{"id":58103,"date":"2017-01-19T12:00:54","date_gmt":"2017-01-19T15:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=58103"},"modified":"2017-01-19T12:49:26","modified_gmt":"2017-01-19T15:49:26","slug":"tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-marte\/","title":{"rendered":"Tudo o que voc\u00ea precisa saber sobre Marte, o quarto planeta do Sistema Solar"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-marte\/marte-14\/\" rel=\"attachment wp-att-58104\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-58104\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>U<\/span>m mundo des\u00e9rtico e gelado, Marte \u00e9 o quarto planeta do <strong>Sistema Solar<\/strong> e tem duas luas \u2014 <strong>Fobos<\/strong> e <strong>Deimos<\/strong>, respectivamente \u201cmedo\u201d e \u201cp\u00e2nico\u201d em grego. Assim como a Terra, tamb\u00e9m tem esta\u00e7\u00f5es, calotas polares, vulc\u00f5es e desfiladeiros, mas a possibilidade de existir <strong>\u00e1gua l\u00edquida<\/strong> em sua superf\u00edcie ainda divide os cientistas.<\/p>\n<p>Como o <strong>Planeta Vermelho<\/strong> tem menos <strong>gravidade <\/strong>do que a <strong>Terra<\/strong>, o peso de uma pessoa seria 62% menor por l\u00e1 e a capacidade de levantar pesos fica duas vezes maior: cada 4 quilos na Terra correspondem a pouco menos que 2 quilos em Marte.<\/p>\n<p>A temperatura pode atingir 20 graus Celsius ou cair para 153 graus negativos, o que varia de acordo com o per\u00edodo do dia e as esta\u00e7\u00f5es. O planeta \u00e9 mais frio do que a Terra porque sua dist\u00e2ncia do <strong>Sol <\/strong>\u00e9 maior.<\/p>\n<p>E enquanto respiramos uma mistura de <strong>nitrog\u00eanio<\/strong>, <strong>oxig\u00eanio <\/strong>e outros gases na Terra, em Marte essa mesma quantidade de oxig\u00eanio s\u00f3 seria alcan\u00e7ada ap\u00f3s \u201cinalarmos\u201d mais de 14 mil vezes: com a atmosfera 100 vezes menos densa e composta principalmente por <strong>di\u00f3xido de carbono<\/strong>, o planeta oferece pouco oxig\u00eanio para respirarmos.<\/p>\n<p>Mesmo assim, miss\u00f5es espaciais planejam enviar tripula\u00e7\u00f5es humanas ao Planeta Vermelho a partir da pr\u00f3xima d\u00e9cada, com planos ousados de um dia colonizar o local e torn\u00e1-lo habit\u00e1vel a seres humanos. Mas enquanto n\u00e3o podemos fazer uma visita, conhe\u00e7a outras curiosidades e fatos interessantes sobre Marte:<\/p>\n<p><em><strong>1. O nome de Marte \u00e9 inspirado no deus da guerra<\/strong><\/em><br \/>\nConsiderando sua cor de sangue, os gregos batizaram Marte com o nome do deus da guerra, Ares. At\u00e9 as duas pequenas luas de Marte, Fobos e Deimos, receberam o nome dos cavalos que puxavam a carruagem da figura mitol\u00f3gica. Outras civiliza\u00e7\u00f5es antigas tamb\u00e9m levaram em conta a colora\u00e7\u00e3o do planeta para decidir como cham\u00e1-lo: os <strong>eg\u00edpcios <\/strong>usaram \u201cSeu Desher\u201d, que significa \u201ca vermelha\u201d, e astr\u00f4nomos chineses o chamavam de \u201cestrela do fogo\u201d.<\/p>\n<p><em><strong>2. Tem aproximadamente a mesma massa terrestre que o planeta Terra<\/strong><\/em><br \/>\nApesar de ter quase metade do tamanho da Terra, Marte \u00e9 um planeta des\u00e9rtico e possui praticamente a mesma quantidade de superf\u00edcie terrestre, j\u00e1 que cerca de dois ter\u00e7os do nosso planeta \u00e9 coberto por \u00e1gua. O di\u00e2metro de Marte mede 6792 quil\u00f4metros e \u00e9 duas vezes maior que a Lua \u2014 a Terra, por sua vez, \u00e9 duas vezes maior do que o planeta.