis\u00e3o de Jack Schultz, plantas s\u00e3o &#8220;como animais muito lentos&#8221;: conseguem ver, ouvir, cheirar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58186"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58186"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58186\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58187"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}