{"id":58087,"date":"2017-01-19T09:00:56","date_gmt":"2017-01-19T12:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=58087"},"modified":"2017-01-18T20:32:42","modified_gmt":"2017-01-18T23:32:42","slug":"estudo-detalha-como-frio-e-escuridao-mataram-os-dinossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-detalha-como-frio-e-escuridao-mataram-os-dinossauros\/","title":{"rendered":"Estudo detalha como frio e escurid\u00e3o mataram os dinossauros"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=58088\" rel=\"attachment wp-att-58088\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-58088\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um estudo divulgado semana passada no peri\u00f3dico <a href=\"http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/2016GL072241\/abstract\" target=\"_blank\"><i>Geophysical Research Letters<\/i><\/a> revela que talvez a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros tenha sido um evento muito mais complexo do que a imagin\u00e1vamos \u2013 e o motivo s\u00e3o pequenas e aparentemente inofensivas got\u00edculas. Cientistas do Instituto Potsdam de Pesquisa sobre Impacto Clim\u00e1tico (PIK, sigla em alem\u00e3o), na Alemanha, reproduziram como\u00a0gotas de \u00e1cido sulf\u00farico na atmosfera, levantadas pelo\u00a0impacto de um <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/ciencia\/asteroide-que-matou-dinossauros-fez-superficie-agir-como-liquido\/\">asteroide gigante<\/a> com a Terra, podem ter levado a um longo per\u00edodo de resfriamento global ao qual muitas esp\u00e9cies de dinossauros n\u00e3o conseguiram resistir.<\/p>\n<p>\u201cAgora n\u00f3s podemos contribuir com novos conhecimentos para compreender a t\u00e3o debatida causa para a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros no fim do per\u00edodo Cret\u00e1ceo\u201d, afirma Julia Brugger, pesquisadora no PIK e l\u00edder do estudo, em <a href=\"https:\/\/www.pik-potsdam.de\/news\/press-releases\/how-the-darkness-and-the-cold-killed-the-dinosaurs\" target=\"_blank\">comunicado<\/a>. Para investigar o fen\u00f4meno, os cientistas utilizaram pela primeira vez um tipo espec\u00edfico de simula\u00e7\u00e3o computadorizada, um modelo clim\u00e1tico capaz de reproduzir a atmosfera, os oceanos e mares congelados que normalmente \u00e9 usado para outros tipos de estudo.<\/p>\n<h3><b>Era do gelo<\/b><\/h3>\n<p>A hip\u00f3tese mais conhecida para a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros \u00e9 que um imenso asteroide caiu na Pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n, no M\u00e9xico, originando a cratera de Chicxulub. Estudos anteriores j\u00e1 haviam levantado a teoria de que o impacto causado pela colis\u00e3o 66 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s teria espalhado uma enorme <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/ciencia\/asteroide-matou-dinossauros-espalhando-fuligem-pela-terra\/\">nuvem de fuligem<\/a>\u00a0contendo enxofre e \u00e1cido sulf\u00farico pela atmosfera, impedindo\u00a0a passagem da luz e provocando quedas abruptas de temperatura e chuvas \u00e1cidas. A nova pesquisa testou essa hip\u00f3tese\u00a0a partir de simula\u00e7\u00f5es para desvendar exatamente como essas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas afetaram esp\u00e9cies que habitavam a Terra.<\/p>\n<p>Com uma imensa nuvem bloqueando o Sol, as temperaturas ca\u00edram abruptamente, passando de 27 graus Celsius para meros 5 graus Celsius nos tr\u00f3picos. Em outras partes do globo, mais pr\u00f3ximas aos polos, o clima era t\u00e3o frio que chegava a valores abaixo dos 3 graus Celsius negativos. Com temperaturas t\u00e3o baixas e pouca luz chegando ao solo, a fotoss\u00edntese se tornou imposs\u00edvel, e muitas esp\u00e9cies de plantas e dinossauros n\u00e3o sobreviveram. Levou cerca de 30 anos para que o clima se recuperasse, segundo o estudo.<\/p>\n<p>Os cientistas afirmam que a circula\u00e7\u00e3o dos oceanos tamb\u00e9m foi impactada, contribuindo tamb\u00e9m para a extin\u00e7\u00e3o de algumas esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas. Conforme a \u00e1gua na superf\u00edcie se resfriou, ficando mais densa e pesada, a \u00e1gua das profundezas que estava mais quente subiu, carregando nutrientes que levaram \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de algas. Esses seres, ao se multiplicar massivamente, podem ter produzido algumas subst\u00e2ncias t\u00f3xicas que tamb\u00e9m afetaram a vida nas regi\u00f5es costeiras. Ainda assim, sabe-se que que nem todas as esp\u00e9cies que habitavam os oceanos morreram\u00a0\u2013 o grupo dos crocodilia, por exemplo, que hoje inclui jacar\u00e9s e crocodilos, mas, na \u00e9poca, era formado de grandes animais,\u00a0conseguiu sobreviver.<\/p>\n<p>\u201cO resfriamento a longo-prazo causado pelos aeross\u00f3is de sulfato foi muito mais importante para a extin\u00e7\u00e3o massiva do que a poeira que ficou na atmosfera por apenas um per\u00edodo relativamente curto\u201d, diz o co-autor do estudo, Georg Feulner. \u201cTamb\u00e9m foi mais importante do que eventos locais, como o calor extremo perto do impacto, inc\u00eandios ou tsunamis.\u201d<\/p>\n<p>Para o pesquisador, o estudo ilustra como o clima \u00e9 importante para todas as formas de vida no planeta. \u201cIronicamente, hoje a amea\u00e7a mais imediata n\u00e3o vem de um resfriamento natural, mas de um aquecimento global provocado pelo homem\u201d, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo divulgado semana passada no peri\u00f3dico Geophysical Research Letters revela que talvez a extin\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":58088,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/dinossauro.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo divulgado semana passada no peri\u00f3dico Geophysical Research Letters revela que talvez a extin\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58087"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58087"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58087\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58088"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58087"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}