<\/p>\n<p><em><strong>3. O planeta tem o maior vulc\u00e3o de todo o Sistema Solar&#8230;<\/strong><\/em><br \/>\nQuase tr\u00eas vezes mais alto do que o Monte <strong>Everest<\/strong>, o Monte <strong>Olimpo <\/strong>\u2014 ou Olympus Mons, no nome em latim \u2014, \u00e9 um vulc\u00e3o com altura de cerca de 25 quil\u00f4metros e 624 de di\u00e2metro em Marte. \u00c9 atualmente o maior vulc\u00e3o descoberto em todo o Sistema Solar e foi identificado por astr\u00f4nomos no s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p><em><strong>4. \u2026 E as maiores tempestades de poeira tamb\u00e9m<\/strong><\/em><br \/>\nEm Marte, as tempestades de poeira s\u00e3o capazes de cobrir todo o planeta e podem durar meses. As esta\u00e7\u00f5es do ano s\u00e3o extremas porque seu caminho orbital el\u00edptico ao redor do Sol \u00e9 mais alongado do que na maioria dos outros planetas do Sistema Solar.<\/p>\n<p><em><strong>5. Em Marte, o Sol parece ter a metade do tamanho que aparenta se for visto da Terra<\/strong><\/em><br \/>\nNa Terra, o Sol est\u00e1 localizado a pelo menos 152 milh\u00f5es de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Em Marte, esse intervalo \u00e9 quase duas vezes maior \u2014 228 milh\u00f5es de quil\u00f4metros \u2014 e por isso o Sol aparenta ser incrivelmente menor se for visto de Marte.<\/p>\n<p><em><strong>6. \u201cPeda\u00e7os\u201d de Marte j\u00e1 ca\u00edram na Terra<\/strong><\/em><br \/>\nAlguns vest\u00edgios raros do planeta j\u00e1 foram descobertos em solo terrestre por cientistas, possivelmente ap\u00f3s <strong>meteoritos <\/strong>terem sido ejetados da <strong>atmosfera <\/strong>marciana, orbitando o Sistema Solar por milh\u00f5es de anos antes de cair na Terra. Um dos meteoritos, do grupo \u201cNakhlite\u201d, caiu em <a href=\"http:\/\/www2.jpl.nasa.gov\/snc\/gov.html\">Governador Valadares<\/a>, Minas Gerais, em 1958. Entre os 60 mil meteoritos encontrados na Terra, apenas 124 foram identificados como material de Marte.<\/p>\n<p><em><strong>7. H\u00e1 sinais de \u00e1gua l\u00edquida em Marte<\/strong><\/em><br \/>\nA busca por \u00e1gua em Marte j\u00e1 indicou que rios e oceanos podem ter sido comuns no desenvolvimento inicial do planeta, que h\u00e1 bilh\u00f5es de anos era um local quente, \u00famido e perfeito para abrigar vida microbiana em certas regi\u00f5es. Atualmente, \u00e9 poss\u00edvel que \u00e1gua l\u00edquida esteja presente em algumas encostas \u00edngremes e relativamente quentes na superf\u00edcie marciana. Em 2015, pesquisadores da <a href=\"http:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Espaco\/noticia\/2015\/08\/nasa-saiba-mais-sobre-agencia-espacial-americana.html\">NASA<\/a> detectaram alguns minerais hidratados nessas encostas, com faixas escuras que parecem mudar de forma ao longo do tempo, fluindo para baixo durante esta\u00e7\u00f5es quentes. Essas evid\u00eancias surgem em diferentes partes de Marte quando as temperaturas atingem 23 graus Celsius negativos e desaparecem em per\u00edodos mais frios.<\/p>\n<p><em><strong>8. Existem planos para enviar miss\u00f5es tripuladas a Marte a partir de 2022<\/strong><\/em><br \/>\nCom d\u00e9cadas de pesquisa e dados coletados pelos ve\u00edculos espaciais <a href=\"http:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2016\/02\/nasa-divulga-selfie-que-curiosity-tirou-em-marte.html\">Curiosity <\/a>e <strong>Opportunity<\/strong>, a NASA tem estudado a disponibilidade de recursos em Marte para futuros exploradores humanos. Outro ve\u00edculo de explora\u00e7\u00e3o espacial deve ser enviado em 2020 e promete ser mais um caminho para descobrir se Marte poder\u00e1 ser um lar seguro para humanos. A ag\u00eancia estima que miss\u00f5es tripuladas devem ocorrer a partir de 2030.<\/p>\n<p>Planos mais ambiciosos de <a href=\"http:\/\/revistagalileu.globo.com\/Tecnologia\/noticia\/2016\/08\/10-coisas-sobre-o-elon-musk-que-voce-provavelmente-nao-sabia.html\">Elon Musk<\/a>, magnata sul-africano fundador da fabricante aeroespacial <strong>SpaceX<\/strong>, sugerem que chegaremos a Marte ainda mais cedo do que a estimativa da NASA. Em setembro de 2016, ele declarou que a humanidade deve encarar duas op\u00e7\u00f5es: \u201cficar na Terra para sempre e enfrentar seu inevit\u00e1vel evento de extin\u00e7\u00e3o ou se tornar uma civiliza\u00e7\u00e3o espacial e esp\u00e9cie <a href=\"http:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2016\/09\/elon-musk-quer-levar-os-humanos-alem-de-marte.html\">multiplanet\u00e1ria<\/a>.\u201d<\/p>\n<p>Para enviar humanos em um grande <strong>foguete<\/strong>, Musk pretende alcan\u00e7ar o custo m\u00ednimo de 100 mil d\u00f3lares por pessoa, com um sistema reutiliz\u00e1vel de transporte interplanet\u00e1rio, capaz de transportar 100 pessoas. Seu objetivo \u00e9 tornar a viagem acess\u00edvel a todos, enviando miss\u00f5es tripuladas a partir de 2022 \u2014 um poss\u00edvel in\u00edcio do processo de coloniza\u00e7\u00e3o de Marte.<\/p>\n<p><em><strong>9. Apenas 19 miss\u00f5es a Marte foram bem-sucedidas<\/strong><\/em><br \/>\nEm 40 anos de pesquisas sobre Marte, muitas miss\u00f5es espaciais foram um fracasso, especialmente nos anos 90, quando quatro de seis miss\u00f5es da NASA falharam. Incluindo sondas e ve\u00edculos espaciais, 28 tentativas tiveram algum imprevisto enquanto <a href=\"http:\/\/www.popularmechanics.com\/space\/moon-mars\/a17407\/mars-mission-failures\/\">19 foram bem-sucedidas<\/a> at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><em><strong>10. Um dia, Marte ter\u00e1 um anel<\/strong><\/em><br \/>\nAssim como <strong>Saturno<\/strong>, um dia Marte poder\u00e1 ter um anel formado pela sua maior lua, <strong>Phobos<\/strong>, que deve ser desintegrada por for\u00e7as gravitacionais entre os pr\u00f3ximos 30 e 50 milh\u00f5es de anos. Assim que surgir, o anel deve durar at\u00e9 100 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um mundo des\u00e9rtico e gelado, Marte \u00e9 o quarto planeta do Sistema Solar e tem<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":58104,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/marte.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um mundo des\u00e9rtico e gelado, Marte \u00e9 o quarto planeta do Sistema Solar e tem","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58103"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58103"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58103\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}